Capitulo 14: Cilada.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em agosto 7, 2010 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora:

É esta finalmente chegando o final…

Ao menus do livro 1…

Como no cap anterior há uma passagem de tempo e um acontecimento importante no final. Mas desta vez o acontecimento não termina no final do capitulo e sim e estende para os proximos 2 capitulos culminando no epilogo.

O que esta por vir, pode surpreender muitos ou não.

Até que desta vez não demorei muito para atualizar. Mas o louco é que quando você mesnos espera ja se passou 1 mês.. Desta vez 2 e algumas semanas.

Então sem mais delongas cap 14 com vocês…

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Os dias iam passando se arrastando, mas William estava entusiasmado com os nossos planos.

Ele ia a Porto Alegre às vezes ver empregos para mim quando os dias lá permitiam.

Era fácil conseguir algo assim com ele podendo ir lá e eu não. O charme vampirico dele abria qualquer porta e eu achava injusto com os outros candidatos. William dizia que esse charme todo deveria prestar par algo mais útil do que conquistar prezas, já que agora ele estava fora do mercado de matar humanos.

A cada dia que ele voltava de Poro Alegre, William exibia um semblante radiante e passava muitos momentos distraído. O que era totalmente antinatural para ele, já que sua atenção sempre estava voltada atentamente a mim e ao que havia ao redor.

Todas as vezes que eu tentava arrancar dele o porquê do fato ele desconversava. William estava aprontando e eu estava completamente no escuro. Da ultima vez,ele me havia aparecido de lente de contato marrom e carro. O que era agora? Loção anti-brilho? Para poder sair na sua em dia de sol? Seriamente, não duvidava muito. Se tratando de William tudo era possível.

Ele entregou currículos meus em vários lugares e eu fui ver na faculdade como eu podia pedir transferência.

O semestre estava acabando e esse era o momento certo para pedir.

Deu-me frio na barriga quando eu preenchi os papeis de transferência pedindo vaga na UFRGS. Eu dei uma sorte muito grande de ter aberto um edital de transferência para o curso de Filosofia de lá. Eu sabia que ia ser osso de conseguir. Ainda assim tinha uma pequena esperança e tentei também para a PUC-RS com o direito, mas não sabia como ia pagar.

Se a católica de Pelotas era seiscentos reais por mês. Como que seria a católica de Porto? Seis mil?

As provas finais chegaram e eu passei em todas. Com uma média boa. Meus professores realmente se surpreenderam comigo. Principalmente os da Filosofia, que já estavam acostumados de me ver rodando.

Os do Direito também me conheciam do outro ano que eu cursei e nesse semestre eu tinha sido impecável. Os professores ficaram tristes ao saber que eu estava pedindo transferência, por que mesmo sendo uma aluna que patinava nas matérias, tinha amizade com muito deles. Mas me desejaram boa sorte para conseguir. Eles sabiam que era quase impossível, com minha nota e histórico de repetente conseguir algo, principalmente para a federal de Porto Alegre.

O final do semestre chegou e eu só saberia dos resultados dos pedidos em agosto.

Julho seria bom. De papo para o ar, mas seria melhor ainda por que seria ao lado de William e nós estávamos preparando algumas viagens a Porto para entrevistas de emprego.

Eu poderia passar vários dias inteiros ao lado dele e surpreendentemente William dizia que iria pagar o hotel e a gasolina. Mesmo eu tentando dizer que ajudaria nas despesas.

Como que ele estava conseguindo esse dinheiro todo? Ora, ele nunca trabalhou na vida e também ele nunca teve dinheiro antes… Como?

Essa pergunta me corroia, mas era outra coisa que ele sempre usava a evasiva. Dizia para não me preocupar. Que dinheiro não era um problema.

“-Você não me assaltou um banco né?” Perguntei de modo brincalhão, mas vi o semblante de preocupação quando ele perguntou rebatendo minha pergunta. “- Se eu tivesse? Seria um problema?”

Minha cara de total mortificação o fez cair na gargalhada. Fazendo-me, bufar tanto de raiva que ele teve que penar para eu deixar de ficar brava com ele. E novamente ele não havia me respondido.

Eu estava cada vez mais magra. Já tinha atingido os noventa e quatro quilos, o peso mais baixo que eu já tinha tido antes e agora eu sabia que seria uma briga par perder o que faltava para ficar com um peso decente. Eu ia ter que fechar a boca de vez.

William ficou de cara quando eu falei isso para ele e me retrucou dizendo que ele ia me malhar mais intensamente e eu entendi o trocadilho me atirando nele.

O inverno tinha chegado de vez em Pelotas e ela estava mais parecida com Forks do que nunca. Úmida, fria e chuvosa. Essa era a Pelotas que eu conhecia e amava.

As arvores da vizinha ao lado da minha janela e as arvores do parque em frente, dava mais ainda o estilinho planeta verde a minha rua. Eu suspirava ao olhar da janela, William ria e me abraçava mais forte.

Mas assim como no relacionamento de Ed. e Bells, O frio era nosso inimigo. Eu queria ele perto de mim, mas o frio que irradiava dele, por muitas vezes quase me deixou gravemente doente. Fazendo minhas crises de bronquite atacar com mais força do que a anos não me afligia.

A estufa funcionava dia e noite sem descanso e a quantidade de mantas havia duplicado, para dar vencimento. Sim minha cidade era fria e aqui o inverno era mais rigoroso do que normalmente as pessoas pensavam de um inverno no Brasil. Mas aquele ano estava extrapolando. E até mesmo rumores de neve caindo andou rodando a cidade. Um fenômeno o qual raríssimas vezes havia acontecido por aqui.

Isso me deixava desconsertada, com uma sensação de dejá vu estranha.

Eu tinha conseguido uma promessa de emprego em Porto Alegre antes que chegássemos a agosto. Ao mesmo tempo em que finalmente as respostas das faculdades haviam chegado e por incrível que pareça elas tinham sido aceitas. O mais impressionante, pela PUC eu tinha ganhado uma bolsa integral que eu não tinha entendido como isso havia acontecido. Por que eu nunca havia ouvido tal coisa da PUC, mas eu ia estudar de graça lá e ainda teria ajuda de custo com os livros. Vai entender.

Eu iria para Porto Alegre no inicio de agosto, porque a PUC iniciava as aulas cedo. Diferente da federal, que por causa das greves só começaria na segunda dezena de setembro. Mas o que me afligia não era a data próxima da mudança, mas sim porque eu ainda não tinha contado a minha família. Eu e William tentávamos ver como faríamos isso.

Algumas das minhas coisas pessoais que eu não conseguiria deixar para trás, já estavam em caixas no porta-malas do novo carro de William. Agora não era mais o Golf alugado, mas ainda era um Golf preto. Desta vez novinho em folha, 0km e isso me surpreendeu mais inda. Como ele tinha conseguido esse dinheiro? Mas não adiantava eu perguntar. Havia me dado por vencida.

Era sábado de noite.

Chovia fraquinho, mas ainda assim dava para ver a lua cheia entre as nuvens.

Eu estava deitada na cama com as luzes apagadas esperando por ele.

A janela estava aberta e por causa da chuva ninguém estava na rua. Era um silencio incrível.

Meus pais tinham ido a porto alegre ver um carro e eu tinha ficado em casa.

Eu estava sozinha e William não sabia disso. Pois ele tinha ido antes dos meus pais avisarem que iriam viajar aquele fim de semana. Como ele estava caçando eu não iria ligar para dizer… ‘Podia assustar a presa’  eu pensava.

Eu estava quase dormindo quando ela apareceu e eu levei um susto coisa que normalmente não aconteceria. Só aconteceu por que no rosto de Elisandra tinha puro pavor.

“O que houve?” eu gritei na hora e ela pulou para viga da minha janela. Eu corri até a beira da janela.

“Você… Você prometeu!” Ela disse e eu fiquei sem entender. Mas meu coração apertou e aquele velho conhecido, buraco se aflorou novamente nele.

”Elisandra o que houve? É William? O que houve com ele? Pelo amor de Deus! Me diz!” Minha voz saia embargada mas ainda clara e forte.

Ela gemeu e tremeu fechando os olhos, que me fez apavorar ainda mais. O pior tinha acontecido! Eu sabia disso!

Eu comecei a chorar desesperada. “Me diz Elisandra! O que aconteceu?”

Ela me encarou com sue olhar vermelho cheio de agonia.

“Você disse que não hesitaria se a vida dele corresse risco. Não foi?” Eu entendi e gelei.

Eu via o desespero nos olhos dela, era dor pura, era terror alucinante.

Eu engoli em seco, respirei fundo, lutando contra o choro. Eu havia decidido. E proclamei minha decisão. Minha sentença, que abraçava sem resistência.

“A minha vida é dele! Se eu tiver que morrer para salva-lo. Eu não vou hesitar!” eu vi o alivio perpassar o rosto dela.

Eu sabia que ela não estava mentindo. Sentia isso fundo dentro de mim. Eu sabia que havia algo ruim acontecendo e eu tinha que impedir.

Eu sabia que não conseguiria continuar existindo sem ele. Eu preferiria morrer a isso. Viver uma vida novamente sem ele, agora era simplesmente impossível.

Então ela falou. “Você vem comigo?” e eu assenti com a cabeça.

“Temos que tentar!” ela disse ao me pegar no colo e sair pulando bem mais rápida do que ele.

”Ele ainda pode ter uma chance. Ele ainda pode ser perdoado. Se você não respirar mais!” Havia esperança alucinada em seus olhos, mas o desespero continuava. Nossas chances não eram muito grandes. Mas eu o manteria vivo, custasse o que custasse.

Ela corria incrivelmente rápido pelos telhados das casas e sem perturbação alguma. Era tão rápido que eu não conseguia enxergar direito o que passava por nós em alta velocidade. Realmente William era mais lento e menos forte do que ela. Isso me fez dar conta que agora que ele não bebia sangue humano, ele estava mais fraco e vulnerável ainda. Eu me odiei a ter deixado ele continuar com aquela bobagem. Se ele ainda tivesse continuado a se alimentar direito. ele poderia ter tido uma chance de escapar ou ao menos de lutar. Mas não minha relação com ele tinha o deixado em uma situação mais do que delicada. Simplesmente mortal.

Quando eu percebi tudo estava escuro a nossa volta, mas tinha luzes de casas a distancia e eu escutava o pasto alto, batendo nas pernas dela.

Nós estávamos em campo aberto e eu sabia que era perto do canal São Gonçalo , porque era possível ouvir o barulho de água por perto. Mas com certeza nós já havíamos passado por ele e eu nem tinha percebido por causa da velocidade.

A chuva tinha parado e a lua aparecia de vez enquanto. Minha visão não permitia eu ver muito mas eu percebi que agora corríamos a margem de um rio e não havia casas mais por perto.

Foi quando então ela diminuiu a velocidade e eu vi perto do rio. Iluminado por duas tochas e a luz da lua…

Haviam varias pessoas. Umas 6 e elas tentavam conter alguém.

Foi então que eu ouvi um rosnado enlouquecido de agonia e eu sabia de quem era. Quem estava sendo contido era William e ele tinha sentido o meu cheiro. Sabia que eu estava chegando.

Nós chegamos pousando com graça depois que Elisandra deu o ultimo pulo. Mas nós não nos aproximamos muito. Os Vampiros saíram da frente de William e apenas três restarão para conte-lo.

Eu reconheci na hora quem era o que pegava William por traz e fazia o ficar de joelhos. Era o meu Algoz daquela noite e os olhos dele brilharam quando me viram. Uma dor alucinante de decepção e raiva me tomaram por algum motivo desconhecido.

William olhava para o chão e eu sabia que se ele fosse humano ele estaria chorando. Eu não sabia que vampiros podiam ser machucados daquele jeito, mas William estava todo arrebentado e grunhia.

Eu tentei gritar mas não consegui e instintivamente tentei correr para ele mas Elisandra evitou me pegando pela cintura. “Ainda não!” ela disse.

Os vampiros ao redor riram de mim. “Esta ansiosa para morrer por seu amado?” o algoz falou, me fazendo olha-lo e transmitir com os meus olhos toda a raiva e ódio que eu tinha dentro do meu coração. Como ele ousava a fazer isso com William? Eu iria destroçá-lo! Mas eu não podia e isso me deixou com mais raiva ainda.

William agora olhava para Elisandra com uma fúria que eu nunca havia visto nele e eu vi que ela se encolheu atrás de mim e grunhiu também. Se ela fosse humana ela também choraria.

Eu olhei para William serenamente e ele finalmente me olhou. Por um momento eu  sorri aquele meu sorriso irônico para ele e então me virei para nossos agressores quando a gargalhada fria, baixa e quase desumana saiu por minha garganta. Agora eu encarava a trupi de imbecis que tentava nos matar.

“Bom estou aqui!’ a festa pode começar!” e todos ficaram atônitos com a minha frieza.

Eu forcei o braço de Elisandra e disse. “Larga!” Tão rispidamente que ela atônita soltou. Eu andei mais pra frente olhando de um rosto para o outro e eu reconheci a todos. Eram os mesmos daquela noite, até mesmo Lídia estava presente. “Ola velhos amigos!”

Eu disse e todos assentiram com a cabeça para mim sorrindo.

“Vieram terminar o trabalho?” eu disse e o com aparência de mais velho falou. “Você sabe que não temos escolha.”

Eu assenti com a cabeça. “Mas podem deixar William fora disso… Não?”

Lídia riu alto e veio mais a frente para me encarar.. “Ele infringiu a mais grave de nossas leis! Ele merece ser destruído!”

Eu bufei de raiva, mas eu estava sendo fria demais ao ponto que  a vampira ficou me observando sem entender.

“Acho que essa decisão não cabe a você! “ Eu disse e olhei para os outros.

Os outros vampiros se entre olharam.

Só um deles eu não reconhecia e agora eu percebia que meu algoz não conseguia me encarar mais.

Eu olhei de novo a William e ele me olhava com um desespero e pavor que jamais eu tinha visto nos olhos dele.

Eu mexi os lábios para que só ele entendesse enquanto os outros vampiros pareciam absortos conversando numa altura inaudível para mim. “Eu te Amo” eu sibilei e eu vi a dor se afundar nele. Com o rosto distorcido pelo desespero ele apenas respondeu… “Não morra!”

Eu sorri e balancei a cabeça. “Não tem jeito… Ao menos você… Viva por mim!”

Eu disse e dessa vez ele balançava a cabeça de exasperação.

Ele rosnou alto e os vampiros se assustaram.

Ele tentou novamente sair do aperto dos três vampiros que o seguravam tão firmemente. Mas isso só piorou as coisas.

Os barulhos horríveis, que eu jamais conseguirei apagar da minha memória, de pedras se batendo, ecoarão pelo ar e ele grunhiu quando caiu de joelhos de novo. Eu nunca imaginei como aquele barulho podia ser tão atormentador.

”Não piore as coisas William! ’  O velho disse e então um outro jovem de pele morena, que me lembrava a como eu imaginava Jacob e era o único que eu não conhecia dentre eles, se pos a frente

“Nós já decidimos…” Depois de uma pausa dramática, na qual eu segurei a respiração ele respondeu. “Ele vive, mas você não!”

Eu suspirei de alivio… E para a surpresa de todos completei  “Seja rápido!”

Ele assentiu com a cabeça, ainda que totalmente atônito com minha reação. “Serei!” ele completou.

William dessa vez gritou, rugiu, sibilou desesperado. Agora todos os outros tentavam deter ele.

Elisandra se afastou de mim e o jovem moreno começou a avançar para mim.

Eu estava conformada…

Aquela esperança boba que eu havia tido na praia, era idiotice minha. Eu morreria ali para salvar a pessoa que eu amava e estava feliz por isso.

Aquela criança do sonho nunca estaria nos meus braços.

Tinha sido puro devaneio.

Eu morreria humana, mas nos braços de um vampiro.

Eu acabei percebendo que esse era o meu verdadeiro destino.

Quando ele finalmente chegou até mim, ao ponto de eu sentir seu cheiro adocicado que todos os vampiros possuíam, eu realmente achava que estava realmente conformada.

Que tinha aceitado a morte. Que não havia volta, que era a única maneira de pelo menos um de nós sair com vida. Ao menos a vida mais valiosa.

Quem eu era e o que eu era? Eu era ninguém! A única vez que verdadeiramente vivi, foi do momento que quase morri nas mãos de outros vampiro, em diante. Ter essa pequena sobrevida de poucos meses havia sido uma benção. Eu estava agradecida pela a oportunidade e como disse Bella, em um certo livro, uma certa vez.

Quando algo extraordinário, um sonho muito alem das suas expectativas acontece a você.

Você não se decepciona ao ele acabar tão abruptamente e tão violentamente. Simplesmente não tem como se lamentar quando finalmente acaba.

Mas como eu disse. Eu achava que estava conformada, por que uma esperança, que era  horrível como uma praga pestilenta, floresceu dentro do meu coração.

A mesma esperança que na noite fatídica, que me inundou ao ponto de me fazer ter raiva de meu atacante e tentar faze-lo demorar a me matar, retornou a minha mente.

‘Será? Será que é possível?

Vampiros vegetarianos existirem?’

William me mostrou que era possível!

Será? Será que seria possível que os Cullen existissem?

Alguns meses atrás eu diria até mesmo que vampiros não existiam.

A situação que me encontrava me mostrava ao contrario.

Então seria possível de alguma maneira milagrosa eles existirem? Por alguma circunstância impossível, eles saberem de minha existência e saberem que estou em perigo? Eles viriam em meu socorro?Será que eles podiam de alguma maneira me salvar?

A imagem dos dois veio a minha mente e eu gritei por eles dentro da minha cabeça.

Eu rezei para que os Cullen me salvassem!

De alguma maneira… Que eles me salvassem!

Mas eu senti os braços frios do vampiro ao meu redor e a esperança esmoreceu.

Ele me forçou para baixo para que eu ficasse na altura para que ele pudesse me morder.

Eu senti o hálito gelado dele no meu pescoço e então…

“Parem!”

Sneak peak Capitulo 15:

“Largue ela!” A voz voltou a falar e o vampiro moreno hesitou e bufou sem entender.

“Agora!” Desta vez era uma voz feminina suave mas forte.

Capitulo 13: A Lua.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em junho 19, 2010 por Rafaela BlackYue

Olá pessoas! Sei que estou prometendo o novo capitulo a muito tempo. e que faz mais de 6 meses que não atualizo. Mas não foi por total preguiça, mas sim falta de tempo. Alem da parte pior. Doença!

Esse ultimo semestre foi horrivel, não me dando folga nen em meu aniversário, que foi ontem, como o da Vanessa. ^^

Eu tinha a idéia de atualizar ontem, mas uma crise de bronquite que quase me levou a uma bronco pneumonia desde terça, não me deixou eu fazer o que queria. Então venho hoje postar o Capitulo aonde vemos o que acontece no Aniversário de Vanessa. Esse aniversário foi a 1 ano atrás, então imaginem como deve estar a vida dela hoje?! ?Um ano depois, ou melhor dizendo, três livros depois! ^^

Alem do capitulo, trago a vocês uma pasta zipada com o CD da trilha sonora. Muitos autores fazem set lists, eu resolvi alem de fazer a set list, Fazer uma pasta contendo as musicas por ordem alem de uma capa e contra capa.

Clique na imagem para ir ao link do megaupload.

Espero que gostem e leiam o capitulo ao som da trilha sonora.

Em breve o capitulo 14 esta entrando no ar. E ja aviso que agora só falta o 14, o 15, o 16 e epilogo. Pela visão da Vanessa.

Ao concluir o livro estarei postando depois mais 5 capitulos pela visão de outros personagens, mostrando coisas que aconteceram durando a estória mas não foi mostrado totalmente durante o livro. Cada capitulo sera narrado em terceira pessoa e a cada um, um personagem diferente.

Os olhos de William ficavam mais claros a cada dia e o tempo passava

Quanto mais passava mais ele se arriscava e passava muito bem por humano.

Eu conseguia levar bem os estudos porque William não me deixava cabular aula e me obrigava a estudar.

Fazendo chantagens de que ele não me tocaria mais se eu não tirasse ao menus a nota mínima e isso me deixava furiosa.

Eu odiava estudar.

O regime que William tinha bolado para mim era muito bom. Eu já tinha perdido mais 10 quilos e isso me deixou feliz pacas.

Ele me levava as festas da faculdade  Ele gostava que eu o exibisse. Contava-me  tudo que minhas colegas cochichavam ás escondidas sobre nós e se ria todo com isso. Ele me deixava totalmente sem jeito. Mas eu sabia que ele tinha orgulho de mim e queria que eu tivesse o mesmo por ele. O problema é que eu não sabia como ele podia sentir orgulho por mim, já eu sentia mais que orgulho por ele, admiração pura. Ele não era apenas bonito fisicamente, ele tinha um coração incrível, era extremamente carinhoso e tinha uma personalidade fácil e tranqüila que me tirava o fôlego.

No aniversario do meu pai em maio ele até arriscou a comer bolo.

Eu realmente tive pena dele, mas ele me olhou rindo quando deu o resto para Bidu, que cheirou desconfiado, mas aceito o resto do bolo no final.

Ele ganhou minha família, até mesmo a fera do meu pai, que mesmo assim arranjava sempre um empecilho, ou um defeito para reclamar e comentar.

“Vanessa esse moço não dorme? Ele é pior que você, tem cada oleira e é tão branco que parece até doente. Nunca o vejo em dia de sol, esse cara tem que pegar um bronze, parece até vampiro.”

Ele nunca iria imaginar que as observações inocentes dele estavam tão certas, mas eu sempre revirava os olhos e saia bufando do recinto, quando meu pai vinha com essas. É claro que eu tremia dos pés a cabeça quando ficava sozinha, depois que algo assim acontecia, mas a verdade era extravagante demais, excepcional demais, para que a pegação de pé, chegasse a virar desconfiança. Ainda assim fazia com que eu e William ficássemos atentos sempre. Tentando fazer todo o possível para termos uma rotina normal e sem muitas coisas excêntricas.

Falando nela a rotina tinha se instalado mais uma vez na minha vida, mas porem essa rotina eu gostava.

Por que William participava dela.

Eu realmente vivia entorno de William e ele entorno de mim. Nós não nos separávamos por nenhum momento.

Com algumas raras exceções, quando eu estava em aula e mesmo assim o celular não nos deixava muito separados, quando William ia caçar, nesses momentos eu não o interrompia. Sabia o quanto era difícil e em certas épocas do mês, em que er, realmente não tinha como ele ficar próximo.

Durante três dias do mês William não podia chegar perto de mim. Não, não tinha o risco de ele me atacar como todo mundo pensa.

Os seres humanos, na verdade as fêmeas, têm um pequeno amparo contra vampiros.

Sim parece patético e até hoje me pergunto por que quem falou sobre os vampiros para a Stephanie, não comentou sobre esse pequeno fato incomodo. Quando nós estamos no nosso período mestrual, não é sangue puro o que expulsamos do nosso organismo, nele está contido, uma quantidade incrível de hormônios e muitas impurezas que estavam no nosso organismo. Essas impurezas e hormônios repelem os vamps. Por algum motivo o cheiro é realmente desagradável para eles. Sério… Willian não conseguia chegar nem a um quilometro de mim. Só se ele trancasse a respiração. Nesses três dias normalmente ele usava para caçar.

As semanas foram se passando e as primeiras provas começaram. Graças a Deus eu passei em todas e em ambos os cursos. Isso deixou William orgulhoso demais e o pior o empolgou. Dizendo que eu tinha capacidade de tira um dez.

Eu bufava desanimada quando ele dizia isso. Eu realmente odiava estudar. Eu gostava de apreender.

Ficar horas, sentada em uma mesa lendo feito uma condenada, para mim era um desperdício de tempo incrível. Deixar de viver, mas eu tinha minhas responsabilidades, mesmo eu não concordando com muitos autores que eu lia, eu tinha que conhece-los, não adiantava.

Meu aniversario se aproximava e isso pela primeira vez me deixou mal.

Eu faria vinte e seis anos. Eu lembrei de Bella.

“Droga!” Eu disse quando vi no calendário do computador que dia  dezessete de junho se aproximava. Minha família como sempre faria uma festinha para os íntimos e mesmo assim meu pai daria um jeito de estragar tudo.

Eu realmente odiava minhas festas de aniversario. Um dia tão legal que meu pai sempre estragava.

Como os natais e a virada do ano. Ele sempre achava algum motivo para brigar ou xingar. Acabava com qualquer clima de festa.

Com o tempo fez com que as principais festas de fato perdessem a graça para mim. Eu chagava às vezes até a não comemorar, apenas para não ter desgostos.

Esse ano seria diferente.

Eu tinha William e eu comemoraria a data com ele. Só com ele!

Minha cabeça fervilhava sobre o assunto quando William chegou naquele sábado de madrugada depois de ir caçar. Fazia quatro dias que nós não nos víamos, eu estava morrendo de saudade. Ele tinha ficado um tempo a mais do que o necessário para que meu período terminasse, mas não tinha problemas eu sabia o quanto difícil era caçar e o pior achar presas não humanas que saciassem William, era mais difícil ainda. Aqui não existiam cervos, ursos ou leões da montanha. William ficava muito feliz quando encontrava alguma jaguatirica e tinha que ir longe para encontrar alguma onça. Muitas vezes ele teve que apelar para animais mais domésticos como cavalos e gado. O sangue desses animais era horrível e ele me falou que no inicio às vezes ele caia em tentação e tinha que se alimentar de humanos. Com medo de me ferir. Era penoso para ele, mas ele estava determinado. Ele não se alimentaria de humanos novamente e eu sofria por ele. Não me importava com o falo de ele matar humanos, mas se ele não queria mais não seria eu que ficaria contra.

Eu contei para ele do meu aniversario e ele me olhou furtivo, tentando decifrar algo no que eu falava.

Eu ri e perguntei o que ele me olhava tanto e ele desconversou.

Eu só queria passar meu aniversario com ele. Infelizmente o maldito dia caia numa quarta e agora?

Nem para sair ia dar. Ainda bem que eu não tinha provas ou trabalhos para entregar no dia.

Se eu quisesse, podia faltar numa boa. O problema era o serviço e William deixar eu faltar.

Irremediavelmente minha mãe faria uma festinha no sábado, mas a quarta seria só minha e de William.

Eu tinha conseguido dispensa do serviço. Meu pai chiou um pouco, mas eu entrei na discussão que eu tinha direito á um mês de férias, o qual essa ano eu só tinha tirado duas semanas.

Eu não tinha filosofia na noite de quarta, mas eu tinha dito a minha mãe que meu professor não me daria falta e no direito naquela quarta meu professor iria viajar e não teria aula. Isso foi uma mão na roda.

O dia inteiro eu passaria ao lado de William e longe da minha família.

Ao perceber o meu desespero de estar longe de minha família me perguntei o que me prendia ainda aquela casa? Eu deveria estar procurando um serviço em Porto Alegre e me mandar para lá.

Poderia pedir transferência das faculdades para lá também. Ao menus de filosofia para que minha mãe não ficasse triste.

O que eu estava esperando para começar a fazer isso?

Eu contei a William as minhas novas idéias e ele aprovou todas com entusiasmo.

Ele me ajudaria com tudo. Estava feliz por mim. Começar uma nova vida que não me deixasse apática e mal.

Era um grande passo para mim, viver longe de minha família. Por mim mesma. Realmente me assustava, mas quando eu perdia a coragem, era só me lembrar que eu não estava sozinha. William estava ali por mim, para mim e não me deixaria por nada.

A bendita quarta chegou.

Nós fomos para a praia do Cassino logo de manhã. Estava chuvoso e lindo, mesmo que às vezes o sol dava as caras por um curto espaço de tempo.

Como sempre a praia no inverno era nostálgica para mim.

Nós passamos pelo barco encalhado que tem a uns quinze quilômetros da entrada principal da praia e meu coração apertou. Aquele local sempre me deu sensação de déjá vu e eu nunca entendi.

Nós rumávamos para o sul, mas dessa vez eu não me importava.

Nós estávamos a 40 km da civilização, totalmente sozinhos. Só nós, o mar e a chuva fraquinha.

O que fazia com que nós nos soltássemos. Principalmente William.

Ele passava tanto tempo reprimido e controlando cada movimento. Que essa pequena liberdade ali sozinhos, na praia, distantes de todos, fez mais bem pra ele do que eu imaginava.

A praia do Cassino tinha mais de duzentos quilômetros de extensão, e era quase inóspita em certas partes. A onde nós estávamos, teríamos que percorrer mais uns sessenta quilômetros para encontrar alguma alma viva.

William tinha comprado varias coisas interessantes para eu comer e muito vinho Mollon.

O dia estava sendo perfeito. Caminhamos pela praia deixando o Golf para traz.

Andamos sobre as dunas e brincamos.

William se exibia e eu ria surpreendida com a velocidade e a força dele. Ele ria também, totalmente solto e despreocupado, só se contendo quando estava próximo a mim, com medo de me machucar.

Ele me surpreendeu quando me pegou e levantou no ar com as mãos, me girando.

Então se atirou na duna de areia comigo ainda nos braços me amparando para não me machucar, o que não evitou eu me empapar de areia por todos os lados. Nós rimos e rolamos ficando literalmente bifes à milanesa. No momento que paramos de rolar eu estava sobre ele, e o sol saiu de trás de uma nuvem, iluminando William por inteiro, ele estava sem camisa e o efeito foi devastador.

Se eu tinha como ficar com mais cara de pateta que normalmente a Bella já ficava ao ver o Edward assim… Bueno eu devo ter superado ela. Tanto que Willian que no inicio me olhava com cara tanto de bobo quanto eu, começou a rir de mim. ‘Cara eu mereço!’ e ri também.

Eu deitei ao lado dele na duna e ficamos nos olhando como dois idiotas! O amor é lindo e faz pessoas sensatas fazerem coisas bobas… Mas não tem como não fazer, quando seu coração acelera só por escutar a respiração do outro.

Era tudo lindo demais. Nós riamos, nos divertíamos um com o outro. Mas em nenhum momento ele tocava no assunto que era meu aniversário e eu não entendia porque isso.

Começou a escurecer. Ele resolveu acender uma fogueira e eu adorei a idéia.

O ajudei a catar lenha. Esforço em vão.

Por que  em 2 minutos ele já tinha o suficiente e eu tava com uns dois gravetos na mão.

A chuva tinha cedido e o céu estava se abrindo. Principalmente no horizonte dentro do mar.

Eu estiquei uma canga no chão e me sentei enquanto William arrumava a fogueira. Quando ela começou a crepitar ele com um pulo se sentou ao meu lado, com uma garrafa do velho Molom nas mãos e riu.. “Eu juro que não faço nada que você não quiser!” eu dei um tapinha de leve no braço dele e ele me derrubou para o lado, ronronando e me beijando o pescoso todo. Nós ficamos ali nos beijando e nos acarinhando quando a noite caiu e finalmente eu vi.

A lua estava nascendo. Cheia e incrível como nunca eu tinha visto. Ela estava amarelada quase vermelha e isso fez eu me arrepiar toda. O velho buraco se abriu no meu peito de uma forma dolorosa e destrutiva como nunca antes. Eu não conseguia respirar e meus olhos lagrimejavam sozinhos.

O sonho veio a minha mente e eu gelei.

William estava ao meu lado imóvel assustado com a minha reação e chamava por mim, mas eu não ouvia.

Era uma sensação horrível e ao mesmo tempo boa. Era um certeza absoluta.

Mas eu não sabia o que era.

Eu respirei fundo e isso doeu, como se todo o ar tivesse sido tirado de meus pulmões.

Eu tinha completado vinte e seis anos e eu tinha certeza que quando eu completasse vinte e sete, eu já não veria a lua com esses mesmos olhos.

Eu teria encontrado o meu verdadeiro destino e o verdadeiro caminho estava para me encontrar.

Eu não falei nada para William do que eu senti e a certeza do que eu tinha sentido era desconcertante demais para mim. Eu realmente não queria ser uma vampira.

Eu menti para ele dizendo que eu tinha me emocionado com a lua, mas ele não engoliu muito bem e me abraçou forte fazendo juras que estava tudo bem. Que nunca ele deixaria nada de mal me acontecer.

Nós ficamos um tempo ali imóveis, eu completamente sem chão, com o que havia sentido e sem saber o que falar a William, depois de um tempo estava escuro demais e ele resolveu levantar acampamento.

Mas eu não queria ir para casa, a sensação de ir para casa me fazia me sentir totalmente deprimida e convenci ele ficar dando voltas de carro pela cidade vendo o movimento, que não era muito pois era dia de semana e só os boêmios estavam na rua. Mas ainda assim, naquele rotina do carro em movimento me fez me sentir melhor, sempre me fez.

As onze horas da noite nós aportamos na frente da minha casa. Nem eu nem ele queríamos confusão com o meu pai.

Mas ele hesitou em sair para abrir a minha porta como ele sempre fazia.

Ele olhava para frente, serio e com a testa franzida. Então depois de um tempo quando eu finalmente iria perguntar qual era o problema ele suspirou, me fazendo ficar atenta a ele, esperando que ele fala-se algo.

”Feliz aniversario!” ele disse no final das contas, de um jeito baixo e extremamente serio.E eu não entendi o porque do tom tão serio e preocupado. Então me deu um estalo e eu entendi…

“Eu não sou como Bella Saw!” eu brinquei meia rindo. “Eu não tenho nóias com a idade!” ou tinha?

Agora eu tava em duvida. A espera por aquele dia tinha me sido penoso. Mas eu não me importava de envelhecer e William continuasse lindo. Eu sempre fui meia papa anjo mesmo.

Era até melhor assim.

Ele suspirou e me olhou. Eu via dor nos olhos dele. Era quase terror.

Então ele falou.”Eu não poderia… Na verdade eu não posso!”

Eu não entendi e ele viu que eu fiquei sem perdida. Ele suspirou de novo e continuou a falar, mas ainda assim hesitante. “Eu… Não posso… Eu não tenho… Eu…”

Agora assim eu estava perdida. De que raios ele estava falando?

“Você já percebeu que nem as lentes de contato nem as camisinhas jamais derreteram?”

Eu fiquei meio atônita, mas as lembranças dos livros vieram como uma flecha a minha cabeça.

As lentes de contato que Bella usava para passar por humana… Elas derretiam depois de um tempo e as de William nunca tinham feito isso. Não que eu tivesse reparado.

Ele viu o entendimento passando na minha cabeça e voltou a falar.

“Eu não sou venenoso!”

“Ah!” Eu disse ainda sem entender  e perguntei.

“Como assim? Como é possível? Você não é meio vampiro… Como pode? Mesmo assim os machos tem!”

A única não venenosa entres os vampiros que eu conhecia era Resme. Por que era uma meia vampira e mesmo assim o macho brasileiro, meio vampiro, que Alice encontrou, era venenoso.

Por que raio então William não era?

”Minha transformação!” Ele disse, adivinhando minha interrogação silenciosa.

Ainda assim estava confusa e meu rosto passava isso.

Percebendo minha confusão ele tentou explicar…

“Ela foi diferente das dos outros. Na verdade até hoje ela ainda não esta completa…” ele disse e a confusão tava pior que antes na minha cabeça.”Como assim? Como diferente? E como não completa?”Eu perguntei totalmente atônita.

“Foi mais de um.. Na verdade três me morderam!” ele disse e riu friamente.

“Eles queriam saber o que aconteceria, se o veneno, o conflito entre os venenos me destruiria. Eles queriam me ver sofrendo, mas se cansarão depois da primeira semana” e a voz dele era mais fria do que antes.

Primeira semana? Como assim? Não era uns três dias? Tinha levado mais que uma semana? Meu coração doia em saber da dor que ele tinha passado e uma fúria se instaurava em mim.

Eu queria matar, destruir, trucidar os infelizes.

Ele continuou… “Quando já ia para terceira semana de dor e agonia eu ainda estava vivo. Era patético como eu ainda estava vivo então finalmente terminou. Eles realmente se surpreenderam quando eu apareci em frente a eles!”

Agora William ria, mas com um ódio horrível nos olhos. Aquele rosto não era do William que eu conhecia. Era uma rosto distorcido de prazer e ódio. Uma personalidade que nunca me havia sido apresentada, a mascara da crueldade, da vingança. O deleite de um caçador que havia aniquilado sua preza e se deliciado com isso. Um William que eu me enganava achando que não existia.

Ele ria baixinho mais friamente do que antes, mas eu não estava assustada. Aquele riso me contagiou de prazer.

Ele tinha dado o fim que eu desejava a aqueles infelizes, que haviam deito tanto mal a ele.

Ele havia se vingado e eu sabia disso.

Em um impulso eu me tirei nos braços dele, o abraçando forte e o beijando como seu eu pudesse me unir eternamente a ele com esse beijo. Aquela certeza havia me deixado louca por ele e eu o surpreendi tanto que ele ficou totalmente atônito com a minha reação. Eu lambi o céu da boca dele o fazendo grunhir de prazer.

Quando nós dois já estávamos perdendo a cabeça dentro daquele carro eu senti que estávamos sendo observados e dei graças a Deus pelo vidro do carro ter insufilm. Mas minha mãe já tinha reparado que o carro estava na frente da minha casa.

Eu lutei contra mim mesma para parar de agarra-lo e conseguir dizer o que eu havia percebido. Quando concordamos que era melhor eu ir antes que nós tivéssemos problemas, ele me olhou com aquele olhar de dor, que infelizmente eu começava a me acostumar a ver no rosto dele.

“Se algo acontecer… Algo ruim que não tenha volta.” Ele disse fazendo uma pausa e desviando o olhar de mim. “Eu…” ele tentou recomeçar de novo…

Depois de alguns segundos em silencio ele finalmente criou coragem para terminar a frase.

“Eu não posso fazer por você, o que Edward fez por Bella!” ele disse, em um fôlego só como se ele não falasse rápido perderia a coragem de dizer. E eu entendi a preocupação dele.

Eu entendia o medo que o corroia, mas de alguma forma que eu não compreendia, eu não sentia medo por minha vida e eu o tranqüilizei. “Bobo! Não se preocupe com isso!”

Mesmo assim meu coração doeu por não ser ele que me daria a imortalidade. Que mesmo eu relutando parecia que pairava sobre a minha cabeça.

Eu suspirei e senti uma aflição boa, um sentimento muito bom perpassou o meu coração, fazendo que do nada o rosto daqueles dois viesse a minha mente, os pivôs de toda está estória.

Eu dei um pulo quando ele falou que minha mãe nos observava, inquieta da janela, fazia já um tempo e eu decidir sair do carro de uma vez por todas.

Sneak peak Cap 14

“Você… Você prometeu!” Ela disse e eu fiquei sem entender. Mas meu coração apertou e aquele velho conhecido buroco se aflorou novamente nele.”

Capitulo 12: O Show.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em dezembro 31, 2009 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora

Eu disse que tentaria até hoje betar o capitulo 12.. e basicamente eu betei ele todo hoje.. o/

Amanhã as 8 da matina to indo pro uruguay.. onde toda essa aventura começou.. faz 1 ano que Noite Escura começou a ser criada e tem muita coisa para ser escrita ainda e postada..

O pior é q com a proximidade com a viagem.. ta me dando um surto de criatividade e vontade descomunal de esrever.. pobre dos meus cadernos.. eles teram de servir ja q eu não terei computador lá.. e meu irmão dificilmente me emprestará o notebook dele.. =//

Dia 11/01 estou de volta.. e quem sabe finalmente coloco os dois capitulos finais e mais o epilogo no ar..

Espero que gostem desse capitulo.. eu o escrevi antes de ir nesse show que realmente teve em SP esse ano.. é esse capitulo que faz Noite Escura também ser uma Fan fic sobre Backstreet Boys e não vai ser a ultima vez que eles aparecerão na estória, na verdade eles tem uma importancia muito grande na vida da Nessa e participaram de momentos decisivos dessa estória.

Divirtão-se até minha volta!!^^ e Feliz 2010 pra todos!!!

Eu nem percebi quando faltava uma semana pro Show dos BSB e eu tinha me esquecido completamente. Não havia mais ingressos vips a venda, então isso era sinal que eu ficaria bem atrás caso eu conseguisse ir.

Isso se eu conseguisse.

Droga anos de estudo, para não conseguir chegar até a grade…

Planeta Atlântida um festival enorme de musica que tinha no meu estado tinha sido em vão de ter ido.

Eu fui para apreender a chegar na grade. Agora todas as esperanças haviam se esvaído de mim.

Eu fui ver a minha poupança como que estava. Eu não tinha gastado nenhum dos meus últimos quatro salários e isso era bom. Com os juros chegava a seiscentos e vinte reais. Eu tinha que achar passagens de avião baratas.

Eu iria, no mesmo dia do show e pegaria o primeiro vôo de volta depois dele.

Era melhor assim, mais barato e seria a primeira vez que eu andaria em um avião.

Foi então que eu me liguei e William?!

‘Eu não posso deixar ele aqui sozinho e eu não teria o dinheiro para os dois…’

Eu entrei em desespero e quase desisti de ir.

Era sábado e William estava escondido comigo no quarto enquanto meus pais faziam a festa na piscina.

Tinha feito um dia de rachar e tava calor pacas.

Eu bufei e vi que William perdeu a atenção no meu cabelo que ele enrolava com os dedos.

Ele leu o que estava escrito na tela do computador..”Passagens para o show?!” ele disse e eu suspirei concordando.. “Mas eu não terei suficiente para nós dois. Nem sei se conseguirei ingresso!” e fiz um muchoxu de desagrado.

Ele riu e eu fiquei sem entender. Olhei para ele e ele me olhava rindo com um tom irônico. Parecia que ele estava doido para me contar algo e então eu me liguei.

“Seu doido! Como? Quando? Com que dinheiro?”

Ele se espantou. “Como raios você faz isso?” e eu corei, mas continuei.

“Anda William como você conseguiu os ingressos? E eles são vips como você disse aquele dia? Porque você comprou?”

Ele me abraçou e me puxou da cadeira do PC para a cama junto com ele.

”Sua boba! Você acha que eu deixaria você perder o show que tu esta esperando há 8 anos?”

Eu era pura alegria e ele completou.. “As passagens eu deixo por sua conta. Com esse dinheiro da para nós dois irmos e voltarmos, ainda mais nesse horário aqui!” ele apontou. Era uma empresa não muito conhecida e era um vôo a noite e o mais interessante barato demais para aquele horário.

Dava certinho o dinheiro. Duas passagens, ida e volta para São Paulo. Dia quatro de março à noite e com volta, dia seis também a noite. Tudo saia os exatos seiscentos e vinte reais. O show era no dia cinco…

“A hospedagem nós damos um jeito!” ele disse.

”Só que teremos que ter cuidado. Eu nunca fui a São Paulo, mas sei que lá há alguns vampiros residentes.

É uma cidade grande e pode-se fazer esse tipo de coisa.”  Falou.

”Mas não se preocupe. Eu avisarei a alguns conhecidos que estão por aquelas bandas que eu irei dar uma passada rápida por lá para não ter problemas. Mas com certeza eu terei que fazer uma breve visita a alguém.” Completou e eu fiquei sem entende.

Quem seria esse alguém?

Mas com certeza era um vampiro e eu vi  a testa de William se enrugar, mostrando que ele estava pensativo. Ele dês fez a feição assim que ele percebeu que eu o observava.

Eu estava feliz.

Graças a William eu ia ver meus meninos.

Aqueles que tinham me mantido viva até William chegar, mas ainda assim eu estava preocupada.

Nós iríamos a uma terra desconhecida aos dois e que era potencialmente cheia de perigos para um casal como nós.

A Semana passou voando e eu preparei tudo para a viagem…

“Camiseta? Checado! Protetor solar? Checado…” Nessa parte William riu

“Ta você não vai ficar na fila, mas eu pretendo!”. e pus a língua para ele.

Ele deu uma mordidinha no meu pescoço me fazendo rir.

Naquela tarde depois do serviço nós pegaríamos a estrada para porto alegre e de lá pegaríamos o avião para Sao paulo.

Meu pai não gostou muito da idéia mas ele sabia sobre o show e eu tinha combinado com os meus professores que as aulas de quinta e sexta eu não teria falta.

Como eu e William tínhamos pagado tudo, ele só chiou a me pagar adiantado o salário de março para que eu tivesse algum dinheiro na viagem já que as minhas economias tinham ido nas passagens.

Minha mãe me deu mais 50 reais e meu irmão mais trinta.

“Não precisava Julio!”. eu disse sem graça.

“Não é pra ti! Compra a camiseta que da ultima vez você esqueceu!” e pos a língua pra mim, então depois me abraçou, me fazendo o abracei forte.

Já estava escuro quando nós nos preparávamos para sair do estacionamento rumo a BR.

Meu pai deu um sermão sobre velocidade e direção a William e até que ele ouviu pacientemente. Ainda pediu dicas mas deu nos dedos do meu pai quando disse que dês dos dezoito anos ele estava acostumado a viagens longas e que conhecia a estrada para Porto Alegre muito bem.

Felipe não estava a vista e quando minha mãe viu que eu o procurava ela fez uma cara de tristeza.

Eu fiquei muito mal. Nós tínhamos acabado mas eu ainda considerava Felipe um amigo muito querido. Eu não queria o mal dele, pelo contrario, sempre foi e sempre será assim.

Mas eu não achei ele e William me chamou. Ele tinha percebido o que eu procurava.

Eu sorri para ele e ele fez o mesmo, então nós entramos e partimos.

O ultimo vôo da noite o nosso, era as 21:30h.

Eram ainda 18hs da tarde. Tínhamos tempo de sobra e conhecendo a direção de William chegaríamos lá em uma hora e meia. Para vocês terem uma idéia, meu pai normalmente fazia em duas e meia, um ônibus de linha em quatro.

A viagem foi tranqüila e nós fomos ao som de Backstreet Boys a todo o volume.

Aquecimento para o show e o mais engraçado era que William curtia as musicas ou curtia a minha empolgação.

Era incrível eu estava a poucas horas de ver meus ídolos novamente depois de 8 anos. Era muita ansiedade e o melhor era que eu estava ao lado de quem eu gostava tanto.

Caraca SP era grande. Enorme demais.

Da janela do avião eu via as luzes da cidade que nós sobrevoávamos prontos para descer.

Eu só tinha ido uma vez lá. Para o show em 2001, mas eu não sai da marginal do rio Tiete e dentro do ônibus não dava para ver muita coisa.

Eu não fazia idéia.

A principio eu fiquei com medo de nós nos perdermos mas ainda bem que o Credcard hall era de fácil acesso e tinha um ônibus bem fácil que passava na porta da estacionamento, aonde seria o show.

Todo o negocio de andar de avião pela primeira vez deixou ansiosos a mim e a William.

Demos graças a Deus quando chegamos em terra.

Pegamos minha bolsa e uma mochila pequena. Era só o que levávamos.

Foi complicado achar o tal ônibus mas conseguimos. Nós iríamos direto para a fila.

William tinha se alimentado muito bem na noite anterior e me prometeu que estaria bem nesses próximos três dias.

Eu sabia o quanto seria difícil para ele estar em um lugar tão abalroado de gente. Eu fiz ele me prometer que se ele senti-se algo errado, que ele fugisse para longe e depois me ligasse.

Eu não queria que ele ficasse mal com ele mesmo.

Eu não temia pela vida dos outros eu temia pela dele e só ele importava.

Nós chegamos ao lugar e como eu previa já tinha uma fila bem grandinha para o Show.

William olhou para as pessoas e me perguntou se eu não queria ficar em algum hotel. Que ele pagava. Para eu descansar porque se não eu estaria acabada quando chegasse à hora do show.

Ele estava certo, mas eu não sabia se a adrenalina me permitiria dormir.

Ainda assim ficar ao relento naquela noite chuvosa e fazer ele ficar parado como um bobo na fila, não dava.

Eu podia pagar o mico. Eu era fã. Mas ele não.

Então eu concordei.

Nós passamos pela fila e eu reconheci algumas pessoas da internet ali.

Eu as complementei rápido, pois elas ficaram assustadas com William, como todo bom ser humano. Mas ainda algumas até ficaram encantadas de mais pro meu gosto, o que me fez tirar ele de perto delas com o meu detector de ciúmes batendo o ponteiro no limite.

Ta mas aonde hotel há essa hora e nessa zona? Algumas pessoas não sabiam nos indicar, outros diziam que ali na região só tinha hotéis muito caros e eu não sabia o quanto William tinha na carteira.

Na verdade eu nem sabia se ele tinha uma carteira.

Um taxista nós indicou um a duas quadras dali. Mas ao chegar eu desisti. Com certeza era algo caro demais. No mínimo 4 estrelas ou sei lá como classificavam hotéis nos dias de hoje.

Mas William me pegou pelo braço e disse. “Você vai pegar uma gripe se continuarmos procurando e já é tarde. Vai esse mesmo.”

Eera meia noite passada quando entramos e o recepcionista não nos recebeu muito bem.

Pelos nossos trajes e bagagem.

Eu fiquei no hall esperando enquanto William fazia tudo.

A chuva caia miúda lá fora como se fosse inverno. SP era a terra da garoa e agora eu entedia o por que.

Eram as águas de março pedindo passagem.

Eu cheguei mais para perto de uma janela.

Havia varias prédios na frente e a rua até que era movimentada. Eu não tinha idéia da onde estávamos. Mas até que dava para ver o cume do prédio aonde serio o show.

Ao lado do prédio em frente, tinha uma coisa que normalmente não se via em Pelotas e era típico de cidade grande. Era um beco!

Espremido entre os dois prédios a frente. Tinha algumas latas de lixo, trash móvel como eu conhecia e estava bem escuro.

Então eu vi alguma coisa se mexendo lá e eu me aproximei da janela para tentar ver melhor.

Foi então que eu senti, aquela sensação que eu conhecia bem e que a algum tempo eu não sentia. Nem mesmo na noite que Elisandra nos surpreendeu na lagoa.

A ultima vez que eu havia sentido, tinha sido no dia do cinema e parecia que agora eu sentia com força total.

Alguém me observava e eu sabia o que esse alguém era. Mas eu não conseguia desviar o olhar e me fazer de desentendida.

Eu queria saber quem era.

Era uma força magnética que me puxava e eu queria ir lá fora ver.

Ver com os meus próprios olhos o que era. Quem era.

Quando eu senti o puxão no meu braço que me fez girar, foi como se uma ligação se rompesse. Quando percebi eu estava nos braços de William.

Ele estava serio olhando na mesma direção que eu olhava antes e ele tremia.

‘Droga o que eu fui fazer?’ Eu pensei.

“Vem!” Ele disse. “Já consegui um quarto. Agora vamos ter que ficar aqui!”

O rosto dele se movimentou rápido para o lado e ele estremeceu mas depois relaxou.

Porra! Eu atraia vampiro! Cruz credo! Num ta no mapa isso!

Eu estava morrendo de raiva de mim mesma e eu não conseguia encara-lo.

O carinha do hotel que agora eu esqueci o nome. Nos levou até o nosso quarto.

Realmente era bem grande e como eu não tinha comido nada dês do café no carro, William pediu um lanche para mim.

Era apenas um sanduíche natural e suco de laranja, mas dava pro gasto.

O hotel era chique, mas não um dos Ai meu deus do céu! Dava para pagar. Pelo menus foi o que William disse.

Eu tive medo de perguntar a ele sobre o que tinha acontecido. Medo que alguém escutasse.

Eu só soube dizer “Desculpe!” e ele disse. “Você não tem culpa. Eu que não devia ter vindo, assim você estaria segura!” Ele estava falando abertamente. Era seguro falar. “Iria ser pior!” eu disse e completei quando ele me olhou com ar de reprovação serio.

“Imagina eu impregnada com o teu cheiro sozinha numa cidade que tem vampiros a rodo? Ou pelo menus muito mais do que na minha?”

Ele riu e disse. “Na sua… Eu sou o único residente!” Então me beijou o topo da cabeça.

Era interessante saber sobre isso, ele não tinha me contado antes.

Ele suspirou. “Você tem razão seria pior!”

“Eu que não deveria ter vindo para esse show estúpido!” eu bufei de raiva comigo mesma.

Como eu era egoísta e só pensava em mim como sempre.

Eu tinha a riscado a vida dele e a minha que não valia nada por cauda de uma futilidade inútil.

Ele puxou minha cabeça como Ed. fazia com Bella, olhou nos meus olhos e disse.

“Não me da uma de Bella Swan agora ta?! Estava nos seus planos vir aqui antes de me conhecer e não vou ser eu que vou atrapalha-los. Você terá a vida mais normal que você possa ter e eu farei o impossível para conseguir isso para você!”

Eu chorava de raiva e de dor. Merda mesmo! Eu sempre faço porcaria por mais que eu me esforce a não fazer!

Eu sempre estrago tudo com uma decisão errada, com uma atitude impensada. Merda mesmo!!!!

Eu bufei e o abracei.

“Esta tudo bem eu juro! Eu não sinto o cheiro de nenhum por aqui!” ele disse.

Mas eu sabia que estava chovendo e que seria difícil farejar algo nessa situação. Mas eu confiei nele.

Quando eu estava quase dormindo ele me falou. “Lembra da visita que eu tinha que fazer?”

Eu olhei para ele. Eu não queria ficar sozinha naquele hotel, não queria mesmo, mas se ele tinha que fazer isso eu não podia fazer nada para impedir. Por que se não poderia prejudicar mais a situação.

Eu suspirei e assenti com a cabeça.

“Amanhã estará bem nublado, então não vai ter problema. Assim que amanhecer eu volto para te pegar e nós vamos para aquela fila!”ele disse.

Eu tremi. Tremi de medo por ele. Eu sabia que ele iria encontrar um vampiro e pelo que eu percebi era alguém que ele respeitava ou temia.

Alguém que ele não poderia invadir seu território sem ir dar um oi de cortesia e ainda tinha aquele vampiro de agora pouco e se nós já estivéssemos ferrados? Eu estava doida de preocupação.

Ele suspirou e me abraçou mais uma vez..

”Eu tenho que ir!” ele disse. “Ta! Mas por favor toma cuidado!”..eu disse e exitei.

Com a voz fraca eu sussurrei sem força, mas eu sabia que ele escutaria. “Não exite de me abandonar se tudo tiver perdido. Salve-se. Minha vida não vale a sua!” ele pulou em mim rosnando e me beijou.

Um beijo forte e com raiva que me tirou totalmente o ar e a noção.

Então ele falou ao meu ouvido. “Não fala besteira!”

Ele esfregou o rosto no meu e me deu um selinho carinhoso me deixando na cama embrulhava nos edredons de boa qualidade.

Quando eu percebi ele já estava na janela me deu um ultimo olhar e sumiu. Deixando a janela fechada ao passar.

Eu afundei na cama . Eu tinha medo por ele e algo me dizia que essa viajem não tinha sido uma boa idéia e que alguns problemas iriam acontecer.

Eu sentia a tempestade no horizonte se aproximar.

Aqueles dias de rotina que nós tivemos não iriam voltar mais..Ir a SP foi um erro.

Mas estranho…

Eu estava mais ansiosa do que com medo.

Na verdade era uma angustia para o que ia acontecer.

Era como se eu esperasse por aquele momento por toda a minha vida.

Eu achei que tinha a haver com o show dos BSB e eu me senti uma bocó ao pensar neles.

Nesse maldito show que tinha feito eu meter os pé pelas mão.

Mas eu pensei nos BSB e eles me acalmarão como sempre faziam.

Eu coloquei o celular para carregar.

William me chamaria se desse algum problema e se ele tivesse tempo para chamar.

Eu coloquei meu mp3 do cel. para rodar e Close my eyes começou.

Quando a intro do cd unbreakable terminou eu apaguei.

Às dez da manhã a recepção ligou para o meu quarto avisando que o café da manhã se encerraria as onze horas.

Eu estava sozinha.

William não tinha voltado e em meu celular não havia mensagens, nem ligações.

Eu fiquei aflita…

Eu liguei para ele no mesmo minuto que eu vi que a tela do celular estava normal.

O celular dele deu que estava desligado. Foi pior…

O desespero me tomou conta. Mas se haviam matado ele. Eles já estariam lá a essas alturas e eu já estaria morta ou pior ele teria me abandonado, mas mesmo assim, eu também já estaria morta há essa hora.

Ainda assim minha confiança nele era inabalável. Se ele não tinha voltado era que tinha sido necessário.

Eu olhei para rua e vi que a chuva tava pior e o céu mais escuro. “Que raios!” eu falei.

O show seria em lugar aberto. Só faltava cancelarem por causa da chuva. Ai sim ia ser o fim da picada. Mas a meteorologista do tele jornal me acalmou, dizendo que até as 20hs daquela noite a chuva já teria pardo.

Pelo menus na região do show aonde eles filmavam os fãs ensopados na fila.

Tinha sido uma boa não ter ficado lá… ‘Mas se eu tivesse ficado… Mesmo assim… Perto demais… Ele teria nos visto igual… O erro foi ter vindo…’

Eu mantive minha esperança na confiança que eu tinha em William.

Tomei um banho e me arrumei para o show.

Calça de brim preta, camisa regata do fan club que eu participava e a jaqueta moletom nova que eu tinha comprado exclusivamente para o show e os all stars verdes velhos de guerra, que ainda eram novinhos.

Eu amarrei uma colinha no cabelo e peguei o meu boné preto, que tinha comprado no cassino para a ocasião.

Engraçado havia sido no dia em que tudo começou mas bem antes de nós irmos comprar o sorvete.

Eu estava pronta.

Coloquei os óculos de sombra na bolsa preta q eu usava, era pequena mas não tanto e cabia tudo o que eu precisava.

A mochila eu iria deixar no quarto.

William tinha me dito que tinha pagado adiantado pelas duas noites que nós ficaríamos ali..

Pelo menus eu não teria que carregar a mochila.

Eu sentei na ponta da cama e peguei uma barra de cereais de dentro da mochila. A fome tinha batido e eu não ia fazer gracinha pra passar mal no show.

De uma coisa eu estava certa. Eu iria ir.

Mesmo se ele não voltasse até eu resolver sair.

Era o que ele queria, que eu tivesse uma vida mais normal o possível e era isso que eu iria fazer.

O show começava as 20:30h, mas eu não queria ficar esperando por ali muito mais e também tinha a fila. Eu tinha que pegar a grade mesmo com o vip isso não assegurava a fila do gargarejo.

Eu deixei o ingresso dele do lado da cabeceira da cama em cima do bidê.

Deixei a mochila perto dali também e peguei mais algumas barras de sereias dela. Pequei também uma garrafa de água do frízer do hotel.

Era meio dia já e eu não ia ficar mais esperando. Era agonia demais.

Minhas amigas de porto alegre essa hora já estavam na fila do show, a pouco chegadas de avião.

Eu fui.

Antes de sair dei uma ultima olhada no quarto e rezei par poder velo de novo e o mais importante que William estivesse nos meus braços em cima daquela cama depois do show!

Eu passei pela recepção e avisei que estava indo mas que voltaria lá pela meia noite.

Eu não tinha idéia que horas acabaria o show. Isso se não tivesse atrasos.

Eu coloquei o capuz na minha cabeça e comecei a andar até o Cradicard Hall.

A fila tinha duplicado de tamanho e eu fui andado desde seu fim em direção ao inicio.

Eu queria ver quem estava nela.

Eu não caminhei muito e minha amiga de Porto alegre pulou em mim. Era Pricila.

“Nessaaaaaaaaa tu veiooooooooooooooo!! nem pra avisa que tu vinha!!!!” e o resto da trupe de Porto gritarão o meu nome e vieram me abraçar. Era no mínimo uns 15 que tinham vindo de avião juntos aquela manhã para o show.

Tinha ate um conterrâneo de William entre eles, Quilherme, que era de Santa rosa.

Eu fiquei por ali mesmo conversando e eles me enfiaram na fila e por incrível que pareça o pessual não chiou muito com isso.

As fãs tinham crescido, ficado mais civilizado dede de 2001 para lá..

O tempo foi passando e eu não vi. Mesmo olhando a todo o momento o celular a espera de uma mensagem ou telefonema de William.

Mas eu confiava nele! Eu sabia que ele estava bem. Se tivesse dado algo errado eu não estaria mais respirando. Se ele estava demorando era por          que precisava.

A chuva foi estiando e os guarda chuvas e capas que o pessoal usava para se proteger, já não eram mais necessários.

Eram 18hrs já e eu tinha comprado algumas frescuras dos ambulantes sobre BSB e então eu tive um estalo. Iria mandar uma mensagem.

N se preocupe,eu fiz o q vc queria,fui p o show,me encontre aki, seu ingresso esta no bidê perto da porta!

Eu nao sabia como terminar o texto.. então com um impulso só eu escrevi e enviei.. no final da mensagem estava escrito..

Eu t Amo!

Eu suspirei de dor.

Eu o queria ali comigo.

Eu temia pela vida dele.

Mas a esperança estava instaurada como uma peste no meu coração.

Eu o veria de novo…

Eu o veria dentro do show!

20hrs.

Os portões abriram e nós fomos entrando.

Da minha turma todos eram vip e se surpreenderam quando virão que eu também era..

“Ué? Como tu conseguiu?” Pricila exclamou. Por que sabia qiueu não tinha conseguido comprar em tempo e eu fui sincera.

“Meu namorado comprou para mim em tempo com medo que não conseguisse comprar!” ela conhecia a minha vida e indagou. “Felipe?”

Eu corei e ela viu o erro mas ficou sem entender. “Não!” eu disse e ela parecia muito da curiosa..

“Tas de namorado novo e nem me contou?”

“AH!” eu disse sem jeito.

“Não tive tempo para internet nesse ultimo mês!” e era uma verdade.

“Ta me conta!’ ela pediu e eu contei a mesma história que contei a minha família para.

ela achou tudo incrível e romântico e eu pensei. ‘Se ela soubesse a verdade… A verdade sim que era mais do que romantica.’

Finalmente nós entramos e eu estremeci.

O momento havia chegado e nos corremos para a grade aonde já tinha algumas dezenas de pessoas.

Eu fui para o lado direito da grade aonde ainda tinha espaço e me grudei nela. Não sai mais.

O palco não era tão grande quando o da parte européia da turnê deles e o espaço entre a grade e o inicio do palco era bem próximo. Seria bom. Eu estaria bem perto deles. Poderia realmente velos bem e eu estava numa posição ótima na qual ninguém me tiraria dali. Era bem no canto direito do palco mas não muito longe.

A adrenalina correu de vez em mim quando eu vi a mesma cena que em 2001.

O sol se pondo de um lado e a lua nascendo do outro. No meio do céu tinha uma estrela muito brilhante. Aquilo me arrepiou de vez.

A sensação de déjà vu era forte demais.

Eu ofeguei de excitação. Aquilo era pura magia.

Eu estaria na presença dos meus salvadores e eu me perguntava aonde andava o meu novo salvador?!

A noite caiu e as luzes do palco se apagarão.

Já era quase 21:30h, o show era para começar.

Em SP não teria show de abertura como em outros shows pela américa latina.

Era eles direto e então o telão acendeu.

O inicio do show que eu conhecia muito bem de ver os vídeos armadores e o especial control room do MSN, começava.

A gravação chamou cada um dos boxeadores e eles se apresentarão no ring.

Larger Than Life começará e nada de meu William.

Eu cantava gritando muito, a letra totalmente de cor..

O Hino de toda a Backstreet fã…*Vocês são maiores que a vida* dizia a musica. Eles se referiam a nós fãs.

Everyone começou e eu gritava mais ainda. Era mais um hino dedicado a nós. Então depois, Any Other Way e You cant let go.

Finalmente a tal musica estava para começar. A musica mais linda do CD Unbreakable.

A musica que William tinha escolhido para tocar quando ele ligasse no meu celular.

A musica começou e eu senti mãos frias na minha cintura.

Eu ri desnorteada.

Eu sabia quem era.

Ele beijou o meu pescoço e eu fui ao êxtase.

Eu me virei rapidamente para ele e o beijei. Como se minha vida dependesse daquilo.

Era dor pura.

De saudade e ao mesmo tempo alivio por ele estar bem.

“Desculpe o atraso!” ele disse no meu ouvido e eu olhei no rosto dele.

Ele estava diferente.

Estava com as lentes de contato mas os olhos não estavam como antes e eu não entendi.

No rosto dele tinha um ar de preocupação, até mesmo de pavor. Mas ele sorriu para mim..

“Perdi muita coisa?” Ele perguntou e eu brinquei.. “Só algumas musicas que tu gosta!”.

”Ah! Mas pelo menus essa eu não perdi!” e acenou com  cabeça para o palco aonde Nick dançava a parte da coreografia que cabia a ele..

”Veja o show! Tu veio aqui par isso!” ele disse e lagrimas começarão a rolar no meu rosto.

Finalmente as coisas estavam como deviam. Meus antigos salvadores em cima do palco e o meu novo salvador abraçado em mim.

Era bom demais, eu me sentia completa! Feliz!

Me fazendo cantar o final de Unmistakable chorando…

Anytime, Anywhere, Any Place

You could be anyone today

Maybe I will recognize you on a crowded street

Maybe you’ll take me by surprise

Will you be the one I had in mind?

There’ll come a day

When you walk out of my dreams

Face to Face

Like I am imagining

Baby how can I be sure that you’re the one I’m waiting for

Will you be unmistakable?

People say we’re watching life through a glass

Desparately waiting on a chance

I know you’re out there, holding on,

holding out for me

How’re we gonna know the time is right?

What if you’re here and I’m just blind?

There’ll come a day

When you walk out of my dreams

Ele ficou abraçado as minhas costas o show inteiro.

Eu gritava a aproximação de algum dos guris e cantava todas as musicas com perfeição.

Ele não falou mais nada comigo durante o show. Apenas me abraçava mais forte quando via que eu estava chorando. Era emoção demais. Foi perfeito demais.

Demorou para eu reparar mas de vez enquanto, Nick Carter olhava para mim e para atrás de mim.

Era estranho e eu me liguei imediatamente. Ele tinha reparado em William as minhas costas.

Totalmente imóvel.

Eu via a estranheza no rosto de Nick..

Até mesmo um pouco de medo. Mas ele tentava desviar a atenção de mim e de meu protetor sempre que se dava conta que estava olhando demais.

Não havia muitas pessoas atrás de nós e não tinha muita aglomeração.

Com certeza ninguém queria ficar atrás de duas muralhas como eu e William.

Mais para o fim do show eu reparei que agora não só Nick lançava olhares furtivos para nós dois mas os outros 3 também e cochichavam ansiosos entre as musicas.

Eu fiz um suspiro de preocupação, quando Howie se atrapalhou no final de Everybody, por que estava olhando para nós.

A ultima musica estava começando, Shape of my heart. Um grande hit dos BSB e eu dava graças a Deus que o show estava acabando.

Era bom ter a atenção deles mas não por causa de William.

Eu não queria por a vida deles em risco. Eles não!

A musica acabou e como de praxe fizemos corações com nossas mãos e eles pegaram a bandeira do Brasil como na ultima vez. Eu esqueci de tudo e me puz a chorar era lindo demais.

Eles prometeram voltar com a turnê do próximo Cd como sempre e disseram que amavam todos nós.

Nós demos tchau.

O fim tinha chegado e eu rezei para que não leva-se mais 8 anos para vê-los de novo.

Antes de Nick se retirar ele olhou para mim uma ultima vez. Sorriu e acenou a cabeça em comprimento. Eu sorri de volta sem entender e dei tchau.

Acabou e eu estava em êxtase e sem entender o porque Nick tinha feito aquilo.

Logo o Nick. O mais babaca do grupo. O amado pelas fãs mas que se acha pra cacete por causa disso.

Vai entender? Eu não era uma Carter. Na verdade o meu BSB favorito tinha deixado a banda em 2006 para constituir família com a esposa ou pelo menus foi o que ele disse.

Mas nem por isso eu deixei de ser Fã.. Afinal ser BSB fã não é curtir um cara só. É amar devotadamente 5 caras que conseguiram realizar seus sonhos e amam suas Fãs..

Sem deixar de ser pessoas comuns.

Se um saiu, eu não iria abandonar os outros 4. Tenho orgulho demais deles para tal coisa.

Eu me virei para William e me encostei as costas na grade. Ele sorria para mim mas eu ainda via aqueles olhos temerosos de antes.

Eu estava muito feliz, mas ainda assim preocupada. Eu queria saber por que ele tinha demorado tanto.

As pessoas foram saindo aos poucos e nós permanecemos lá. Até se poder caminhar sem esbarrar em ninguém.

Eu queria passar na banca de suvenires. Eu não ia para casa sem um tour book pelo menus e eu tinha uma camiseta para comprar.

Fomos as comprar e William caminhava ao meu lado daquele velho jieto..

Na verdade era eu que acertava os meus passos com os dele. Era eu que caminhava ao redor dele. Como um certo casal fictício que nós conhecíamos tão bem.

Não era de propósito. Era inevitável!

Todo o dinheiro que eu tinha se foi e William deixou. O que me deixou indignada e ele me dizia..

“Não se preocupe… Eu tenho se nos precisarmos!” e isso me deixava mais eufórica para comprar.

Tour book, camisetas e mais algumas quinquilharias oficiais!

Eram três sacolas quando eu consegui me desgrudar daquela banca cheia de besteiras.

Duzentos e trinta reais tinham se ido mas a camiseta do Julio estava comprada.

Eu suspirei de aliviada.  Caraca tinha acabado.

Eu tinha visto eles de perto e eles tinham me visto também, mas dessa parte eu não gostava.’Espero que eles desencanem de mim e de William. Não quero eles em apuros.’ Eu pensei.. e William quase adivinhando meus pensamentos falou quando nós já saiamos pelo portão principal.. “Acho que eu chamei atenção demais deles”

Eu bufei. “É eu percebi!” e continuei. “O Howie quase caiu aquela hora!”

William riu..e eu ri também. “Não quero por eles em apuros!” eu disse e tinha angustia na minha voz. “Não se preocupe eles só me acharam estranho. Acharam que eu estava doente ou algo do tipo!” ele disse e eu perguntei.. “Tem certeza?”

“Tenho eu ouvia tudo o que eles diziam!” e eu vi as feições de William mudar. Eu conhecia aquela mudança. Era o mesmo rosto que ele fazia quando falava de Felipe. Aquilo era ciúmes e me fez rir.

Eu o olhei.  Agora nós caminhávamos pela rua em direção ao hotel.

Ela estava abarrotada de gente. Era ônibus de excursões estacionados de qualquer jeito e organizadores delas fazendo chamada. As Fãs estavam voltando para casa, mas estavam abobalhadas demais para notar quando a chamavam pelos nomes.

Eu não tinha mais visto Pricila e a galera do RS depois que eu grudei na grade. Esperava que eles tivessem tido um ótimo show como eu mas realmente eu aachava que tiverá o melhor de todos.

William me abraçou mais forte quando nós viramos a esquina na rua do Hotel. Ali não tinha muita gente. na verdade já passava das onze horas, a noite estava fria e úmida. Eram poucos os carros que passavam e não havia mais pedestres.

Nós entramos no hotel e o recepcionista nos cumprimentou nos entregou a chave do nosso quarto.

Lá em cima eu começaria o interrogatório..

O elevador abriu as portar e o nosso quarto era o ultimo do corredor mas William ficou tenso assim que o elevador fechou as portas atrás de nós. No mesmo instante que ele ficou tenso eu senti a aflição.

Era como um sentido aranha.

Uma grande merda ia acontecer e eu sabia quando.

Ele se pos em posição defensiva a minha frente. Eu o abracei pelas costas.

Eu não tinha medo. Eu estava furiosa.

‘Quem raios estava no nosso quarto e o que queria?’

Ele bufou como se fosse um espirro e saiu da posição defensiva mas ainda estava tenso e eu não entendia o por que.

Então ele segurou uma das minhas mãos que estavam no peito dele e falou.“È melhor nós irmos até lá. Ele pediu!”

Agora sim que eu não entendia era nada mas eu o acompanhei quando ele começou a andar.

Eu estava calma, porem atenta. Eu não tinha medo mas sim curiosidade, ainda assim estava cautelosa, concentrada.

A porta estava aberta quando nós chegamos nela. William a abriu para traz com uma das mãos e em pé perto da janela tinha alguém e eu sabia que era um vampiro.

“Então essa é a sua Vanessa?” o vampiro de cabelos ruivos como o fogo e de olhos tão vermelhos quanto falou.

Ele tentava me observar atrás de William. Que me envolvia com os braços atrás dele. Protegendo-me.

Eu senti que William não respirava, tenso demais e eu também quase não respirava.

Eu tentava olhar bem para o vampiro de cabelos vermelhos. Nossos olhos se encontraram e para surpresa dele eu não exitei.

Pelo contrario, eu o encarei com um fúria surpreendente até para mim.

Ele riu e eu vi que os olhos dele agora eram de perplexidade.”Então essa é a culpada de você mudar tanto e se arriscar tanto?” o vampiro falou com um ar divertido e eu o deixei de encara-lo e observei William, que bufou e assentiu com a cabeça.

”Eu estava curioso… Desculpa ter vindo aqui para saciá-la!”

O vampiro havia falado de novo com ar debochado e eu ouvi William rosnar baixinho.

Então o vampiro fez ar de surpreso e riu.. “Calma William… Ela é sua! Eu jamais tiraria algo que lhe pertence velho amigo!”

Velho amigo hum? Quem raios era ele? E porque William havia contado sobre mim para ele?ele confiava assim nesse cara para tanto?!

“Vanessa esse é Jeremia.  Era ele a quem eu fui visitar a noite passada. Ele é um dos que reside aqui!” William falou sem tirar os olhos de Jeremia que agora se empertigava a menção do próprio nome e fazia uma reverencia solene para mim.

William riu ao reparar na reverencia do vampiro e falou..”Ainda com velhos hábitos?”

Jeremias riu e falou.. “Quando se foi criado nas velhas  tradições fica difícil de esquecê-las. Mesmo tendo 300 anos..” ele riu e me olhava interessado. Eu sabia que a frase era para me deixar espantada ele queria ver a reação de uma humana que conhecia o segredo. Ele estava curioso comigo. Mas eu não me surpreendi. Carlisle tinha 300 e lá vai pedrada e daí?! Ele era até novinho. Ah ta… Carlisle é ficção! Mas que seje…

William também riu do que o vampiro tinha dito e agora ele não estava tão mais tenso. Ele me puxou para o lado dele e me abraçou

“Você já a viu! Agora você se importaria? Ela esta cansada!” eu olhei para William com a testa enrugada. Ele teria que me dar satisfações.

Jeremias suspirou pesaroso, fez estalos com a boca em desagrado e me olhou.. “È uma pena não termos tempo para uma conversa!”ele disse para mim e eu não sabia o que responder..

“Enquanto vocês estiverem aqui estarão seguros. Eu não deixarei que ninguém os atrapalhe e você sabe. Eu nunca fui muito apegado a regras!” ele riu ao dizer a ultima parte e acenou para mim como se estivesse com um chapéu na cabeça.

Ele olhou para William e piscou. No segundo seguinte ele tinha sumido.

“Mas que raios!” eu exclamei e William se surpreendeu com a minha reação.

“Da para explicar o que esta acontecendo?!” eu disse, mas William ainda olhava pela janela onde o vampiro estava a um segundo.

Finalmente ele não estava tenso, me abraçou mais forte e puxou meu rosto para um beijo.

Que eu não consegui evitar.

Nós sentamos na cama e ele checou se a porta e as janelas estavam bem trancadas para que ninguém humano escutasse e começou a explicar.

Jeremeia era um velho companheiro de William. Eles andarão juntos quando William era um vampiro novo. Ele não me explicou por que eles não andavam mais juntos. Mas disse que Jeremia era um grande vampiro .Muito antigo mas ainda assim muito respeitado. Ele tinha sido como um mentor para William e já estava vivendo em SP a uns 30 anos. Ele tinha um certo poder e influencia.

Se ele não quisesse uma coisa, ninguém se atreveria…

Nós estaríamos seguros até voltar para casa e com certeza Jeremia não contaria para ninguém.

Ele ficou intrigado com o nosso relacionamento e o que isso tinha empregado a William..

Ele queria ver quanto tempo duraria. Quanto tempo William conseguiria ficar sem se alimentar de humanos e o pior. Quanto tempo levaria até ele me matar.

William riu sem animo ao falar essa parte e eu via a dor, a preocupação nos olhos dele.

”Jeremia não é o único que sabe… Carmem a atual companheira dele também!” William disse e continuou. “Ela não gostou muito do que eu estou fazendo mas ela não fará nada que desagrade Jeremia. Ela não vai querer o leão enfurecido!” William riu ao falar a ultima parte e eu o olhei curiosa.

Ele continuou.. “Ele é muito forte sabe? Incrivelmente rápido, voraz e insaciável!” ele desviou o olhar de mim desfocando os olhos como se estivesse lembrando de algo e suspirou.

Ele tremeu e me olhou. Agora seus olhos refletiam dor pura e aquela dor me atingiu.

Eu coloquei uma das mãos no rosto dele e ele apoiou a cabeça nela esfregando o rosto contra a palma da minha mão fechando os olhos.

“O que foi?” eu perguntei sem entender, apavorada com tanta dor..

”É por isso que ele é tão respeitado!” ele disse e dessa vez quem se atirou nos meus braços foi ele. Encostando a cabeça de leve no meu peito e eu me deitei para trás. O puxando para um abraço.

Nó ficamos ali imóveis por algum tempo. Ele escutando o meu coração e minha respiração.

Eu escutando a respiração inabalável dele que eu sabia que se deliciava com o meu cheiro e isso me fez tremer. Tremer de prazer. Ele se alevantou do meu abraço e me encarou diferente das outras vezes.

Ele não me olhava com implicância.

Era paixão nos olhos dele.

Era puro amor e desejo.

Ele estava entre minhas pernas e eu não podia fazer nada.

Na verdade eu queria aquilo mais do que tudo.

Nós não nus falamos. Apenas nos observamos sem fechar os olhos em momento nenhum e nos amamos.

A noite foi em claro como de costume e parte da manha também. Eu fui adormecer por volta do meio dia e as sete da tarde, William me acordou. Nós tínhamos que nos arrumar para voltar para casa..

Eu suspirei quando vesti uma das camisetas que tinha comprado e me abracei.. ‘Caraka eu vi eles! Realmente… Foi real!’ eu pensei abobalhada.

Como uma coisa como essa me deixava assim? Depois que eu passsei a conviver com vampiros? Era muito bobo da minha parte.. Mas algo dentro de mim fazia a existência de vampiros ser algo tão normal quanto qualquer outra coisa. Parecia que eu já até sabia e ver os BSB, que as vezes parecia ser fruto da minha imaginação era algo incrível demais… Surreal!

“Esta pronta?” William me perguntou quando eu levantei da cama e coloquei a bolsa pelo pescoço.

Eu assenti com a cabeça e ele me deu a mão para nós descermos.

Dessa vez nós fomos de táxi para o aeroporto.

O taxista ficou meio atônito com William como o de Pelotas tinha feito mas ele nos levou direitinho ao nosso destino.

Quando eu percebi, nós já estávamos voltando para casa. Eu tinha visto os meus gurises e tinha conhecido um amigo de William.

O que mais o destino preparava para mim? Pois agora eu não estava mais certa de nada.

Eu nem sabia o que eu queria para o meu futuro.

Eu só queria ficar ao lado de William e isso me afligiu.

Por que eu lembrei de Bella!

Sneak Peak do Cap 13.

“Eu tinha completado 26 anos e eu tinha certeza que quando eu completace 27 eu já não veria a lua com aqueles mesmos olhos.  Eu teria encontrado o meu verdadeiro destino!”

Capitulo 11: Inimigo a espreita.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em dezembro 28, 2009 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora

Tenho tantas coisas para dizer, que nen sei por onde começar.. Axo melhor com as desculpas não?

Desculpa por ficar tanto tempo sem atualizar a Fan fic e Obrigado por todos que estão lendo.

Cada vez mais à novos leitores e o blog tem mais visitas. Muito obrigado mesmo por lerem minha estória que é tão realmente importante pra mim.

Eu fiquei esse tempo todo pensando em como arrumar esse cap.. pensei até em escrever mais coisas nele.. no fim ficou como originalmente criei, odéio modificar coisas depois q eu as estruturei inicialmente, parece uma traição a idéia original, mas tmb tem o fato de eu ser ultra perfeccionista então se me deixarem eu nunca daria um trabalho pro terminado. Vidi meus poemas que até chegar a um texto final eles penam em minhas mão.

Sobre o Livro… Eu escrevi o 1 e o 2 de uma vez só… só que me dei conta que a estória se dividia em duas tramas diferentes.. então resolvi dividir em livros, ja q tera outras tramas também vindo por ae.. o livro 1 é arrecem o inicio.

Isso faz com que eu ainda não tenha decido aonde vai terminar um e começar o outro direito e nen se eu irei escrever algo a mais para fechar as lacunas, o que me faz atrazar a atualização da fic…

Sem conta que eu tenho q terminar o livro 2 para assim finalmente começar o 3.

Estou tendo idéias tmb de fazer alguns capitulos a mais do q os originais visto pela perspectiva de outros personagens, que se encaixariam na estória.. mas isso depois do livro 1 ja ter cido todo postado, seria um bonus a vocês para assim entenderem melhor a estória e mostrando o que ficou de fora da percepção da Nessa e que só ficou no ar sem explicação.. seriam textos tipo não só a versão de fulano mas mostrando coisas que Vnessa não sabe mas aconteceram.. esses caps extras sairiam na versão final do ebook do livro 1 q estou criando.

Alem disso quero avisar q o link Personagens foi atualizado com Fotos e um pequeno perfil de Vanessa e William, comforme eu for postando os caps e a estória for sendo desenvolvida e os segredos revelados eu vou indo atualizando esses perfils e tmb adicionando o dos outros personagens…

Leiam a sinópse ela é importante e a Trilha sonora q é mais importante ainda.. faz Noite Escura ser o que é.

A um tempo atraz vendo Smallvillie eu conheci um ator chamado Sam Witwer que faz um vilão nessas ultimas temporadas, e eu percebi na hora como ele é parecido fisicamente com William, mesmo que não sendo perfeito.

Sendo assim eu fiz um pequena montagem dele com uma Foto minha.. Sim por que para vcs visualizarem a Nessa só olhem a imagem que eu uso no meu gravatar, não consigo ver ela como alguem não parecida comigo, ela sou eu, mesmo que muito melhor que eu.

Eis a montagem:

Assim deixo vocês finalmente com o Capitulo 11 e tentarei antes do dia 31 postar o 12 que ja estou betando.

Gente falta 4 capitulos para o final desse livro!

Meu pai não me dirigiu a palavra no almoço e minha mãe me avisou que eu não trabalharia mais com Felipe. Que eles estavam vendo com iam fazer para que isso acontece se já que minha mãe sabia do pavor que eu tinha de trabalhar com meu pai.

Pelo menus no nosso saguão eu e Felipe tínhamos o nosso próprio ritimo e trabalhávamos bem.

Eu sabia que mais dor de cabeça vinha por ai, mas eu não podia parar de trabalhar.

O Show dos BSB se aproximava e eu tinha que ir de qualquer jeito.

Eu sabia que William me ajudaria com isso. Ele até que gostava das musicas. Vai entender.

Eu precisava da grana e sabia que nesse quesito eu não podia contar com ele, nem queria.

Para minha surpresa meu pai tinha dado folga para Felipe quando eu cheguei ao estacionamento.

Eu fiquei preocupada, mas minha mãe me acalmou ao me mostrar que as coisas de Felipe ainda estavam lá.

Eu rumei para o meu salão e Julio meu irmão foi me ajudar.

A tarde passou como um vento cortante por nós e quando eu percebi já era hora de voltar.

Eu estava ansiosa para isso.

Eu queria conversar com William sobre o que nós não tínhamos conseguido aquela noite.

Eu cheguei em casa e fui direto para o quarto. Eu não sabia a que horário ele viria. Se cedo ou depois da meia noite.

Eu abri a janela e então eu deitei na cama para esperar por ele.

Lá pelas tantas eu peguei no sono e um sonho ruim me afligiu. Parecia que a minha mente queria me mostrar algo e então eu acordei.

Ela estava lá.

Loira como eu havia imaginado. As roupas pareciam que vinham sendo usadas há muito tempo.

Porque o aspecto era de sujo. Os cabelos eram cacheados, mas cheios de mais e ela amarrava em um elástico para traz, deixando alguns rebeldes à solta porque parecia que não tinha como prender.

Ela não era linda como na minha mente, mas também não era feia.

Eu percebi que o que a tornava bonita era outra coisa. Era sua pele branca demais e seus olhos vermelhos como rubi. Eu sabia quem era ela. Ela era a minha rival ou pelo menus ela achava isso.

Ela era Elisandra.

Ela estava em pé na viga ao lado da minha janela. A menus de 2 metros de mim, mas eu não tinha medo. Eu tinha raiva. Ódio puro. ‘Como raios ela se atrevia?’ Eu pensei.

Ela bufou e eu espirei forte e meus olhos com certeza passavam o que eu estava sentindo e então ela riu. Mas ficou impressionada com a minha fúria e por eu não estar com medo.

”Então você é o novo bichinho do William?” ela disse com cara de sarcasmo.

Quando eu ouvi a voz de soprano dela eu ia pula no pescoço dela de tanta raiva e nojo. Eu era humana, mas a raiva me impelia a isso.

Porem antes que eu pode se fazer realmente algo. Finalmente ele chegou. Pulando diretamente dentro do quarto e se virando rapidamente para ficar de frente para ela para me proteger.

”Nessa? Você esta bem?” ele perguntou em um sussurro frio. Eu bufei e disse que sim, tão fria quanto ele.

“Ela me enganou! Desculpa!” ele acabou de dizer a mim e então ele se dirigiu a Elisandra..

“Você já viu o que queria não?! É melhor você ir! Eu não quero confusão ou o segredo terá problemas!” “Rá!” ela disse. “Não sou bem eu que estou pondo ele em risco William!”

Ela não tirava os olhos de mim e eu via agora raiva no olhar dela ao em vez do sarcasmo.

”Isso é problema meu Elisandra! Vai embora!” William  quase rugiu dessa vez.

Ela ainda olhava para mim. Então falou ”Você tem idéia do que você esta fazendo com ele? Você tem idéia de como ele esta sofrendo?” eu vi William  tremer e era de raiva.

Mas ele falou baixo como um sussurro, mas ríspido como uma paulada. “Cala a boca!”

Ela se assustou e voltou a olhar William.

“Se ela realmente se importasse com você ela te mandaria embora ao em vez de pedir que você vá contra a sua natureza. Se ela realmente nos entende como você diz, ela teria piedade de você!” ela completou e então William rosnou mais alto do que eu já tinha visto.

Eu vi que ele iria pular nela. Mas eu impedi, o abraçando por trás e ele me olhou, mas falou para ela.

“Ela já mandou, eu que não fui e você sabe disso!” eu tremi de dor.

Eu estava fazendo ele sofrer muito por não se alimentar de humanos e o pior ele conseguia não demonstrar isso muito bem enquanto estava comigo, era incrível.

Acho que nem Carlisle conseguiria tal feito. Não então pouco tempo.

Então eu falei. “Essa é uma escolha dele se é isso que ele quer eu não posso ir contra, seria injusto com ele mas ele sabe que eu não tenho problemas por ele se alimentar de pessoas. Eu realmente não ligo. Desde que ele esteja bem!”

Parecia mórbido eu pensar assim mas quando se vê o mundo cruamente e realmente analizando todo o sofrimento, era mais plausível do que tentar uma vida moralmente correta que só se fazia sofrer.

Ela me olhou com um olhar de estranheza como se não tivesse me entendendo e então ela falou..

“Você sabe que você é um risco para ele? Ele pode ser destruído por sua culpa!”

Eu suspirei e disse. “Eu sei disso e eu já falei para ele. Se eu tiver que morrer por causa do segredo eu morrerei. Desde que ele fique intacto!” Ao eu falar isso William rosnou alto, em aviso, mas desta vez para mim. Eu via o desespero nele mas eu o ignorei e Elisandra bufou.

“Vocês são doidos sabia?!” ela falou e eu ri. Um sorriso perspassou o rosto dela, mas ela o escondeu mais rápido do que apareceu.

”Elisandra você prometeu?!” William falou, com um tom de suplica e eu não entendi.

Elisandra bufou e me encarou novamente. “E eu também prometi que se por algum momento sua vida tiver em risco eu não vou exitar em acabar com ela!” e eu respondi..

“Eu conto com isso!”

Meu rosto era de ironia e sarcasmo, uma implicância pura. Aquele meu meio sorriso pairava no meu rosto e a raiva fervilhava.

Então Elisandra rosnou e se eriçou ficando em posição de ataque. William fez o mesmo.

Eu ri, mas meu riso era diferente, era quase sádico. Totalmente frio.

Eu não tinha medo dela. Eu tava com gana de mata-la.

Ninguém… Ninguém me intimida.

”Deixa ela vir!” Eu disse e fiz menção de levantar da cama. Mas William olhou para traz embasbacado com a minha reação e me impediu.

Elisandra me olhava atônita ou eu era totalmente doida e não tinha noção do perigo. Ou…

Ela exitou e ficou me encarando com fúria.

“È melhor você ir Elisandra. Não complica tudo!”  William a repreendeu e eu ri de novo agora mais irônica do que fria.

Eu a olhava no fundo dos olhos e uma raiva sem precedentes me tomava, era gana demais, era ódio puro.

William me abraçou ao pé da cama tentando me tirar a atenção dela.

Ela não piscava e eu parecia que também não… Ele me abraçou mais forte e suspirou penosamente, mas não tirava os olhos de Elisandra e então Elisandra bufou se desarmando. William relaxou um pouco..

”Ela ainda vai te matar!” Elisandra disse e isso me doeu incrivelmente no peito. Porque do nada me fez lembrar daquele sonho e da sensação de que William não existia mais. Era horrível demais.

Eu exitei e nisso ela achou que tinha ganho, a batalha de palavras, fazendo menção de ir embora.

Então uma nova fúria coberta de implicância surgiu na minha garganta e eu não exitei em falar..

”Você sabe qual é o cumulo de uma vampira ser loira?”

Ela piscou sem me entender e William também ficou me olhando totalmente perdido na minha frase.

Eu bufei já que os dois não tentaram responder.

Eu serrei os olhos e falei. “Ser eternamente burra!” e ri debochando.

Ela não conseguiu evitar e também riu..

“Essa é nova!” ela disse e balançou a cabeça em negação antes de sumir no ar.

William saiu rápido para ver se ela estava por perto, mas falava comigo por celular enquanto isso. Era engraçado ouvir o ar sunindo no fone, mas era bom não precisar ficar sem saber das coisas. 15 minutos depois ele estava de volta e já tinha feito o perímetro. Elisandra realmente tinha ido embora. Pelo menus por enquanto.

Ele começou a me contar tudo o que havia acontecido.

A conversa com Elisandra e como ele tinha conseguido os papeis.

Na manhã seguinte ele iria dar um jeito de conseguir papeis de transferência ou algo do tipo de alguma faculdade de direto para a UFPel mas eu sabia como era difícil pedir transferência para lá seria osso duro de roer.. Mas de alguma maneira meu pai tinha que achar que William estudava realmente.

Na verdade ele tinha que ter certeza..Pelo menus por enquanto. Enquanto eu não tinha capacidade de me sustentar e sair daquela casa. Já que agora nada mais me segurava ali. Mesmo eu sabendo que se eu saísse dificilmente meu pai permitiria que eu falasse com minha mãe e irmão novamente. Ainda mais se saísse contra a vontade dele e eu sabia que seria assim.

Por que para meu pai não importava o que era melhor para mim e sim o que ele achava melhor para mim.

Estar sobe o comando da minha vida era o mais importante para ele, não importando se esse fato fazia com que minha vida fosse miserável, porque eu não podia fazer o que eu queria e eu não conseguia me obrigar a fazer as coisas perfeitamente como ele queria. Era uma faca de dois gumes. Eu e ele vivíamos em um impasse e minha vida era perdida escorrendo por meus dedos por causa disso.

Os dias foram se passando e faltava uma semana para eu voltar às aulas.

Matricula feita e graças a Deus Filosofia eu só cursaria uma matéria aquele semestre, mas eu não contei a minha família. Assim eu teria várias noites livre. Livre para andar por ai com William.

Nós dissemos que William tinha aulas extras no ICH.(Instituto de Ciências Humanas.) Campus onde era a filosofia.

Assim ele me buscaria todas as tardes e me levaria em casa depois das aulas. Só  durante a manha que eu estudaria Direito integralmente na Universidade Católica de Pelotas a UCPel e eu já via a fadiga de ter os três turnos lotados me faria. Ainda bem que eu teria alguns dias livres para poder ficar com William.

As madrugadas com certeza eu dormiria. Por que não poderia descansar de manha.

No final das contas, meu pai contratou um empregado e dispensou minha mãe.

Felipe agora trabalhava no salão do meu pai e o novo empregado comigo.

Bruno era gente fina e humilde. Logo nós fizemos amizade, mas ele sempre era serio, compenetrado no serviço e se pelava de medo de William que sempre que os dias permitiam ia me fazer uma visita.

O verão foi se indo e o horário de verão também.

Os dias estavam mais curtos.

O sol se punha mais cedo e isso era bom.

As aulas começaram e eu não me sentia animada.

Apenas as noites que eu passava com William eram boas.

Duas semanas tinham se passado e nada mais de Elisandra.

Ela realmente tinha sumido.

Sempre que William ia se atrasar para me ver ele me ligava no celular. Era bom saber onde ele andava.

Ele carregava a bateria do celular no meu quarto.

Ele basicamente morava comigo e no carro. Aonde guardava as roupas novas que comprou.

Eu ainda não me alimentava direito me privando de comer e com os turnos lotados, William começou a se preocupar seriamente comigo.

Eu resolvi me pesar e fiquei muito feliz em ver que eu tinha perdido realmente 8 quilos.

Era bastante e isso me deu mais força para não comer deixando William furioso.

“Não Nessa! Você vai adoecer! Eu não quero te perder por uma coisa boba como essa!”

Eu bufei.. “Essa conversa de novo não! Você é magro e sempre deve ter sido. Você não tem idéia de como é!” ele bufou.. “Isso não é desculpa! Você ta fraca. Da pra comer algo?” eu me irritei.

Eu odiava brigar com William porque eu sabia que ele estava certo, mas eu realmente não me aturaria se eu engordasse tudo de novo.

Eu não conseguiria viver comigo mesma.

”Você também!” eu disse de implicância “Você ta passando fome que eu to vendo e mesmo assim você se alimenta direito? Não! Nem se eu mandar! Então não reclama!” Bufei e cruzei os braços como uma criança implicante.

Ele me olhava perplexo e não falou mais nada. Eu tinha magoado ele e eu sabia disso.

Eu sou uma imbecil.

“É diferente Nessa!” ele disse baixinho quase sem força e eu sabia que eu tinha machucado ele de verdade..

”Eu sei que é!” eu disse chorando e me atirei nos braços dele. Eu vi a tristeza e a dor nos olhos dele, mas ele sorriu para mim e isso me doeu mais ainda.

Nós não nos falamos mais, mas nos amamos antes de eu dormir envolta nos braços dele.

Era horrível o que eu tinha feito, mas o meu desespero em emagrecer de uma vez por todas era maior.

Parecia que eu estava me apressando por algo. Eu tinha que ficar magra. Tinha que emagrecer depressa e diminuir de120 kilos da noite para o dia não seria fácil. Pelo menus 8 já tinham ido e eu dormi pensando nisso.

Seis e trinta da manhã ele me acordou carinhoso como sempre. Antes que minha mãe chama se a mim e a meu irmão.que tmb estudava de manha. Assim eu teria tempo de me despedir dele.

Ele me abraçou forte e me olhou com um olhar carinhoso, mas preocupado e sorriu..

”Vê se cuida desse corpo por mim ta bem?” ele disse implicando e eu ri. “Bobalhão.” Eu disse. Aquela frase não me era estranha, mas eu tirei de cabeça.

Ele foi e mais um dia cansativo começava. Ainda bem que eu teria o fim de semana para passar com ele e dessa vez oficialmente.

Eu pulei de alegria ao escutar a mulher do tempo dizendo que choveria o final de semana inteiro. Nós poderíamos pagar de casal normal um pouquinho.

Tudo passou lento mas ele me ligava e me mandava mensagens de 5 em 5 segundos e como hoje estava nublado ele veio me buscar no Direito quando eu soltei um turno mais cedo.

Eu vi a cara que minhas novas colegas fizeram quando eu sai no portão da faculdade e lá estava ele, numa pose peculiar encostado no carro.

Eu gelei e fiquei sem ar.

Ele tava mais lindo do que nunca e sorria um certo meio sorriso parecido com o meu.

Elas ficaram cochichando as minhas costas quando eu fui até William e ele me deu um beijo de tirar o fôlego de qualquer um. “Exibido!” eu falei baixinho e ele riu.

Ele ronronou baixinho só para eu ouvir e eu estremeci pensando. ‘Cretino!’ Sorrindo toda boba.

Ele tinha falado com minha mãe e hoje eu iria almoçar com ele.

Ele tava diferente da manha. Ele se ria sozinho e me olhava com um olhar divertido.

Eu fiquei sem entender, mas com certeza ele estava aprontando algo. Ele passou de sacanagem na frente da maior churrascaria da cidade e eu bufei de raiva, mas ele seguiu em frente.

Ele não me faria comer na marra, mesmo me levando no antro das perdições que era uma churrascaria.

Capaz de eu me sentir até mal depois de tanto tempo sem comer direito.

Ele seguiu em direção a praia do Laranjal. Que era na costa da lagoa dos patos, fomos ao balneário Valverde. Chegando lá ele parou na sombra de uma arvore que beirava a avenida principal que costeava a lagoa..

”Bom!” ele disse e eu fiquei atenta tentando entender o por que de estarmos ali.

“Eu tenho uma proposta a te fazer!” eu fiquei esperando e fiz sinal para ele continuar..

“Seguinte… Eu tinha te prometido que te ajudaria a emagrecer, e eu cumprirei com a promessa.” Ele disse. Eu ainda estava sem entender.

“Mas tem uma condição… Você comera mais vezes ao dia e não só uma única vez, como você esta fazendo!” ele completou.

Eu bufei, mas ele ignorou e continuou. “Isso não adianta nada. Só comer uma vez te deixa fraca e faz mal para o seu organismo. Alem do que não ajuda a você perder o peso que já tem. Apenas impede de adquirir algum a mais e queima poucos. Você mesma já viu isso. Estas a tanto tempo sem comer direito e perdeu só oito quilos!”

Eu tava um pouco perdida, mas tava começando a entender.

“A proposta é a seguinte…“  ele disse e eu esperei pacientemente.

Ele sorriu com minha atitude. “Eu te ajudo a fazer exercícios que vão te ajudar a emagrecer e você vai seguir uma dieta balanceada sem deixar de comer.”

Bom! Era tudo muito legal. Só que eu conhecia a minha mãe, ela não prepararia as refeições balanceadas e mandaria eu não comer porcaria demais que dava o mesmo efeito.

O problema é que eu nunca fui de comer porcaria. Era a janta e o almoço normais da minha mãe que me engordavam. Tudo era gorduroso demais, a única coisa que eu podia fazer era ficar sem comer mesmo.

Eu expliquei isso a William, mas em momento nenhum ele tirou o sorriso do rosto e eu não conseguia entender.

Quando eu não tinha mais argumentos ele voltou a falar.

”Eu sei disso tudo Nessa! E é por isso que a partir de hoje você vai almoçar e jantar comigo alem do café da tarde o da manhã!” eu sorri meia atônita. Como raios ele ia fazer isso? Mas ele me explicou.

Mesmo em dias de sol forte. Ele tinha o carro com insulfilme poderoso.

Ele podia me pegar todo o dia na faculdade, ao meio dia para eu almoçar e a noite era mais fácil ainda.

O café da manha ele faria para mim quando eu acordasse e a tarde a hora que me pegasse no serviço.

“Ta! Mas os exercícios?” eu perguntei e ele riu agora mais ironicamente totalmente implicante.

“Pronta para sofrer nas minhas mão?!” ele disse e eu me ri toda “Eu sou toda sua!” eu disse.

Assim se seguiu os dias seguintes. Eu só ia para casa para dormir e nos braços dele.

Ele estava totalmente presente na minha vida..

Todo dia tinha uma comida diferente. Sempre saladas com alguma carne leve. Sempre tudo era muito leve. Eu não sei onde raios ele comprava tudo e com que dinheiro, mas tava tudo maravilhoso.

Mesmo eu tentando comer pouco, eu comia o suficiente para ele não ficar triste e os exercícios…

Cruz credo! Esses eram puxados.

Nós aproveitávamos as noites que eu não tinha aula para eu correr com ele.

Daí tu imagina um serzinho insignificante como eu tentando acompanhar um vampiro em marcha lenta?????????????

Nos primeiros dois dias eu quase desmaiei mas ele me socorria sempre a tempo.  Eu chegava em casa mais moída do que no dia posterior a nossa primeira noite juntos mas meu corpo já tinha pego alguma resistência e eu sabia da aonde era.

Sneak peak do cap 12

“Finalmente as coisas estavam como deviam. Meus antigos salvadores em cima do palco  e o meu novo salvador abraçado a mim…”

Capitulo 10: Domando a Fera.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em outubro 19, 2009 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora:

Eu sou uma pessoa q não cumpre promessas.. =// desculpa não ter postado sexta, mas mais tarde do que nunca não?

Lilly calma.. o fight contra Elisandra é no proximo capitulo.. o/

E tipo assim.. sabe aquela musica do Raul Seixas?

“Quem não tem colirio usa oculos escuros..” ?? eu fiz uma versãosinha tosca.. “Quem não tem volvo prata.. usa golf preto..” hauhauhauhau.. eu sei foi sem graça.. =///

tem uma melhor..

“Melhor q um vampiro em um volvo prata é um de olhos vermelhos em um golf preto!!”

Divirtam-se.. pq eu amooo esse cap..^^

Eu não sei como isso aconteceu, mas eu só fui acordar na segunda de manha as 10.

Não havia sinais de William e isso me desesperou mais ainda.

Eu tomei banho meio à contra gosto e me arrumei para o serviço. Foi então que depois do banho eu percebi.

Dependurada entre uma persiana e outra na janela.

Tinha um envelope.

Eu corri para pega-lo. Dentro tinha um pequeno papel, eu o li…

Eu estou bem! Não se Preocupe!

William

A letra era linda. Parecia que tinha sido imprimido e não escrito de tão perfeito.

Eu sabia no meu âmago que ele estava bem, mas ainda assim eu me sentia agitada.

‘Ele tava aprontando algo. ’

Quando eu cheguei ao estacionamento Felipe estava estranho.

Ele me cumprimentou com frieza, mas dessa vez não foi ríspido.

Eu não tinha percebido, mas o dia estava muito nublado. Diferente do fim de semana.

Estava abafado novamente, mas as nuvens eram claras, densas e cobriam tudo como sempre faziam.

Ia demorar a chover de novo e até lá nós estaríamos numa estufa. Cada vez mais quente e úmido.

A segunda feira foi atípica. Pouquíssimo movimento.

Até mesmo os mensalistas eram poucos.

Às 16h30min minha mãe levou o café e como sempre eu não comi nada mas dessa vez eu bebi o café.

Não havia mais ninguém quando um carro entrou.

Era um golf preto com insulfilme. Parecia ter aparência de a pouco comprado.

Mas a placa me alertou que era alugado por que era de Curitiba e placas de lá sempre são de carros alugados.

As nuvens pareciam ter fechado mais o tempo por que do nada parecia que estava mais escuro e então ele saiu do carro.

Eu levei um susto tão grande, que fiquei imóvel e perplexa.

Ele não precisava se virar para eu reconhecer, eu sabia quem era.

Era William.

Mas quando ele se virou eu quase desmaiei. Por que ele estava lindo demais.

Aquelas roupas eram novas, mas ainda assim o gosto era parecido demais com o meu. All Star e calça brim preta, pólo preta nova e jaqueta de moletom, com uma de brim preta por cima.

O cabelo dele estava diferente. Não era mais o escorrido para traz, era um arrepiado desfiado que me lembrava demais Nick Carter.

Ele tava lindo demais que eu fiquei sem ar, mas ao mesmo tempo raiva e medo pela aquela atitude me inundavam.

Ele colocou o capuz e veio diretamente para mim me olhando nos olhos. Com aquele ar de implicância e ironia que eu conhecia tão bem.

Eu vi que Felipe ao meu lado inquieto, olhava de mim para William e dele para mim. Então William chegou e disse.. “Oi Vanessa!”

Ai sim eu fiquei apavorada. Ai ferrou de vez.

Eu olhei para ele com aquela cara de pavor refletida com o que eu sentia, mas ele ignorou.

”Você já fez o ticket?” ele perguntou e eu não entendi era nada..

Ele viu a minha cara de bocó e riu. Então olhou para Felipe.. “Ah! Você deve ser Felipe certo? Você já fez o papel do meu carro? Acho que a Nessa esqueceu…”

Eu olhei para Felipe, totalmente perdida e ele tinha um olhar muito serio, com muita raiva.

Ele me olhou e entregou o papel do carro para William.

“Ah! Valeu!” William disse e saiu. Mas sem antes dar uma piscadinha para mim.

Eu sentei atônita na cadeira atrás do balcão..

Eu tava era entendendo nada.

‘Que raios ele veio fazer aqui? E que carro era esse??? Ele sabia dirigir?? Ele endoideceu???’

Felipe ficou quieto logo de inicio mas depois de alguns segundos pareceu tomar coragem e resolveu falar. “Quem era?” Tentando dar um de desinteressado e ele me pegou de surpresa.

“Ah! Um… Um conhecido meu!”. Eu respondi totalmente perdida.

“De onde? Se eu não conheço?” ele perguntou com um pouco de ironia na voz. Realmente! Todos os meus conhecidos era conhecidos de Felipe..

Só pessoas da internet ele não conhecia..’Isso!’ Eu pensei e falei.

“Ah! Eu conheço ele da internet!”..

”Da internet é? Desde quando?” Felipe tinha pavor que eu conversasse com outros homens pela internet e eu também não curtia, até evitava.

Só se fossem fans de BSB, ai eu até conversava.

Outro estalo. “Ah ele é fan de BSB das antigas. Mas… Mas ele não é daqui!” eu emendei.

Por que se eu conhecesse um fan de BSB em Pelotas bonito desse jeito. Eu já teria deixado Felipe há muito tempo e ele sabia disso.

”Eu nem sabia que ele ia vir a Pelotas por agora. Eu levei um susto!” eu disse Emendando antes que ele perguntasse mais e me pegasse na mentira.

“É eu percebi!” Ele disse e eu me senti aliviada que ele tinha mordido a isca ou pelo menus parecia..

O silencio se instaurou e eu agradeci. Então comecei a fazer o fechamento.

Quando eu havia terminado ele voltou. “Quanto deu?” ele perguntou para Felipe. Olhando para mim.

Ele já tinha deixado o ticket na mesa perto de Felipe.

”Um real!” Felipe falou sem vontade e William me entregou uma moeda de um real.

Eu entendi. Ele não queria tocar Felipe ou dar essa chance.

”E ai Nessa? Pronta pro Show? Eu já to com os meus vips comprados e tu?” William soltou, enquanto eu guardava a moeda na caixa do dinheiro.

Cretino ele tava escutando a conversa. Mas foi bom. Assim a desculpa era convincente.

”Ah!” eu disse quando eu percebi que ele esperava eu responder.

“Não! Ainda não! Não tive tempo!” Fiz um gesto com a mão que lembrava dinheiro. “Ah! Eu tenho dois vips, se bobear e você não conseguir, eu te dou um. A pessoa que ia comigo não vai mais!” William completou.

Eu não entendi a conversa, mas agradeci ”Ah! Valeu, mas não precisa!” e franzi a testa tentando fazer sinal para ele. Do que raios ele tava falando? Ele sorriu e disse

“A gente se vê por ai ou no show Nessa!” e piscou para mim. Então deu tchau.

Com uma maestria incrível ele ligou o carro, manobrou e saiu pelo mesmo portão que entrou. Deixando-me sem entender nada…

Alguns segundos depois o meu celular começou a tocar, mas não era a musica que eu tinha como toque. Não era Everything but mine dos BSB..

Era BSB, mas era outra musica.

Era Unmistakable e eu me assustei.

Eu peguei o celular correndo na bolsa e na tela estava escrito…

William..

Eu fiquei em choque, mas antes que Felipe se inclinasse para ver quem me ligava, eu atendi.

Ele riu e falou. “Gostou da surpresa?”

Eu suspirei, mas não falei nada e ele continuou. “Hoje será que agente pode dar uma volta? Tipo eu ir à sua casa te buscar?”

“Como assim?” eu perguntei quase que sem forças, totalmente em choque.

”Eu acho que é normal um namorado buscar a sua garota de carro para ir ao cinema. Eu estou meio enferrujado com isso, mas acho que me lembro bem.” Ele respondeu.

“Não é tão simples assim tu sabe disso. Porque tudo isso?” eu perguntei.

Era muita coisa em jogo.

Primeiro era plena segunda feira. Meu pai não ia me deixar sair, assim oficialmente. Alem do mais a pouco tinha terminado com Felipe e meu pai nem sabia disso.

Pelo menus vindo da minha boca.

Eu suspirei e como assim namorado? William era muito mais que um namorado.

Ele era o meu salvador, meu tudo. Namorado não era o rotulo certo para ele.

”Bom se você não quiser sem problemas eu devolvo o carro!” ele disse de chofre, entendendo errado o silencio que se seguiu. Eu vi a decepção na voz dele.

Então eu falei meio desesperada. “Não é isso! Eu quero! Mas você foi escolher um dia meio complicado. É plena segunda feira. Dia de semana eu não posso sair sabia?!”

Eu vi que Felipe agora estava atento à conversa, curioso de mais. “Quem é?” ele perguntou. Tinha raiva e implicância na voz dele.

Eu me irritei com isso. “Ninguém que te interesse!” eu disse ríspida.

Ele bufou e tentou tirar o telefone da minha mão. Mas antes que ele visse o visor William já tinha desligado e eu consegui me desvencilhar das mãos dele.

“Não toca em mim!” eu o avisei.

”Nós não temos mais nada! Eu não te devo satisfações!” eu disse e ele piorou.

“É isso Vanessa? Tu ta me traindo? Tem outra pessoa? É por isso que tu queres acaba comigo?” ele perguntou acusatoriamente.

“Eu não estou te traindo. Nós não temos mais nada! Acabo Felipe! Eu já te disse isso!” Ele começou a chorar de raiva e eu jurei que ele ia partir para cima de mim para me bater.

Então do nada o carro de William entrou no estacionamento. Como um raio ele pulou o balcão se colocando entre mim e Felipe..

“Sai para lá cara!”  William avisou e Felipe se assustou de como rápido tudo aconteceu.

Então tentou entender o que estava havendo.. “Eu… Eu… Eu não!” Felipe disse balançando a cabeça em negação.

Mas William não saiu do lugar. Então falou comigo.. “Você esta bem Nessa?”

Eu disse um tremulo sim e instintivamente eu abracei a cintura de William, afundando o rosto nas costas dele.

Felipe ficou pior ainda.

Totalmente desnorteado dava para escutar ele chorando. Eu também chorava e olhei por cima do ombro de William. Felipe se afastava dando passos para traz balançando a cabeça.

“Chame sua mãe pelo radio?! Eu vou tirar você daqui e é melhor alguém vir fechar esse lado!” William falou. Eu sem entender direito peguei o radio e chamei minha mãe.

Eu não queria assustá-la, minha mãe tinha problemas no coração e muitas vezes as brigas que eu tinha com Felipe a vazia ficar muito mal. Ainda bem que meu irmão estava na garagem também, foi que ele atendeu.

Eu pedi para ele vir até lá com ela, eu precisava falar com os dois.

Quando eles apontaram no fundo do salão nós três já estávamos fora do quiche..

Mas William permanecia na minha frente, cuidando cada movimento de Felipe como se ele fosse um Vampiro inimigo pronto para atacar a qualquer momento.

“Vanessa o que ouve minha filia?” minha mãe gritou quando viu a cena e desesperada ela chegou correndo até nós com o meu irmão do lado. Mas ela se assustou com William como normalmente qualquer ser humano faria.

Mas William estava calmo e olhava sereno para minha mãe. ”Bom dia Dona Gilda!” ele disse sorrindo…

”Bom dia!” minha mãe respondeu atônita!

“Você deve ser o Julio!?” William falou para o meu irmão e ele assentiu com a cabeça perplexo.

”Uma pena nós nos conhecermos assim!” William disse..

“Meu nome é William e eu sou amigo de Vanessa!” e minha mãe olhou para mim, um ar de entendimento passou pelo rosto dela. Ela sorriu, mas a visão dela logo procurou Felipe e o rosto dela se fechou de novo.

“O que esta havendo aqui?” ela falou ainda meio gritando.

“Ah!” William disse.

“Acho que um pequeno desentendimento! Felipe não esta muito bem! Mas acho que vai ficar!”

“Você esta bem meu filho?!” minha mãe perguntou para Felipe que soluçava e não tirava os olhos de mim. Eu não conseguia encará-lo.

Mas ele me surpreendeu quando começou a falar.

“Dona Gilda? A senhora e o Julio podem ficar e fechar aqui o nosso lado? Eu preciso ir ao banheiro um pouco e  a Nessa precisa sair também!”

William agora olhava para Felipe e assentiu com a cabeça e se voltou para minha mãe de novo..

“A Senhora se importa? Se Vanessa sair comigo um pouco? Eu sou novo na cidade e eu queria que ela me mostrasse umas coisas?! Tem algum problema?” eu sabia que ele estava usando seus dons vampirescos de persuasão, Por que minha mãe estava com uma cara abobalhada..”Ah! Sim. Eu acho que não tem problema. Eu… Eu explico pro teu pai… Vai Nessa!” ela finalizou olhando para mim. Mas eu via o nervoso que ela tava. Isso ia render.

Meu pai não deixaria algo assim passar em branco.

Ainda bem que não tinha ninguém no estacionamento. Por que se não seria pior.

“Ta!” eu disse e agora todos olhavam pra mim.

Menus William que ainda estava entre mim e Felipe.. Se Felipe se movesse para tentar me olhar melhor William também se movia, me mantendo fora de sua visão.

“Bom então ate mais tarde. As 23h30min, pode ser?” William perguntou para minha mãe..

“Ah! Sim… Sim!” minha mãe engrolou e William sorriu.

Finalmente ele virou para mim e eu olhei no fundo dos olhos dele que agora eram um marrom meio escuro, eu via a dor neles.

Ele mexeu os lábios e eu entendi. “Desculpe!” foi o que ele disse.

Eu balancei a cabeça em positivo e então ele falou. “Vamos!” e eu disse sim.

Peguei minha bolsa e ele me esperava já com a porta aberta.

Ele fechou e fez a volta bem calmamente então entrou.

Eu dei tchau para minha mãe e Felipe já estava de costas indo em direção ao outro salão.

William dessa vez deu ré devagar, mas suavemente, quando eu percebi já estávamos andando pela rua e eu completamente atônita.

Eu soluçava sem parar e não sabia o que pensar ou dizer.

Eu entendi a intenção de William, mas era eu que tinha ferrado tudo.

Eu não deveria ter cedido a implicância de Felipe. Devia ter mentido que era uma amiga. Qualquer outra coisa, mas eu não agüentava mais aquilo.

Eu não agüentava mais Felipe!

William estendeu a mão para mim e eu entrelacei minha mão nos dedos dele.

Ele rumava pela avenida bento rápido como uma bala e eu não me incomodava pela velocidade.

Eu gostava. Mesmo eu ficando meio tonta por causa da labirintite.

Nós chegamos ao entroncamento da estrada e ele fez menção de seguir para o sul.

Eu não suportaria aquilo. Eu sempre odiei viajar para o sul.

Sempre. Parecia que indo para o sul eu ficava mais longe de tudo.

Eu já vivia em um fim de mundo.

Mais ao sul do que isso era pior. Parecia que eu ficava mais longe do resto do planeta. Então eu consegui falar.. “Não… Por favor… Para o sul não! Pega a estrada para Porto Alegre!”

Ele me olhou e falou.. “Mesmo eu sendo rápido acho que não da para ir e voltar de lá até as 23h30min Nessa!”

“Não tem problema. Nós vamos até um pedaço e voltamos. Mas para o sul não!”

Então ele pegou a estrada par o norte.

Passou devagarzinho pela policia rodoviária e depois acelerou.

Eu nem vi quando passamos a entrada de São Lourenço, então ele fez uma coisa. “Vem!’ ele disse.

Fazendo gesto para que eu sentasse no colo dele. Ele pos o banco mais para traz, então me ajudou a me sentar. “Você vai conseguir guiar assim?” eu perguntei, ele riu e passou a ponta do nariz pelo meu pescoço. Eu tinha esquecido o quanto ele era carinhoso e as lagrimas se intensificaram.

Eu o abracei forte. Eu era dele mais do que eu podia imaginar.

Aquilo tudo ia dar muita dor de cabeça. A primeira coisa era que meu pai me chamaria de vagabunda. Tudo o mais e que eu era uma irresponsável.

Que tinha levado Felipe para dentro de casa e agora não o queria mais. Que isso era uma vergonha e o pior era que eu concordava com isso.

‘Como eu pude? Não ficar com William, mas atar Felipe desse jeito na minha vida?

Meter os pés pelas mãos desse jeito? Mistura-lo desse jeito com a minha família? Deixar ele sem opções! Sempre tão possessiva. Sempre tão dominadora!’

Eu tinha feito a minha própria gaiola e eu não conseguia mais achar a portinha de saída.

Era horrível demais fazer isso com Felipe. Mas ainda assim a angustia que estar com ele me causava não era de pouco tempo.. Antes mesmo de conhecer William.

Quando Bella com suas palavras e história de vida esfregou na minha cara as minhas burradas. Era esse o motivo da depressão.

Eu estava atada a uma pessoa que eu não amava plenamente e minha alma ansiava demais por um amor como o de Ed. e Bella. Sempre ansiou. Desde que nasci!

Eu suspirei e William beijou meu rosto.

“Fiz burrada não é?!” ele perguntou sem jeito.

“Não! A bocó fui eu. Eu estraguei todo o seu plano!” retruquei.

Ele suspirou e me beijou o rosto de novo. Eu sabia o que William queria. Queria aos poucos se aproximar de minha vida normal, ser apresentado a família e não apenas ficar escondido no meu quarto.

Ele queria ser um Edward completo e ele se esforçaria para isso acontecer.

Eu me odiava por ser tão imbecil mas agora já era tarde.

Tínhamos que nos preparar pra enfrentar a fera e eu sabia que agora ela estaria mais enlouquecida do que nunca.

Eu estava totalmente apavorada.

O medo que eu tinha do meu pai era tão grande quanto o ódio que eu tinha dele e isso me fez tremer de ansiedade. Fez William me abraçar mais forte.

“Calma vai ficar tudo bem!” Ele disse roçando a bochecha dele na minha e ainda assim sem tirar os olhos da estrada.

”Agora complicou tudo. Muito mais do que antes. Eu não sei o que esperar do meu pai!” eu disse de chofre..

“Ele odeia Felipe mas mesmo assim não me da o direito de troca-lo por outra pessoa assim desse jeito. Eu atrelei Felipe de mais a minha vida e família. Eu fiz promessas de casamento. Era como até eu já fosse casada com ele… Entende?” ele bufou e ficou tenso..

“Desculpa! Nunca imaginei que eu te conheceria e eu estava sozinha demais. Eu precisava de alguém. Mesmo que esse alguém não fosse o certo para mim!” eu disse tentando concertar o que eu tinha dito.

Ele desviou o olhar da estrada, mas eu não me apavorei eu sabia que ele era capaz e ele me olhou profundamente. Nos olhos dele eu vi dor e ressentimento mas não era porque eu tinha feito juras de amor a Felipe.. Era porque ele não tinha chego antes.

Eu sorri abobalhada, eu tinha certeza do que ele estava sentindo e o beijei.

“Bobo!” eu exclamei e ele suspirou com dor.

Aquilo me doeu tanto quanto nele e então eu tive um estalo.

“Você ta de lente?” eu e ele rimos ao mesmo tempo com minha conclusão atrazada.

Ele confirmou com a cabeça ainda rindo.

Ele tinha planejado tudo mesmo.

Eu suspirei e o abracei mais forte.

”Nós teremos que dominar a fera!” eu disse e ele ficou quieto esperando eu falar.

“Você vai ter que ser o genro que ele pediu a Deus. Você vai ter que ser perfeito e impecável. Bom uma parte nós já temos. Você é perfeito!” ele riu alto e agora foi à vez dele me chamar de boba. Eu ri e balancei a cabeça.  Ele era perfeito.

Lindo ele já era. Agora o gosto para roupas anterior era melhor, meu pai aprovaria mais do que as de agora e ele tinha que ter uma vida boa.

Um emprego e pela a idade que ele aparentava. Tinha que estar estudando.

Eu fui dizendo tudo isso a William durante a viagem.

Quando chegamos a Camaquã, ele resolveu voltar mas dessa vez mais devagar, para nós podermos combinar tudo.

Voltar para o sul me deu aflição mas não tinha jeito. Nós tínhamos que voltar.

Quando chegamos perto da cidade já estava tudo combinado e planejado.

Agora eu já sentava no banco do passageiro, meio a contra gosto de William, mas eu não queria que ele recebesse uma multa na carteira falsa dele nova.

Ele tinha pensado em tudo mesmo.

Feito vários documentos e recuperado a identidade humana.

Mas agora bisneto do William Spianeli que desapareceu de casa aos 25 anos de idade no norte do estado. Ele nunca tinha precisado de documentos antes e foi meio difícil de conseguir, mas algumas viagens rápidas até Santa Rosa deu cabo de tudo.

Nós já estávamos a meio caminho de minha casa, a ansiedade e o medo aumentava em mim.

Era desesperador e William ia até chegar algum minutos antes do que o combinado.

O combinado era isso. Eu conhecia William já a um bom tempo pela internet.

Nós éramos amigos mas ele era de São Paulo. Ele veio morar em Pelotas por causa do emprego dele e tinha pedido transferência para a faculdade federal daqui ..

Ele estudava direito e estava no ultimo ano.

As aulas dele recomeçariam junto com as minhas.

A família dele era tradicional em SP e ele tinha algum dinheiro. (Essa parte eu realmente não sabia como ele ia fazer. Por que ele nunca teve dinheiro. Nunca precisou para nada) Nós nos aproximamos quando ele veio a Rio grande com a família e me viu na multidão no cassino. Eu também o vi mas ele não sabia se era realmente eu e nen eu sabia se era ele mesmo.

Nós voltamos a falar com mais freqüência por causa disso pela internet. Eu resolvi acabar com Felipe por estar gostando dele e era recíproco. Nós não tínhamos ficado juntos ainda. Éramos só amigos até eu resolver meu relacionamento com Felipe.

Eu odiava mentir mas precisava.

Quando nós chegamos à minha casa William parou em frente e abriu a porta para mim. Minha mãe já me esperava a porta com uma cara de aflita. Eu sabia que vinha bomba ai.

Meu pai quando viu que ela estava abrindo a porta para mim levantou da sala correndo e saiu pela porta a empurrando para traz e eu vi que William não gostou nem um pouco disso e eu rezei que desse tudo certo.

“Pra dentro Vanessa! Eu tenho que ter uma conversinha contigo!” meu pai disse e eu gelei. Mas William foi mais rápido do que eu em responder. “Me desculpe senhor mas você não conversara nada com Vanessa se eu não estiver presente!”

Meu pai o encarou e mesmo eu sabendo que o meu pai já havia enfrentado de tudo nessa vida porque ele era Policial civil aposentado. Ele se apavorou ao reparar em William e eu vi um pequeno sorriso em William que ele tentava esconder, quando ele percebeu meu pai se intimidando por sua presença, ainda assim seus olhos o entregavam.

“Quem tu pensa que é para falar assim comigo? Tas querendo confusão rapaz?” Meu pai disse tentando manter a compostura e tentando reverter à intimidação. Agora era serio com uma mistura de fúria, mas mesmo assim eu via a cautela na voz dele. “Vanessa!” minha mãe gritou e eu vi o pavor na voz dela. Eu me desesperei.

‘Só falta a minha mãe ter um treco agora’ eu pensei e apertei a mão de William que estava entrelaçada a minha. Ele me olhou esperando eu falar. Eu reuni toda a coragem que tinha dentro de mim e eu sabia que contra o meu pai era pouca.

Mas a presença de William do meu lado forte e protetor me fez consegui falar com uma segurança que eu jamais havia sentido.

“Pai! Calma… Vamos conversar… Não é nada do que você ta pensando!” eu disse.

Meu pai bufou e eu percebi o porquê. Ele não conseguia tirar os olhos de William e algo me dizia que ele tentava convencer meu pai com o olhar vampirico dele.

Demorou alguns segundos e eu vi que minha mãe chorava com a mão no peito e isso fez eu ficar pior. Perder a metade da coragem mas eu tinha que fazer aquilo. Era a minha vida que estava em jogo, era a hora da mudança.

Finalmente eu não estaria mais atada a Felipe e eu poderia seguir meu caminho ao lado de William para aonde quer que meu destino nos levasse.

Meu pai engrolou e finalmente falou. “Ta! Entrem! Parem de fazer escândalo no meio da rua!”

William não argumentou apenas acenou com a cabeça assentindo e começou a andar me puxando, porque eu estava estaqueada no chão. Mas o olhar dele era tranqüilo. Sereno. Ele não deixaria nada me acontecer e se meu pai me expulsasse de casa com certeza não seria um problema com certeza eu e William daríamos um jeito.

Na verdade até seria melhor mas eu sabia o porque William tinha retornado comigo para casa. Ele poderia ter me levado dali para sempre naquele carro mas ele sabia o quanto minha mãe e irmão eram importantes para mim.

Por mais que eles me magoassem. Eu zelava pela saúde de minha mãe, eu não queria que ela passa se mal ou que até o pior acontece se e ele não queria que eu sofresse.

Ele queria me ajudar a cumprir as decisões que eu tomei.

Nós explicamos tudo a meu pai mas ele era ríspido e as vezes até grosso conosco.

Ainda assim William não perdia a calma. Era incrivelmente serio e respeitador.

Eu sabia o quanto isso deixava meu pai furioso mas com o tempo ele se encantou com William..

Quando eu achei que nós estávamos domando a fera ele explodiu e falou..

“Você é um rapaz bom demais para Vanessa! Você quer que eu realmente acredite que você gosta dela? Só sua beleza já é o suficiente para eu não acreditar. Ainda mais com o seu currículo? Eu tenho noção que a minha filia não é tão bonita como poderia ser, na verdade não é por que não quer. É uma relaxada e irresponsável! Ela não tem cacife para ter um namorado como você!”

Eu sabia que meu pai soltaria algo do gênero. Principalmente no grau da confusão que eu tinha me metido.

Eu temi pelo que William ia dizer pois eu vi que ele ficou tenso.

Tenso demais, mas ele pareceu tentar se controlar e falou.

“Acho que o senhor não é ninguém para me dizer quem eu devo gostar ou não! Para mim Vanessa é linda! Se o senhor não se conforma com isso não posso fazer nada, isso não me impedira de amá-la como eu a amo!” Eu via os olhos de William queimando em brasa de ódio e raiva.

Mas mesmo assim eu via o sorriso irônico e implicante no rosto dele e então eu me dei conta, corando totalmente. Eu realmente parecia que estava pegando fogo e eu desviei o olhar, ficando cabisbaixa. ‘Ama-la como eu a amo!’ Era o que William havia dito e não era a primeira vez que ele usava a palavra amar.

Eu fiquei totalmente sem reação. Eu não sabia se ele estava falando aquelas palavras para enfatizar o que ele pensava a meu pai ou se realmente elas eram verdadeiras.

Que ele realmente me amava.

Eu tinha tanto medo dessa palavra. Amar.

Eu já a tinha dito tantas vezes sem seu real significado que eu tinha medo de me enganar de novo.

Mesmo eu tendo essa certeza dentro de mim. Mas ainda assim eu não conseguia pensar. Pensar que eu realmente amava William.

Isso era doloroso demais.

Será que ele realmente seria o meu Edward?

Seria a pessoa que eu amaria completamente sem medo e por inteiro?

Meu pai ficou sem reação mas falou.

“Se é assim então! Tu que sabe!” e saiu da sala em direção a cozinha.

Minha mãe ficou parada em pé no mesmo lugar que estava desde que nós chegamos e entramos na casa.

Ela arfava e ainda chorava.

Ela tentou engolir o choro e falar com a voz embargada. “È melhor você ir meu filho!” Seus olhos eram de pavor e preocupação. “Ele ta muito nervoso é melhor não piorar as coisas!” Minha mãe emendou.

William assentiu com a cabeça e levantou do sofá me ajudando a fazer o mesmo. Eu estava tremula.

Nós saímos pela porta que entramos mas antes William parou em frente a minha mãe. “A senhora não se preocupe viu? Esta tudo bem! Eu irei cuidar bem de Vanessa!”

O meu William era um cavaleiro e tanto.

Minha mãe sorriu para ele com os olhos cheios de lagrimas e assentiu com a cabeça.

Eu olhei para minha mãe desesperada e ela retornou o olhar.

Então eu disse baixinho. “Desculpa!”

Ela me abraçou e disse “O que for melhor para você minha filia!” e me olhou nos olhos com carinho.

“Nós não podemos obrigar a você a ficar com Felipe se você gosta de outra pessoa. Ele é nosso empregado e eu o manterei assim como eu te prometi. Não importa se você não esta mais com ele!”

Eu suspirei de alivio. Porque eu realmente temia pelo futuro de Felipe.

Ele estar naquelas condições era minha culpa. Te-lo tramado daquele jeito era culpa minha. Mas eu sabia que a batalha não tinha terminado ali. Só tinha começado.

Ela olhou para William e disse. “Vá com Deus!”

William balançou a cabeça em afirmação e passou pela porta me puxando pela mão.

Eu disse a minha mãe que já voltava que só ia me despedir e ela pediu para que eu não demorasse. Ela deixaria a porta aberta.

Nós chegamos até o carro e William me abraçou.

“Calma! O primeiro round terminou!” Ele disse, era bom ele ter percebido que a briga seria longa.

”Eu vou guardar o carro e já corro para cá. Assim que você tiver sozinha abra o trinque da janela que eu estarei com você!” ele disse. Eu o olhei suspirando e ele sorriu.

Ele não iria embora. Nós ficaríamos juntos a noite inteira mais uma vez!

Eu tinha muitas coisas a perguntar. Sobre Elisandra e como ele tinha conseguido aquilo tudo. Carro, documentos e nós tínhamos que bolar como raios ele iria parar na UFPel.

Porque lá só com vestibular e eu tinha noção que meu pai iria investigar a vida inteira de William. Então ele iria se surpreender ao descobrir que o único William Spianelli havia morrido há 60 anos atrás.

Mas quem disse que nós conversamos? A Saudade que eu tinha dele era incrível e eu chorava quando comecei a beija-lo.

“Nunca mais fique tanto tempo longe de mim ouviu?!” e ele ronronou. Quando nós já estávamos em cima da cama com a metade das roupas no chão.

Foi tudo silencioso, mas não voraz. Era com um carinho que me doía por dentro. Era mais que apenas excitação. Era dor e ao mesmo tempo sentimento. Era paixão. Era amor!

Nós ficamos ali imóveis até eu adormecer e quando eu acordei. Ele ainda estava comigo e eu sabia que aquela cena se repetiria para sempre!

Sneak peak Cap 11:

”Então você é o novo bichinho do William?”

”Ela ainda vai te matar!”

Capitulo 9: O Sonho!

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em outubro 15, 2009 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora

Como eu to bem adiantada na questão de arrumar os errinhos de digitação do meu texto (pq betar não é extamanete o que eu faço, pq ta cheio de erro de português e de formatação de texto) Eu resolvi adiantar o Cap 9 q é bemmmm pequenininho para hoje.. mas calmaaaaaaaaaaaaa sexta-feira eu vou postar denovo.. desta vez o Cap 10..

Gente mais 5 capitulos +ou- e acaba o livro 1 .. Só para avisar quem não me segue no twitter e não viu eu dando essa info.. Alias.. me sigam pq lá eu to sempre dando spoliers bunitos dos livros.. até mesmo os q eu ainda nen escrevi.. XD

http://twitter.com/blackyue

Também visitem o meu Flog.. http://fotolog.com.br/blackyue

Lá eu posto muita foto ilustrativa dos capitulos.. vale apena dar uma olhada..^^

Ps1: Prestem muita atenção nesse sonho.. ele é crucial para o resto da estória..

Ps2: to tentando tirar as malditas fotos.. mas ta dificil.. =///

ps3: por favorrrr deixem coments e digam o que tão axandooooo.. ^^

O sonho foi confuso.

Até eu perceber que estava em um bosque. Era outono e todas as arvores estavam amareladas. Haviam muitas folhas espalhadas pelo chão. Eu vestia um vestido de alças branco que parecia ser de cetim. Eu nunca fui boa com tecidos.

Meu cabelo estava solto, bem comprido e eu comecei a ter uma sensação de deja vu. Aquele lugar não me era estranho!

Eu percebi que eu era muito mais magra do que eu jamais havia sido e isso me fez bem. Eu andava lentamente dentre as arvores e um desespero começou a me afligir.

Eu já sabia tudo que ia acontecer.

Aquilo tudo já havia acontecido.

Aquele sonho eu já tinha vivido.

Ele apareceu do meu lado, mas nesse sonho eu não era mais Bella e Edward não era mais ele. Era William.

Eu senti um aperto na cintura e ao meu redor eu vi uma menininha de cabelos escuros e compridos. Ela me olhava atenta. Com olhos cor de âmbar.

Ela era linda, mas eu sabia que ela estava assustada, mas não com medo.

Ela estava séria esperando para que eu falasse algo.

Eu olhei para frente e ali tinha duas outras pessoas paradas de costas para mim.

Um amor enorme perspassou o meu coração.

Era um casal.

Os dois loiros e eles estavam olhando para algo a nossa frente.

Mas eles eram estranhos.

Eles estavam curvados pra frente em uma posição que eu conhecia e eles rosnavam baixinho. Então eu percebi, rosnados atrás de mim..

Eu sabia que tinha mais duas pessoas ali, mas eu não sabia quem eram e ao mesmo tempo sabia.

Então do nada todos sumiram e uma dor enorme perspassou o meu coração.

‘Todos haviam sido tirados de mim!’ e aquela dor era alucinante demais.

William reapareceu ao meu lado assustado e dizendo.

“Ele é forte demais!” Olhou para o lado a minha frente e gritou. “Não! Sam. Não! Cedo demais!” ele correu em direção de Sam, mas eu não o enxergava, ele estava longe, muito longe e eu gritei de dor!

‘Todos… Todos haviam sido perdidos!’

A esperança se esvaiu de mim e eu cai de joelhos. Eu não conseguia chorar, apenas  um nó horrível na garganta, tudo escureceu e eu acordei!

O buraco havia sido aberto por completo no meu peito. Parecia que eu estava sendo comprimida contra o colchão. A dor era grande de mais, sufocante demais e eu só conseguia pensar.. ‘Todos se foram… Todos!’

Meus olhos estavam embaçados de tantas lagrimas e eu não conseguia respirar. Demorou para mim perceber que já tinha amanhecido e que o quarto estava bem claro. Levou algum tempo para eu conseguir acordar da dor e tentar me situar.

Eu só conseguia pensar na menininha me abraçando e de como ela me lembrava Renesmee.  Minha Resme. Como carinhosamente eu chamava a filha de Bella e Ed.

A dor que eu sentia pelos que estavam a minha frente que eu nunca tinha visto antes mas que eu amava profundamente tanto quanto a criança abraçada em mim. E William… O pavor nos olhos dele e a aflição de ele ter sido tirado dos meus braços eram grandes demais.

Aos poucos eu comecei a conseguir respirar, consegui atinar a limpar os olhos para poder enxergar melhor.

Mais um tempo se passou até eu conseguir lembrar onde estava e o que realmente tinha acontecido. Eu lembrei de tudo e  levei um choque.

Olhei pelo quarto procurando William mas nenhum sinal dele.

Ele não tinha voltado e o pior já era tarde. No mínimo já tinha passado do meio dia e quando eu olhei o celular isso se confirmou. Já eram 15hs da tarde.

Eu suspirei penosamente sem forças. Por que as lembranças do sonho ainda estavam frescas e eu não conseguia raciocinar direito.

Eu já tinha tido aquele sonho mais de uma vez, mas eu nunca havia me lembrado depois que eu acordava antes. Só um anterior que eu tive quando ainda lia Crepúsculo.

Nesse sonho eu era Bella. Quase o mesmo de esta noite, porem a minha frente estava Alice e Jasper e as minhas costas Rosali e Emmet. Quem me abraçava era Resme e ao meu lado estava Edward. Mas depois disso o sonho se desenrolava diferente do que o de hoje..

Nele Bella e Ed. lutavam contra alguém e eu os observava. Até Bella ficar com olhos negros e chorar lagrimas escuras como seus olhos. O resto eu não lembrava mais.

Minha mãe bateu a porta e isso foi bom. Lançou-me um jato de adrenalina pelo susto e isso me melhorou um pouco. Ela disse que ia sair e que o almoço estava em cima da mesa.

Penosamente eu levantei e percebi que a veneziana ainda estava encostada como William havia deixado antes.

Eu estava preocupada.

Por que ele ainda não havia voltado? Eu não tomei um novo banho queria ficar sentindo o cheiro dele em mim.

Ele havia deixado a jaqueta moletom que eu tinha emprestado para ele pra traz e ela estava totalmente com o cheiro dele. Era bom demais. Eu vesti a jaqueta e ela ainda estava gelada dele ou pelo menus eu quis pensar assim.

Eu estremeci e me arrepiei.

Me abracei e solucei, mas tentei não chorar. Ele estava bem. Eu tinha certeza disso..

O meu coração doía por causa do sonho ainda. Mas eu tinha certeza que ele estava bem. Que tudo tinha dado certo e algo me dizia que ele estava aprontando.

Eu desci para a cozinha quando minha família saiu e almocei.  Peguei uma garrafinha de água na geladeira e subi para o quarto. Liguei o computador e botei aquela maldita musica para rodar.

Ela me fazia muito mal e eu precisava desesperadamente escuta-la.

O sonho tinha feito aquilo comigo.

Decode, Paramore!

Minhas entranhas se retorciam por causa dela, mas eu precisava escutá-la e eu comecei a relembrar dos dois.

Bella e Ed.

Da vida que eles tiveram ou pelo menus da história que tinham inventado.

Que autor bem sadomasoquista! Que horror!

Eu relembrava do sonho e aquilo me doía demais.

A musica ficou rodando no repetir e sem perceber eu adormeci de novo.

Graças a Deus dessa vez sem sonhos.

Sneak Peek do Cap 10:

“Não havia mais ninguém quando um carro entrou.

Era um golf preto com insulfilme. Parecia ter aparência de a pouco comprado.”

Capitulo 8: Encontro na Lagoa.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em outubro 10, 2009 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora:

Gente… Desculpa não ter postado ontem, porem teve um porque de eu não atualizar bem grave. Sempre que eu digo que a Nessa é igual a Bells eu não to brincando. Só eu e a Bells conseguimos tropeçar e quase se mata por causa disso em um piso liso sem obstaculos e infelizmente eu não tenho o Ed e nen o William para acudir.

Ontem eu estava brincando com o meu ex namorado o Tiago(vulgo Lipe.. hauhauhau) e pisei no pé dele de proposito mas me ferrei pq por causa disso meu tornozelo esquerdo torceu, e no impulso para não agravar mais a torção eu me joguei com todo o meu pesinho encima do meu joelho direito, resultado: Ontem eu não conseguia nen andar, fiquei de cama para não deixar os machucados esfriarem, passei a noite a base de biofenac e cataflam. Quando eu digo que o hospital de trauma tem minha ficha corrida não é brinquedo.. Tanto que eu ja to acustumada a que remédios eu devo usar.. Agora eu to um pouco melhor então criei coragem para vir aqui postar!^^

Espero que gostem..^^

Ps: Sobre as seções do blog que eu tou para atualizar, eu vou esperar os ultimos personagens proprios desse livro entrarem na estória e ai então eu vou fazer as os perfis.. e sobre as locações eu estou tirando fotos dos lugares para a ilustração..^^

Era sexta feira e Felipe estava estranho.

Ele falava normal comigo sem a rispides de antes, mas de vez enquanto ele se ria e demorou um pouco pra eu perceber o por que. Até que ele falou.

”Bom Nessa, nós nos separamos certo? Não somos mais namorados, sim?!”

Eu fiquei meia sem entender de primeira, porem acabei me dando de conta na hora, ele iria fazer o teste.

“Sim por que Lipe?!” Eu me fiz de desentendida..

“Bom!” Ele riu e se balançou de ansiedade.

“Os guri me convidaram pra sair hoje. Vai ter festival e a galera toda vai ir!” Ele deu uma pausa esperando que eu falasse algo mas como eu fiquei quieta fazendo o fechamento ele seguiu..

”Amanhã eu não trabalho. Vai ser seu pai que vai abrir. Então eu tava a fim de dar um pulo na festa!”

Ele esperou pra ver o que eu diria mas eu não fiz menção de falar nada..

“você não se importa, se importa? Digo. Já que nó não temos mais nada um com o outro!”

Eu sorri mas eu sorri de triunfante. Eu realmente não me importava que ele saísse.

“Sem galho Lipe. Acho que não tem o porquê você pedir autorização pra mim. Boa festa. Bebe por mim lá!” Eu sorri de novo e ele ficou atônito com a minha naturalidade. Então saindo da mobilidade implicou. “Nem se eu ficar com alguém lá?!”

Dessa vez eu ri mais alto. ”Nem se isso acontecer. Não te preocupa. Acabo mesmo, eu não vou brigar com você. Eu quero que tu sejas feliz!” e era verdade.

Ele ficou serio, não falou mais nada.

Eu tinha passado no teste? Com certeza ele esperaria até segunda pelo resultado e realmente ele iria sair pra tal festa só de birra mas eu não estava braba ou com ciúmes. Era muito bom perceber que eu realmente não me importava mais e que eu queria que ele seguisse em frente!

Eu voltei pra casa cedo até antes das 19hs.

Minha mãe ia ir ao medico ver umas coisas e eu pedi pra ela me larga em casa primeiro. Eu tomei banho e coloquei uma roupa fresquinha, pois tava bem calor.

Liguei o computador e fiquei ratiando na net. Até que escureceu.

Era 20h30min, já tinha escurecido totalmente quando ele entrou pela janela e eu levei um susto.

Ele chegou antes que o esperado. ”Ué? o que foi William porque você veio mais cedo?”

Ele sorriu me puxou da cadeira e me beijou..”É melhor você vestir algo mais apropriado!” ele falou e eu não entendi nada.. “O que foi?” eu perguntei atônita.

Ele estava sorrindo radiante. “Vamos dar uma volta!” eu olhei pra ele sem entender. Mas eu via a euforia nele. Que raios tinha dado nele?! E aonde nós iríamos?

Ele foi até meu armário e começou a escolher roupas pra mim. Eu fiquei admirando a atitude, era estranho, mas ainda assim fofo.

Ele pegou uma calça de brim azul minha e uma blusa preta decotada. ‘Safado’  eu pensei e ri dele.

Pegou uma outra jaqueta moletom já que a minha preferida ele não tirava mais e uma jaqueta de brim preta..”Você pode sentir frio!” ele disse e então me deu um frio na barriga.

Ai cacete ele ia fazer o que eu tava pensando? Correr comigo nas costas dele? Eu ia ter um treco se ele fizesse isso.

Era a coisa mais legal que o Ed. fazia com a Bella. Ela não gostava muito. Mas eu achava o máximo dos máximos. Eu gelei e fiquei tremula..

Olhando pra ele com cara de boba e rindo e ele viu a reação..

“O que foi? Ta com medo?” era um ar de implicância que eu conhecia muito bem.

Eu tentei falar algo, mas não consegui..”Eu sei que você já tomou banho então só se veste rápido!” amanhã era sábado e realmente eu não teria hora pra voltar.

Com a porta trancada por dentro meus pais podiam achar que eu estava dormindo a tarde inteira se bobear.

Um pico de euforia surgiu em mim e eu sai correndo pro banheiro. Me vesti, rápido não levou dois minutos e eu agradeci por ter tomado banho mais cedo. Poupou tempo.

“Ta mas o que você vai fazer? Onde vamos?”eu perguntei e ele sorriu..

”È surpresa! Tas preparada? Eu nunca fiz algo assim vai ser a primeira vez mas eu acho que consigo!” ele não me colocou nas costas como Ed fazia. Apenas me abraçou forte a cintura me pegando num colo e eu passei meus braços sobre o pescoço dele..

Eu estava bem presa e guindada do chão por ele.. Era uma sensação legal.

Ele chegou perto da janela comigo dependurada nele, mas muito bem apertada pelos braços de ferro dele. Eu exitei e tremi de ansiedade.

Eu não estava com medo e sim ansiosa.

Ele riu e então pulou.

Caraka foi algo incrível.

Eu vi as coisas passar por baixo de nós muito rápido.

Eu fiquei meio tonta e tentei olhar pra frente.

Nós já estávamos algumas casas de distancia correndo sobre os telhados delas eu olhei pra traz e minha casa já estava ao longe.

A noite estava estrelada mas não havia lua. Ao correr sobre as casas ele não fazia barulho e isso era incrível..

Ele não estava muitoooooo rápido mas rápido o suficiente..

Era incrível.

Eu apertei o pescoço dele e beijei a bochecha dele e ele riu e olhou pra mim.

“Ta gostando?” ele perguntou..

“Muito! É incrível!” eu disse com um sorriso de orelha a orelha.

Quando eu percebi, as casas já estavam esparsas e nós seguimos pro norte por um tempo.

Nós corremos pelo pasto e pulávamos de tempo em tempo, acho que pra irmos mais rápido. Era realmente incrível, muito mesmo.

Eu só percebi que nós estávamos indo em direção a lagoa dos patos um tempo depois.

Nós estávamos bem no interior de pelotas e ainda assim perto da lagoa.

Eu não sabia pra onde ele queria me levar mas estar com ele já era bom demais..

Aquilo tudo era incrível e se ele estava fazendo isso é que não tinha perigo..

Não tinha vampiros a solta em pelotas naquela noite. Só tinha ele mas ele estava bem preso comigo.

Quando eu percebi, tinha muitas arvores a frente, mas nós passamos por cima delas saltando sobre seus galhos.

Ele mal pousava e pulava.

As arvores eram pequenas, típica arvore do sul do Brasil, típica vegetação do pampa.

Ele pulou mais uma vez e então eu vi!

Era a lagoa dos patos realmente, mas eu nunca tinha ido nessa parte dela. Acho que não era muito acessível de carro.

Algo me dizia que era uma parte até meio que selvagem ainda.

As arvores avançavam pra dentro da lagoa e tinha uma pequena faixa de areia que mal dava pra ver.

Eu só percebi que era a lagoa por um outro fato. Eu olhei o horizonte e finalmente percebi o que ele queria me mostrar.

A Lua estava nascendo. Cheia e linda. Ele correu mais um pouco sobre as arvores contornando a lagoa era linda demais e então eu vi aquele amontoado de pedras q avançavam lagoa adentro com certeza era um lugar que os seres humanos dificilmente vinham.. Era muito afastado por que mais que William corresse rápido. Já fazia uns 20 minutos da ultima vez que eu tinha visto uma casa ao longe e não parecia ter nenhuma por perto..

Eu não sei se estávamos perto de São Lourenço ou já tínhamos passado por lá.

Só sei que aquele lugar era lindo e só estávamos nós dois.

Ele posou de leve na pedra pulando da arvore mais perto e finalmente me deixou em pé.

Então falou.”Você trousse o celular, não?!” ele perguntou e eu não entendi o por que disso

“Sim to com ele, por quê?” perguntei intrigada.

“Ascende que eu já volto!” ele disse.

Eu peguei o celular, apertei o botão de desligar para acender a luz das teclas e visor.

Então ele se foi. Acho que era pra eu não ficar sozinha no escuro.

Cruzes até isso ele sabia de mim.

Passou pouco tempo. Acho que nem um minuto, ele já estava de volta com um facho de madeira embaixo do braço e com um sorriso de triunfante no rosto.

Na outra mão dele tinha um cobertor, eu olhei pra ele sorrindo sem entender e ele falou. “A lua vai ta cheia, mas nada melhor que uma fogueira. Sei que você tem medo do escuro!” eu bufei e ele riu.

Se afastando um pouco ele começou a montar a fogueira.

Alguns minutos depois ele já tinha acendido ela com um isqueiro muito do charmoso prateado e ela começava a queimar bem..

Ele pegou o cobertor e estendeu no chão mais pra perto da ponta das pedras, pra nós vermos a lua..

A fogueira, fico lá atrás.

Ele me pegou no colo e sentamos no chão.

Aquilo tudo era lindo demais.

Eu estava encantada com ele e eu sabia que ele tava se sentindo todo bobo com isso! “Ah!” ele exclamou e começou a mexer no bolso da minha jaqueta moletom que ele vestia.

”Eu não tenho como tomar, mas eu sei que você gosta!” era a garrafa do meu vinho preferido. O velho bom e barato Molom e estava com um aspecto que tava congelada a até algum tempo atrás

“Eu botei em um freezer pra chegar aqui ainda gelado. Acha que da pra beber?” ele disso ao observar minha cara pasma, eu afirmei com a cabeça e um sorrisão babaca estava estampado no meu rosto. Então soltei.. “Safado! Quer me embebedar pra fazer o que quiser comigo né?!”

Ele riu alto, mais alto que eu jamais tinha o visto rir e me beijou o pescoço..

Ele não precisava me embebedar pra isso.

Ele abriu o vinho e nós ficamos admirando a lua enquanto eu bebia, mas rapidinho, eu perdi o interesse na lua e no vinho. Então nós começamos as nos beijar.

Quanto tempo passou? Dês da noite fatídica? Não sei… Três semanas? Ou mais? Não sei. Só sei que nesse pouco tempo eu me entreguei completamente para esse estranho que era o mais perigoso dos estranhos, um vampiro e de olhos vermelhos.

A noite foi incrível, a pele dele a luz da lua e com a ajuda da fogueira ficou mais linda do que já é, nossas roupas serviam de cobertor e eu percebia que cada vez mais os olhos dele mudavam de cor.

Não era mais aquele vermelho intenso. Estava quase um marrom telha.

Eu ficava imaginando como ele conseguia? Parar de se alimentar de humanos e conseguir ficar perto de mim sem me matar? Para Edward mesmo há tanto tempo um vampiro vegetariano era tão difícil ficar perto de Bella.

Como William fazia essa proeza?! Bom Ed. tinha aquele probleminha do sangue da Bella ser o preferido dele. Acho que isso era o fator crucial. Mas mesmo assim.

Algo me dizia que William antes de me conhecer era um vampiro voraz, ele era muito respeitado por aqueles outros vampiros e que eu sabia, vampiros que não são vegetarianos, não são tão civilizados assim. Eles não conseguem ter ligações de afeto ou algo do gênero, pelo que eu me lembre e ainda assim William mesmo às vezes evitando, conseguia estar comigo plenamente.

Sem me machucar, me tendo tão carinhosamente e delicadamente como da primeira vez..

O que eu fazia nele? Pra conseguir faze-lo lutar contra a própria natureza esmagadora dele que rugia dentro de seu  peito?

Eu sabia que ele estava sofrendo mais do que aparentava e isso me dava uma angustia destruidora.

Ele não precisava disso. Ele era um imortal com super poderes e que poderia estar se entretendo com outra coisa. Mas não era uma questão de entretenimento. A cada vez que eu o beijava, eu sentia aquela força que nos atraia. Aquele sentimento que nos sufocava.

Ele veio pra mudar o meu destino e parece que para eu mudar o dele!

O céu começava a ficar azulado e as últimas estrelas da noite davam adeus e o lugar a cada raio de sol que aparecia ficava mais lindo do que já era na escuridão.

Agora nós estávamos semi-vestidos, abraçados um no outro olhando as estrelas..

Eu realmente não queria dormir e ele via isso.

Se eu pode se não precisar dormir?.. Poderia ficar sempre com ele.

‘Mas não! Não! Eu não quero me tornar uma vampira. É um destino muito cruel e a vida humana.

Ela ainda me desafia.

Eu não fiz nada ainda.

Eu preciso lutar. Correr atrás dos meus sonhos e William esta aqui.

Ele vai me ajudar.

Ele vai ser o porto seguro que eu sempre quis. Aquele que eu me entregarei completamente sem medo e que nunca me magoará..

Eu sinto isso, com uma certeza absoluta tão esmagadora…

Ele nunca me abandonará nem se eu mandar. Ele ficará comigo. Sempre!’

E então com um susto eu sai do devaneio que estava tento.

William estava tenso entre meus braços e tinha levantado um pouco a cabeça e olhava atento pra dentro da lagoa..

“O que foi?” eu perguntei meio tonta sem entender. Mas ele não respondeu e agora havia se sentado.

eu o acompanhei..”O que foi?”

Eu perguntei baixinho de novo agora tentando com os meus péssimos olhos olhar na mesma direção dele pra tentar ver o que ele olhava. Mas eu só via água e escura ainda mal dava pra distinguir céu da lagoa.

Ele em silencio ele tirou os meus braços da volta dele com cuidado sem desgrudar os olhos do que observava.

Eu realmente estava sem entender nada e então com um salto ele ficou agachado perto de mim.

Por um momento eu não entendi. Até lembrar do filme e da descrição dos livros.

Ele estava em posição de ataque, na verdade em defensiva e ele olhava fixo lagoa adentro.

Um pequeno rosnado saiu da sua garganta.

Ele andou para frente ficando entre mim e a lagoa. Agora que eu havia percebido, realmente comecei a ficar com medo.

O que ele estava vendo? Será que ele tinha farejado algum outro vampiro? Eu não sabia o que estava havendo, mas eu temia mais pela vida dele do que a minha.

Se fossem os outros? Se eles tivessem descoberto a mentira? Se eles tivessem nos farejado até ali? Esse era o meu fim? Que se dane! Desde que ele não morresse!

Eu pensava totalmente atônita e aflita.

Então um rosnado mais forte saiu da garganta dele e ele avançou um pouco mais a frente.

Eu não sabia o que fazer eu queria ajudar mas como? Então ele falou baixo e rápido. “Te veste! Rápido!”

Por incrível que pareça eu estava calma e comecei a acaba de me vesti como o the flash..

Eu coloquei a calça jeans e os tênis que era as únicas peças faltantes. Peguei as jaquetas dele, os sapatos dele e o cobertor. A fogueira atrás de nós era algumas brasas agora e mal, mal chamuscava. Eu me alevantei com esforço como sempre, mas até que foi rápido e andei até o abraçar por traz.

Ele não olhou pra mim mas pegou na minha mão que estava no peito dele e acariciou. “Esta tudo bem! Fique calma!” e eu perguntei.. “O que esta havendo? Problemas?!”

Eu não queria dizer a palavra vampiro. Por que se fossem eles, escutariam que eu sabia sobre eles e a emenda ia ficar pior que o soneto..

Ele suspirou em afirmação e eu tentava desesperadamente enxergar o que ele via.

Por mais que eu forçasse era só a água e o céu embaçados que eu enxergava..

Ele ficou reto do nada e me abraçou. “Tenho que te tira daqui… Droga eu achei que era seguro!” ele disse mais para ele do que para mim, sem desgrudar os olhos do que quer que fosse que ele estava vendo..

“Ta mas quem é? Estamos em perigo?” perguntei.

Ele bufou e começou a falar..”Não! Acho que não. Só que já to vendo o incomodo que vai dar!” Eu fiquei sem entender e eu resolvi tentar fazer algo que só ele percebesse.

Nas costas dele eu comecei a escrever com os dedos as letras que formariam a palavra vampiros e o ponto de interrogação. Ele entendeu o que eu estava fazendo logo de cara e ele só confirmou com a cabeça.

“Mais de 1?” Eu perguntei e ele negou “Apenas um antigo perrengue!” e daí sim que eu fiquei sem entender nada..

Mas ao mesmo tempo uma raiva cretina se adonou de mim.

Eu sabia que era uma mulher, sem menus ele falar e eu comecei a ri de tanta raiva.

Então de chofre eu soltei algo que não devia.. “Deixa ela vir pra ver o que acontece com ela!” Ele riu surpreendido e me olhou atônito sem entender nada ou pior, como raios eu sabia ?!

Ele estava com um sorriso no rosto, mas ainda assim com olhos sérios de preocupação..

”Nessa!” Ele me disse em tom de reprovação e agora ele me olhava mais serio do que antes. Ele me segurou forte num meio colo e olhou de novo na mesma direção e agora eu também olhava com um olhar raivoso, irônico e implicante que só eu sei fazer.

Eu pensava.. ‘Vem vadia pra ver o que te acontece… Vem!?’

Ele flexionou as pernas e quando eu percebi, nós já estávamos correndo sobre as arvores a beira da lagoa.

Ele não tirava os olhos do lugar de antes e ainda assim corria sem erros.

Alguns minutos se passaram e o dia começou a clarear. Agora ele olhava pra frente, mas de vez enquanto olhava para traz. Nós fizemos um outro percurso porque eu não reconheci em nada o caminho.

Foi mais demorado.

Quando as casas ficaram mais seguidas ele pediu as jaquetas e agora nós caminhávamos normalmente..

As vezes quando ele sabia que não seriamos vistos ele me pegava no colo e pulava, correndo sobre as casas para ir mais rápido.

Demorou muito mais pra nós voltarmos pra casa e o sol já havia nascido por completo quando nós chegamos ao telhado enorme da minha vizinha cheio de cumes que dava muito bem pra se esconder.

Ele esperou o ônibus passar e pulou comigo nós braços em direção a janela que estava encostada.

Quando eu percebi eu já estava dentro do quarto e ele fechava a veneziana sem fazer barulho.

“Ta me explica quem é a vadia? Alguma ex? Fala logo! Desembucha! Ela quer briga?”eu bufava e sussurrava tudo com raiva tentando não fazer barulho.

”Quem disse para você que era uma mulher?” ele disse se rindo da situação e a raiva ficava pior em mim.

Eu gruni de ódio e me atirei na cama. “Da pra tu me conta as coisas ou ta difícil? É a minha vida e a da minha família que ta em jogo! Você não percebeu?”

Agora o rosto dele era serio e ele veio e se sentou ao lado da minha cama..”Não fique com medo! Eu vou da um jeito. Vocês vão ficar bem!” eu via a dor nele..

Era um pouco de ciúmes também de que eu só me importei comigo e com a minha família. Não com ele!

Mas o pior era que o rosto dele demonstrava conformidade e eu me irritei com isso

“Se aquela vaca te dedura eu mato ela! Se ela quer briga que venha até a mim. Não te meta no meio!” ele ficou surpreso mas se riu da frase.. “E o que uma humana vai fazer contra uma vampira quase centenária? Bufar e tacar pedras?” Ele ironizava, mas não se divertia com isso. Na verdade eu via a preocupação nos olhos dele. O fato de ele me categorizar como humana me magoou um pouco o que me deu munição para continuar. “A então tu confirma que era uma vadia?” Eu sussurrei ruidoso e ele sorriu abobalhado. “A tua vida ta em risco e você só pensa nesse ciúmes sem fundamento?” ele disse exasperado.

“Eu não estou com ciúmes!” Eu bufei, cruzei os braços e olhei pra longe dele.

Ele balançou a cabeça sorrindo.

“Ela que começou e eu odeio que me intimidem! Ela vai ver só!” eu exclamei agora mais alto do que antes e ele ficou serio de vez.

“Vanessa! Ela é um vampiro! Forte! Mais do que eu! Se ela quiser te matar você não vai poder fazer nada! Pelo menus tente não provoca-la esta bem!?”

“Rá!” eu disse de raiva.. “Grande coisa que ela é uma vampira!” eu choraminguei.

“Ta! Essa conversa ta ficando irracional já!” Ele disse..

“O que ela queria? Ela vai te dedar?” eu perguntei.

Ele suspirou e me olhou. Eu via angustia nos olhos dele.

“Eu não sei! Ela tinha ido pro sul algumas semanas atrás quando eu mandei ela embora. depois daquela briga. Eu achei que ela não voltaria pelo menus pela próxima década!” Ele disse e eu emendei. “Vocês são tão íntimos assim pra ter briguinha é?!”

Eu bufava e agora ele tava preocupado, mas com o que eu estava pensando.

”Não Nessa. Não! Não é o que tu ta pensando! Ela… Ela só!”

“Ela só o que William? Da pra me dizer o que é essa vadia na tua vida!?” eu falei quando ele exitou.

“Ela não é nada! Não significa nada. Só ela tem uma sisma comigo!” ele respodeu.

“Como assim?” eu perguntei e agora tentava falar mais baixo para que  não acordássemos a minha família.

”Sei lá!” ele disse e desviou o olhar, eu fiquei mais fula ainda.

“É melhor você me explica essa joça agora antes que você me magoe de verdade ouviu?!” e a minha voz agora estava embargada.

Eu tinha sido uma estúpida mesmo. Era obvio que um vampiro gostoso desse, não tinha passado 85 anos, sozinho. As peripécias sexuais dele provavam que ele tinha experiência no assunto e eu sabia que até mesmo vampiros normais tinham parceiros sexuais. Era ridículo da minha parte achar que ele não teve ninguém até me conhecer.

‘Burra!! Estúpida!!’

Eu comecei a chorar de pura raiva de mim mesma e de ciúmes.

Cara que ciúmes horrível.

Eu nunca tinha sentido isso nem por Felipe.

William era meu, só meu! E eu mataria quem quisesse se aproximar dele.

Literalmente mesmo! Mataria!

Eu bufava de raiva enquanto eu chorava e eu não conseguia olhar pra ele.

Mas eu sabia que ele me olhava desesperado sem saber o que fazer e então ele começou a falar.

“Vanessa!”  me chamou e respirou profundamente. Mas eu sabia que ele não precisava.

“Eu nunca tive nada com Elisandra! Nunca! E nunca vou ter! Eu estou contigo e é para sempre!”

O que ele tinha falado no final era lindo e eu corei.

Eu não sabia o que falar, mas eu ainda estava com muita raiva. Então ele continuou já que fiquei em silencio.

“Mas você tem que saber. Você não foi à única! Nem antes de me tornar vampiro nem depois, mas elas não foram nada e você é tudo!”

Aquilo me doeu mais do que eu imaginei que doeria. Saber realmente que ele tinha tido mulheres antes de mim. Até mesmo quando ele ainda era humano.

Eu suspirei tentando respirar por que a dor era alucinante e fez um nó na minha garganta.

Caraka como eu era possessiva. Muito mais do que eu já sabia que era.

Então eu soltei, com um pouco de raiva, por eu ser tão ingênua e ele tão rodado.

“É por isso que é tão fácil não é?” ele suspirou de dor e desviou o olhar de mim..

”O meu passado é algo que eu não gosto de lembrar. Mas ainda assim eu gosto de pensar que foi uma preparação pra quando eu encontrasse você. Para eu poder te amar sem te machucar!” e ele sorria totalmente sem jeito. Mas eu vi dor naquele sorriso uma dor alucinante que me doeu no fundo daquele velho buraco que resolvia aparecer de novo. Eu solucei e me atirei nós braços dele.

Comecei a sussurrar sem vergonha do que eu sentia. “Você é só meu! Só meu!”

Ele me beijou com uma voracidade que eu mais que gemi e ele também.

Nós não conseguimos parar mais e nós nos entregamos um ao outro novamente.

Eu estava cansada, com fome e o vinho fazia estrago no meu estomago. Eu não tinha comido nada dês do meio dia do outro dia e nós já nos encaminhávamos pra tarde daquele sábado.

Eu e ele estávamos abraçados, nus sobre a cama. Apenas com um edredom por cima de mim.

Meus pais andavam pela casa. Eu e William permanecíamos imóveis.

Nós não tínhamos falado mais nada um com o outro desde o inicio da manhã.

Ambos estavam sem saber o que falar.

Meu estomago começou a roncar e William me olhou com a testa franzida e um meio sorriso no rosto.

’Peste!’ Eu pensei e revirei os olhos. Eu tinha que comer algo.

Até que minha mãe salvou a pátria.

Eu não poderia sair do quarto para ir na cozinha com William ali e meus pais em casa.

O dia estava ensolarado demais pra que ele saísse dali e eu não queria que ele fosse embora. Nem ele queria ir também. Mesmo que o meu estomago se ferrasse por causa disso.

Minha mãe bateu na porta para avisar que eles todos iam sair e minha avó iria junto.

Pronto eu teria a casa só pra mim um pouco. Pelo menus eu ia comer algo, antes que desmaiasse ou meu estomago desse o ultimo suspiro.

Eu dei tchau pra minha mãe, meu pai e irmão. Eles também deram tchau através da porta. Pouco tempo depois eles saíram e eu percebi o quanto eles estavam preocupados comigo. Mesmo que eles não sabiam lidar com isso.

Algo me dizia que minha mãe já tinha dado com a língua nos dentes pelo menus sobre a parte do termino. Ainda assim eu não estava afim de pensar nisso, a fome era alucinante.

Tanto que William me ajudou a me vestir sem banho mesmo.

Eu tava mal demais e ele voou comigo pra cozinha quando ele ouviu que meus pais já estavam longe.

Ainda bem que tinha pire de batatas e galinha assada..

Era algo leve e que me sustentaria um pouco. Eu devorei a comida fria mesmo de tanta fome!

Ele ficou me observando e quando o meu estomago doeu de um jeito agourento dentro de mim. Reclamando da comida. Já que ele já tinha se acostumado a ficar sem ela por tanto tempo.

Eu gemi e disse. “Acho que agora deu!” Então suspirei e ele sorriu carinhosamente.

Eu levantei da cadeira e alguns segundos depois eu já estava no quarto..

”Quer tomar banho?” ele perguntou e eu assenti com a cabeça.

Ele voou comigo pro banheiro e me despiu.

Eu estava muito mal. Cansada e meu coração ainda doía.

Ele via que eu estava magoada e ele não sabia o que fazer pra me curar daquela dor, que dessa vez ele havia infligido.

Porem eu sabia que ele não tinha culpa realmente e ele tinha razão.

Ele ter experiência era muito melhor.

Antes eu até achava isso um máximo. Que raiva mesmo. Por que eu tenho que ser tão pateticamente obsessiva e ciumenta desse jeito?

Eu ainda tinha vergonha que ele me visse nua mas eu finalmente comecei a perceber que eu estava emagrecendo aos poucos.

Minha cintura e meu rosto estavam mais afinados. Meu corpo estava um pouco mais diferente.

Acho que a falta de comida e os exercícios prolongados que  William me submetia em cima daquela cama estavam fazendo efeito.

Eu corei a perceber isso e ele me olhou curioso, mas eu tentei despista-lo e nós começamos a tomar banho.

Depois ele me ajudou a me secar.

Caraka como ele era carinhoso. Era incrível.

Ele cuidava de mim com uma devoção que me deixava sem jeito e ainda assim me fazia suspirar de tão bom.

Eu botei uma camisa baby look preta de banda que eu tinha e pus um o tal short curto que eu adorava.

Eu adorei quando vi que William olhou diretamente pras minhas coxas quando eu apareci com ele.

Ele tinha vestido a pólo e o calção que eram meus e que agora eu tinha deixado pra ele. Havia coisas que ele tinha que me explicar me contar e àquela hora era a melhor para isso.

Nós estávamos sozinhos e nós poderíamos conversar sem sussurrar.

“William!” eu chamei por ele indo em direção a cama e ele esticou os braços pra mim para que eu sentasse no colo dele.

Eu vi nos olhos dele que ele sabia que eu queria conversar.

“O que nós vamos fazer?! Ela deve ter percebido que eu era humana?! Será que ela vai contar para alguém?!” Ele suspirou e começou a falar.

“Hoje à noite eu não vou poder ficar com você como eu queria. Eu vou ter que procurar ela e conversar com ela. Tentar explicar as coisas, mas acho que ela não vai me dedar. Ela se importa comigo. Ela não faria nada que me prejudicasse!” eu bufei de ciúmes e ele não reagiu a isso.

Então perguntei. “Ela gosta tanto de você assim? Eu não sabia que com vampiros normais isso acontecia.”

Ele me olhou e falou.. “Ela não é nada para mim Vanessa! Eu juro!” os olhos dele eram de muita dor e isso me doeu mais ainda. “Eu não estou dizendo que é!” eu disse desviando o olhar dele antes que eu começasse a chorar.

Ele suspirou. E continuou. “Eu não sei Por que dessa sisma. Mas foi sempre assim. Eu nunca quis nada com ela. Por mais que ela quisesse.  Sempre me perseguindo. Tentando ficar perto de mim e eu a sempre mandando a embora. Às vezes me dava um desespero… Principalmente depois….“ ele exitou..

“Depois de que William?” eu perguntei sem entender.

“Nada que você deva se preocupar!” ele disse e desviou o olhar de mim mais uma vez.

”Quando você vai poder voltar?” eu perguntei de chofre depois de alguns segundo de silencio.

“Não sei. Só depois que eu conseguir falar com ela, mas algo me diz que vai ser fácil. Ela não deve estar longe. Ela já deve ter encontrado o meu cheiro de novo e esta refazendo os meus passos.” Ele completou e eu gelei.. Mas antes que eu pudesse falar ele disse

“Não te preocupa eu não vou deixar ela se aproximar daqui. Sua família está segura!” e eu soltei sem pensar só com medo pela minha família. “Se ela me quiser sem problemas! Mas, por favor, deixa eles fora disso. Eles são inocentes!”

Ele pegou meu rosto com as duas mão e olhou fixamente nos meus olhos.

No rosto dele tinha raiva, dor e repreensão. “Eu preferiria ser destruído do que te entregar pra ela! Ouviu? Eu jamais vou permitir que matem você!”

Eu já estava soluçando e com a voz embargada eu soltei..

“Eu digo o mesmo! Eu prefiro morrer do que você ser destruído!”

As lagrimas rolavam pelo meu rosto e eu sabia que se ele fosse humano ele também estaria lavado de lagrimas, ainda assim a raiva perspasava o rosto dele e era uma fúria incomensurável que eu nunca havia visto nele antes.

Ele me beijou com fúria e me abraçou. Nós ficamos imóveis ali por algum tempo até eu perceber que a tarde estava acabando e o momento de ele sair à busca da vadia se aproximava.

Escureceu e o momento havia chegado.

Eu olhei desesperada pra ele. Eu tinha medo que ele fosse e não voltasse, mas ele me olhava com carinho e isso me acalmou um pouco..

”Volta pra mim ta?” eu disse baixinho olhando no fundo do olho dele e ele sorriu.

“Sempre!” ele disse e eu estremeci.

Ele me deu um selinho demorado e carinhoso. Abriu a janela e sumiu na escuridão.

Aquela noite seria a noite mais longa da minha vida até então.

Ele havia dito que aquela zinhá era mais forte que ele e isso me dava aflição.

Eu temia por ele e cada vez mais a minha raiva era maior.

Se alguma coisa acontecesse a William, eu daria jeito de encontrar um vampiro que me mordesse pra eu virar uma vampira para assim eu vingar ele. Aquela vaca não me escaparia!

Agora eu sabia como Bella se sentia. Impotente quando ainda humana. Vendo quem amava se a riscando e ela só podendo observar e rezar.

Isso me afligia muito mais do que afligia Bella, disso eu tinha certeza.

Era uma raiva devoradora que mesmo que eu tivesse passado à noite anterior em claro eu não conseguia dormir.

Eu apaguei todas as luzes e deixei a porta do banheiro aberta para que a luz da rua entrasse e iluminasse o quarto.

Era tanta raiva que eu tentava imaginar a infeliz e pensava nas mil maneiras de trucidar com a desgraçada.

Na minha imaginação infelizmente ela era loira magra e bonita. Estilo Rosali mas não tão linda…

Dava-me uma raiva disso tudo que eu bufava sozinha no escuro com os olhos fixados no teto sem conseguir dormir.

As horas passaram e eu não consegui pregar o olho. Revirava-me na cama e ficava atenta a qualquer barulho que eu escutava. Quando eu percebi o céu começou a clarear e com a porta do banheiro aberta tava claro demais…

Eu a fechei e só entrava luz agora pelas persianas da veneziana.

Eu não sei quanto tempo eu fiquei olhando para a janela até que eu apaguei de exaustão.

Sneak Peak do Capitulo 9:

‘Todos… Todos haviam sido perdidos!’

‘Todos se foram… Todos!’

Capitulo 7: Aprendendo sobre o novo lar.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em outubro 5, 2009 por Rafaela BlackYue

Recado da Autora:

Oi pessoas maravilhosas que teem paciencia de ler minha querida Fan Fic!!^^ Muito obrigada por lerem e por esperarem seculos para eu tomar vergonha na cara e editar o livro que ja ta pronto, só esperando para ser postado. Desculpa mesmo a demora, porem isso vai mudar!! Weee… ^^

Eu ja estou com o capitulo 8 arrumado esperando para ser postado.. XD.. mas isso eu só vou fazer semana q vem. Vou comecar a postar regularmente Uma vez por semana, assim vocês não desistem de mim..^^ e o Livro 2 ta quase na reta final.. To mais q anciosa para escrever o 3 de uma vez por todas, pq afinal foi pelo 3 q eu comecei a criar e então voltei no tempo para escrever os dois primeiros! ja digo o 3 é alucinante!!^^

Então sem mais delongas!! Capitulo 7 com vocês

Ps: Em breve novas seções seram postadas no blog, como perfil dos personagens que eu criei e informações sobre os lugares aonde a estória se passa… aguardem!

Hoje o dia ia ser interessante.

Tava calor pra cambal e não dava pra usar preto. Tive que por uma blusa decotada sem mangas, tava abafado demais.

William gostou do que eu vestia mas odiou o fato de que outras pessoas também vissem. Ele não podia fazer nada a respeito tava calor eu não tinha opções, mas quem sabe ele poderia arrancar os olhos de Felipe? Ele brincou antes de ir embora ao meio dia.

Chegamos mais cedo no estacionamento e quem disse que eu dormi? Mas foda-se.

Eu dormiria das 19hs a meia noite como eu tinha combinado com William e assim seria.

O dia tava com cara de ser um marasmo e foi.

Não teve o mesmo movimento de segunda então eu toda hora dava desculpa de ir no outro salão falar com minha mãe pra não ficar muito tempo com Felipe sozinha.

Eu o evitei o dia inteiro e eu via que ele não estava gostando disso mas eu não podia fazer nada. Tinha acabado e eu tinha que demonstrar isso pra ele.

Eu cheguei em casa e desabei na cama morta de sono. Deixei o trinque da janela destrancado. Assim se eu não acordasse, William poderia entrar numa boa e foi assim que aconteceu. Mas ele não me acordou.

Ficou com pena. Eu tava com sono mesmo. Ás 3 da manha eu acordei no susto.

Eu tinha tido um sonho ruim mas não era a primeira vez que tinha tido aquele sonho.. Era o mesmo que eu tinha tido depois de ler os livros. Era bem ruim mas dessa vez era diferente. Por que eu não era Bella, era eu mesma e Edward não era Edward, era William. Mas eu não conseguia lembrar direito do sonho e nem queria por que era agonizante demais.

Eu o beijei e perguntei como tinha sido o dia dele. Ele não entrou muito em detalhes a não ser que ele tinha dado um pulo em Montevidéu.

Quando se era rápido dava pra fazer isso em um dia brincando.

Eu contei como tinha sido o meu.

Nós ficamos conversando sobre coisas que eu gostava como BSB e HP.

Na verdade eu mais falava do que ele.

Ele parecia realmente interessado e deixava-me falar como uma matraca que eu era. Naquela noite não houve sexo, mas e daí? Eu via nele que era tão bom conversar comigo como era fazer aquilo.

Mesmo que não tivesse rolado, não quer dizer que não ficamos fazendo carinho um no outro a noite inteira e isso quando não rolava uns amassos mais fortes. Mas ele parava antes que eu perdesse o controle e ria.

“Ta você quer conversar ou o que?” ele implicava.

”O que você quiser!” eu suspirei e ele riu e então o dia foi se pronunciando.

Ele achou melhor eu dormir porque fazia algumas noite que eu não dormia direito e isso estava ficando nítido no meu rosto… Eu relutei um pouco, por querer ficar com ele, dormir era realmente uma perda de tempo, porem dormir aninhada nele era bom demais e eu acabei por apagar nos braços dele.

Ele me acordou mais cedo do que de costume pra que eu não me atrasasse e meu pai não brigasse comigo.

Ele queria me ajudar e isso era lindo demais.

Mas no banho como agente tinha tempo ele não me escapou. Na verdade eu fui até injusta com ele. Pelo jeito que eu provoquei ele. Mas foi muito bom.

O dia tava claro e eu tentei não lembrar que ele podia me ver tão bem. Prestei atenção só no corpo lindo dele que brilhava a luz do sol que entrava pela janela..

”Eu acho que não vou consegui deixar tu ir!” ele suspirou e eu ri!!

Era incrivelmente bom estar no colo dele daquele jeito. Eu também não queria sair dali. Mas eu tinha compromissos que eu ainda não sabia como me livrar e até eu conseguir eu tinha que cumpri-los.

Foi ai que me deu o estalo.

”Eu sou uma anta!” eu exclamei de chofre.

Ele me olhou sem entender meio rindo..

“O que foi?” ele perguntou..

“Aconteceu tanta coisa nessas ultimas semanas que eu esqueci de uma penca de coisas!” “O que por exemplo?” ele perguntou de novo.

Era uma penca mesmo.

Minhas aulas da faculdade estavam prestes a começar e o mais importante. Em março a minha banda favorita vinha pro Brasil e eu nem tinha comprado o meu ingresso ainda. Era por isso que eu tinha que manter o emprego.

O show dos Backstreet Boys estava chegando.

Eu expliquei pra William e o mais engraçado ele se empolgou comigo também.

Parecia que ele queria que eu vivesse a minha vida normalmente.

Ele parecia só querer participar dela nem que fosse um pouco.

Antes que minha mãe batesse a porta nós já estávamos prontos. Foi com um pouco de esforço q nós nos desgrudamos, mas conseguimos.

Eu fui pro serviço e lá eu comecei a perceber algumas coisas.

William sabia tudo sobre mim. O que ele tinha investigado e o que eu havia contado e eu nem a idade dele sabia.

Era estranho.

Uma coisa eu tinha decidido, iria perguntar pra ele isso e mais algumas coisas.

Assim que ele chegasse em casa. Engraçado eu pensar assim, mas meu quarto era como se fosse nossa casa..

Na verdade, ele era a minha casa..e a curiosidade de saber mais sobre essa casa me fez ficar viajando na maionese tentando adivinhar a tarde inteira.

Eu fiquei tão avoada que Felipe chamou a minha atenção umas cinco vezes por erros e eu nem dei bola pros puxões de orelha implicativos que ele dava tentando ser o mais desagradável o possível. Ainda assim eu conseguia totalmente ignora-lo..

Eu tinha coisa melhor pra pensar.

Eu cheguei mais tarde em casa. Meu pai enrolou bastante pra sair do estacionamento. Mas sem problemas, eu teria que esperar até meia noite e o interrogatório seria longo. Então fui preparando as perguntas.

Que idade ele tinha? Como ele tinha se tornado um vampiro?. Que lugares ele já tinha estado? Entre muitas outras coisas.

Eu estava deitada na cama, as luzes apagadas e a janela aberta quando ele posou suavemente dentro do quarto. Ele me olhou nos olhos sorrindo. Eu sorri de volta e ele veio até a mim em um pulo. Eu o abracei e o beijei.

”Boa noite!” eu disse.

Ele esfregou o nariz no meu.. “Como foi o seu dia?”

“Bom! Felipe ta percebendo que o treco é serio!“ Eu falei e ele sorriu.

Eu tentei achar uma maneira de perguntar e então lembrei do meu aniversário.

Brincando como eu sempre fazia ao lembrar do dia e da idade que eu já tinha, mas não aparentava por ser muito criançona perguntei pra ele…

”Que idade tu da pra mim?” e ele ficou sem entender e perguntou.“Como assim?”

“Ah!” eu disse.. “Agora em junho eu faço 26, mas todo mundo acha que eu tenho menus. O engraçado que quando eu era menor era diferente. Todo mundo achava que eu era maior e era criança ainda!” e de chofre eu emendei..

“E você quantos anos tu tem?”

Ele ficou bem surpreso e perguntou.. “Porque você quer saber?!”

“Ah curiosidade só!” eu disse..

“Hum!” ele exclamou..

“Isso é importante pra você?”ele disse

“E você é tão velho assim que tem medo de dizer?” eu brinquei e eu vi que ele suspirou..

”Bom. Tenho medo que você se assuste.” ele disse..

“Ih!? Tu tem mais de mil anos ou coisa assim?!” eu não tirava o ar de brinquedo das minhas frases mas o medo dele me preocupou.. Será que de vez velho ele era até muito novo?!

“Bom!” ele disse e eu fiquei esperando.

Ele suspirou e me olhou.. “Eu tinha 25 quando… Bom… você sabe!” era interessante esse dado. Porque ele parecia não ter mais que 19, ainda assim ele estava dizendo que tinha se tornado um vampiro com 25 anos.

Estranho e ele não poderia só ter 25, um vampiro não amadurece em tão pouco tempo. Pelo menus com os dados que eu tinha de Crepúsculo.

Os primeiros 10 anos são bem conturbados e então eu perguntei..

“Ta mais e hoje? Quantos anos tu tem?” ele exitou de novo, mas começou a falar. “Bom… Eu sou um vampiro a 60 anos. Se fizermos as contas eu tenho 85 anos de idade.. Ainda nem centenário sou!” ele falou a ultima parte da frase brincando e eu completei..

“Que cuti cuti é um nenê ainda!” ele riu.. Mas tava com um ar estranho..

”Você… não fica assustada? De eu ter a idade pra ser seu avô?” eu ri..

“Ai bobo! Você tava com medo disso?!” e eu vi que ele ficou sem jeito..

Então a conversa continuou, ele contou de quando era humano, da adolescência dele. Ele me disse que era engraçado lembrar de quando ele era humano..

Desde que ele se transformou ele não tinha parado pra pensar no passado..

Eu perguntei sobre como ele se transformou, mas ele desconversou lembrando da guerra e como era escutar a transmissão da BBC pelo radio..

Ele era natural do norte do estado.

Filho de imigrantes Italianos. (não é por nada que ele é lindo) Viveu a infância dele na colônia e tudo o mais. Ele me contou varias histórias, algumas ele já não se lembrava muito bem. Como Bella disse no livro, as lembranças humanas não são muito nítidas depois que você se transforma.

Então ele começou a falar algumas coisa de sua vida como vampiro. Que nunca tinha saído do continente. Ele era nômade desde que se lembrava, mas sempre vagou entre os paises do sul da América. Nunca indo muito ao norte. Não passava do Paraná aqui no Brasil e já dava volta.

Passou um bom tempo na cordilheira dos Andes pegando alpinistas e esquiadores desavisados. Também passou um bom tempo na patagônia, mas o porquê disso ele não quis dizer. Desconversou na hora.

Mais uma noite de conversas, foi bem legal ele me contou varias coisas.

Da vida humana dele e da vida vampirica também.. Principalmente quando ele achou ter visto um hiete, mas era apenas um vampiro que também tava perambulando pela cordilheira, mas tava há tanto tempo que assustou até William, por isso ele percebeu que tava na hora de sair de lá.

Quando eu me espreguicei de sono, o sol tava querendo nascer e ele viu que o tempo que tinha comigo tinha se ido.

Me abraçando forte, ele suspirou no meu ouvido.“Dorme!” ele disse e eu me abracei nele.

Aninhando-me no peito dele, nós ficamos imóveis ali um pouco até que eu peguei no sono..

A cada dia que passava era mais fácil lidar com Felipe, mas não quer dizer que o humor dele tinha melhorado. Tava era pior porem eu conseguia ignora-lo completamente.

Eu ficava triste com isso. Não queria machucá-lo, mas realmente eu já não sentia mais nada por ele e não queria que ele pensa-se ao contrario.

Ele não falava comigo também.. Era muito cabeça dura, ainda assim que no fim daquela tarde ele não agüentou..

“Porra Nessa o que ta havendo? Por que tu não ta falando comigo? O que eu ti fiz?”

Eu suspirei, sabendo que mais dia menus dia isso ia acontecer!

“Você não fez nada Lipe. Eu só estou fazendo o que eu decidi fazer. Eu não quero mais namorar contigo. Desculpa mesmo, mas não da mim. Eu continuo gostando de ti como um amigo. Jamais vou deixa de gosta, mas como namorado não da mais!”

Eu tirei a minha aliança de compromisso do dedo finalmente.

“Eu vou guardar ela porem eu não vou usar mais. Desculpa!”

Ele estava chorando e bufava. Eu continuei.

“E é definitivo! Eu não vou voltar atrás. Desculpa mesmo!” terminei de dizer.

Ele se jogou em cima de mim desesperado tentando me beija. Eu não deixei desviando dele.

“Não piora as coisas Lipe. Eu não quero mais. Isso me vai trazer um monte de dor de cabeça, mas não da!”

Ele tava com muita raiva e não conseguia falar nada. Eu peguei e fechei o portão da garagem pra ele. Enquanto ele soluçava com a cabeça nas mãos, sentado na cadeira. Aquilo era horrível e eu estava muito mal por ele ainda assim não tinha outro jeito.

Eu não gostava mais dele. Eu amava outro homem que eu sei que nunca poderia ter uma vida normal com ele, porem isso não era desculpas pra eu continuar ao lado de Felipe. Era injusto com ele, comigo e principalmente com William!

Eu segui pro outro salão e o deixei lá.

Chamei minha mãe em um canto e falei o que havia acontecido. Ela ralhou comigo e me perguntou o por que. Eu não exitei, mas antes pedi que não contasse a ninguém.

Especialmente a Felipe. “Eu estou gostando de outra pessoa e é injusto eu continuar com o Felipe desse jeito!”

Minha mãe surpresa perguntou. “Mas esse rapaz gosta de ti?!”

Eu olhei pra ela e acho que o meu rosto foi mais sonhador do que eu tentei esconder.

“Sim! Ele gosta!”

Minha mãe percebeu a minha alegria, mas seu rosto se fechou..

“Tu traiu o Lipe Nessa?”

Eu sabia o que minha mãe achava sobre traições e eu também tinha a mesma opinião.  Então eu não consegui dizer a verdade. “Não.ele esta esperando eu me decidir!”

Ela fez um rosto de duvida, mas pareceu acreditar em mim. “Se é isso que tu queres! Nem eu, nem  Felipe, nem o teu pai podemos te obrigar a outra coisa e alem do mais teu pai, vai adora a noticia!” ela comentou.

“Mas não conta que eu to gostando de outra pessoa mãe?! Por favor?! Tu sabes como é os Cont. Ele já vai fala que eu sou uma puta e que não paro com homem nenhum. Mesmo o Lipe sendo meu primeiro namorado e eu já tendo 25 anos na cara.”

Ela suspirou e assentiu com a cabeça.

Alguns segundos depois Felipe apareceu e foi direto pro quarto. Meu pai perguntou o que houve. Disse que nada tinha acontecido. Que estava tudo bem, tentando dispísta-lo. Eu sabia que se contasse na hora que eu e Lipe havíamos terminado ia estourar a terceira guerra mundial. Meu pai fez muito sacrifício pra aceitar que Felipe morasse e trabalha-se no estacionamento. Alias, ele coloca a culpa nas minhas costas de ter que montar um negocio depois de aposentado.

Porque ele tinha medo que eu não conseguisse me sustentar no futuro então ele montou o negocio para mim não morrer de fome. Que ótimo não?! Eu nem era pressionada. Que futuro horrível eu tinha amarrada e atrelada a coisas que eu não queria. Muito menus, pedi pra mim. Mas que por escolhas burras isso tinha caído na minha cabeça e não tinha como tira de lá!

Eu fui para casa aliviada mas tinha mais coisas pra pensar.

Em duas semanas eu voltava pras aulas e meu tempo com William ia diminuir.

Eu também tinha que pensar como eu faria pra sair de casa.Agora eu não tinha mais desculpas, havia chegado a hora.

Eu tinha que conseguir um novo emprego que me sustentasse o suficiente pra sair de lá e tudo isso eu conversei com William.

Falei de todos os problemas e das decisões que tinha tomado. Eu queria seguir um novo caminho. Mas pra mudar de estrada, eu tinha nós pra desatar.

Eu queria emagrecer, queria sair de casa, ter um emprego que eu podesse sobreviver bem, eu queria uma vida longe da minha família, que me amarrava e me sufocava demais!

O mais incrível é que William achou tudo muito bom. Na verdade ele estava até querendo me sugerir algumas coisas. Por que ele via que a vida que eu levava não era a que eu queria. O mais tudo foi ele dizer que me apoiaria e me ajudaria de todas as maneiras que fosse possível.

Uma era que ele me ajudaria pessoalmente a emagrecer. Eu não entendi de imediato como ele faria isso. Mas  gostei da idéia.

No mais ele também me ajudaria a estudar porque eu não queria mais rodar de semestre e procuraria por empregos em jornais pra mim. (Essa parte foi fofa vai?!)

Nós conversamos a noite inteira novamente e quando eu estava quase pegando no sono, finalmente reparei em uma coisa. Os olhos de William! Eles estavam diferentes.

Não era mais o vermelho intenso que eu conhecia. Estavam mais escuros como, se ele não estivesse se alimentando muito bem.. Eu meia sonolenta perguntei..

”Você esta bem?” eu vi que ele ficou diferente, mas tentando manter uma de desentendido ele soltou.

”Sim Por quê?”

Mas ele não tentou olhar pra mim. Ficou imóvel do jeito que estava.

“Você não esta com aquela frescura de se alimentar de animais novamente esta?”  eu perguntei de chofre..

“Não por que?” ele respondeu e eu me irritei..

“Seus olhos não mentem!”

“Ah isso?“ ele disse tentando disfarçar..

”Foi apenas um cara que estava doente. O sangue quando esta fraco deixa os nossos olhos assim. Mas não se preocupe, eu não estou com fome!” Ele disse com um sorriso fraco no rosto, mas não me olhava.

Eu não engoli muito a desculpa.

Ele estava estranho. Nós estávamos comportados demais. Ele estava comportado demais.

Quando as coisas esquentavam, ele parava e mudava de assunto. O problema é que ele sabia me fazer prender a atenção em outro assunto. Por um momento eu achei que ele não me desejava mais, mas algo me dizia que não era isso.

Ele tinha medo de me machucar e eu sabia que ele estava mentindo.

Ele queria me proteger dele mesmo. Era uma certeza absoluta que me assolava.

William estava sim desesperadamente tentando mudar seus hábitos alimentares. Indo contra sua natureza por causa minha e de um personagem de um livro estúpido.

Ele já tinha me dito que nunca ouvira falar de vampiros vegetarianos de verdade, mas ele estava tentando fazer esse sacrifício por mim. Não que eu me sentia mal por ele matar pessoas, mas por que Edward Cullen não matava e Edward Cullen era meu ídolo. Até mais do que isso e ele queria ser como Edward pra me deixar feliz!

Eu não podia brigar com ele por causa disso, iria ser pior. O magoaria de vez fazer muda-lo de idéia.

Ele tinha tomado uma decisão e se fazia mal pra ele continuar como um vampiro normal perto de mim, se o faria se sentir melhor ser um vegetariano, não era eu que diria pra ele não fazer isso.

Eu o apoiaria na decisão que ele tomasse mesmo que eu o visse sofrendo com a escolha. Eu rezaria para que fosse a correta e que ele conseguisse o que queria!

Sneak peak do Capitulo 8:

“Ele veio pra mudar o meu destino e parece que para eu mudar o dele!”

Capitulo 6: O começo da mudança.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em agosto 14, 2009 por Rafaela BlackYue

Ele me fez repetir duas vezes a maldita da salada de frutas dizendo que ainda ouvia meu estomago roncando.

Nós não nos falamos muito mais depois daquilo. Era muita vergonha um do outro e ainda assim só estar perto já era muito bom.

 

Ele me levou de volta ao quarto tão rápido quanto tinha sido a ida á cozinha..

 

Lá eu percebi o meu cansaço. Ele tinha-me moído de novo e eu soltei um “Ai!”

“Que foi Nessa?” ele perguntou… “Nada só você me sovou de novo.” eu ri.

Ele pareceu preocupado e me observou. “Você esta sentindo alguma dor?!”

“Não! Só to cansada.e parece que eu fiz uma maratona de ginástica em alguma academia. Eu chego a ta sem forças, ai, ai…” eu exclamei.. 

Eu vi que os olhos dele ficaram mais preocupados e misturados com dor.

”Calma! Isso é normal!” eu disse. “Até mesmo com seres humanos. Depois de tudo isso, mas só que com você, é mais intenso tudo, até a ressaca!”

“Eu fui tão cuidadoso. Tem certeza que você não ta machucada?” ele perguntou meio atônito me observando. Eu ri. “Certeza não. Mas o que eu estou sentido não é nada alem da velha ressaca pós sexo prolongado. Só que ta bem mais intenso que o normal!”

 

Eu não era marinheira de primeira viagem como Bella. Mas também não era tão rodada assim.

No inicio do namoro com Felipe eu e ele nos acostumamos a ter uma certa vida sexual bem intensa.

Ele foi o meu primeiro. Até aquele momento eu achava que seria o único e lembrar disso não me fez muito bem, então eu desconversei.

 

”Não te preocupa ta? Seres humanos são assim. Depois de muito exercício prolongado ficam assim, moídos. Mesmo que você tenha feito a maior porte dos esforços eu também não parei quieta e foi isso que ocasionou essas dores.

Se eu me sentir realmente mal eu te aviso, mas nada do que eu estou sentido me surpreende. Só a intensidade que ta diferente.”

“Ta! Tudo bem! Eu acredito em você, mas não exite em dizer se sentir algo errado!”

 

Eu me espreguicei e alguns músculos deram uma estalada. Antes que ele falasse, eu disse que estava tudo bem.

Eu tava cansada e sei lá que horas era aquilo.

Ele foi andando comigo nos braços bem devagar pra cama. Com um andar quase humano. Ele viu o meu cansaço e perguntou..”Você quer dormir?”

Eu afundei o rosto no peito dele e suspirei. Eu não queria dormir.

Eu tinha medo de acordar e me dar conta que tudo tinha sido um sonho. Novamente eu me lembrei dela e eu rezei. Pra que eu tivesse a mesma sorte dela.

 

“Querer, eu não quero, mas não sei se vou conseguir me manter acordada!” Eu admiti.

Ele suspirou. “Não precisa se preocupar. Eu não vou ir embora e eu não preciso trocar de roupa!” e eu lembrei da cena que ele estava se referindo. Ele ter lido os livros e ter uma memória muito melhor que a minha era desconcertante.

Com certeza ele tinha percebido as semelhanças e era impossível de não comparar!

“Eu acredito em você, eu confio em você!” eu disse falando pra mim mesma quase. Tentando fixar isso na minha mente.

”Não se preocupe. Eu não vou embora! Eu vou estar aqui quando você acordar!”

Ele se deitou na cama e me puxou junto. Me deitando no peito dele, pegou o edredom que tava no chão e me enrolou nele..e uma dor perpassou o meu coração.

 

“Eu juro que não to tentando fazer igual!” ele disse.”Mas o tempo esfriou e eu não quero você resfriada!”

Eu sabia da minha capacidade enorme de parar no pronto socorro por causa de uma simples gripe. Ter Bronquite asmática era um grande empecilho pra quem amava tanto frio. Então eu não disse nada apenas concordei com a cabeça.

 

Eu me aninhei no peito dele. Eu não sabia o que dizer pra ele. Boa noite?! Seria sensato? Ou muito ridículo? Eu suspirei e beijei o peito dele.

Ele suspirou. Tirou delicadamente a minha colinha e começou a me fazer cafuné. Aquilo era bom demais e eu sabia que logo em seguida eu ia cair no sono..

Ele estava imóvel. Parecia realmente que eu estava deitada em um chão frio. Mas ainda sim era bom.

 

Eu disse. “Pode respirar se você quiser!” e então o peito dele começou a se mexer de novo. E eu me senti um pouco melhor.  Eu me embalei na respiração dele. Sem perceber eu adormeci!

 

Sabe, eu sempre curti muito estórias fantásticas, mitologia grega e muitas outras, mas sempre desde pequena eu era fascinada por estórias sobre vampiros..

Acho que a primeira que vi foi uma novela sobre eles a novela Vamp. Sim! Pode até hoje em dia ser a toskeira das toskeiras, mas acho que foi o primeiro contato com uma estória sobre eles.

Natasha, a protagonista era incrível. Adorava ela e até hoje em dia continuo fã da atriz que a interpretou.

 

Se não fosse o Howie D fantasiado de Dracula em Everybody, eu não teria prestado mais atenção fervorosamente ao clip e não teria me tornado uma Backstreet Fã.

Incrível como eles ou o mito sobre eles sempre influenciou a minha vida. Foi quando eu acabei de ver o filme Entrevista com um Vampiro que eu escrevi meu primeiro poema e depois nunca mais parei.

Estórias sobre eles sempre me fascinaram mais do que as outras, mas sempre me dava uma aflição incrível, uma angustia incrível.

 

Eu pensei em ler Crepúsculo quando eu descobri que se tratava sobre vampiros e que Robert Pattinson iria interpretar o personagem principal no cinema. Jamais eu imaginei, mesmo quando eu via as capas dos livros sem saber do que se tratava e não me atraia. Que essa história iria afetar tanto a minha vida e o pior muda-la tão drasticamente.

 

 

Meus olhos estavam secos demais de dormir e eu não conseguia abri-los. Mas eu já estava acordada.

Esfreguei eles pra ver se melhorava mas só consegui abrir um.

Na janela a luz do sol entrava forte pelas persianas.

Eu estava meio zonza, com uma dor de cabeça incrível, que eu conhecia muito bem. Me dava quando eu estava muito cansada, eu estremeci de frio..e por um momento não entendi porque.

Quando minha mente procurou os motivos eu levei um choque e imediatamente ergui a cabeça pra traz pra confirmar a suspeita.

Eu dei um pulo e ele se assustou, mas o meu rosto não foi de susto foi de uma euforia e alegria intensa.

Eu sorria que nem uma bocó e ele também sorriu.

 

“Não foi um sonho!” eu exclamei baixinho meio abobalhada e ele riu me abraçando mais forte.

“Não .. Não foi! Eu ainda estou aqui… viu?!”

Eu ignorei que estava toda babada e remelenta, abraçando-o mais forte.

Mas quando eu fui beijá-lo a realidade caiu como uma pedra no meu estomago e antes de chegar nele eu parei com o rosto parecendo uma panela de pressão que estava pra explodir.

”O que foi?”  ele perguntou, meio sem entender mas depois o rosto dele mudou, ele tinha entendido.

“Momento humano?! Certo?” ele perguntou e eu exclamei “Isso ta igual demais!” e os dois riram..

 

Ele me liberou do abraço e eu levantei o mais rápido que meus músculos moídos permitiam..”Vem junto? Eu perguntei.. “Eu só vou lava a cara e escovar os dentes rápido.” ele levantou e me acompanhou.

Eu não tinha a coragem que a Bella tinha ao ter deixado o Ed. esperando no quarto.

Eu tinha medo que William evaporasse.

Eu lavei o rosto, penteei o meu quase blackpower e escovei rápido os dentes.

Enquanto isso William passava os dedos pelas minhas costas, distraído.

.”Que horas já deve ser isso?!” eu perguntei meio desnorteada.

“Perto do meio dia!” ele disse sem animo. E ai sim eu  tive um treco.

“Droga eu tenho que trabalhar!”

Foi quando eu me virei pra ele que percebi algo. Algo que Bella viu pela primeira vez naquela campina.

 

O sol brilhava forte lá fora e o banheiro estava totalmente iluminado por ele.

Agora com os olhos bem melhores eu podia notar. Notar o que fazia os vampiros só saírem a noite ou em dias muito nublados. A pele de William, ela brilhava.

Mais intensa do que os efeitos especiais do filme. Era incrível e quase ofuscante.

Eu não me assustei. Pelo contrario.

Eu me encantei e fiquei abobalhada o observando por alguns segundos.

Ele olhava no fundo dos meus olhos, sereno. Ele sabia o que eu havia percebido e observava atônita. “É assustador não?!” ele perguntou meio carrancudo.

”Não!” eu disse “É .. é… tão lindo!” e minha cara agora era de total sonhadora abobalhada. Com certeza eu quase babava.

Ele suspirou e riu meio sem vontade.

“Caraca! E agora? Como você vai sair daqui sem ser visto?!” eu disse totalmente de chofre me dando conta da situação.

“Você quer que eu vá?!” ele perguntou e eu vi que ele não estava muito a fim de ir.

’Putz!’ eu pensei.

Eu não havia pensado nisso.

Eu tinha me deixado levar tanto pelo momento e pelas emoções que eu tinha esquecido das minhas obrigações.

Sem contar de também coisas que eu tinha que fazer com urgência e uma delas me levava diretamente a aquele estacionamento.

 

”William!” eu o chamei.

“Eu não quero que você vá. Mas eu tenho obrigações que eu tenho que cumprir pelo menus por enquanto. E eu tenho também que fazer algo com urgência!”

Ele ficou me olhando e esperando eu acabar de falar.

“Eu sei também que eu não posso te prender aqui no quarto. Você tem que caçar antes que te de sede. Não podemos arriscar!” e ele balançou a cabeça concordando..

”Mas bem que você podia pedir pra não ir hoje não?!” ele perguntou meio esperançoso e eu murchei.

 

O que eu tinha que fazer não era adiável. Eu nunca me perdoaria ficar mais um dia com William ainda compromissada com Felipe  

Eu suspirei e reuni coragens pra falar o que eu tinha que falar para William.

“Bom…” eu disse..

“Você investigou a minha vida muito bem.. certo?!” e ele respondeu “Sim!” e desviou o olhar. Algo me dizia que ele sabia o que eu ia falar.

“Você sabe que eu tenho um namorado não sabe?!” eu indaguei.

“Mas você não o ama mais e eu sei disso também!” ele se defendeu e eu vi um ar de implicância na voz dele. Um quase ciúme e eu sorri por isso.

 

Saber que ele tinha ciúmes de mim com Felipe era muito reconfortante. Ele realmente gostava de mim!

Eu suspirei e disse.. “Não é porque eu não amo mais ele ou pelo menus não como ele me ama que é certo eu continuar traindo ele. Estando com outra pessoa enquanto eu tenho um compromisso com ele.

Eu odeio traição e agora realmente não há o por que eu continuar com ele.

Não quero magoar ele mais do que já venho!”

“Eu entendo!” ele respondeu.

“Eu preciso ir e terminar com ele. Alem do mais. Duvido que meus pais iriam deixar eu ficar. Ainda mais do jeito que eu passei o fim de semana. Literalmente enfornada no quarto. Eles não lidam muito bem com a minha depressão. Eles acham que me obrigar a fazer as coisas, vai fazer eu melhorar. E eu sei bem como seria o brigalhada quando eu avisa se que hoje eu não iria!” ele suspirou e os olhos dele eram sérios..

“Sua família mais atrapalha do que ajuda. É incrível como eles são insensíveis.”

Eu o repreendi. “Eles não são insensíveis. Só não sabem lidar comigo direito e eles tem os próprios problemas pra pensar!”

 

“William!” eu o chamei e ele me olhava com olhos de um pouco de dor, mas ainda serenos.. “Eu preciso ir. Mas às 19hs eu já estou de volta! E completamente livre também!” ele sorriu. Me puxou e me beijou.

Por um minuto eu fiquei meio perdida na boca dele e então meu consciente tentou se aprumar, voltar a raciocinar.

Quando nós estávamos terminando de nos beijar, minha mãe forçou a porta e me chamou. Nós paramos de chofre “Eu a ouvi subindo, mas não achei que ela ia bater!” ele disse. “Hum!” eu exclamei.

Ele me largou do abraço e eu peguei na mão dele. Fui andando pro quarto puxando-o pela mão e ele seguiu lento atrás de mim. Eu percebia o esforço.

“Sim mãe?!” eu falei em direção a porta..

“O almoço ta quase pronto Nessa, vê se não te atrasa. Hoje teu pai quer chegar cedo. Sabes como são segundas feiras!”

 

Eu disse pra minha mãe que já ia descer. Mas o problema maior era. Eu não podia deixa-lo ali no quarto e ele não podia sair na rua daquele jeito.

Eu tinha noção que minha avó tentaria entrar no meu quarto pra limpa-lo durante a tarde e por mais que eu trancasse a porta com a chave a levando comigo, ela daria um jeito de abrir.

Vocês não tem noção da Avó ultra professor maluco que eu tenho. A velha é muito esperta. Eu olhei seria pra ele e ele fez o mesmo. Acho que pensávamos igual.

“Bom!” eu disse..

 “Não tem como tu te cobrir e sair pela janela sem ser visto?” perguntei.

“Você tem algo com capuz ai?! Ele perguntou..

“Sim!’ eu respondi e voei no armário pra pegar a minha jaqueta moletom favorita.

Ele me acompanhou e eu entreguei a ele..

 

“Vamos fazer assim!” ele disse.

“Você toma banho e se arruma pra almoçar. Enquanto eu me troco e ponho essa jaqueta. Sua rua é muito movimentada, mas agora meio-dia da uma acalmada. Da pra eu fugir pra esse bosque que tem ai nos fundos. Depois dali eu vejo o que faço. Ainda bem que sua vizinha tem comunheiras altas e da pra se esconder nelas!” ele riu..

“OK!” eu disse..

”Mas as 19hs você volta?!’ eu perguntei de chofre com a angustia que meu coração sentiu ao perceber que ele estava se preparando pra ir embora e que eu passaria uma tarde inteira longe dele.

Ele riu, me puxou, me abraçou e encostou o nariz gelado dele no meu..

”Eu fiquei aqui durante a noite não fiquei?! Nem que mil vampiros tentassem me impedir. Eu ainda assim voltaria aqui as 19hs. Nem um minuto a mais nem um a menus. Só espero que você é que não se atrase!” eu suspirei..

 

Sabia bem como era meu pai e se eu chegasse em casa as 21hrs eu deveria agradecer aos céus.

Eu também sabia que ele deveria estar com sede. Eu não sabia quanto tempo ele podia ficar sem se alimentar. Ainda mais um vampiro normal.

”Bom!” eu falei novamente e eu vi que ele ficou meio preocupado.

“O meu pai adora se atrasar pra ir pra casa. Se ele pode se faria agente trabalhar todos os turnos sem descanso. Tipo e você precisa de um tempo pra caçar não?!”

“Não se preocupe com isso Nessa eu estou bem e ver você falando isso com naturalidade é meio estranho!”  ele franziu a testa..

“Desculpa é que realmente eu entendo que é a tua natureza e eu não posso muda-la!” respondi

 

Ele me olhou meio surpreso, tinha um pouco de dor nos olhos dele e  também havia vergonha ali. Mas uma vergonha um pouco profunda demais.

Eu tentei mudar o ponto e chegar no que eu queria diser..”Vamos fazer assim. Meia noite pode ser?! Da tempo de ambos fazerem tudo o que precisão e nos teremos a noite inteira pra ficar juntos. Eu durmo de manha. to acostumada a fazer isso!”

Seria uma tortura ficar tanto tempo longe dele, mas eu não queria levá-lo ao limite. Não queria pressioná-lo demais. Ele tinha que ter um tempo pra ele.

”Vai ser horrível ficar tanto tempo longe. Acho que não consigo. Não agora!” ele falou.. e tirou as palavras da minha boca.

Eu sorri e o beijei com força. Então falei.. “Eu digo o mesmo, mas mesmo assim eu não quero te levar ao limite.” ele suspirou e acho que finalmente tinha entendido.

Eu estava certa e ele também não queria arriscar..”Certo! Vamos! Antes que a sua mãe chame novamente!”

Os dois pegaram suas roupas e foram fazer o que tinham que fazer.

Eu fui rápida mas foi agonizante ficar longe dele tanto tempo.

Eu peguei qualquer roupa que tinha no armário. Na verdade a mais sóbria.

Eu não queria estar bonita quando falasse com Felipe aquela tarde.

A pouca beleza que eu tinha era só pra William e pra mais ninguém.. 

Calça de brim preta, outra pólo preta mais nova, uma jaqueta moletom também preta mas mais antiga do que eu tinha emprestado pra Willian, os all stars velhos de guerra e eu estava pronta.

Quando eu sai do banheiro ele tmb estava  e me esperava em pé imóvel.. os olhos dele brilhavam quando me viu.

Ele voou até mim e me beijou então disse no meu ouvido.. “Você esta linda demais. Ele não merece te ver assim..” eu fiquei sem jeito e puta de vida, por que eu tentei ao máximo parecer feia e mal arrumada e ele gostou?? A vai entender.

”Eu juro que eu tentei esconder tudo que é bonito em mim!” eu disso corada e com ar de ironia.

Ele riu. “É acho que isso é uma missão impossível!’ eu ri da piada besta e o beijei.

Ele estava de tirar o fôlego.

Não tinha mais gel no cabelo dele. O cabelo preto espesso e liso dele estava todo desgrenhado o deixando mais lindo. Ainda mais com aquele capus na cabeça e a jaqueta de couro por cima do moletom.

Os dois estavam totalmente de preto e eu ri com isso. Era fofu demais.

Eu o abracei forte. A hora tinha chegado. Ainda mais quando ele me falou que minha mãe vinha me chamar de novo.

Nosso abraço foi longo e apertado. Chegou a me doer as costelas, mas que se dane.

Eu não queria que ele fosse, mas era necessário.

”Até de noite!” eu disse..

“Até!” ele respondeu e me beijou em um selinho carinhoso.

Ele foi até a janela e me olhou.  Um segundo depois ele tinha sumido e a janela estava meio aberta ainda.

Eu corri pra ela tentando ainda vê-lo, mas não tinha mais sinal dele e meu coração doeu penosamente, mas num tom esperançoso eu falei baixinho sem saber o que eu sentia, sem saber se era o que eu realmente sentia.

Eu suspirei.”Volte pra mim meu amor!”  e eu senti uma aflição..

‘Espero que ele não tenha ouvido’ eu pensei, mas algo me dizia que ele tinha e isso me deixou totalmente desconcertada.

Eu só tive reação de fechar a janela, eu chagava a suar de tão vermelha, mas a porrada na porta que minha mãe deu me acordou do devaneio de vergonha.

Eu tinha que me apressar eu tinha uma missão a cumprir.

 

As 14hs nos aportamos no estacionamento. O céu estava azul mas fazia um friu estranho para aquela época do ano. A chuva tinha feito o tempo esfriar e isso era bom.

Meu pai vinha reclamando do meu atraso, mas eu nem bola dava, estava muito preocupada no que eu tinha que fazer.

Felipe estava atrelado demais a minha família, como se ele já fosse o meu esposo.

Ele morava no estacionamento, ele já era da família.

Acabar com ele implicava em vários fatores.

Uma delas era ver ele diariamente afinal nos trabalhávamos no mesmo local e no mesmo setor. A outra é que ele não seria mais o genro do dono e meu pai não gostava nem um pouco dele. Se ele perdesse o emprego ele estaria ferrado, mas minha mãe havia me prometido que se eu viesse a acabar o namoro ela manteria Felipe no emprego custasse o que custasse.

Acabar o namoro com Felipe já havia me passado na cabeça varias vezes durante a depressão. Agora era uma decisão tomada. Mas eu teria que pedir um tempo pra ele.

Eu não poderia dizer que tinha outra pessoa na jogada seria baixo demais e eu não queria que ele sofresse.

 

Eu teria que ser mais fria com ele do que já vinha sendo. Mas agora eu tinha realmente um motivo pra isso. Eu não conseguiria ser carinhosa com ele como antes, isso seria uma traição a Willian e isso me doeria muito mais do que negar atenção a Felipe.

Quando eu cheguei no guichê, Felipe me recepcionou de cara amarrada e eu sabia o por que. Eu não tinha falado com ele o fim de semana inteiro e isso era um fator positivo. Com ele irritado seria mais fácil.

Eu dei bom dia pra ele e ele só acenou com a cabeça.

Nós começamos a trabalhar e não nos falamos mais.

Ele era ríspido comigo quando tinha que falar mesmo na frente dos cliente, eu odiava quando ele fazia isso mas tentei ao máximo não dar bola a implicância, me mantendo seria e fria.. Eu não queria mais nada com ele e eu tinha que demonstrar ao extremo isso a ele.

O dia passou rápido por que como toda segunda feira o movimento foi intenso.

Eu não conversei nada com ele, mal fala sobre o serviço. tipo. “Aquele carro deixou a chave?” ou   “Quanto deu aqui?”

As 17hrs chegou e o estacionamento começou a esvaziar. Logo seriam 18hrs e até as 19hrs eu teria o tempo sozinha com ele pra dizer o que queria.

 

18:15h não tinha mais nenhum carro. Até mesmo os mensalistas tinham ido e ele começou a fazer o fechamento.

 

“Felipe?” Eu o chamei..

“Eu to fasendo o fechamento o que tu quer?” ele soltou.

“Nos precisamos conversar!”eu disse.

Ele me olhou com aquele olhar de raiva que eu conhecia muito bem mas eu fui impassiva, totalmente serena e fria..”Eu queria te pedir uma coisa!”

Eu falei rápido antes que ele me interrompesse.

“Fala!” ele disse e eu aproveitei a deixa.

“É serio o que eu vou falar. Não é mais uma daquelas vezes que agente briga mas depois agente voltamos as boas!”

Ele estalou os lábios e começou a falar. “Que já quês termina?! Ta! Tudo bem… Acaba de uma vez!” ele gritou.

“Eu não to de implicância Lipe. É serio! Eu quero dar um tempo!” ele riu de desdém e ódio.

” Sem tempo.. acaba de uma vez!”  ele continuou invocando.

“Serio Lipe! Não é frescura. Eu não ando me sentindo bem. Eu quero um tempo sozinha.

“Eu preciso pensar no que eu vou fazer da vida.” Eu disse calmamente.

“E a culpa é minha? Que tu ta se sentindo mal? A vê se cresce Nessa!” ele soltou ficando mais irritado.

“Eu não estou dizendo isso! Eu só quero um tempo sem ti ver, sem ta contigo. Para mim pensar um pouco!” eu tentei acalma-lo.

 “Que? Tem outro na jogada é isso?” ele perguntou totalmente desconfiado e parecia que ele estava a ponto de explodir.

Normalmente eu diria pra ele parar de falar bobagens mas eu não consegui mentir.

Eu apenas não respondi e eu vi que minha mãe vinha vindo com o café. Então eu mudei de assunto.

“Tu não precisa fazer tuas malas e sair daqui. Antes de tu ser meu namorado tu és empregado daqui e eles não vão te demitir se agente acabar!”  eu falei baixinho e ele ficou me olhando. Agora tinha surpresa e raiva no olhar dele e eu sabia o por que.

Era porque eu não tinha respondido a pergunta dele.

“Eu não quero esmolas!” ele falou e eu disse.. “Não complica as coisas!” então ele bufou.

Ainda havia esperanças nele eu conseguia sentir isso. Esperanças que eu mandasse ele a merda e o abraçasse dizendo que eu tava cansada dele, mas que eu o amava.

Só que eu não fiz isso.

 

Minha mãe chegou e me entregou o café.

Eu não estava com fome e pedi pra ela permissão pra dar uma vota no centro. Antes de fechar eu voltava.

Felipe reclamou que eu não ia ajudar ele a fazer o fechamento, mas eu não o escutei e disse que no dia seguinte eu fazia tudo, que ele não precisaria fazer nada.

Ele bufou riu e desdenhou do que eu disse.. “Tu sempre fala, mas nunca faz!” é isso era verdade, mas isso tinha mudado.

Um certo alguém de olhos vermelhos havia feito nascer em mim a coragem que eu precisava pra mudar a minha vida e o primeiro passo eu havia dado.

 

Eu sai pelo portão da garagem deixando Felipe bufando e reclamando com minha mãe. Depois eu arcava com os sermões dela, como o de para de brigar com Felipe mas eu estava feliz.

Eu tinha dado o aviso a felipe de q eu queria ficar sozinha. Se eu nas próximas semanas o ignorasse mais ainda ele entenderia que eu estava falando serio e eu tinha uma determinação incrível de fazer isso.

Eu não queria mais Felipe.

Eu só queria uma pessoa e essa pessoa era William!

 

Eu fui rápida.

Quando eu me dei de conta que eu estava na rua e sozinha eu fiuei com medo de deixar Willian preocupado. Eu não sabia se ele estava por perto e sair assim na rua com o cheiro dele era perigoso.

Mesmo o céu estando límpido e o sol forte como nunca. O frio parecia começar a ceder ao calor do sol e as pessoas começavam a tirar os seus casacos.

Eu dei uma passada rápida pelo calçadão e tomei um sorvete apressadamente.

Alguns minutos depois eu já estava de volta e Felipe estava fechando os portões. Eu o ajudei a acaba de fechar e não conversei mais com ele.

Ele me olhava tentando fazer-me dizer algo, mas meu rosto era sereno e frio. Isso o afligia.

Eu peguei a minha bolsa e dei tchau pra ele. Eu não queria esperar por ele, mas ele me chamou. “Nessa! É… serio mesmo? Isso de dar um tempo?” eu vi a implicância, a dor e a raiva na voz dele. Mas eu fui calma, seria e fria..

“Sim é serio! Desculpa!” a minha frieza serena sem ser uma frieza implicante, deixou ele atônito.

Eu dei tchau de novo e sai andando deixando-o pra traz entender nada, mas com o tempo eu o faria entendei. Eu não pertencia mais a ele!

 

Graças a Deus quando eu cheguei ao outro salão meus pais já estavam pronto pra ir embora. Mas isso me fez mal.. Eu teria que esperar até a meia noite pra ver ele de novo e isso me doía. Tinha que hoje o meu pai ta de bem?! Pelo menus eu teria o que fazer se ficasse lá até mais tarde…. Felipe chegou logo atrás de mim.

Deu tchau pra minha família e deu um tchau triste pra mim. Eu o  respondi novamente serena e friamente e minha mãe me olhou com cara de reprovação.

Mas eu a olhei com a mesma serenidade fria e ela me perguntou o que tinha havido. Eu disse que era nada de grave e que depois eu contava.

 

Meus pais resolveram ir ao supermercado antes de ir pra casa e isso era bom, mataria o tempo.

Eram oito e meia quando nós saímos de lá e finalmente havia escurecido.

Eu fiquei imaginando o que William estava fazendo. Será que estava espreitando alguém por ai?!

Eu era estranha.

Eu não achava isso algo horrível, matar outra pessoa. Não eu não sou doida.

Só tenho uma visão de mundo e da vida diferente dos outros.

Uma crise existencial aos 14 anos de idade faz agente ver o mundo por outra perspectiva.

Depressão não era novidade na minha vida. Eu já tinha tido uma antes quando eu era adolescente, uma crise agnóstica e uma sexual também.

Querer entender a vida e a humanidade muito jovem leva qualquer a dar tilt..

Perguntas existenciais eram parte de mim muito jovem.

A filosofia era um bichinho inquietante que sempre me afligiu..

Entender as coisas o por que das coisas era algo que eu fugi como pude, quando adolescente pra poder me curar sozinha dos meus demônios internos e que quase me levaram a desistir dela. Mas que eu tanto fugi que escorreguei e cai de bunda sentada na própria, quando eu fiz um vestibular e acabei como segunda opção entrando sem querer no curso.

Eu apreendi mais e entendi mais. Mas eu nunca fui uma boa estudante.

Na verdade eu odeio estudar, mas amo apreender, procurar por respostas as minhas perguntas e o mais importante.

Fazer novas perguntas.

Hegel, Kant, Hobbes,  Maquiavel. Filósofos que eu estudei, mas nunca peguei um livro deles pra ler.

Não era por nada que eu estava a tanto tempo resvalando no curso. Três anos e ainda no mesmo semestre.

Eu estava cansada de roda, mas eu não tinha animo pra devorar livros e decorar sistemas..

Eu queria era filosofar. Era pensar e entender. Só isso..

Sem trabalhos acadêmicos e provas chatas..

Alias, eu odeio artigos filosóficos. Odeio mesmo.

Foi por isso que eu resolvi voltar a cursar Direito que eu já tinha feito dois semestres.

Pra ver se lá eu conseguia pelo menus passar de ano.

Parece bobagem, mas eu acho muito mais fácil um curso de direito que um de filosofia.

 

O céu estava estrelado, mas não tinha lua ou não ainda.

Eu cheguei em casa e como eu havia previsto, minha avó tinha tentado arrumar o quarto. Ainda bem que os lençóis sujos eu já tinha trocado pra ninguém perceber.

Ela tinha varrido e tentado dar jeito nas bugigangas que tinha espalhadas pela minha escrivaninha, cômoda e estante.

“Caraca como é que eu não tenho vergonha do William ver esse quarto nesse estado???” Eu falei em voz alta mas eu sabia que ninguém escutaria por que todos estavam na cozinha arrumando as compras.

Eu catei um tubo de álcool no banheiro da minha mãe e peguei uma toalhinha de rosto. Eu daria um jeito no meu quarto até a meia noite ou eu não me chamava Vanessa!

Foi difícil acha lugar pra tudo, por que minhas gavetas estavam lotadas.

Ainda assim eram quase 23hrs e estava tudo pronto. Tudo arrumado. Um brinco, se tratando do meu quarto…

Eu estava meio suando e resolvi tomar um banho e esperar William o mais cheirosa o possível e também eu não queria pensar que faltava tão pouco tempo assim pra velo.

Era muita angustia.

Eu tomei um banho muito do bem tomado mas rápido.

Eu não queria que ele chegasse e eu ainda estivesse assim ou queria?!

Não eu disse pra mim mesma.

Eu queria que ele visse que eu estava esperando ele tão ansiosas como eu realmente estava.

Me arrumei e abri a janela.

Sentei na beira dela com as pernas para fora.

Olhando pra rua pra ver se tinha sinal dele, isso já era quinze pra meia noite e eu comecei a ficar nervosa, olhando o horário no meu celular a todo momento.

Resolvi colocar o mp3 do celular pra toca na caixa de som.

Unmistakable começou a rodar e eu senti um calafrio. Essa musica era linda demais.

 

O tempo passou e nada.

Ele não chegava.

Já eram meia noite e quinze e nada dele. Eu comecei a ficar preocupada..

Uma ponta de duvida perspassou o meu coração mas eu afugentei ela da minha mente.

Eu sai da janela e me deitei na cama.

Fiquei olhando pra rua.

O tempo ia passando e cada vez eu ia me desesperando mais.

Quando eu quase estava pegando no sono, um barulho me assustou.

Eu olhei pra rua..

Era ele..

Mas ele estava longe e estranho.

Ele estava em pé em cima do muro da outra vizinha a duas casas de distancia da minha. Eu levantei correndo pra olhá-lo e falei baixinho.

”O que houve? Porque você demorou? Aconteceu alguma coisa? Você esta bem?”

Ele balançou a cabeça em negação.

Ele parecia fazer um esforço muito grande, parecia que ele tinha medo de chegar perto de mim e então ele tremeu.

Um tremor que parecia ser muito doloroso e eu ouviu um barulho agourento de rosnado estranho bem baixo vindo dele.

Ele estava sentindo dor. Mas por quê? Por que raios? Então eu me dei conta.

Ele estava com sede mas porque sede caramba?

Ele não tinha ficado tanto tempo sem se alimentar e eu tinha dito pra ele fazer isso essa noite ante de vir? O que tinha acontecido? Será que ele não conseguiu achar mingúem? Eram muitas perguntas passando na minha cabeça e eu estava mais preocupada com a dor dele do que com a vida da minha família inocente que dormia nos quartos ao lado. Um vampiro potencialmente faminto estava a menus de dez metros da minha casa e eu só me preocupava se ele estava bem.

Então ele sumiu por um segundo da minha visão e reapareceu em pé no muro da minha casa. Agora era menus de 3 metros de distancia..’Rápido!’ eu pensei.

Eu não sei por que raios eu ainda me surpreendia.

Eu olhei nos olhos dele o máximo que a minha visão precária permitia e eu vi o que temia.

Os olhos dele não eram mais vermelhos e sim negros como daquele vampiro na praia. Então ele falou e eu vi o esforço com que ele fazia isso, por que seus dentes estavam trincados.

”Eu achei… Eu achei que conseguiria, mas eu percebi que foi um erro!” eu não entedia o que ele queria dizer.

Seria sobre o nosso relacionamento que ele estava falando? Seria que, estar com uma humana era algo que ele não conseguiria fazer?!

”O que ouve William? Seus olhos? Por quê? O que ouve?” eu perguntei em desespero. ele tremeu e grunio.

“Idéia estúpida!” ele disse e eu não entendi ou não queria entender..

”Por que? Por que você esta com tanta sede? Você não ia ver isso hoje? Você não conseguiu?” eu perguntei tentando ter esperança que o que ele falava não era sobre nós. Ele bufou, desviou o olhar de mim e falou “É só um livro estúpido!” e eu entendi

Um alivio passou pelo meu corpo.

Ele não precisava falar nada mais. Eu sabia o que tinha acontecido.

Uma certeza absoluta vinha de dentro de mim e a única coisa que eu consegui falar foi. “Seu bobo!” e sorri pateticamente. Um ímpeto de raiva e implicância surgiu em mim. Antes que ele falasse alguma coisa eu falei sorrindo com cara de deboche e ultra implicante. “Para de ser caxias! Vai e pega uma loira bem gostosa por mim! Não me volta aqui sem ta de olhos vermelhos ouviu bem?!”

Ele me olhou atônito e em choque por um momento.

Acho que ele até esqueceu da sede que tinha, então ele pulou até mim e me abraçou..

Eu não tinha medo. Porque eu sabia piamente que ele não me machucaria e ele totalmente sem graça me disse. “Desculpa! Eu achei que…” eu bufei e antes que eu fala se algo ele já tinha sumido de novo.

Já estava amanhecendo quando ele voltou e eu estava aliviada que os olhos dele estavam vermelho novamente. Ainda assim, furiosa com ele por ele ter feito aquilo por mim. Era estúpido.

Vampiros vegetarianos só deviam existir naquele livro e mesmo que se fosse possível não é de primeira que se consegue..

Leva-se um tempo e é um desespero horrível.

Ele entrou e sentou do meu lado na cama.

Ele não conseguia olhar pra mim e eu bufava de implicância com ele.

Eu pensava ‘Bobo perdemos uma noite com uma bobagens dessa’

“Desculpa!” ele falou…

Eu bufei de novo. “Eu não sou imortal sabia? Não tenho muitas noites pra poder passar com você! Vamos tenta não desperdiçar mais nenhuma?” meu tom era irônico e tinha raiva..

Ele me olhou meio assustado acho que ele tinha percebido que eu só era humana naquele momento.

.”Eu achei que conseguiria!” ele se defendeu.

“Não faça nada que você realmente não queira William! Se você quiser fazer um sacrifício como esse faça por vontade própria e não por que Edward Cullen era assim. Eu não me importo que você coma pessoas!” ele não me olhava..

“A loira até que era gostosa!” ele brincou e eu instintivamente dei um tapão nele que minha mão reclamou na hora e eu saí me queixando balançando a mão fasendo ele rir de mim.

Eu bufei de raiva e disse.. “Não era pra tanto!” e ri ainda com raiva mas era uma raiva boa, de quem tinha sido vencido na brincadeira..

Eu tinha ciúmes.

Mesmo que a mulher tenha sido alimento eu tinha ciúmes que ele tivesse estado com outra mulher..

Ele veio pra cima de mim rindo e ronronando. Isso me desarmou. Me fazendo beija-lo intensamente..

 

O sol estava dando sinais de nascer mas tinha umas nuvenzinhas no horizonte..

Mesmo assim estava abafado e parecia que aquele ia ser um dia escaldante.

Nós ficamos nos agarrando durante algum tempo.  Até que já estava bem claro e as pessoas começavam a ir pros seus serviços e então eu suspirei

“É melhor você ir! Depois meio dia vai ficar mais perigoso de você sair sem ser visto!” Ele me olhou e disse. “Não! Pelo menus me deixa eu te ver dormindo?! Eu juro que fico quietinho!” ele riu..

“Ta!” eu ri. Mas eu não sabia se eu conseguiria ficar quieta com ele ali dando sopa..

Eu fechei a janela e ele me perguntou “E ai como foi?”

 “Missão cumprida!” eu disse. “Mas eu tenho que fazer ele ver que eu to falando serio.  Agora vem a pior parte ignora-lo totalmente!”

“Então você esta livre agora?” ele perguntou..

“Na verdade não! Sabes? Um certo vampiro me fisgou. Você conhece ele? um tal de William?” eu disse me rindo…

“A acho que sim!” ele respondeu com um tom irônico..

”Boa pinta ele não?!”ele falou e eu ri.

“Convencido!” eu suspirei e ele rosnando baixinho lambeu o meu pescoço me fazendo estremecer.

Capitulo 5: Revelações.

Postado em Livro 1: O despertar de um novo destino. em julho 5, 2009 por Rafaela BlackYue

“William?!” eu o chamei e ele olhou pra mim atento.

Nós ainda estávamos no banheiro e ele agora enxugava meus cabelos.

“Sim?!” Ele disse e um sorriso apareceu em seu rosto. Acho que porque eu disse o nome dele com carinho. Então eu criei coragem e disse.

“Eu acredito em você!” ele suspirou de alivio e ainda assim tinha dor, surpresa mas a alegria parecia vir vindo tomando conta de tudo. Vindo diretamente do âmago dele.

”Eu não sei o que dizer.” e ele ficou mais sem jeito do que nunca.

“Obrigado por acreditar em mim!”

 

Ele me abraçou e ficou imóvel. Eu tentei olhar pra ele de novo e ele viu a tentativa e se afastou pra eu conseguir. Então falou. “Eu sei que eu tenho que dar explicações melhores sobre tudo. Nós temos que conversar muito sobre varias coisas e me desculpa por colocar a tua vida em risco, mas eu juro que eu to me esforçando ao maximo para que nada de ruim aconteça!”.“Eu não tenho medo!” eu disse de chofre com uma certeza incrível! “Eu confio em você! Mesmo quando minha mente me mandava não fazer isso!” Era verdade o que eu dizia.

 

“Você não sabe a felicidade que você me faz sentir falando isso mas ainda assim a aflição que isso me traz!” ele disse com uma expressão de agonia na voz. “William? Eu tenho noção que você é um vampiro e um de verdade que se alimenta de seres humanos!” ele estremeceu com o que eu disse. ”E que tem uma sede avassaladora que te devora mas eu também sinto que jamais você vai fazer mal pra mim, é apenas uma certeza absoluta que eu não consigo negar! È minha a decisão de me aproximar de você. Deixar você entrar e qualquer conseqüência eu vou assumir totalmente os efeitos!”

Ele suspirou e disse.. “Nessa? Você tem noção do risco que você ta se pondo? Que eu to te metendo? O que esta havendo entre nós é altamente proibido e você saber do segredo, mais ainda!” “Eu saber do segredo é algo que você não tem culpa e remédio pra isso só me matando. Como isso é algo que eu não quero e algo me diz que você também não quer. Não tem remédio a não ser você ficar aqui e me proteger?! De alguém que queria completar o serviço?”

“Você ainda saber é culpa minha sim. Fui eu que deixei. Lídia poderia ter feito você pensar que tinha sido apenas um sonho e você estaria fora de risco, mas você me deixou curioso, intrigado. Por que tanto queria saber que nós realmente existíamos? Eu queria saber o porquê disso primeiro. Você me deixou exasperado porque você não sentia medo de nós. Na verdade preferiria morrer a não saber. Foi algo que chegou a me irritar, ser tão desligada a vida assim. Se eu ainda fosse humano eu lutaria de todos os jeitos pra me manter vivo. Mas você realmente parecia não querer continuar viva e isso me deixava furioso. Então eu convenci aos outros que deixa se você por enquanto viva por curiosidade. Expliquei pra eles, os convenci e prometi que assim que eu saciasse a minha curiosidade eu daria um jeito em você e o segredo estaria intacto.“

 

Ele olhou pra mim com um pouco de receio e ansiedade querendo ver a minha reação sobre o que ele tinha dito. Com certeza o final que o inquietava. Então eu disse. “Você ainda não saciou a tua curiosidade?” “Saciei um parte pelo menus!” ele respondeu. ”Então por que eu ainda estou viva?” perguntei. “Por que ao fazer isso eu não consegui mais sair de perto de você e imaginar você morta é uma dor que eu não consigo suportar. Eu mudei de idéia na verdade logo de inicio. Logo que eu comecei, a saber, sobre você, de ver a sua dor. Você merecia saber pelo menus isso e eu entendi que eu não conseguiria tira a sua vida!” eu suspirei fundo. “E os outros? Eles sabem que eu ainda estou viva?”

“Não! Eu mandei dizer por amigos que eu já tinha dado um jeito em você. Eles já estão bem longe daqui e sei que dificilmente voltarão. Nós somos nômades sabe? Não paramos em um lugar por muito tempo!” “Eu tenho idéia.” eu falei.. “É eu sei!” e ele sorriu um sorriso meio encabulado. “Como você sabe?!” Perguntei inquieta “Ah!! Eu investiguei um pouco você. Desculpa. Mas eu tinha que te entender. A curiosidade era muito grande!”

 

“Posso te fazer uma pergunta?!” era uma curiosidade que eu tinha desde que ele reapareceu lá no cinema “Mesmo quando eu te mandei embora no sábado. você não foi embora não é? Digo. Você ficou por perto não?!” ele me olhou perplexo e desconcertado. “Alias desculpa eu ter te mandado embora mas é que eu não conseguia acreditar. Era bom demais pra ser verdade!’ e eu meia que ri sem jeito no final da frase.. nós já não estávamos no banheiro tínhamos caminhado conversando até a cama e estávamos sentados um de frente pro outro enrolados em toalhas..”Logo que você falou eu corri pra longe mas eu não consegui me afastar muito e sim eu voltei!” e agora os dois estavam cabisbaixos e envergonhados.

 

Eu por ser uma idiota e ter magoado ele e ele por ter confessado o fascínio que eu causava nele. “Desculpa mesmo! Eu juro que eu nunca mais vou fazer isso!” eu disse.

“Eu tinha prometido não? Que nem ele. Ficaria aqui o quanto você quere se. Até quando você me atura se. Como você mandou, eu não exitei. Porem no meio do caminho eu mudei de idéia. Eu queria pelo menus protege-la. Eu nunca mais falaria com você e nem me meteria na sua vida mas pelo menus a manteria viva, zelaria, até você se ir.

Mas então do nada você resolveu sair de casa daquele jeito e eu sentia o meu cheiro em você de longe. Eu sabia que tinha alguns vampiros por perto da cidade e aquele tempo os atrairia. Eu entrei em pânico quando aquele te farejou e pior ainda quando ele avisou um dos companheiros. Quando eles ti acharam foi pior. Eu ia te pegar e correr pra longe bem ali, mas você também sentiu o perigo. É incrível como você faz isso!” eu corei e ele sorriu. “Mas você foi como uma flecha pro cinema e o cara sentiu o meu cheiro e tentou me achar primeiro mas eu consegui despista-lo. Então eu percebi que ele estava voltando pro centro e fiz de tudo pra chegar antes. Eu tinha que ti tirar de lá e graças a Deus você concordou!”

 

“Desculpa eu te dar tanta dor de cabeça Eu devo ser um pé no saco!” e bufei. Ele me puxou pro lado dele para me beijar. “Não é não!! Eu que sou!”ele disse e eu ri. “Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, me lembre de um dia agradecer aquele cara!” eu disse e ele me olhou serio. “Você não pode falar com outros vampiros Nessa. Mesmo se você os sentir e reconhecer que são um. Você não pode demonstrar isso. Eles não podem saber que você sabe. Você não duraria nem um segundo e seriam tantos que viriam que eu também não sobreviveria. Por que eu não desistiria de você, eu lutaria até ser destruído!”

 

Ele me abrasou forte e eu entendi totalmente o temor dele e eu realmente tava nem ai pra outros vampiros. Só ele ali do meu lado já era tudo o que eu queria. ”Não se preocupe, não demonstrar que eu sei é uma coisa que eu decidi bem antes de você falar comigo no cinema. Não me interessa outros vampiros. Só me interessa você!”

 

Ele suspirou aliviado e meio sem graça com o que eu disse. “Você me quer tanto assim?” ele perguntou. “Sim eu quero! E você me quer?” eu disse..”Tu tem alguma duvida? Eu estou arriscando a minha imortalidade e a sua vida por causa desse desejo avassalador dessa atração que me coroe por dentro. Eu estou lutando contra minha própria natureza a cada segundo pra poder continuar do teu lado!” eu gemi de dor por tudo o que eu estava fazendo ele passar e ele me apertou mais forte.

“Nada que eu não possa suportar!” e ele riu sem animo.

 

Varias perguntas vieram na minha mente, mas um silencio se instaurou.

Os dois envergonhados demais com as confissões que tinham feito e então ele falou.

“Você ta gelada! Põe uma roupa! E você tem que comer algo antes que mais algum esforço faça você desmaiar!” Eu bufei e ele riu. “Eu não estou com frio. Na verdade eu odeio o calor e você gelado assim é um presente dos deuses!”

Eu ri e ele riu envergonhado. “Mas pelo menus comer você tem!”ele disse e eu bufei.. “Se você quiser continuar nua eu não me oponho…” ele falou fezendo uma cara de sacana pra mim que eu quase dei um tapa nele de brincadeira mas eu não sabia qual seria a reação dele, então eu apenas fiquei totalmente corada e desviei o olhar.

 

Ele continuou. “Mas eu acho que nós irmos na cozinha nus vai ser meio estranho!”

Ele brincou de novo com ar de deboche e eu tava vendo que ele não largaria do meu pé até eu comer algo.”Ta!” eu disse com um ar meio de contra gosto e ele riu e abriu um sorriso no rosto. Até seus olhos riam. Pelo menus eu teria que passar o martírio de comer com ele por perto. Eu teria uma recompensa.

 

Eu me alevantei da cama e ele me acompanhou. Fomos até meu armário e eu não tinha lingeries sexys ou coisas assim. (já disse que eu sou muito igual a Bella? Chega a dá aflição as vezes sabia?!) Catei a blusa de algodão melhorzinha que eu tinha e pus um short velho, mas que eu tinha noção que era curto suficiente pra tirar alguém do serio. Ele era solto parecia mais uma saia, mas era ultra curto.

 

”Se quiseres eu te empresto algo!” eu disse e ele ficou meio que sem entender.

”Tipo. Olha o que eu vou vestir? Você quer ir de calça social lá comigo?” perguntei. “Se tiver algo que me caiba?” ele respondeu perguntando. “Nem vem que você é só um pouquinho mais alto que eu e ainda assim eu sou o dobro de largura que tu!” ele bufou com o meu comentário e eu peguei um calção meu de brim que eu tinha feito de uma calça. Era masculino o suficiente pra ele e uma camisa preta pólo, meio velha. Acho que aquilo era confortável.

 

“Bom!” eu disse e ele revirou os olhos. “A vai, por favor?” eu disse sem jeito.

Ele fazendo uma careta de implicância e brinquedo pegou o calção e a pólo da minha mão e se virou. Deixando de gosto cair à toalha e eu morrendo de vergonha virei rápido pra não ver nada.. ‘Ai como eu sou uma tapada’ eu pensei. ‘Depois de tudo aquilo, eu ainda tinha vergonha de ver ele nu?’

 

Mas eu não quis me virar de volta e comecei a acabar de me secar e me vestir. Rezando que ele fizesse o mesmo e estivesse se vestindo, mas algo no fundo do meu peito me fez pensar por um momento que ele estava me observando. Eu virei de chofre, mas quando eu consegui olha-lo ele estava do mesmo jeito de antes só que agora ele já vestia a camisa pólo.. ‘Caraca que rápido’ eu pensei.. ‘Ele é um vampiro! Nessa sua dãrdi!’ pensei.

Eu me virei de novo e disse.. “Se você acabar antes de mim não se vire. Espera eu avisar.” Eu o ouvi suspirar de leve e então continuei.

Quando eu acabei e me virei ele estava parado ainda de costas. Eu fui e o abracei.

Ele pegou minha mão e beijou.

 

Eu peguei uma chiquinha em cima da mesa do computador e amarrei meus cabelos molhados numa colinha bem no alto da nuca. Eu queria me sentir sexy perto dele. Eu queria que ele me desejasse a todo momento e eu faria de tudo pra que isso acontece se.

 

“Bom como vamos fazer?” eu perguntei. ”Tipo. Tem risco de nós sermos pegos?”

“Não eu escutaria se alguém se acordasse. Até mesmo sua avó!” ele respondeu.

Minha avó morava no patiu da minha casa numa casinha que nós tínhamos feito pra ela. “Ta então é só eu abrir a porta e nós descemos?!” eu perguntei.

“Você se importa se eu te carregar?! Seria bem mais rápido!” ele respondeu perguntando.

Eu abri um sorrisão e balancei a cabeça em negação, dizendo q não me importava.

Acho que ele percebeu que eu adorei a idéia por que ele sorriu. Me abraçou e eu senti o vento passar por nós.

Quando eu me dei de conta nós estávamos na cozinha. “Cruiz que rápido!” eu exclamei surpresa e ele riu de novo. Eu sorri de volta pra ele.

 

Eu fiz menção de ir até a geladeira e ele me acompanhou ainda com os braços a minha volta.

E isso me lembrou muito a uma certa coisa que fez meu coração afundar.

Eu não queria que ele fizesse os mesmos gestos de Edward, era doloroso demais.

Mas ao mesmo tempo, eu queria que ele fizesse.

Eu suspirei ao abrir a geladeira e então ele fez um outro gesto que novamente me lembrou. Ele ergueu o meu rosto com o dedo indicador da mão dobrado, como Ed. fazia com Bella.

 

”Ta tudo bem?!” ele perguntou e eu não consegui responder logo de cara.

Eu catei o pote com a salada na geladeira e o suco de laranja.

Fiz menção de levar para a mesa. Ele pegou a jarra do suco pra me ajudar e fechou a porta da geladeira pra mim. Isso tudo sem desgrudar os olhos de mim. Esperando uma resposta, mas eu não dei.

Eu fui indo e ele me acompanhou ainda com uma das mãos na minha cintura.

Eu puxei a cadeira mas ele fez uma coisa nova e que eu gostei. Ele se sentou na cadeira que eu puxei e me puxou pra perto dele. Por um momento eu esqueci o que havia me chateado e  sentei no colo dele. Puxando as coisas mais pra perto na mesa.

Tinha uma cremeira, um copo e talheres a minha espera. Com certeza obra da minha mãe, mas eu não queria pensar nela naquele momento.

 

Me servindo eu fui pensando em como eu ia falar o que me afligia.

Então em um impulso saiu tudo de uma vez só mas ainda bem que coerente e bem o que eu queria dizer. “William? Por favor? Me diz? Como você sabe tanta coisa sobre Crepúsculo?!”

“Ah!’ ele disse e eu vi que seu corpo se enrijeceu finando meio nervoso. “Bom. Eu li!”

Ta isso era meio obvio. “Mas Porque? É normal vampiros lerem estórias fictícias sobre eles?” ele riu meio sem jeito. “Eu… Eu li por causa sua. Eu sabia que você tinha lido. eu Sabia a história por cima. Por que haviam me dito da semelhança que a estória tinha com a realidade e q era pra se ter mais cuidado. Porque estava tendo muito sucesso entre as pessoas e isso podia dificultar um pouco as coisas. Mas eu queria saber por que você havia entrado em depressão por causa deles.” “Como você sabia que eu tinha entrado em depressão por causa deles?” perguntei. “Você disse naquela noite e escreveu em detalhes no seu blog. Desculpa ter lido!” ele disse.

“Ele é publico. Você não tem que pedir desculpas!” e era verdade. Eu tinha escrito mesmo.  Não era um segredo tão grande. Quem não devia ter publicado era eu, mas ainda sim eu me agradecia por ter feito isso.

 

”Mas por quê? Por que você faz isso?!”

Eu disse sem conseguir dizer o que realmente eu queria e a colher remexia a salada de frutas na minha cremeira.

”Fazer o que?” ele perguntou, mas ele não estava surpreso.

 

Eu o encarei. “Porque você repete frases parecidas com as que Edward Cullen dizia nos livros? E por duas vezes aqui na cozinha você imitou os gestos dele!”

Minha voz saiu um pouco fraca no fim da frase e ele me olhou, com um ar de dor nos olhos mas não havia surpresa.

 

“Você esta fazendo de propósito?” eu perguntei de chofre, pois a dor subia pelas bordas do velho buraco que penosamente parecia que se abriria mais um pouco e a dor nos olhos dele se intensificou. “Não! Não é isso que você esta pensando. Eu não estou brincando com você eu juro.!” Ele disse e  eu vi o desespero na voz dele..

 

Meus olhos marejaram mas eu tentei me impedi de chorar..e perguntei.. “Então Por que? Me explica!”

“Eu não fiz de gosto. Eu não fiz de propósito. Não fiz pra te machucar. Pelo contrario! Eu… Eu quero que você se sinta como ela se sentia. Eu quero aplacar essa dor dentro de você. Se você quiser?! Eu posso ser o seu Edward!”

 

Quando ele acabou de falar a dor que eu senti dentro de mim era insuportável em um grau que eu tive que fechar os olhos.

Eu larguei a cremeira com algum esforço em cima da mesa pra não derramar nem em mim nem nele.

Por alguns segundos eu não consegui respirar. Novamente eu sentia que meu coração estava sendo empurrado pela frente pra ser arrancado pelas costas. A dor era alucinante.

 

A borda do buraco se rompeu e se abriu. Queimando e ardendo enquanto o buraco se afundava mais em mim, mas ao mesmo tempo algo gelado vinha do fundo do buraco e esse gelo fez me arrepiar.

Era um gelo seguido de um choque e meus olhos não agüentaram a pressão. As lagrimas começarão a rolar. Eu sentia William totalmente imóvel e tenso embaixo de mim. ’Ai!’ Eu pensei, mas aquela dor era estranha pois o gelo seguido do choque vinha subindo borda acima e atrás dele vinha uma euforia que eu não entendia.

.

O gelo transbordou fazendo a borda arder mais ainda se espalhando por mim e seguindo ele o choque. No final das contas parecia que tudo fervia depois do choque e a euforia ficou engasgada na minha garganta, tentando respirar eu solucei chorando..

 

Eu vi que ele ficou mais agitado depois que eu solucei. Então abri os olhos num iuempito de pressa com medo q ele entende se errado o que eu estava sentindo.

Por que agora eu entendia.

Eu vi o rosto dele contorcido de dor e pavor de si mesmo. Entãoeu voei nele como se eu precisa se do ar dos pulmões dele e o beijei com todas as forças que eu tinha.

Ele mais que se surpreendeu. Ele se assustou, mas não me impediu de beija-lo.

Ele ainda não estava seguro do que ele deveria fazer pois  ainda exitava na minha boca.

 

Eu o apertei mais forte. Minhas mãos e meus braços doíam. Então ele relaxou. Ele não entendia e dava pra perceber. Mas ele correspondeu o beijo desesperado. Tentando de alguma maneira se desculpar. Mas eu não queria desculpas. O que ele queria fazer por mim era algo lindo demais. Ele queria que eu me sentisse amada como Bella foi e isso me fazia chorar mais inda. Ele queria ser o meu Edward e isso me doeu fundo.

 

Eu nunca imaginei que eu conseguiria encontrar alguém como Ed..

Mas será que eu havia conseguido? E aquela dor seria aplacada? Será que finalmente eu conseguiria me entregar por inteiro a alguém? Uma certeza veio do meu âmago e suspirei.

 

Eu tinha que dizer pra ele que estava tudo bem, mas ainda assim eu queria que ele fosse ele mesmo. Que ele não precisava imitar Edward..

Eu tentei parar o beijo pela primeira vez desde que nós haviamos nos conhecido e ele entendeu de imediato. Acho que até esperava por isso.

 

Ele me olhou com um rosto de total desespero e sem entender nada.

Então eu disse ”Você é a coisa mais incrível que aconteceu na minha vida!”

O rosto dele ficou surpreso mas um pouco feliz pelo que eu disse mas ainda assim ele estava sem entender. “Você não precisa imitá-lo. Seja você mesmo!”

Ele entendeu mas entendeu errado e a dor voltou no rosto dele.

“Não!” eu disse e trouxe com uma das mãos o rosto dele de volta a me encarar, por que ele havia desviado o olhar. “Se você quiser…” eu disse ”Eu quero que você seja o meu Edward! Mas ainda assim. Você não precisa imitá-lo. Você já é incrível por você mesmo!” Ele ficou desconcertado e fez aquela cara que eu sabia que era de vergonha extrema.

 

Ele desviou o olhar dos meus olhos e eu senti que se ele fosse humano ele estaria ruborizado. Ele resfolegou e eu puxei o rosto dele de volta o beijando de novo.

Então finalmente, eu e ele nos sentíamos aliviados.

 

 

 

De três coisas eu tinha certeza

 

 Primeiro: Vampiros Existiam e eram extremamente parecidos com os dos Livros da Saga Crepúsculo!

Segundo: Um de olhos vermelhos havia entrado em minha vida!

Terceiro: E ele seria o meu Edward!

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