Recado da Autora
Eu disse que tentaria até hoje betar o capitulo 12.. e basicamente eu betei ele todo hoje.. o/
Amanhã as 8 da matina to indo pro uruguay.. onde toda essa aventura começou.. faz 1 ano que Noite Escura começou a ser criada e tem muita coisa para ser escrita ainda e postada..
O pior é q com a proximidade com a viagem.. ta me dando um surto de criatividade e vontade descomunal de esrever.. pobre dos meus cadernos.. eles teram de servir ja q eu não terei computador lá.. e meu irmão dificilmente me emprestará o notebook dele.. =//
Dia 11/01 estou de volta.. e quem sabe finalmente coloco os dois capitulos finais e mais o epilogo no ar..
Espero que gostem desse capitulo.. eu o escrevi antes de ir nesse show que realmente teve em SP esse ano.. é esse capitulo que faz Noite Escura também ser uma Fan fic sobre Backstreet Boys e não vai ser a ultima vez que eles aparecerão na estória, na verdade eles tem uma importancia muito grande na vida da Nessa e participaram de momentos decisivos dessa estória.
Divirtão-se até minha volta!!^^ e Feliz 2010 pra todos!!!
Eu nem percebi quando faltava uma semana pro Show dos BSB e eu tinha me esquecido completamente. Não havia mais ingressos vips a venda, então isso era sinal que eu ficaria bem atrás caso eu conseguisse ir.
Isso se eu conseguisse.
Droga anos de estudo, para não conseguir chegar até a grade…
Planeta Atlântida um festival enorme de musica que tinha no meu estado tinha sido em vão de ter ido.
Eu fui para apreender a chegar na grade. Agora todas as esperanças haviam se esvaído de mim.
Eu fui ver a minha poupança como que estava. Eu não tinha gastado nenhum dos meus últimos quatro salários e isso era bom. Com os juros chegava a seiscentos e vinte reais. Eu tinha que achar passagens de avião baratas.
Eu iria, no mesmo dia do show e pegaria o primeiro vôo de volta depois dele.
Era melhor assim, mais barato e seria a primeira vez que eu andaria em um avião.
Foi então que eu me liguei e William?!
‘Eu não posso deixar ele aqui sozinho e eu não teria o dinheiro para os dois…’
Eu entrei em desespero e quase desisti de ir.
Era sábado e William estava escondido comigo no quarto enquanto meus pais faziam a festa na piscina.
Tinha feito um dia de rachar e tava calor pacas.
Eu bufei e vi que William perdeu a atenção no meu cabelo que ele enrolava com os dedos.
Ele leu o que estava escrito na tela do computador..”Passagens para o show?!” ele disse e eu suspirei concordando.. “Mas eu não terei suficiente para nós dois. Nem sei se conseguirei ingresso!” e fiz um muchoxu de desagrado.
Ele riu e eu fiquei sem entender. Olhei para ele e ele me olhava rindo com um tom irônico. Parecia que ele estava doido para me contar algo e então eu me liguei.
“Seu doido! Como? Quando? Com que dinheiro?”
Ele se espantou. “Como raios você faz isso?” e eu corei, mas continuei.
“Anda William como você conseguiu os ingressos? E eles são vips como você disse aquele dia? Porque você comprou?”
Ele me abraçou e me puxou da cadeira do PC para a cama junto com ele.
”Sua boba! Você acha que eu deixaria você perder o show que tu esta esperando há 8 anos?”
Eu era pura alegria e ele completou.. “As passagens eu deixo por sua conta. Com esse dinheiro da para nós dois irmos e voltarmos, ainda mais nesse horário aqui!” ele apontou. Era uma empresa não muito conhecida e era um vôo a noite e o mais interessante barato demais para aquele horário.
Dava certinho o dinheiro. Duas passagens, ida e volta para São Paulo. Dia quatro de março à noite e com volta, dia seis também a noite. Tudo saia os exatos seiscentos e vinte reais. O show era no dia cinco…
“A hospedagem nós damos um jeito!” ele disse.
”Só que teremos que ter cuidado. Eu nunca fui a São Paulo, mas sei que lá há alguns vampiros residentes.
É uma cidade grande e pode-se fazer esse tipo de coisa.” Falou.
”Mas não se preocupe. Eu avisarei a alguns conhecidos que estão por aquelas bandas que eu irei dar uma passada rápida por lá para não ter problemas. Mas com certeza eu terei que fazer uma breve visita a alguém.” Completou e eu fiquei sem entende.
Quem seria esse alguém?
Mas com certeza era um vampiro e eu vi a testa de William se enrugar, mostrando que ele estava pensativo. Ele dês fez a feição assim que ele percebeu que eu o observava.
Eu estava feliz.
Graças a William eu ia ver meus meninos.
Aqueles que tinham me mantido viva até William chegar, mas ainda assim eu estava preocupada.
Nós iríamos a uma terra desconhecida aos dois e que era potencialmente cheia de perigos para um casal como nós.
A Semana passou voando e eu preparei tudo para a viagem…
“Camiseta? Checado! Protetor solar? Checado…” Nessa parte William riu
“Ta você não vai ficar na fila, mas eu pretendo!”. e pus a língua para ele.
Ele deu uma mordidinha no meu pescoço me fazendo rir.
Naquela tarde depois do serviço nós pegaríamos a estrada para porto alegre e de lá pegaríamos o avião para Sao paulo.
Meu pai não gostou muito da idéia mas ele sabia sobre o show e eu tinha combinado com os meus professores que as aulas de quinta e sexta eu não teria falta.
Como eu e William tínhamos pagado tudo, ele só chiou a me pagar adiantado o salário de março para que eu tivesse algum dinheiro na viagem já que as minhas economias tinham ido nas passagens.
Minha mãe me deu mais 50 reais e meu irmão mais trinta.
“Não precisava Julio!”. eu disse sem graça.
“Não é pra ti! Compra a camiseta que da ultima vez você esqueceu!” e pos a língua pra mim, então depois me abraçou, me fazendo o abracei forte.
Já estava escuro quando nós nos preparávamos para sair do estacionamento rumo a BR.
Meu pai deu um sermão sobre velocidade e direção a William e até que ele ouviu pacientemente. Ainda pediu dicas mas deu nos dedos do meu pai quando disse que dês dos dezoito anos ele estava acostumado a viagens longas e que conhecia a estrada para Porto Alegre muito bem.
Felipe não estava a vista e quando minha mãe viu que eu o procurava ela fez uma cara de tristeza.
Eu fiquei muito mal. Nós tínhamos acabado mas eu ainda considerava Felipe um amigo muito querido. Eu não queria o mal dele, pelo contrario, sempre foi e sempre será assim.
Mas eu não achei ele e William me chamou. Ele tinha percebido o que eu procurava.
Eu sorri para ele e ele fez o mesmo, então nós entramos e partimos.
O ultimo vôo da noite o nosso, era as 21:30h.
Eram ainda 18hs da tarde. Tínhamos tempo de sobra e conhecendo a direção de William chegaríamos lá em uma hora e meia. Para vocês terem uma idéia, meu pai normalmente fazia em duas e meia, um ônibus de linha em quatro.
A viagem foi tranqüila e nós fomos ao som de Backstreet Boys a todo o volume.
Aquecimento para o show e o mais engraçado era que William curtia as musicas ou curtia a minha empolgação.
Era incrível eu estava a poucas horas de ver meus ídolos novamente depois de 8 anos. Era muita ansiedade e o melhor era que eu estava ao lado de quem eu gostava tanto.
Caraca SP era grande. Enorme demais.
Da janela do avião eu via as luzes da cidade que nós sobrevoávamos prontos para descer.
Eu só tinha ido uma vez lá. Para o show em 2001, mas eu não sai da marginal do rio Tiete e dentro do ônibus não dava para ver muita coisa.
Eu não fazia idéia.
A principio eu fiquei com medo de nós nos perdermos mas ainda bem que o Credcard hall era de fácil acesso e tinha um ônibus bem fácil que passava na porta da estacionamento, aonde seria o show.
Todo o negocio de andar de avião pela primeira vez deixou ansiosos a mim e a William.
Demos graças a Deus quando chegamos em terra.
Pegamos minha bolsa e uma mochila pequena. Era só o que levávamos.
Foi complicado achar o tal ônibus mas conseguimos. Nós iríamos direto para a fila.
William tinha se alimentado muito bem na noite anterior e me prometeu que estaria bem nesses próximos três dias.
Eu sabia o quanto seria difícil para ele estar em um lugar tão abalroado de gente. Eu fiz ele me prometer que se ele senti-se algo errado, que ele fugisse para longe e depois me ligasse.
Eu não queria que ele ficasse mal com ele mesmo.
Eu não temia pela vida dos outros eu temia pela dele e só ele importava.
Nós chegamos ao lugar e como eu previa já tinha uma fila bem grandinha para o Show.
William olhou para as pessoas e me perguntou se eu não queria ficar em algum hotel. Que ele pagava. Para eu descansar porque se não eu estaria acabada quando chegasse à hora do show.
Ele estava certo, mas eu não sabia se a adrenalina me permitiria dormir.
Ainda assim ficar ao relento naquela noite chuvosa e fazer ele ficar parado como um bobo na fila, não dava.
Eu podia pagar o mico. Eu era fã. Mas ele não.
Então eu concordei.
Nós passamos pela fila e eu reconheci algumas pessoas da internet ali.
Eu as complementei rápido, pois elas ficaram assustadas com William, como todo bom ser humano. Mas ainda algumas até ficaram encantadas de mais pro meu gosto, o que me fez tirar ele de perto delas com o meu detector de ciúmes batendo o ponteiro no limite.
Ta mas aonde hotel há essa hora e nessa zona? Algumas pessoas não sabiam nos indicar, outros diziam que ali na região só tinha hotéis muito caros e eu não sabia o quanto William tinha na carteira.
Na verdade eu nem sabia se ele tinha uma carteira.
Um taxista nós indicou um a duas quadras dali. Mas ao chegar eu desisti. Com certeza era algo caro demais. No mínimo 4 estrelas ou sei lá como classificavam hotéis nos dias de hoje.
Mas William me pegou pelo braço e disse. “Você vai pegar uma gripe se continuarmos procurando e já é tarde. Vai esse mesmo.”
Eera meia noite passada quando entramos e o recepcionista não nos recebeu muito bem.
Pelos nossos trajes e bagagem.
Eu fiquei no hall esperando enquanto William fazia tudo.
A chuva caia miúda lá fora como se fosse inverno. SP era a terra da garoa e agora eu entedia o por que.
Eram as águas de março pedindo passagem.
Eu cheguei mais para perto de uma janela.
Havia varias prédios na frente e a rua até que era movimentada. Eu não tinha idéia da onde estávamos. Mas até que dava para ver o cume do prédio aonde serio o show.
Ao lado do prédio em frente, tinha uma coisa que normalmente não se via em Pelotas e era típico de cidade grande. Era um beco!
Espremido entre os dois prédios a frente. Tinha algumas latas de lixo, trash móvel como eu conhecia e estava bem escuro.
Então eu vi alguma coisa se mexendo lá e eu me aproximei da janela para tentar ver melhor.
Foi então que eu senti, aquela sensação que eu conhecia bem e que a algum tempo eu não sentia. Nem mesmo na noite que Elisandra nos surpreendeu na lagoa.
A ultima vez que eu havia sentido, tinha sido no dia do cinema e parecia que agora eu sentia com força total.
Alguém me observava e eu sabia o que esse alguém era. Mas eu não conseguia desviar o olhar e me fazer de desentendida.
Eu queria saber quem era.
Era uma força magnética que me puxava e eu queria ir lá fora ver.
Ver com os meus próprios olhos o que era. Quem era.
Quando eu senti o puxão no meu braço que me fez girar, foi como se uma ligação se rompesse. Quando percebi eu estava nos braços de William.
Ele estava serio olhando na mesma direção que eu olhava antes e ele tremia.
‘Droga o que eu fui fazer?’ Eu pensei.
“Vem!” Ele disse. “Já consegui um quarto. Agora vamos ter que ficar aqui!”
O rosto dele se movimentou rápido para o lado e ele estremeceu mas depois relaxou.
Porra! Eu atraia vampiro! Cruz credo! Num ta no mapa isso!
Eu estava morrendo de raiva de mim mesma e eu não conseguia encara-lo.
O carinha do hotel que agora eu esqueci o nome. Nos levou até o nosso quarto.
Realmente era bem grande e como eu não tinha comido nada dês do café no carro, William pediu um lanche para mim.
Era apenas um sanduíche natural e suco de laranja, mas dava pro gasto.
O hotel era chique, mas não um dos Ai meu deus do céu! Dava para pagar. Pelo menus foi o que William disse.
Eu tive medo de perguntar a ele sobre o que tinha acontecido. Medo que alguém escutasse.
Eu só soube dizer “Desculpe!” e ele disse. “Você não tem culpa. Eu que não devia ter vindo, assim você estaria segura!” Ele estava falando abertamente. Era seguro falar. “Iria ser pior!” eu disse e completei quando ele me olhou com ar de reprovação serio.
“Imagina eu impregnada com o teu cheiro sozinha numa cidade que tem vampiros a rodo? Ou pelo menus muito mais do que na minha?”
Ele riu e disse. “Na sua… Eu sou o único residente!” Então me beijou o topo da cabeça.
Era interessante saber sobre isso, ele não tinha me contado antes.
Ele suspirou. “Você tem razão seria pior!”
“Eu que não deveria ter vindo para esse show estúpido!” eu bufei de raiva comigo mesma.
Como eu era egoísta e só pensava em mim como sempre.
Eu tinha a riscado a vida dele e a minha que não valia nada por cauda de uma futilidade inútil.
Ele puxou minha cabeça como Ed. fazia com Bella, olhou nos meus olhos e disse.
“Não me da uma de Bella Swan agora ta?! Estava nos seus planos vir aqui antes de me conhecer e não vou ser eu que vou atrapalha-los. Você terá a vida mais normal que você possa ter e eu farei o impossível para conseguir isso para você!”
Eu chorava de raiva e de dor. Merda mesmo! Eu sempre faço porcaria por mais que eu me esforce a não fazer!
Eu sempre estrago tudo com uma decisão errada, com uma atitude impensada. Merda mesmo!!!!
Eu bufei e o abracei.
“Esta tudo bem eu juro! Eu não sinto o cheiro de nenhum por aqui!” ele disse.
Mas eu sabia que estava chovendo e que seria difícil farejar algo nessa situação. Mas eu confiei nele.
Quando eu estava quase dormindo ele me falou. “Lembra da visita que eu tinha que fazer?”
Eu olhei para ele. Eu não queria ficar sozinha naquele hotel, não queria mesmo, mas se ele tinha que fazer isso eu não podia fazer nada para impedir. Por que se não poderia prejudicar mais a situação.
Eu suspirei e assenti com a cabeça.
“Amanhã estará bem nublado, então não vai ter problema. Assim que amanhecer eu volto para te pegar e nós vamos para aquela fila!”ele disse.
Eu tremi. Tremi de medo por ele. Eu sabia que ele iria encontrar um vampiro e pelo que eu percebi era alguém que ele respeitava ou temia.
Alguém que ele não poderia invadir seu território sem ir dar um oi de cortesia e ainda tinha aquele vampiro de agora pouco e se nós já estivéssemos ferrados? Eu estava doida de preocupação.
Ele suspirou e me abraçou mais uma vez..
”Eu tenho que ir!” ele disse. “Ta! Mas por favor toma cuidado!”..eu disse e exitei.
Com a voz fraca eu sussurrei sem força, mas eu sabia que ele escutaria. “Não exite de me abandonar se tudo tiver perdido. Salve-se. Minha vida não vale a sua!” ele pulou em mim rosnando e me beijou.
Um beijo forte e com raiva que me tirou totalmente o ar e a noção.
Então ele falou ao meu ouvido. “Não fala besteira!”
Ele esfregou o rosto no meu e me deu um selinho carinhoso me deixando na cama embrulhava nos edredons de boa qualidade.
Quando eu percebi ele já estava na janela me deu um ultimo olhar e sumiu. Deixando a janela fechada ao passar.
Eu afundei na cama . Eu tinha medo por ele e algo me dizia que essa viajem não tinha sido uma boa idéia e que alguns problemas iriam acontecer.
Eu sentia a tempestade no horizonte se aproximar.
Aqueles dias de rotina que nós tivemos não iriam voltar mais..Ir a SP foi um erro.
Mas estranho…
Eu estava mais ansiosa do que com medo.
Na verdade era uma angustia para o que ia acontecer.
Era como se eu esperasse por aquele momento por toda a minha vida.
Eu achei que tinha a haver com o show dos BSB e eu me senti uma bocó ao pensar neles.
Nesse maldito show que tinha feito eu meter os pé pelas mão.
Mas eu pensei nos BSB e eles me acalmarão como sempre faziam.
Eu coloquei o celular para carregar.
William me chamaria se desse algum problema e se ele tivesse tempo para chamar.
Eu coloquei meu mp3 do cel. para rodar e Close my eyes começou.
Quando a intro do cd unbreakable terminou eu apaguei.
Às dez da manhã a recepção ligou para o meu quarto avisando que o café da manhã se encerraria as onze horas.
Eu estava sozinha.
William não tinha voltado e em meu celular não havia mensagens, nem ligações.
Eu fiquei aflita…
Eu liguei para ele no mesmo minuto que eu vi que a tela do celular estava normal.
O celular dele deu que estava desligado. Foi pior…
O desespero me tomou conta. Mas se haviam matado ele. Eles já estariam lá a essas alturas e eu já estaria morta ou pior ele teria me abandonado, mas mesmo assim, eu também já estaria morta há essa hora.
Ainda assim minha confiança nele era inabalável. Se ele não tinha voltado era que tinha sido necessário.
Eu olhei para rua e vi que a chuva tava pior e o céu mais escuro. “Que raios!” eu falei.
O show seria em lugar aberto. Só faltava cancelarem por causa da chuva. Ai sim ia ser o fim da picada. Mas a meteorologista do tele jornal me acalmou, dizendo que até as 20hs daquela noite a chuva já teria pardo.
Pelo menus na região do show aonde eles filmavam os fãs ensopados na fila.
Tinha sido uma boa não ter ficado lá… ‘Mas se eu tivesse ficado… Mesmo assim… Perto demais… Ele teria nos visto igual… O erro foi ter vindo…’
Eu mantive minha esperança na confiança que eu tinha em William.
Tomei um banho e me arrumei para o show.
Calça de brim preta, camisa regata do fan club que eu participava e a jaqueta moletom nova que eu tinha comprado exclusivamente para o show e os all stars verdes velhos de guerra, que ainda eram novinhos.
Eu amarrei uma colinha no cabelo e peguei o meu boné preto, que tinha comprado no cassino para a ocasião.
Engraçado havia sido no dia em que tudo começou mas bem antes de nós irmos comprar o sorvete.
Eu estava pronta.
Coloquei os óculos de sombra na bolsa preta q eu usava, era pequena mas não tanto e cabia tudo o que eu precisava.
A mochila eu iria deixar no quarto.
William tinha me dito que tinha pagado adiantado pelas duas noites que nós ficaríamos ali..
Pelo menus eu não teria que carregar a mochila.
Eu sentei na ponta da cama e peguei uma barra de cereais de dentro da mochila. A fome tinha batido e eu não ia fazer gracinha pra passar mal no show.
De uma coisa eu estava certa. Eu iria ir.
Mesmo se ele não voltasse até eu resolver sair.
Era o que ele queria, que eu tivesse uma vida mais normal o possível e era isso que eu iria fazer.
O show começava as 20:30h, mas eu não queria ficar esperando por ali muito mais e também tinha a fila. Eu tinha que pegar a grade mesmo com o vip isso não assegurava a fila do gargarejo.
Eu deixei o ingresso dele do lado da cabeceira da cama em cima do bidê.
Deixei a mochila perto dali também e peguei mais algumas barras de sereias dela. Pequei também uma garrafa de água do frízer do hotel.
Era meio dia já e eu não ia ficar mais esperando. Era agonia demais.
Minhas amigas de porto alegre essa hora já estavam na fila do show, a pouco chegadas de avião.
Eu fui.
Antes de sair dei uma ultima olhada no quarto e rezei par poder velo de novo e o mais importante que William estivesse nos meus braços em cima daquela cama depois do show!
Eu passei pela recepção e avisei que estava indo mas que voltaria lá pela meia noite.
Eu não tinha idéia que horas acabaria o show. Isso se não tivesse atrasos.
Eu coloquei o capuz na minha cabeça e comecei a andar até o Cradicard Hall.
A fila tinha duplicado de tamanho e eu fui andado desde seu fim em direção ao inicio.
Eu queria ver quem estava nela.
Eu não caminhei muito e minha amiga de Porto alegre pulou em mim. Era Pricila.
“Nessaaaaaaaaa tu veiooooooooooooooo!! nem pra avisa que tu vinha!!!!” e o resto da trupe de Porto gritarão o meu nome e vieram me abraçar. Era no mínimo uns 15 que tinham vindo de avião juntos aquela manhã para o show.
Tinha ate um conterrâneo de William entre eles, Quilherme, que era de Santa rosa.
Eu fiquei por ali mesmo conversando e eles me enfiaram na fila e por incrível que pareça o pessual não chiou muito com isso.
As fãs tinham crescido, ficado mais civilizado dede de 2001 para lá..
O tempo foi passando e eu não vi. Mesmo olhando a todo o momento o celular a espera de uma mensagem ou telefonema de William.
Mas eu confiava nele! Eu sabia que ele estava bem. Se tivesse dado algo errado eu não estaria mais respirando. Se ele estava demorando era por que precisava.
A chuva foi estiando e os guarda chuvas e capas que o pessoal usava para se proteger, já não eram mais necessários.
Eram 18hrs já e eu tinha comprado algumas frescuras dos ambulantes sobre BSB e então eu tive um estalo. Iria mandar uma mensagem.
N se preocupe,eu fiz o q vc queria,fui p o show,me encontre aki, seu ingresso esta no bidê perto da porta!
Eu nao sabia como terminar o texto.. então com um impulso só eu escrevi e enviei.. no final da mensagem estava escrito..
Eu t Amo!
Eu suspirei de dor.
Eu o queria ali comigo.
Eu temia pela vida dele.
Mas a esperança estava instaurada como uma peste no meu coração.
Eu o veria de novo…
Eu o veria dentro do show!
20hrs.
Os portões abriram e nós fomos entrando.
Da minha turma todos eram vip e se surpreenderam quando virão que eu também era..
“Ué? Como tu conseguiu?” Pricila exclamou. Por que sabia qiueu não tinha conseguido comprar em tempo e eu fui sincera.
“Meu namorado comprou para mim em tempo com medo que não conseguisse comprar!” ela conhecia a minha vida e indagou. “Felipe?”
Eu corei e ela viu o erro mas ficou sem entender. “Não!” eu disse e ela parecia muito da curiosa..
“Tas de namorado novo e nem me contou?”
“AH!” eu disse sem jeito.
“Não tive tempo para internet nesse ultimo mês!” e era uma verdade.
“Ta me conta!’ ela pediu e eu contei a mesma história que contei a minha família para.
ela achou tudo incrível e romântico e eu pensei. ‘Se ela soubesse a verdade… A verdade sim que era mais do que romantica.’
Finalmente nós entramos e eu estremeci.
O momento havia chegado e nos corremos para a grade aonde já tinha algumas dezenas de pessoas.
Eu fui para o lado direito da grade aonde ainda tinha espaço e me grudei nela. Não sai mais.
O palco não era tão grande quando o da parte européia da turnê deles e o espaço entre a grade e o inicio do palco era bem próximo. Seria bom. Eu estaria bem perto deles. Poderia realmente velos bem e eu estava numa posição ótima na qual ninguém me tiraria dali. Era bem no canto direito do palco mas não muito longe.
A adrenalina correu de vez em mim quando eu vi a mesma cena que em 2001.
O sol se pondo de um lado e a lua nascendo do outro. No meio do céu tinha uma estrela muito brilhante. Aquilo me arrepiou de vez.
A sensação de déjà vu era forte demais.
Eu ofeguei de excitação. Aquilo era pura magia.
Eu estaria na presença dos meus salvadores e eu me perguntava aonde andava o meu novo salvador?!
A noite caiu e as luzes do palco se apagarão.
Já era quase 21:30h, o show era para começar.
Em SP não teria show de abertura como em outros shows pela américa latina.
Era eles direto e então o telão acendeu.
O inicio do show que eu conhecia muito bem de ver os vídeos armadores e o especial control room do MSN, começava.
A gravação chamou cada um dos boxeadores e eles se apresentarão no ring.
Larger Than Life começará e nada de meu William.
Eu cantava gritando muito, a letra totalmente de cor..
O Hino de toda a Backstreet fã…*Vocês são maiores que a vida* dizia a musica. Eles se referiam a nós fãs.
Everyone começou e eu gritava mais ainda. Era mais um hino dedicado a nós. Então depois, Any Other Way e You cant let go.
Finalmente a tal musica estava para começar. A musica mais linda do CD Unbreakable.
A musica que William tinha escolhido para tocar quando ele ligasse no meu celular.
A musica começou e eu senti mãos frias na minha cintura.
Eu ri desnorteada.
Eu sabia quem era.
Ele beijou o meu pescoço e eu fui ao êxtase.
Eu me virei rapidamente para ele e o beijei. Como se minha vida dependesse daquilo.
Era dor pura.
De saudade e ao mesmo tempo alivio por ele estar bem.
“Desculpe o atraso!” ele disse no meu ouvido e eu olhei no rosto dele.
Ele estava diferente.
Estava com as lentes de contato mas os olhos não estavam como antes e eu não entendi.
No rosto dele tinha um ar de preocupação, até mesmo de pavor. Mas ele sorriu para mim..
“Perdi muita coisa?” Ele perguntou e eu brinquei.. “Só algumas musicas que tu gosta!”.
”Ah! Mas pelo menus essa eu não perdi!” e acenou com cabeça para o palco aonde Nick dançava a parte da coreografia que cabia a ele..
”Veja o show! Tu veio aqui par isso!” ele disse e lagrimas começarão a rolar no meu rosto.
Finalmente as coisas estavam como deviam. Meus antigos salvadores em cima do palco e o meu novo salvador abraçado em mim.
Era bom demais, eu me sentia completa! Feliz!
Me fazendo cantar o final de Unmistakable chorando…
Anytime, Anywhere, Any Place
You could be anyone today
Maybe I will recognize you on a crowded street
Maybe you’ll take me by surprise
Will you be the one I had in mind?
There’ll come a day
When you walk out of my dreams
Face to Face
Like I am imagining
Baby how can I be sure that you’re the one I’m waiting for
Will you be unmistakable?
People say we’re watching life through a glass
Desparately waiting on a chance
I know you’re out there, holding on,
holding out for me
How’re we gonna know the time is right?
What if you’re here and I’m just blind?
There’ll come a day
When you walk out of my dreams
Ele ficou abraçado as minhas costas o show inteiro.
Eu gritava a aproximação de algum dos guris e cantava todas as musicas com perfeição.
Ele não falou mais nada comigo durante o show. Apenas me abraçava mais forte quando via que eu estava chorando. Era emoção demais. Foi perfeito demais.
Demorou para eu reparar mas de vez enquanto, Nick Carter olhava para mim e para atrás de mim.
Era estranho e eu me liguei imediatamente. Ele tinha reparado em William as minhas costas.
Totalmente imóvel.
Eu via a estranheza no rosto de Nick..
Até mesmo um pouco de medo. Mas ele tentava desviar a atenção de mim e de meu protetor sempre que se dava conta que estava olhando demais.
Não havia muitas pessoas atrás de nós e não tinha muita aglomeração.
Com certeza ninguém queria ficar atrás de duas muralhas como eu e William.
Mais para o fim do show eu reparei que agora não só Nick lançava olhares furtivos para nós dois mas os outros 3 também e cochichavam ansiosos entre as musicas.
Eu fiz um suspiro de preocupação, quando Howie se atrapalhou no final de Everybody, por que estava olhando para nós.
A ultima musica estava começando, Shape of my heart. Um grande hit dos BSB e eu dava graças a Deus que o show estava acabando.
Era bom ter a atenção deles mas não por causa de William.
Eu não queria por a vida deles em risco. Eles não!
A musica acabou e como de praxe fizemos corações com nossas mãos e eles pegaram a bandeira do Brasil como na ultima vez. Eu esqueci de tudo e me puz a chorar era lindo demais.
Eles prometeram voltar com a turnê do próximo Cd como sempre e disseram que amavam todos nós.
Nós demos tchau.
O fim tinha chegado e eu rezei para que não leva-se mais 8 anos para vê-los de novo.
Antes de Nick se retirar ele olhou para mim uma ultima vez. Sorriu e acenou a cabeça em comprimento. Eu sorri de volta sem entender e dei tchau.
Acabou e eu estava em êxtase e sem entender o porque Nick tinha feito aquilo.
Logo o Nick. O mais babaca do grupo. O amado pelas fãs mas que se acha pra cacete por causa disso.
Vai entender? Eu não era uma Carter. Na verdade o meu BSB favorito tinha deixado a banda em 2006 para constituir família com a esposa ou pelo menus foi o que ele disse.
Mas nem por isso eu deixei de ser Fã.. Afinal ser BSB fã não é curtir um cara só. É amar devotadamente 5 caras que conseguiram realizar seus sonhos e amam suas Fãs..
Sem deixar de ser pessoas comuns.
Se um saiu, eu não iria abandonar os outros 4. Tenho orgulho demais deles para tal coisa.
Eu me virei para William e me encostei as costas na grade. Ele sorria para mim mas eu ainda via aqueles olhos temerosos de antes.
Eu estava muito feliz, mas ainda assim preocupada. Eu queria saber por que ele tinha demorado tanto.
As pessoas foram saindo aos poucos e nós permanecemos lá. Até se poder caminhar sem esbarrar em ninguém.
Eu queria passar na banca de suvenires. Eu não ia para casa sem um tour book pelo menus e eu tinha uma camiseta para comprar.
Fomos as comprar e William caminhava ao meu lado daquele velho jieto..
Na verdade era eu que acertava os meus passos com os dele. Era eu que caminhava ao redor dele. Como um certo casal fictício que nós conhecíamos tão bem.
Não era de propósito. Era inevitável!
Todo o dinheiro que eu tinha se foi e William deixou. O que me deixou indignada e ele me dizia..
“Não se preocupe… Eu tenho se nos precisarmos!” e isso me deixava mais eufórica para comprar.
Tour book, camisetas e mais algumas quinquilharias oficiais!
Eram três sacolas quando eu consegui me desgrudar daquela banca cheia de besteiras.
Duzentos e trinta reais tinham se ido mas a camiseta do Julio estava comprada.
Eu suspirei de aliviada. Caraca tinha acabado.
Eu tinha visto eles de perto e eles tinham me visto também, mas dessa parte eu não gostava.’Espero que eles desencanem de mim e de William. Não quero eles em apuros.’ Eu pensei.. e William quase adivinhando meus pensamentos falou quando nós já saiamos pelo portão principal.. “Acho que eu chamei atenção demais deles”
Eu bufei. “É eu percebi!” e continuei. “O Howie quase caiu aquela hora!”
William riu..e eu ri também. “Não quero por eles em apuros!” eu disse e tinha angustia na minha voz. “Não se preocupe eles só me acharam estranho. Acharam que eu estava doente ou algo do tipo!” ele disse e eu perguntei.. “Tem certeza?”
“Tenho eu ouvia tudo o que eles diziam!” e eu vi as feições de William mudar. Eu conhecia aquela mudança. Era o mesmo rosto que ele fazia quando falava de Felipe. Aquilo era ciúmes e me fez rir.
Eu o olhei. Agora nós caminhávamos pela rua em direção ao hotel.
Ela estava abarrotada de gente. Era ônibus de excursões estacionados de qualquer jeito e organizadores delas fazendo chamada. As Fãs estavam voltando para casa, mas estavam abobalhadas demais para notar quando a chamavam pelos nomes.
Eu não tinha mais visto Pricila e a galera do RS depois que eu grudei na grade. Esperava que eles tivessem tido um ótimo show como eu mas realmente eu aachava que tiverá o melhor de todos.
William me abraçou mais forte quando nós viramos a esquina na rua do Hotel. Ali não tinha muita gente. na verdade já passava das onze horas, a noite estava fria e úmida. Eram poucos os carros que passavam e não havia mais pedestres.
Nós entramos no hotel e o recepcionista nos cumprimentou nos entregou a chave do nosso quarto.
Lá em cima eu começaria o interrogatório..
O elevador abriu as portar e o nosso quarto era o ultimo do corredor mas William ficou tenso assim que o elevador fechou as portas atrás de nós. No mesmo instante que ele ficou tenso eu senti a aflição.
Era como um sentido aranha.
Uma grande merda ia acontecer e eu sabia quando.
Ele se pos em posição defensiva a minha frente. Eu o abracei pelas costas.
Eu não tinha medo. Eu estava furiosa.
‘Quem raios estava no nosso quarto e o que queria?’
Ele bufou como se fosse um espirro e saiu da posição defensiva mas ainda estava tenso e eu não entendia o por que.
Então ele segurou uma das minhas mãos que estavam no peito dele e falou.“È melhor nós irmos até lá. Ele pediu!”
Agora sim que eu não entendia era nada mas eu o acompanhei quando ele começou a andar.
Eu estava calma, porem atenta. Eu não tinha medo mas sim curiosidade, ainda assim estava cautelosa, concentrada.
A porta estava aberta quando nós chegamos nela. William a abriu para traz com uma das mãos e em pé perto da janela tinha alguém e eu sabia que era um vampiro.
“Então essa é a sua Vanessa?” o vampiro de cabelos ruivos como o fogo e de olhos tão vermelhos quanto falou.
Ele tentava me observar atrás de William. Que me envolvia com os braços atrás dele. Protegendo-me.
Eu senti que William não respirava, tenso demais e eu também quase não respirava.
Eu tentava olhar bem para o vampiro de cabelos vermelhos. Nossos olhos se encontraram e para surpresa dele eu não exitei.
Pelo contrario, eu o encarei com um fúria surpreendente até para mim.
Ele riu e eu vi que os olhos dele agora eram de perplexidade.”Então essa é a culpada de você mudar tanto e se arriscar tanto?” o vampiro falou com um ar divertido e eu o deixei de encara-lo e observei William, que bufou e assentiu com a cabeça.
”Eu estava curioso… Desculpa ter vindo aqui para saciá-la!”
O vampiro havia falado de novo com ar debochado e eu ouvi William rosnar baixinho.
Então o vampiro fez ar de surpreso e riu.. “Calma William… Ela é sua! Eu jamais tiraria algo que lhe pertence velho amigo!”
Velho amigo hum? Quem raios era ele? E porque William havia contado sobre mim para ele?ele confiava assim nesse cara para tanto?!
“Vanessa esse é Jeremia. Era ele a quem eu fui visitar a noite passada. Ele é um dos que reside aqui!” William falou sem tirar os olhos de Jeremia que agora se empertigava a menção do próprio nome e fazia uma reverencia solene para mim.
William riu ao reparar na reverencia do vampiro e falou..”Ainda com velhos hábitos?”
Jeremias riu e falou.. “Quando se foi criado nas velhas tradições fica difícil de esquecê-las. Mesmo tendo 300 anos..” ele riu e me olhava interessado. Eu sabia que a frase era para me deixar espantada ele queria ver a reação de uma humana que conhecia o segredo. Ele estava curioso comigo. Mas eu não me surpreendi. Carlisle tinha 300 e lá vai pedrada e daí?! Ele era até novinho. Ah ta… Carlisle é ficção! Mas que seje…
William também riu do que o vampiro tinha dito e agora ele não estava tão mais tenso. Ele me puxou para o lado dele e me abraçou
“Você já a viu! Agora você se importaria? Ela esta cansada!” eu olhei para William com a testa enrugada. Ele teria que me dar satisfações.
Jeremias suspirou pesaroso, fez estalos com a boca em desagrado e me olhou.. “È uma pena não termos tempo para uma conversa!”ele disse para mim e eu não sabia o que responder..
“Enquanto vocês estiverem aqui estarão seguros. Eu não deixarei que ninguém os atrapalhe e você sabe. Eu nunca fui muito apegado a regras!” ele riu ao dizer a ultima parte e acenou para mim como se estivesse com um chapéu na cabeça.
Ele olhou para William e piscou. No segundo seguinte ele tinha sumido.
“Mas que raios!” eu exclamei e William se surpreendeu com a minha reação.
“Da para explicar o que esta acontecendo?!” eu disse, mas William ainda olhava pela janela onde o vampiro estava a um segundo.
Finalmente ele não estava tenso, me abraçou mais forte e puxou meu rosto para um beijo.
Que eu não consegui evitar.
Nós sentamos na cama e ele checou se a porta e as janelas estavam bem trancadas para que ninguém humano escutasse e começou a explicar.
Jeremeia era um velho companheiro de William. Eles andarão juntos quando William era um vampiro novo. Ele não me explicou por que eles não andavam mais juntos. Mas disse que Jeremia era um grande vampiro .Muito antigo mas ainda assim muito respeitado. Ele tinha sido como um mentor para William e já estava vivendo em SP a uns 30 anos. Ele tinha um certo poder e influencia.
Se ele não quisesse uma coisa, ninguém se atreveria…
Nós estaríamos seguros até voltar para casa e com certeza Jeremia não contaria para ninguém.
Ele ficou intrigado com o nosso relacionamento e o que isso tinha empregado a William..
Ele queria ver quanto tempo duraria. Quanto tempo William conseguiria ficar sem se alimentar de humanos e o pior. Quanto tempo levaria até ele me matar.
William riu sem animo ao falar essa parte e eu via a dor, a preocupação nos olhos dele.
”Jeremia não é o único que sabe… Carmem a atual companheira dele também!” William disse e continuou. “Ela não gostou muito do que eu estou fazendo mas ela não fará nada que desagrade Jeremia. Ela não vai querer o leão enfurecido!” William riu ao falar a ultima parte e eu o olhei curiosa.
Ele continuou.. “Ele é muito forte sabe? Incrivelmente rápido, voraz e insaciável!” ele desviou o olhar de mim desfocando os olhos como se estivesse lembrando de algo e suspirou.
Ele tremeu e me olhou. Agora seus olhos refletiam dor pura e aquela dor me atingiu.
Eu coloquei uma das mãos no rosto dele e ele apoiou a cabeça nela esfregando o rosto contra a palma da minha mão fechando os olhos.
“O que foi?” eu perguntei sem entender, apavorada com tanta dor..
”É por isso que ele é tão respeitado!” ele disse e dessa vez quem se atirou nos meus braços foi ele. Encostando a cabeça de leve no meu peito e eu me deitei para trás. O puxando para um abraço.
Nó ficamos ali imóveis por algum tempo. Ele escutando o meu coração e minha respiração.
Eu escutando a respiração inabalável dele que eu sabia que se deliciava com o meu cheiro e isso me fez tremer. Tremer de prazer. Ele se alevantou do meu abraço e me encarou diferente das outras vezes.
Ele não me olhava com implicância.
Era paixão nos olhos dele.
Era puro amor e desejo.
Ele estava entre minhas pernas e eu não podia fazer nada.
Na verdade eu queria aquilo mais do que tudo.
Nós não nus falamos. Apenas nos observamos sem fechar os olhos em momento nenhum e nos amamos.
A noite foi em claro como de costume e parte da manha também. Eu fui adormecer por volta do meio dia e as sete da tarde, William me acordou. Nós tínhamos que nos arrumar para voltar para casa..
Eu suspirei quando vesti uma das camisetas que tinha comprado e me abracei.. ‘Caraka eu vi eles! Realmente… Foi real!’ eu pensei abobalhada.
Como uma coisa como essa me deixava assim? Depois que eu passsei a conviver com vampiros? Era muito bobo da minha parte.. Mas algo dentro de mim fazia a existência de vampiros ser algo tão normal quanto qualquer outra coisa. Parecia que eu já até sabia e ver os BSB, que as vezes parecia ser fruto da minha imaginação era algo incrível demais… Surreal!
“Esta pronta?” William me perguntou quando eu levantei da cama e coloquei a bolsa pelo pescoço.
Eu assenti com a cabeça e ele me deu a mão para nós descermos.
Dessa vez nós fomos de táxi para o aeroporto.
O taxista ficou meio atônito com William como o de Pelotas tinha feito mas ele nos levou direitinho ao nosso destino.
Quando eu percebi, nós já estávamos voltando para casa. Eu tinha visto os meus gurises e tinha conhecido um amigo de William.
O que mais o destino preparava para mim? Pois agora eu não estava mais certa de nada.
Eu nem sabia o que eu queria para o meu futuro.
Eu só queria ficar ao lado de William e isso me afligiu.
Por que eu lembrei de Bella!
Sneak Peak do Cap 13.
“Eu tinha completado 26 anos e eu tinha certeza que quando eu completace 27 eu já não veria a lua com aqueles mesmos olhos. Eu teria encontrado o meu verdadeiro destino!”