Capitulo 6: O começo da mudança.

Ele me fez repetir duas vezes a maldita da salada de frutas dizendo que ainda ouvia meu estomago roncando.

Nós não nos falamos muito mais depois daquilo. Era muita vergonha um do outro e ainda assim só estar perto já era muito bom.

 

Ele me levou de volta ao quarto tão rápido quanto tinha sido a ida á cozinha..

 

Lá eu percebi o meu cansaço. Ele tinha-me moído de novo e eu soltei um “Ai!”

“Que foi Nessa?” ele perguntou… “Nada só você me sovou de novo.” eu ri.

Ele pareceu preocupado e me observou. “Você esta sentindo alguma dor?!”

“Não! Só to cansada.e parece que eu fiz uma maratona de ginástica em alguma academia. Eu chego a ta sem forças, ai, ai…” eu exclamei.. 

Eu vi que os olhos dele ficaram mais preocupados e misturados com dor.

”Calma! Isso é normal!” eu disse. “Até mesmo com seres humanos. Depois de tudo isso, mas só que com você, é mais intenso tudo, até a ressaca!”

“Eu fui tão cuidadoso. Tem certeza que você não ta machucada?” ele perguntou meio atônito me observando. Eu ri. “Certeza não. Mas o que eu estou sentido não é nada alem da velha ressaca pós sexo prolongado. Só que ta bem mais intenso que o normal!”

 

Eu não era marinheira de primeira viagem como Bella. Mas também não era tão rodada assim.

No inicio do namoro com Felipe eu e ele nos acostumamos a ter uma certa vida sexual bem intensa.

Ele foi o meu primeiro. Até aquele momento eu achava que seria o único e lembrar disso não me fez muito bem, então eu desconversei.

 

”Não te preocupa ta? Seres humanos são assim. Depois de muito exercício prolongado ficam assim, moídos. Mesmo que você tenha feito a maior porte dos esforços eu também não parei quieta e foi isso que ocasionou essas dores.

Se eu me sentir realmente mal eu te aviso, mas nada do que eu estou sentido me surpreende. Só a intensidade que ta diferente.”

“Ta! Tudo bem! Eu acredito em você, mas não exite em dizer se sentir algo errado!”

 

Eu me espreguicei e alguns músculos deram uma estalada. Antes que ele falasse, eu disse que estava tudo bem.

Eu tava cansada e sei lá que horas era aquilo.

Ele foi andando comigo nos braços bem devagar pra cama. Com um andar quase humano. Ele viu o meu cansaço e perguntou..”Você quer dormir?”

Eu afundei o rosto no peito dele e suspirei. Eu não queria dormir.

Eu tinha medo de acordar e me dar conta que tudo tinha sido um sonho. Novamente eu me lembrei dela e eu rezei. Pra que eu tivesse a mesma sorte dela.

 

“Querer, eu não quero, mas não sei se vou conseguir me manter acordada!” Eu admiti.

Ele suspirou. “Não precisa se preocupar. Eu não vou ir embora e eu não preciso trocar de roupa!” e eu lembrei da cena que ele estava se referindo. Ele ter lido os livros e ter uma memória muito melhor que a minha era desconcertante.

Com certeza ele tinha percebido as semelhanças e era impossível de não comparar!

“Eu acredito em você, eu confio em você!” eu disse falando pra mim mesma quase. Tentando fixar isso na minha mente.

”Não se preocupe. Eu não vou embora! Eu vou estar aqui quando você acordar!”

Ele se deitou na cama e me puxou junto. Me deitando no peito dele, pegou o edredom que tava no chão e me enrolou nele..e uma dor perpassou o meu coração.

 

“Eu juro que não to tentando fazer igual!” ele disse.”Mas o tempo esfriou e eu não quero você resfriada!”

Eu sabia da minha capacidade enorme de parar no pronto socorro por causa de uma simples gripe. Ter Bronquite asmática era um grande empecilho pra quem amava tanto frio. Então eu não disse nada apenas concordei com a cabeça.

 

Eu me aninhei no peito dele. Eu não sabia o que dizer pra ele. Boa noite?! Seria sensato? Ou muito ridículo? Eu suspirei e beijei o peito dele.

Ele suspirou. Tirou delicadamente a minha colinha e começou a me fazer cafuné. Aquilo era bom demais e eu sabia que logo em seguida eu ia cair no sono..

Ele estava imóvel. Parecia realmente que eu estava deitada em um chão frio. Mas ainda sim era bom.

 

Eu disse. “Pode respirar se você quiser!” e então o peito dele começou a se mexer de novo. E eu me senti um pouco melhor.  Eu me embalei na respiração dele. Sem perceber eu adormeci!

 

Sabe, eu sempre curti muito estórias fantásticas, mitologia grega e muitas outras, mas sempre desde pequena eu era fascinada por estórias sobre vampiros..

Acho que a primeira que vi foi uma novela sobre eles a novela Vamp. Sim! Pode até hoje em dia ser a toskeira das toskeiras, mas acho que foi o primeiro contato com uma estória sobre eles.

Natasha, a protagonista era incrível. Adorava ela e até hoje em dia continuo fã da atriz que a interpretou.

 

Se não fosse o Howie D fantasiado de Dracula em Everybody, eu não teria prestado mais atenção fervorosamente ao clip e não teria me tornado uma Backstreet Fã.

Incrível como eles ou o mito sobre eles sempre influenciou a minha vida. Foi quando eu acabei de ver o filme Entrevista com um Vampiro que eu escrevi meu primeiro poema e depois nunca mais parei.

Estórias sobre eles sempre me fascinaram mais do que as outras, mas sempre me dava uma aflição incrível, uma angustia incrível.

 

Eu pensei em ler Crepúsculo quando eu descobri que se tratava sobre vampiros e que Robert Pattinson iria interpretar o personagem principal no cinema. Jamais eu imaginei, mesmo quando eu via as capas dos livros sem saber do que se tratava e não me atraia. Que essa história iria afetar tanto a minha vida e o pior muda-la tão drasticamente.

 

 

Meus olhos estavam secos demais de dormir e eu não conseguia abri-los. Mas eu já estava acordada.

Esfreguei eles pra ver se melhorava mas só consegui abrir um.

Na janela a luz do sol entrava forte pelas persianas.

Eu estava meio zonza, com uma dor de cabeça incrível, que eu conhecia muito bem. Me dava quando eu estava muito cansada, eu estremeci de frio..e por um momento não entendi porque.

Quando minha mente procurou os motivos eu levei um choque e imediatamente ergui a cabeça pra traz pra confirmar a suspeita.

Eu dei um pulo e ele se assustou, mas o meu rosto não foi de susto foi de uma euforia e alegria intensa.

Eu sorria que nem uma bocó e ele também sorriu.

 

“Não foi um sonho!” eu exclamei baixinho meio abobalhada e ele riu me abraçando mais forte.

“Não .. Não foi! Eu ainda estou aqui… viu?!”

Eu ignorei que estava toda babada e remelenta, abraçando-o mais forte.

Mas quando eu fui beijá-lo a realidade caiu como uma pedra no meu estomago e antes de chegar nele eu parei com o rosto parecendo uma panela de pressão que estava pra explodir.

”O que foi?”  ele perguntou, meio sem entender mas depois o rosto dele mudou, ele tinha entendido.

“Momento humano?! Certo?” ele perguntou e eu exclamei “Isso ta igual demais!” e os dois riram..

 

Ele me liberou do abraço e eu levantei o mais rápido que meus músculos moídos permitiam..”Vem junto? Eu perguntei.. “Eu só vou lava a cara e escovar os dentes rápido.” ele levantou e me acompanhou.

Eu não tinha a coragem que a Bella tinha ao ter deixado o Ed. esperando no quarto.

Eu tinha medo que William evaporasse.

Eu lavei o rosto, penteei o meu quase blackpower e escovei rápido os dentes.

Enquanto isso William passava os dedos pelas minhas costas, distraído.

.”Que horas já deve ser isso?!” eu perguntei meio desnorteada.

“Perto do meio dia!” ele disse sem animo. E ai sim eu  tive um treco.

“Droga eu tenho que trabalhar!”

Foi quando eu me virei pra ele que percebi algo. Algo que Bella viu pela primeira vez naquela campina.

 

O sol brilhava forte lá fora e o banheiro estava totalmente iluminado por ele.

Agora com os olhos bem melhores eu podia notar. Notar o que fazia os vampiros só saírem a noite ou em dias muito nublados. A pele de William, ela brilhava.

Mais intensa do que os efeitos especiais do filme. Era incrível e quase ofuscante.

Eu não me assustei. Pelo contrario.

Eu me encantei e fiquei abobalhada o observando por alguns segundos.

Ele olhava no fundo dos meus olhos, sereno. Ele sabia o que eu havia percebido e observava atônita. “É assustador não?!” ele perguntou meio carrancudo.

”Não!” eu disse “É .. é… tão lindo!” e minha cara agora era de total sonhadora abobalhada. Com certeza eu quase babava.

Ele suspirou e riu meio sem vontade.

“Caraca! E agora? Como você vai sair daqui sem ser visto?!” eu disse totalmente de chofre me dando conta da situação.

“Você quer que eu vá?!” ele perguntou e eu vi que ele não estava muito a fim de ir.

’Putz!’ eu pensei.

Eu não havia pensado nisso.

Eu tinha me deixado levar tanto pelo momento e pelas emoções que eu tinha esquecido das minhas obrigações.

Sem contar de também coisas que eu tinha que fazer com urgência e uma delas me levava diretamente a aquele estacionamento.

 

”William!” eu o chamei.

“Eu não quero que você vá. Mas eu tenho obrigações que eu tenho que cumprir pelo menus por enquanto. E eu tenho também que fazer algo com urgência!”

Ele ficou me olhando e esperando eu acabar de falar.

“Eu sei também que eu não posso te prender aqui no quarto. Você tem que caçar antes que te de sede. Não podemos arriscar!” e ele balançou a cabeça concordando..

”Mas bem que você podia pedir pra não ir hoje não?!” ele perguntou meio esperançoso e eu murchei.

 

O que eu tinha que fazer não era adiável. Eu nunca me perdoaria ficar mais um dia com William ainda compromissada com Felipe  

Eu suspirei e reuni coragens pra falar o que eu tinha que falar para William.

“Bom…” eu disse..

“Você investigou a minha vida muito bem.. certo?!” e ele respondeu “Sim!” e desviou o olhar. Algo me dizia que ele sabia o que eu ia falar.

“Você sabe que eu tenho um namorado não sabe?!” eu indaguei.

“Mas você não o ama mais e eu sei disso também!” ele se defendeu e eu vi um ar de implicância na voz dele. Um quase ciúme e eu sorri por isso.

 

Saber que ele tinha ciúmes de mim com Felipe era muito reconfortante. Ele realmente gostava de mim!

Eu suspirei e disse.. “Não é porque eu não amo mais ele ou pelo menus não como ele me ama que é certo eu continuar traindo ele. Estando com outra pessoa enquanto eu tenho um compromisso com ele.

Eu odeio traição e agora realmente não há o por que eu continuar com ele.

Não quero magoar ele mais do que já venho!”

“Eu entendo!” ele respondeu.

“Eu preciso ir e terminar com ele. Alem do mais. Duvido que meus pais iriam deixar eu ficar. Ainda mais do jeito que eu passei o fim de semana. Literalmente enfornada no quarto. Eles não lidam muito bem com a minha depressão. Eles acham que me obrigar a fazer as coisas, vai fazer eu melhorar. E eu sei bem como seria o brigalhada quando eu avisa se que hoje eu não iria!” ele suspirou e os olhos dele eram sérios..

“Sua família mais atrapalha do que ajuda. É incrível como eles são insensíveis.”

Eu o repreendi. “Eles não são insensíveis. Só não sabem lidar comigo direito e eles tem os próprios problemas pra pensar!”

 

“William!” eu o chamei e ele me olhava com olhos de um pouco de dor, mas ainda serenos.. “Eu preciso ir. Mas às 19hs eu já estou de volta! E completamente livre também!” ele sorriu. Me puxou e me beijou.

Por um minuto eu fiquei meio perdida na boca dele e então meu consciente tentou se aprumar, voltar a raciocinar.

Quando nós estávamos terminando de nos beijar, minha mãe forçou a porta e me chamou. Nós paramos de chofre “Eu a ouvi subindo, mas não achei que ela ia bater!” ele disse. “Hum!” eu exclamei.

Ele me largou do abraço e eu peguei na mão dele. Fui andando pro quarto puxando-o pela mão e ele seguiu lento atrás de mim. Eu percebia o esforço.

“Sim mãe?!” eu falei em direção a porta..

“O almoço ta quase pronto Nessa, vê se não te atrasa. Hoje teu pai quer chegar cedo. Sabes como são segundas feiras!”

 

Eu disse pra minha mãe que já ia descer. Mas o problema maior era. Eu não podia deixa-lo ali no quarto e ele não podia sair na rua daquele jeito.

Eu tinha noção que minha avó tentaria entrar no meu quarto pra limpa-lo durante a tarde e por mais que eu trancasse a porta com a chave a levando comigo, ela daria um jeito de abrir.

Vocês não tem noção da Avó ultra professor maluco que eu tenho. A velha é muito esperta. Eu olhei seria pra ele e ele fez o mesmo. Acho que pensávamos igual.

“Bom!” eu disse..

 “Não tem como tu te cobrir e sair pela janela sem ser visto?” perguntei.

“Você tem algo com capuz ai?! Ele perguntou..

“Sim!’ eu respondi e voei no armário pra pegar a minha jaqueta moletom favorita.

Ele me acompanhou e eu entreguei a ele..

 

“Vamos fazer assim!” ele disse.

“Você toma banho e se arruma pra almoçar. Enquanto eu me troco e ponho essa jaqueta. Sua rua é muito movimentada, mas agora meio-dia da uma acalmada. Da pra eu fugir pra esse bosque que tem ai nos fundos. Depois dali eu vejo o que faço. Ainda bem que sua vizinha tem comunheiras altas e da pra se esconder nelas!” ele riu..

“OK!” eu disse..

”Mas as 19hs você volta?!’ eu perguntei de chofre com a angustia que meu coração sentiu ao perceber que ele estava se preparando pra ir embora e que eu passaria uma tarde inteira longe dele.

Ele riu, me puxou, me abraçou e encostou o nariz gelado dele no meu..

”Eu fiquei aqui durante a noite não fiquei?! Nem que mil vampiros tentassem me impedir. Eu ainda assim voltaria aqui as 19hs. Nem um minuto a mais nem um a menus. Só espero que você é que não se atrase!” eu suspirei..

 

Sabia bem como era meu pai e se eu chegasse em casa as 21hrs eu deveria agradecer aos céus.

Eu também sabia que ele deveria estar com sede. Eu não sabia quanto tempo ele podia ficar sem se alimentar. Ainda mais um vampiro normal.

”Bom!” eu falei novamente e eu vi que ele ficou meio preocupado.

“O meu pai adora se atrasar pra ir pra casa. Se ele pode se faria agente trabalhar todos os turnos sem descanso. Tipo e você precisa de um tempo pra caçar não?!”

“Não se preocupe com isso Nessa eu estou bem e ver você falando isso com naturalidade é meio estranho!”  ele franziu a testa..

“Desculpa é que realmente eu entendo que é a tua natureza e eu não posso muda-la!” respondi

 

Ele me olhou meio surpreso, tinha um pouco de dor nos olhos dele e  também havia vergonha ali. Mas uma vergonha um pouco profunda demais.

Eu tentei mudar o ponto e chegar no que eu queria diser..”Vamos fazer assim. Meia noite pode ser?! Da tempo de ambos fazerem tudo o que precisão e nos teremos a noite inteira pra ficar juntos. Eu durmo de manha. to acostumada a fazer isso!”

Seria uma tortura ficar tanto tempo longe dele, mas eu não queria levá-lo ao limite. Não queria pressioná-lo demais. Ele tinha que ter um tempo pra ele.

”Vai ser horrível ficar tanto tempo longe. Acho que não consigo. Não agora!” ele falou.. e tirou as palavras da minha boca.

Eu sorri e o beijei com força. Então falei.. “Eu digo o mesmo, mas mesmo assim eu não quero te levar ao limite.” ele suspirou e acho que finalmente tinha entendido.

Eu estava certa e ele também não queria arriscar..”Certo! Vamos! Antes que a sua mãe chame novamente!”

Os dois pegaram suas roupas e foram fazer o que tinham que fazer.

Eu fui rápida mas foi agonizante ficar longe dele tanto tempo.

Eu peguei qualquer roupa que tinha no armário. Na verdade a mais sóbria.

Eu não queria estar bonita quando falasse com Felipe aquela tarde.

A pouca beleza que eu tinha era só pra William e pra mais ninguém.. 

Calça de brim preta, outra pólo preta mais nova, uma jaqueta moletom também preta mas mais antiga do que eu tinha emprestado pra Willian, os all stars velhos de guerra e eu estava pronta.

Quando eu sai do banheiro ele tmb estava  e me esperava em pé imóvel.. os olhos dele brilhavam quando me viu.

Ele voou até mim e me beijou então disse no meu ouvido.. “Você esta linda demais. Ele não merece te ver assim..” eu fiquei sem jeito e puta de vida, por que eu tentei ao máximo parecer feia e mal arrumada e ele gostou?? A vai entender.

”Eu juro que eu tentei esconder tudo que é bonito em mim!” eu disso corada e com ar de ironia.

Ele riu. “É acho que isso é uma missão impossível!’ eu ri da piada besta e o beijei.

Ele estava de tirar o fôlego.

Não tinha mais gel no cabelo dele. O cabelo preto espesso e liso dele estava todo desgrenhado o deixando mais lindo. Ainda mais com aquele capus na cabeça e a jaqueta de couro por cima do moletom.

Os dois estavam totalmente de preto e eu ri com isso. Era fofu demais.

Eu o abracei forte. A hora tinha chegado. Ainda mais quando ele me falou que minha mãe vinha me chamar de novo.

Nosso abraço foi longo e apertado. Chegou a me doer as costelas, mas que se dane.

Eu não queria que ele fosse, mas era necessário.

”Até de noite!” eu disse..

“Até!” ele respondeu e me beijou em um selinho carinhoso.

Ele foi até a janela e me olhou.  Um segundo depois ele tinha sumido e a janela estava meio aberta ainda.

Eu corri pra ela tentando ainda vê-lo, mas não tinha mais sinal dele e meu coração doeu penosamente, mas num tom esperançoso eu falei baixinho sem saber o que eu sentia, sem saber se era o que eu realmente sentia.

Eu suspirei.”Volte pra mim meu amor!”  e eu senti uma aflição..

‘Espero que ele não tenha ouvido’ eu pensei, mas algo me dizia que ele tinha e isso me deixou totalmente desconcertada.

Eu só tive reação de fechar a janela, eu chagava a suar de tão vermelha, mas a porrada na porta que minha mãe deu me acordou do devaneio de vergonha.

Eu tinha que me apressar eu tinha uma missão a cumprir.

 

As 14hs nos aportamos no estacionamento. O céu estava azul mas fazia um friu estranho para aquela época do ano. A chuva tinha feito o tempo esfriar e isso era bom.

Meu pai vinha reclamando do meu atraso, mas eu nem bola dava, estava muito preocupada no que eu tinha que fazer.

Felipe estava atrelado demais a minha família, como se ele já fosse o meu esposo.

Ele morava no estacionamento, ele já era da família.

Acabar com ele implicava em vários fatores.

Uma delas era ver ele diariamente afinal nos trabalhávamos no mesmo local e no mesmo setor. A outra é que ele não seria mais o genro do dono e meu pai não gostava nem um pouco dele. Se ele perdesse o emprego ele estaria ferrado, mas minha mãe havia me prometido que se eu viesse a acabar o namoro ela manteria Felipe no emprego custasse o que custasse.

Acabar o namoro com Felipe já havia me passado na cabeça varias vezes durante a depressão. Agora era uma decisão tomada. Mas eu teria que pedir um tempo pra ele.

Eu não poderia dizer que tinha outra pessoa na jogada seria baixo demais e eu não queria que ele sofresse.

 

Eu teria que ser mais fria com ele do que já vinha sendo. Mas agora eu tinha realmente um motivo pra isso. Eu não conseguiria ser carinhosa com ele como antes, isso seria uma traição a Willian e isso me doeria muito mais do que negar atenção a Felipe.

Quando eu cheguei no guichê, Felipe me recepcionou de cara amarrada e eu sabia o por que. Eu não tinha falado com ele o fim de semana inteiro e isso era um fator positivo. Com ele irritado seria mais fácil.

Eu dei bom dia pra ele e ele só acenou com a cabeça.

Nós começamos a trabalhar e não nos falamos mais.

Ele era ríspido comigo quando tinha que falar mesmo na frente dos cliente, eu odiava quando ele fazia isso mas tentei ao máximo não dar bola a implicância, me mantendo seria e fria.. Eu não queria mais nada com ele e eu tinha que demonstrar ao extremo isso a ele.

O dia passou rápido por que como toda segunda feira o movimento foi intenso.

Eu não conversei nada com ele, mal fala sobre o serviço. tipo. “Aquele carro deixou a chave?” ou   “Quanto deu aqui?”

As 17hrs chegou e o estacionamento começou a esvaziar. Logo seriam 18hrs e até as 19hrs eu teria o tempo sozinha com ele pra dizer o que queria.

 

18:15h não tinha mais nenhum carro. Até mesmo os mensalistas tinham ido e ele começou a fazer o fechamento.

 

“Felipe?” Eu o chamei..

“Eu to fasendo o fechamento o que tu quer?” ele soltou.

“Nos precisamos conversar!”eu disse.

Ele me olhou com aquele olhar de raiva que eu conhecia muito bem mas eu fui impassiva, totalmente serena e fria..”Eu queria te pedir uma coisa!”

Eu falei rápido antes que ele me interrompesse.

“Fala!” ele disse e eu aproveitei a deixa.

“É serio o que eu vou falar. Não é mais uma daquelas vezes que agente briga mas depois agente voltamos as boas!”

Ele estalou os lábios e começou a falar. “Que já quês termina?! Ta! Tudo bem… Acaba de uma vez!” ele gritou.

“Eu não to de implicância Lipe. É serio! Eu quero dar um tempo!” ele riu de desdém e ódio.

” Sem tempo.. acaba de uma vez!”  ele continuou invocando.

“Serio Lipe! Não é frescura. Eu não ando me sentindo bem. Eu quero um tempo sozinha.

“Eu preciso pensar no que eu vou fazer da vida.” Eu disse calmamente.

“E a culpa é minha? Que tu ta se sentindo mal? A vê se cresce Nessa!” ele soltou ficando mais irritado.

“Eu não estou dizendo isso! Eu só quero um tempo sem ti ver, sem ta contigo. Para mim pensar um pouco!” eu tentei acalma-lo.

 “Que? Tem outro na jogada é isso?” ele perguntou totalmente desconfiado e parecia que ele estava a ponto de explodir.

Normalmente eu diria pra ele parar de falar bobagens mas eu não consegui mentir.

Eu apenas não respondi e eu vi que minha mãe vinha vindo com o café. Então eu mudei de assunto.

“Tu não precisa fazer tuas malas e sair daqui. Antes de tu ser meu namorado tu és empregado daqui e eles não vão te demitir se agente acabar!”  eu falei baixinho e ele ficou me olhando. Agora tinha surpresa e raiva no olhar dele e eu sabia o por que.

Era porque eu não tinha respondido a pergunta dele.

“Eu não quero esmolas!” ele falou e eu disse.. “Não complica as coisas!” então ele bufou.

Ainda havia esperanças nele eu conseguia sentir isso. Esperanças que eu mandasse ele a merda e o abraçasse dizendo que eu tava cansada dele, mas que eu o amava.

Só que eu não fiz isso.

 

Minha mãe chegou e me entregou o café.

Eu não estava com fome e pedi pra ela permissão pra dar uma vota no centro. Antes de fechar eu voltava.

Felipe reclamou que eu não ia ajudar ele a fazer o fechamento, mas eu não o escutei e disse que no dia seguinte eu fazia tudo, que ele não precisaria fazer nada.

Ele bufou riu e desdenhou do que eu disse.. “Tu sempre fala, mas nunca faz!” é isso era verdade, mas isso tinha mudado.

Um certo alguém de olhos vermelhos havia feito nascer em mim a coragem que eu precisava pra mudar a minha vida e o primeiro passo eu havia dado.

 

Eu sai pelo portão da garagem deixando Felipe bufando e reclamando com minha mãe. Depois eu arcava com os sermões dela, como o de para de brigar com Felipe mas eu estava feliz.

Eu tinha dado o aviso a felipe de q eu queria ficar sozinha. Se eu nas próximas semanas o ignorasse mais ainda ele entenderia que eu estava falando serio e eu tinha uma determinação incrível de fazer isso.

Eu não queria mais Felipe.

Eu só queria uma pessoa e essa pessoa era William!

 

Eu fui rápida.

Quando eu me dei de conta que eu estava na rua e sozinha eu fiuei com medo de deixar Willian preocupado. Eu não sabia se ele estava por perto e sair assim na rua com o cheiro dele era perigoso.

Mesmo o céu estando límpido e o sol forte como nunca. O frio parecia começar a ceder ao calor do sol e as pessoas começavam a tirar os seus casacos.

Eu dei uma passada rápida pelo calçadão e tomei um sorvete apressadamente.

Alguns minutos depois eu já estava de volta e Felipe estava fechando os portões. Eu o ajudei a acaba de fechar e não conversei mais com ele.

Ele me olhava tentando fazer-me dizer algo, mas meu rosto era sereno e frio. Isso o afligia.

Eu peguei a minha bolsa e dei tchau pra ele. Eu não queria esperar por ele, mas ele me chamou. “Nessa! É… serio mesmo? Isso de dar um tempo?” eu vi a implicância, a dor e a raiva na voz dele. Mas eu fui calma, seria e fria..

“Sim é serio! Desculpa!” a minha frieza serena sem ser uma frieza implicante, deixou ele atônito.

Eu dei tchau de novo e sai andando deixando-o pra traz entender nada, mas com o tempo eu o faria entendei. Eu não pertencia mais a ele!

 

Graças a Deus quando eu cheguei ao outro salão meus pais já estavam pronto pra ir embora. Mas isso me fez mal.. Eu teria que esperar até a meia noite pra ver ele de novo e isso me doía. Tinha que hoje o meu pai ta de bem?! Pelo menus eu teria o que fazer se ficasse lá até mais tarde…. Felipe chegou logo atrás de mim.

Deu tchau pra minha família e deu um tchau triste pra mim. Eu o  respondi novamente serena e friamente e minha mãe me olhou com cara de reprovação.

Mas eu a olhei com a mesma serenidade fria e ela me perguntou o que tinha havido. Eu disse que era nada de grave e que depois eu contava.

 

Meus pais resolveram ir ao supermercado antes de ir pra casa e isso era bom, mataria o tempo.

Eram oito e meia quando nós saímos de lá e finalmente havia escurecido.

Eu fiquei imaginando o que William estava fazendo. Será que estava espreitando alguém por ai?!

Eu era estranha.

Eu não achava isso algo horrível, matar outra pessoa. Não eu não sou doida.

Só tenho uma visão de mundo e da vida diferente dos outros.

Uma crise existencial aos 14 anos de idade faz agente ver o mundo por outra perspectiva.

Depressão não era novidade na minha vida. Eu já tinha tido uma antes quando eu era adolescente, uma crise agnóstica e uma sexual também.

Querer entender a vida e a humanidade muito jovem leva qualquer a dar tilt..

Perguntas existenciais eram parte de mim muito jovem.

A filosofia era um bichinho inquietante que sempre me afligiu..

Entender as coisas o por que das coisas era algo que eu fugi como pude, quando adolescente pra poder me curar sozinha dos meus demônios internos e que quase me levaram a desistir dela. Mas que eu tanto fugi que escorreguei e cai de bunda sentada na própria, quando eu fiz um vestibular e acabei como segunda opção entrando sem querer no curso.

Eu apreendi mais e entendi mais. Mas eu nunca fui uma boa estudante.

Na verdade eu odeio estudar, mas amo apreender, procurar por respostas as minhas perguntas e o mais importante.

Fazer novas perguntas.

Hegel, Kant, Hobbes,  Maquiavel. Filósofos que eu estudei, mas nunca peguei um livro deles pra ler.

Não era por nada que eu estava a tanto tempo resvalando no curso. Três anos e ainda no mesmo semestre.

Eu estava cansada de roda, mas eu não tinha animo pra devorar livros e decorar sistemas..

Eu queria era filosofar. Era pensar e entender. Só isso..

Sem trabalhos acadêmicos e provas chatas..

Alias, eu odeio artigos filosóficos. Odeio mesmo.

Foi por isso que eu resolvi voltar a cursar Direito que eu já tinha feito dois semestres.

Pra ver se lá eu conseguia pelo menus passar de ano.

Parece bobagem, mas eu acho muito mais fácil um curso de direito que um de filosofia.

 

O céu estava estrelado, mas não tinha lua ou não ainda.

Eu cheguei em casa e como eu havia previsto, minha avó tinha tentado arrumar o quarto. Ainda bem que os lençóis sujos eu já tinha trocado pra ninguém perceber.

Ela tinha varrido e tentado dar jeito nas bugigangas que tinha espalhadas pela minha escrivaninha, cômoda e estante.

“Caraca como é que eu não tenho vergonha do William ver esse quarto nesse estado???” Eu falei em voz alta mas eu sabia que ninguém escutaria por que todos estavam na cozinha arrumando as compras.

Eu catei um tubo de álcool no banheiro da minha mãe e peguei uma toalhinha de rosto. Eu daria um jeito no meu quarto até a meia noite ou eu não me chamava Vanessa!

Foi difícil acha lugar pra tudo, por que minhas gavetas estavam lotadas.

Ainda assim eram quase 23hrs e estava tudo pronto. Tudo arrumado. Um brinco, se tratando do meu quarto…

Eu estava meio suando e resolvi tomar um banho e esperar William o mais cheirosa o possível e também eu não queria pensar que faltava tão pouco tempo assim pra velo.

Era muita angustia.

Eu tomei um banho muito do bem tomado mas rápido.

Eu não queria que ele chegasse e eu ainda estivesse assim ou queria?!

Não eu disse pra mim mesma.

Eu queria que ele visse que eu estava esperando ele tão ansiosas como eu realmente estava.

Me arrumei e abri a janela.

Sentei na beira dela com as pernas para fora.

Olhando pra rua pra ver se tinha sinal dele, isso já era quinze pra meia noite e eu comecei a ficar nervosa, olhando o horário no meu celular a todo momento.

Resolvi colocar o mp3 do celular pra toca na caixa de som.

Unmistakable começou a rodar e eu senti um calafrio. Essa musica era linda demais.

 

O tempo passou e nada.

Ele não chegava.

Já eram meia noite e quinze e nada dele. Eu comecei a ficar preocupada..

Uma ponta de duvida perspassou o meu coração mas eu afugentei ela da minha mente.

Eu sai da janela e me deitei na cama.

Fiquei olhando pra rua.

O tempo ia passando e cada vez eu ia me desesperando mais.

Quando eu quase estava pegando no sono, um barulho me assustou.

Eu olhei pra rua..

Era ele..

Mas ele estava longe e estranho.

Ele estava em pé em cima do muro da outra vizinha a duas casas de distancia da minha. Eu levantei correndo pra olhá-lo e falei baixinho.

”O que houve? Porque você demorou? Aconteceu alguma coisa? Você esta bem?”

Ele balançou a cabeça em negação.

Ele parecia fazer um esforço muito grande, parecia que ele tinha medo de chegar perto de mim e então ele tremeu.

Um tremor que parecia ser muito doloroso e eu ouviu um barulho agourento de rosnado estranho bem baixo vindo dele.

Ele estava sentindo dor. Mas por quê? Por que raios? Então eu me dei conta.

Ele estava com sede mas porque sede caramba?

Ele não tinha ficado tanto tempo sem se alimentar e eu tinha dito pra ele fazer isso essa noite ante de vir? O que tinha acontecido? Será que ele não conseguiu achar mingúem? Eram muitas perguntas passando na minha cabeça e eu estava mais preocupada com a dor dele do que com a vida da minha família inocente que dormia nos quartos ao lado. Um vampiro potencialmente faminto estava a menus de dez metros da minha casa e eu só me preocupava se ele estava bem.

Então ele sumiu por um segundo da minha visão e reapareceu em pé no muro da minha casa. Agora era menus de 3 metros de distancia..’Rápido!’ eu pensei.

Eu não sei por que raios eu ainda me surpreendia.

Eu olhei nos olhos dele o máximo que a minha visão precária permitia e eu vi o que temia.

Os olhos dele não eram mais vermelhos e sim negros como daquele vampiro na praia. Então ele falou e eu vi o esforço com que ele fazia isso, por que seus dentes estavam trincados.

”Eu achei… Eu achei que conseguiria, mas eu percebi que foi um erro!” eu não entedia o que ele queria dizer.

Seria sobre o nosso relacionamento que ele estava falando? Seria que, estar com uma humana era algo que ele não conseguiria fazer?!

”O que ouve William? Seus olhos? Por quê? O que ouve?” eu perguntei em desespero. ele tremeu e grunio.

“Idéia estúpida!” ele disse e eu não entendi ou não queria entender..

”Por que? Por que você esta com tanta sede? Você não ia ver isso hoje? Você não conseguiu?” eu perguntei tentando ter esperança que o que ele falava não era sobre nós. Ele bufou, desviou o olhar de mim e falou “É só um livro estúpido!” e eu entendi

Um alivio passou pelo meu corpo.

Ele não precisava falar nada mais. Eu sabia o que tinha acontecido.

Uma certeza absoluta vinha de dentro de mim e a única coisa que eu consegui falar foi. “Seu bobo!” e sorri pateticamente. Um ímpeto de raiva e implicância surgiu em mim. Antes que ele falasse alguma coisa eu falei sorrindo com cara de deboche e ultra implicante. “Para de ser caxias! Vai e pega uma loira bem gostosa por mim! Não me volta aqui sem ta de olhos vermelhos ouviu bem?!”

Ele me olhou atônito e em choque por um momento.

Acho que ele até esqueceu da sede que tinha, então ele pulou até mim e me abraçou..

Eu não tinha medo. Porque eu sabia piamente que ele não me machucaria e ele totalmente sem graça me disse. “Desculpa! Eu achei que…” eu bufei e antes que eu fala se algo ele já tinha sumido de novo.

Já estava amanhecendo quando ele voltou e eu estava aliviada que os olhos dele estavam vermelho novamente. Ainda assim, furiosa com ele por ele ter feito aquilo por mim. Era estúpido.

Vampiros vegetarianos só deviam existir naquele livro e mesmo que se fosse possível não é de primeira que se consegue..

Leva-se um tempo e é um desespero horrível.

Ele entrou e sentou do meu lado na cama.

Ele não conseguia olhar pra mim e eu bufava de implicância com ele.

Eu pensava ‘Bobo perdemos uma noite com uma bobagens dessa’

“Desculpa!” ele falou…

Eu bufei de novo. “Eu não sou imortal sabia? Não tenho muitas noites pra poder passar com você! Vamos tenta não desperdiçar mais nenhuma?” meu tom era irônico e tinha raiva..

Ele me olhou meio assustado acho que ele tinha percebido que eu só era humana naquele momento.

.”Eu achei que conseguiria!” ele se defendeu.

“Não faça nada que você realmente não queira William! Se você quiser fazer um sacrifício como esse faça por vontade própria e não por que Edward Cullen era assim. Eu não me importo que você coma pessoas!” ele não me olhava..

“A loira até que era gostosa!” ele brincou e eu instintivamente dei um tapão nele que minha mão reclamou na hora e eu saí me queixando balançando a mão fasendo ele rir de mim.

Eu bufei de raiva e disse.. “Não era pra tanto!” e ri ainda com raiva mas era uma raiva boa, de quem tinha sido vencido na brincadeira..

Eu tinha ciúmes.

Mesmo que a mulher tenha sido alimento eu tinha ciúmes que ele tivesse estado com outra mulher..

Ele veio pra cima de mim rindo e ronronando. Isso me desarmou. Me fazendo beija-lo intensamente..

 

O sol estava dando sinais de nascer mas tinha umas nuvenzinhas no horizonte..

Mesmo assim estava abafado e parecia que aquele ia ser um dia escaldante.

Nós ficamos nos agarrando durante algum tempo.  Até que já estava bem claro e as pessoas começavam a ir pros seus serviços e então eu suspirei

“É melhor você ir! Depois meio dia vai ficar mais perigoso de você sair sem ser visto!” Ele me olhou e disse. “Não! Pelo menus me deixa eu te ver dormindo?! Eu juro que fico quietinho!” ele riu..

“Ta!” eu ri. Mas eu não sabia se eu conseguiria ficar quieta com ele ali dando sopa..

Eu fechei a janela e ele me perguntou “E ai como foi?”

 “Missão cumprida!” eu disse. “Mas eu tenho que fazer ele ver que eu to falando serio.  Agora vem a pior parte ignora-lo totalmente!”

“Então você esta livre agora?” ele perguntou..

“Na verdade não! Sabes? Um certo vampiro me fisgou. Você conhece ele? um tal de William?” eu disse me rindo…

“A acho que sim!” ele respondeu com um tom irônico..

”Boa pinta ele não?!”ele falou e eu ri.

“Convencido!” eu suspirei e ele rosnando baixinho lambeu o meu pescoço me fazendo estremecer.

4 Respostas para “Capitulo 6: O começo da mudança.”

  1. Tou apaixonada pela sua fic, mt boa! é a vontade de toda leitora de twilight… ter um edward só pra ela, não é mesmo? huaihaiuahihaiuh bjs

  2. Esperando pelo próximo capítulo… =]

  3. Também estou esperando pelo próximo :)

  4. Gurias.. brigada por estarem gostando e lendo.. *.* vcs nun sabem o quanto isso é importante pra mim… XD

    Até esse find eu vo ta postando o cap 7.. eu só tenho q arrumar os erros de português.. pq o livro 1 ja ta pronto.. e ja to me encaminhando pro final do 2..^^
    eu dei uma parada pq comecei a escrever uma estória original…

    mas eu não vou desistir de Noite escura nunca.. então esperem para as peripercias completas da dona Vanessa!!^^

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