Capitulo 8: Encontro na Lagoa.
Recado da Autora:
Gente… Desculpa não ter postado ontem, porem teve um porque de eu não atualizar bem grave. Sempre que eu digo que a Nessa é igual a Bells eu não to brincando. Só eu e a Bells conseguimos tropeçar e quase se mata por causa disso em um piso liso sem obstaculos e infelizmente eu não tenho o Ed e nen o William para acudir.
Ontem eu estava brincando com o meu ex namorado o Tiago(vulgo Lipe.. hauhauhau) e pisei no pé dele de proposito mas me ferrei pq por causa disso meu tornozelo esquerdo torceu, e no impulso para não agravar mais a torção eu me joguei com todo o meu pesinho encima do meu joelho direito, resultado: Ontem eu não conseguia nen andar, fiquei de cama para não deixar os machucados esfriarem, passei a noite a base de biofenac e cataflam. Quando eu digo que o hospital de trauma tem minha ficha corrida não é brinquedo.. Tanto que eu ja to acustumada a que remédios eu devo usar.. Agora eu to um pouco melhor então criei coragem para vir aqui postar!^^
Espero que gostem..^^
Ps: Sobre as seções do blog que eu tou para atualizar, eu vou esperar os ultimos personagens proprios desse livro entrarem na estória e ai então eu vou fazer as os perfis.. e sobre as locações eu estou tirando fotos dos lugares para a ilustração..^^
Era sexta feira e Felipe estava estranho.
Ele falava normal comigo sem a rispides de antes, mas de vez enquanto ele se ria e demorou um pouco pra eu perceber o por que. Até que ele falou.
”Bom Nessa, nós nos separamos certo? Não somos mais namorados, sim?!”
Eu fiquei meia sem entender de primeira, porem acabei me dando de conta na hora, ele iria fazer o teste.
“Sim por que Lipe?!” Eu me fiz de desentendida..
“Bom!” Ele riu e se balançou de ansiedade.
“Os guri me convidaram pra sair hoje. Vai ter festival e a galera toda vai ir!” Ele deu uma pausa esperando que eu falasse algo mas como eu fiquei quieta fazendo o fechamento ele seguiu..
”Amanhã eu não trabalho. Vai ser seu pai que vai abrir. Então eu tava a fim de dar um pulo na festa!”
Ele esperou pra ver o que eu diria mas eu não fiz menção de falar nada..
“você não se importa, se importa? Digo. Já que nó não temos mais nada um com o outro!”
Eu sorri mas eu sorri de triunfante. Eu realmente não me importava que ele saísse.
“Sem galho Lipe. Acho que não tem o porquê você pedir autorização pra mim. Boa festa. Bebe por mim lá!” Eu sorri de novo e ele ficou atônito com a minha naturalidade. Então saindo da mobilidade implicou. “Nem se eu ficar com alguém lá?!”
Dessa vez eu ri mais alto. ”Nem se isso acontecer. Não te preocupa. Acabo mesmo, eu não vou brigar com você. Eu quero que tu sejas feliz!” e era verdade.
Ele ficou serio, não falou mais nada.
Eu tinha passado no teste? Com certeza ele esperaria até segunda pelo resultado e realmente ele iria sair pra tal festa só de birra mas eu não estava braba ou com ciúmes. Era muito bom perceber que eu realmente não me importava mais e que eu queria que ele seguisse em frente!
Eu voltei pra casa cedo até antes das 19hs.
Minha mãe ia ir ao medico ver umas coisas e eu pedi pra ela me larga em casa primeiro. Eu tomei banho e coloquei uma roupa fresquinha, pois tava bem calor.
Liguei o computador e fiquei ratiando na net. Até que escureceu.
Era 20h30min, já tinha escurecido totalmente quando ele entrou pela janela e eu levei um susto.
Ele chegou antes que o esperado. ”Ué? o que foi William porque você veio mais cedo?”
Ele sorriu me puxou da cadeira e me beijou..”É melhor você vestir algo mais apropriado!” ele falou e eu não entendi nada.. “O que foi?” eu perguntei atônita.
Ele estava sorrindo radiante. “Vamos dar uma volta!” eu olhei pra ele sem entender. Mas eu via a euforia nele. Que raios tinha dado nele?! E aonde nós iríamos?
Ele foi até meu armário e começou a escolher roupas pra mim. Eu fiquei admirando a atitude, era estranho, mas ainda assim fofo.
Ele pegou uma calça de brim azul minha e uma blusa preta decotada. ‘Safado’ eu pensei e ri dele.
Pegou uma outra jaqueta moletom já que a minha preferida ele não tirava mais e uma jaqueta de brim preta..”Você pode sentir frio!” ele disse e então me deu um frio na barriga.
Ai cacete ele ia fazer o que eu tava pensando? Correr comigo nas costas dele? Eu ia ter um treco se ele fizesse isso.
Era a coisa mais legal que o Ed. fazia com a Bella. Ela não gostava muito. Mas eu achava o máximo dos máximos. Eu gelei e fiquei tremula..
Olhando pra ele com cara de boba e rindo e ele viu a reação..
“O que foi? Ta com medo?” era um ar de implicância que eu conhecia muito bem.
Eu tentei falar algo, mas não consegui..”Eu sei que você já tomou banho então só se veste rápido!” amanhã era sábado e realmente eu não teria hora pra voltar.
Com a porta trancada por dentro meus pais podiam achar que eu estava dormindo a tarde inteira se bobear.
Um pico de euforia surgiu em mim e eu sai correndo pro banheiro. Me vesti, rápido não levou dois minutos e eu agradeci por ter tomado banho mais cedo. Poupou tempo.
“Ta mas o que você vai fazer? Onde vamos?”eu perguntei e ele sorriu..
”È surpresa! Tas preparada? Eu nunca fiz algo assim vai ser a primeira vez mas eu acho que consigo!” ele não me colocou nas costas como Ed fazia. Apenas me abraçou forte a cintura me pegando num colo e eu passei meus braços sobre o pescoço dele..
Eu estava bem presa e guindada do chão por ele.. Era uma sensação legal.
Ele chegou perto da janela comigo dependurada nele, mas muito bem apertada pelos braços de ferro dele. Eu exitei e tremi de ansiedade.
Eu não estava com medo e sim ansiosa.
Ele riu e então pulou.
Caraka foi algo incrível.
Eu vi as coisas passar por baixo de nós muito rápido.
Eu fiquei meio tonta e tentei olhar pra frente.
Nós já estávamos algumas casas de distancia correndo sobre os telhados delas eu olhei pra traz e minha casa já estava ao longe.
A noite estava estrelada mas não havia lua. Ao correr sobre as casas ele não fazia barulho e isso era incrível..
Ele não estava muitoooooo rápido mas rápido o suficiente..
Era incrível.
Eu apertei o pescoço dele e beijei a bochecha dele e ele riu e olhou pra mim.
“Ta gostando?” ele perguntou..
“Muito! É incrível!” eu disse com um sorriso de orelha a orelha.
Quando eu percebi, as casas já estavam esparsas e nós seguimos pro norte por um tempo.
Nós corremos pelo pasto e pulávamos de tempo em tempo, acho que pra irmos mais rápido. Era realmente incrível, muito mesmo.
Eu só percebi que nós estávamos indo em direção a lagoa dos patos um tempo depois.
Nós estávamos bem no interior de pelotas e ainda assim perto da lagoa.
Eu não sabia pra onde ele queria me levar mas estar com ele já era bom demais..
Aquilo tudo era incrível e se ele estava fazendo isso é que não tinha perigo..
Não tinha vampiros a solta em pelotas naquela noite. Só tinha ele mas ele estava bem preso comigo.
Quando eu percebi, tinha muitas arvores a frente, mas nós passamos por cima delas saltando sobre seus galhos.
Ele mal pousava e pulava.
As arvores eram pequenas, típica arvore do sul do Brasil, típica vegetação do pampa.
Ele pulou mais uma vez e então eu vi!
Era a lagoa dos patos realmente, mas eu nunca tinha ido nessa parte dela. Acho que não era muito acessível de carro.
Algo me dizia que era uma parte até meio que selvagem ainda.
As arvores avançavam pra dentro da lagoa e tinha uma pequena faixa de areia que mal dava pra ver.
Eu só percebi que era a lagoa por um outro fato. Eu olhei o horizonte e finalmente percebi o que ele queria me mostrar.
A Lua estava nascendo. Cheia e linda. Ele correu mais um pouco sobre as arvores contornando a lagoa era linda demais e então eu vi aquele amontoado de pedras q avançavam lagoa adentro com certeza era um lugar que os seres humanos dificilmente vinham.. Era muito afastado por que mais que William corresse rápido. Já fazia uns 20 minutos da ultima vez que eu tinha visto uma casa ao longe e não parecia ter nenhuma por perto..
Eu não sei se estávamos perto de São Lourenço ou já tínhamos passado por lá.
Só sei que aquele lugar era lindo e só estávamos nós dois.
Ele posou de leve na pedra pulando da arvore mais perto e finalmente me deixou em pé.
Então falou.”Você trousse o celular, não?!” ele perguntou e eu não entendi o por que disso
“Sim to com ele, por quê?” perguntei intrigada.
“Ascende que eu já volto!” ele disse.
Eu peguei o celular, apertei o botão de desligar para acender a luz das teclas e visor.
Então ele se foi. Acho que era pra eu não ficar sozinha no escuro.
Cruzes até isso ele sabia de mim.
Passou pouco tempo. Acho que nem um minuto, ele já estava de volta com um facho de madeira embaixo do braço e com um sorriso de triunfante no rosto.
Na outra mão dele tinha um cobertor, eu olhei pra ele sorrindo sem entender e ele falou. “A lua vai ta cheia, mas nada melhor que uma fogueira. Sei que você tem medo do escuro!” eu bufei e ele riu.
Se afastando um pouco ele começou a montar a fogueira.
Alguns minutos depois ele já tinha acendido ela com um isqueiro muito do charmoso prateado e ela começava a queimar bem..
Ele pegou o cobertor e estendeu no chão mais pra perto da ponta das pedras, pra nós vermos a lua..
A fogueira, fico lá atrás.
Ele me pegou no colo e sentamos no chão.
Aquilo tudo era lindo demais.
Eu estava encantada com ele e eu sabia que ele tava se sentindo todo bobo com isso! “Ah!” ele exclamou e começou a mexer no bolso da minha jaqueta moletom que ele vestia.
”Eu não tenho como tomar, mas eu sei que você gosta!” era a garrafa do meu vinho preferido. O velho bom e barato Molom e estava com um aspecto que tava congelada a até algum tempo atrás
“Eu botei em um freezer pra chegar aqui ainda gelado. Acha que da pra beber?” ele disso ao observar minha cara pasma, eu afirmei com a cabeça e um sorrisão babaca estava estampado no meu rosto. Então soltei.. “Safado! Quer me embebedar pra fazer o que quiser comigo né?!”
Ele riu alto, mais alto que eu jamais tinha o visto rir e me beijou o pescoço..
Ele não precisava me embebedar pra isso.
Ele abriu o vinho e nós ficamos admirando a lua enquanto eu bebia, mas rapidinho, eu perdi o interesse na lua e no vinho. Então nós começamos as nos beijar.
Quanto tempo passou? Dês da noite fatídica? Não sei… Três semanas? Ou mais? Não sei. Só sei que nesse pouco tempo eu me entreguei completamente para esse estranho que era o mais perigoso dos estranhos, um vampiro e de olhos vermelhos.
A noite foi incrível, a pele dele a luz da lua e com a ajuda da fogueira ficou mais linda do que já é, nossas roupas serviam de cobertor e eu percebia que cada vez mais os olhos dele mudavam de cor.
Não era mais aquele vermelho intenso. Estava quase um marrom telha.
Eu ficava imaginando como ele conseguia? Parar de se alimentar de humanos e conseguir ficar perto de mim sem me matar? Para Edward mesmo há tanto tempo um vampiro vegetariano era tão difícil ficar perto de Bella.
Como William fazia essa proeza?! Bom Ed. tinha aquele probleminha do sangue da Bella ser o preferido dele. Acho que isso era o fator crucial. Mas mesmo assim.
Algo me dizia que William antes de me conhecer era um vampiro voraz, ele era muito respeitado por aqueles outros vampiros e que eu sabia, vampiros que não são vegetarianos, não são tão civilizados assim. Eles não conseguem ter ligações de afeto ou algo do gênero, pelo que eu me lembre e ainda assim William mesmo às vezes evitando, conseguia estar comigo plenamente.
Sem me machucar, me tendo tão carinhosamente e delicadamente como da primeira vez..
O que eu fazia nele? Pra conseguir faze-lo lutar contra a própria natureza esmagadora dele que rugia dentro de seu peito?
Eu sabia que ele estava sofrendo mais do que aparentava e isso me dava uma angustia destruidora.
Ele não precisava disso. Ele era um imortal com super poderes e que poderia estar se entretendo com outra coisa. Mas não era uma questão de entretenimento. A cada vez que eu o beijava, eu sentia aquela força que nos atraia. Aquele sentimento que nos sufocava.
Ele veio pra mudar o meu destino e parece que para eu mudar o dele!
O céu começava a ficar azulado e as últimas estrelas da noite davam adeus e o lugar a cada raio de sol que aparecia ficava mais lindo do que já era na escuridão.
Agora nós estávamos semi-vestidos, abraçados um no outro olhando as estrelas..
Eu realmente não queria dormir e ele via isso.
Se eu pode se não precisar dormir?.. Poderia ficar sempre com ele.
‘Mas não! Não! Eu não quero me tornar uma vampira. É um destino muito cruel e a vida humana.
Ela ainda me desafia.
Eu não fiz nada ainda.
Eu preciso lutar. Correr atrás dos meus sonhos e William esta aqui.
Ele vai me ajudar.
Ele vai ser o porto seguro que eu sempre quis. Aquele que eu me entregarei completamente sem medo e que nunca me magoará..
Eu sinto isso, com uma certeza absoluta tão esmagadora…
Ele nunca me abandonará nem se eu mandar. Ele ficará comigo. Sempre!’
E então com um susto eu sai do devaneio que estava tento.
William estava tenso entre meus braços e tinha levantado um pouco a cabeça e olhava atento pra dentro da lagoa..
“O que foi?” eu perguntei meio tonta sem entender. Mas ele não respondeu e agora havia se sentado.
eu o acompanhei..”O que foi?”
Eu perguntei baixinho de novo agora tentando com os meus péssimos olhos olhar na mesma direção dele pra tentar ver o que ele olhava. Mas eu só via água e escura ainda mal dava pra distinguir céu da lagoa.
Ele em silencio ele tirou os meus braços da volta dele com cuidado sem desgrudar os olhos do que observava.
Eu realmente estava sem entender nada e então com um salto ele ficou agachado perto de mim.
Por um momento eu não entendi. Até lembrar do filme e da descrição dos livros.
Ele estava em posição de ataque, na verdade em defensiva e ele olhava fixo lagoa adentro.
Um pequeno rosnado saiu da sua garganta.
Ele andou para frente ficando entre mim e a lagoa. Agora que eu havia percebido, realmente comecei a ficar com medo.
O que ele estava vendo? Será que ele tinha farejado algum outro vampiro? Eu não sabia o que estava havendo, mas eu temia mais pela vida dele do que a minha.
Se fossem os outros? Se eles tivessem descoberto a mentira? Se eles tivessem nos farejado até ali? Esse era o meu fim? Que se dane! Desde que ele não morresse!
Eu pensava totalmente atônita e aflita.
Então um rosnado mais forte saiu da garganta dele e ele avançou um pouco mais a frente.
Eu não sabia o que fazer eu queria ajudar mas como? Então ele falou baixo e rápido. “Te veste! Rápido!”
Por incrível que pareça eu estava calma e comecei a acaba de me vesti como o the flash..
Eu coloquei a calça jeans e os tênis que era as únicas peças faltantes. Peguei as jaquetas dele, os sapatos dele e o cobertor. A fogueira atrás de nós era algumas brasas agora e mal, mal chamuscava. Eu me alevantei com esforço como sempre, mas até que foi rápido e andei até o abraçar por traz.
Ele não olhou pra mim mas pegou na minha mão que estava no peito dele e acariciou. “Esta tudo bem! Fique calma!” e eu perguntei.. “O que esta havendo? Problemas?!”
Eu não queria dizer a palavra vampiro. Por que se fossem eles, escutariam que eu sabia sobre eles e a emenda ia ficar pior que o soneto..
Ele suspirou em afirmação e eu tentava desesperadamente enxergar o que ele via.
Por mais que eu forçasse era só a água e o céu embaçados que eu enxergava..
Ele ficou reto do nada e me abraçou. “Tenho que te tira daqui… Droga eu achei que era seguro!” ele disse mais para ele do que para mim, sem desgrudar os olhos do que quer que fosse que ele estava vendo..
“Ta mas quem é? Estamos em perigo?” perguntei.
Ele bufou e começou a falar..”Não! Acho que não. Só que já to vendo o incomodo que vai dar!” Eu fiquei sem entender e eu resolvi tentar fazer algo que só ele percebesse.
Nas costas dele eu comecei a escrever com os dedos as letras que formariam a palavra vampiros e o ponto de interrogação. Ele entendeu o que eu estava fazendo logo de cara e ele só confirmou com a cabeça.
“Mais de 1?” Eu perguntei e ele negou “Apenas um antigo perrengue!” e daí sim que eu fiquei sem entender nada..
Mas ao mesmo tempo uma raiva cretina se adonou de mim.
Eu sabia que era uma mulher, sem menus ele falar e eu comecei a ri de tanta raiva.
Então de chofre eu soltei algo que não devia.. “Deixa ela vir pra ver o que acontece com ela!” Ele riu surpreendido e me olhou atônito sem entender nada ou pior, como raios eu sabia ?!
Ele estava com um sorriso no rosto, mas ainda assim com olhos sérios de preocupação..
”Nessa!” Ele me disse em tom de reprovação e agora ele me olhava mais serio do que antes. Ele me segurou forte num meio colo e olhou de novo na mesma direção e agora eu também olhava com um olhar raivoso, irônico e implicante que só eu sei fazer.
Eu pensava.. ‘Vem vadia pra ver o que te acontece… Vem!?’
Ele flexionou as pernas e quando eu percebi, nós já estávamos correndo sobre as arvores a beira da lagoa.
Ele não tirava os olhos do lugar de antes e ainda assim corria sem erros.
Alguns minutos se passaram e o dia começou a clarear. Agora ele olhava pra frente, mas de vez enquanto olhava para traz. Nós fizemos um outro percurso porque eu não reconheci em nada o caminho.
Foi mais demorado.
Quando as casas ficaram mais seguidas ele pediu as jaquetas e agora nós caminhávamos normalmente..
As vezes quando ele sabia que não seriamos vistos ele me pegava no colo e pulava, correndo sobre as casas para ir mais rápido.
Demorou muito mais pra nós voltarmos pra casa e o sol já havia nascido por completo quando nós chegamos ao telhado enorme da minha vizinha cheio de cumes que dava muito bem pra se esconder.
Ele esperou o ônibus passar e pulou comigo nós braços em direção a janela que estava encostada.
Quando eu percebi eu já estava dentro do quarto e ele fechava a veneziana sem fazer barulho.
“Ta me explica quem é a vadia? Alguma ex? Fala logo! Desembucha! Ela quer briga?”eu bufava e sussurrava tudo com raiva tentando não fazer barulho.
”Quem disse para você que era uma mulher?” ele disse se rindo da situação e a raiva ficava pior em mim.
Eu gruni de ódio e me atirei na cama. “Da pra tu me conta as coisas ou ta difícil? É a minha vida e a da minha família que ta em jogo! Você não percebeu?”
Agora o rosto dele era serio e ele veio e se sentou ao lado da minha cama..”Não fique com medo! Eu vou da um jeito. Vocês vão ficar bem!” eu via a dor nele..
Era um pouco de ciúmes também de que eu só me importei comigo e com a minha família. Não com ele!
Mas o pior era que o rosto dele demonstrava conformidade e eu me irritei com isso
“Se aquela vaca te dedura eu mato ela! Se ela quer briga que venha até a mim. Não te meta no meio!” ele ficou surpreso mas se riu da frase.. “E o que uma humana vai fazer contra uma vampira quase centenária? Bufar e tacar pedras?” Ele ironizava, mas não se divertia com isso. Na verdade eu via a preocupação nos olhos dele. O fato de ele me categorizar como humana me magoou um pouco o que me deu munição para continuar. “A então tu confirma que era uma vadia?” Eu sussurrei ruidoso e ele sorriu abobalhado. “A tua vida ta em risco e você só pensa nesse ciúmes sem fundamento?” ele disse exasperado.
“Eu não estou com ciúmes!” Eu bufei, cruzei os braços e olhei pra longe dele.
Ele balançou a cabeça sorrindo.
“Ela que começou e eu odeio que me intimidem! Ela vai ver só!” eu exclamei agora mais alto do que antes e ele ficou serio de vez.
“Vanessa! Ela é um vampiro! Forte! Mais do que eu! Se ela quiser te matar você não vai poder fazer nada! Pelo menus tente não provoca-la esta bem!?”
“Rá!” eu disse de raiva.. “Grande coisa que ela é uma vampira!” eu choraminguei.
“Ta! Essa conversa ta ficando irracional já!” Ele disse..
“O que ela queria? Ela vai te dedar?” eu perguntei.
Ele suspirou e me olhou. Eu via angustia nos olhos dele.
“Eu não sei! Ela tinha ido pro sul algumas semanas atrás quando eu mandei ela embora. depois daquela briga. Eu achei que ela não voltaria pelo menus pela próxima década!” Ele disse e eu emendei. “Vocês são tão íntimos assim pra ter briguinha é?!”
Eu bufava e agora ele tava preocupado, mas com o que eu estava pensando.
”Não Nessa. Não! Não é o que tu ta pensando! Ela… Ela só!”
“Ela só o que William? Da pra me dizer o que é essa vadia na tua vida!?” eu falei quando ele exitou.
“Ela não é nada! Não significa nada. Só ela tem uma sisma comigo!” ele respodeu.
“Como assim?” eu perguntei e agora tentava falar mais baixo para que não acordássemos a minha família.
”Sei lá!” ele disse e desviou o olhar, eu fiquei mais fula ainda.
“É melhor você me explica essa joça agora antes que você me magoe de verdade ouviu?!” e a minha voz agora estava embargada.
Eu tinha sido uma estúpida mesmo. Era obvio que um vampiro gostoso desse, não tinha passado 85 anos, sozinho. As peripécias sexuais dele provavam que ele tinha experiência no assunto e eu sabia que até mesmo vampiros normais tinham parceiros sexuais. Era ridículo da minha parte achar que ele não teve ninguém até me conhecer.
‘Burra!! Estúpida!!’
Eu comecei a chorar de pura raiva de mim mesma e de ciúmes.
Cara que ciúmes horrível.
Eu nunca tinha sentido isso nem por Felipe.
William era meu, só meu! E eu mataria quem quisesse se aproximar dele.
Literalmente mesmo! Mataria!
Eu bufava de raiva enquanto eu chorava e eu não conseguia olhar pra ele.
Mas eu sabia que ele me olhava desesperado sem saber o que fazer e então ele começou a falar.
“Vanessa!” me chamou e respirou profundamente. Mas eu sabia que ele não precisava.
“Eu nunca tive nada com Elisandra! Nunca! E nunca vou ter! Eu estou contigo e é para sempre!”
O que ele tinha falado no final era lindo e eu corei.
Eu não sabia o que falar, mas eu ainda estava com muita raiva. Então ele continuou já que fiquei em silencio.
“Mas você tem que saber. Você não foi à única! Nem antes de me tornar vampiro nem depois, mas elas não foram nada e você é tudo!”
Aquilo me doeu mais do que eu imaginei que doeria. Saber realmente que ele tinha tido mulheres antes de mim. Até mesmo quando ele ainda era humano.
Eu suspirei tentando respirar por que a dor era alucinante e fez um nó na minha garganta.
Caraka como eu era possessiva. Muito mais do que eu já sabia que era.
Então eu soltei, com um pouco de raiva, por eu ser tão ingênua e ele tão rodado.
“É por isso que é tão fácil não é?” ele suspirou de dor e desviou o olhar de mim..
”O meu passado é algo que eu não gosto de lembrar. Mas ainda assim eu gosto de pensar que foi uma preparação pra quando eu encontrasse você. Para eu poder te amar sem te machucar!” e ele sorria totalmente sem jeito. Mas eu vi dor naquele sorriso uma dor alucinante que me doeu no fundo daquele velho buraco que resolvia aparecer de novo. Eu solucei e me atirei nós braços dele.
Comecei a sussurrar sem vergonha do que eu sentia. “Você é só meu! Só meu!”
Ele me beijou com uma voracidade que eu mais que gemi e ele também.
Nós não conseguimos parar mais e nós nos entregamos um ao outro novamente.
Eu estava cansada, com fome e o vinho fazia estrago no meu estomago. Eu não tinha comido nada dês do meio dia do outro dia e nós já nos encaminhávamos pra tarde daquele sábado.
Eu e ele estávamos abraçados, nus sobre a cama. Apenas com um edredom por cima de mim.
Meus pais andavam pela casa. Eu e William permanecíamos imóveis.
Nós não tínhamos falado mais nada um com o outro desde o inicio da manhã.
Ambos estavam sem saber o que falar.
Meu estomago começou a roncar e William me olhou com a testa franzida e um meio sorriso no rosto.
’Peste!’ Eu pensei e revirei os olhos. Eu tinha que comer algo.
Até que minha mãe salvou a pátria.
Eu não poderia sair do quarto para ir na cozinha com William ali e meus pais em casa.
O dia estava ensolarado demais pra que ele saísse dali e eu não queria que ele fosse embora. Nem ele queria ir também. Mesmo que o meu estomago se ferrasse por causa disso.
Minha mãe bateu na porta para avisar que eles todos iam sair e minha avó iria junto.
Pronto eu teria a casa só pra mim um pouco. Pelo menus eu ia comer algo, antes que desmaiasse ou meu estomago desse o ultimo suspiro.
Eu dei tchau pra minha mãe, meu pai e irmão. Eles também deram tchau através da porta. Pouco tempo depois eles saíram e eu percebi o quanto eles estavam preocupados comigo. Mesmo que eles não sabiam lidar com isso.
Algo me dizia que minha mãe já tinha dado com a língua nos dentes pelo menus sobre a parte do termino. Ainda assim eu não estava afim de pensar nisso, a fome era alucinante.
Tanto que William me ajudou a me vestir sem banho mesmo.
Eu tava mal demais e ele voou comigo pra cozinha quando ele ouviu que meus pais já estavam longe.
Ainda bem que tinha pire de batatas e galinha assada..
Era algo leve e que me sustentaria um pouco. Eu devorei a comida fria mesmo de tanta fome!
Ele ficou me observando e quando o meu estomago doeu de um jeito agourento dentro de mim. Reclamando da comida. Já que ele já tinha se acostumado a ficar sem ela por tanto tempo.
Eu gemi e disse. “Acho que agora deu!” Então suspirei e ele sorriu carinhosamente.
Eu levantei da cadeira e alguns segundos depois eu já estava no quarto..
”Quer tomar banho?” ele perguntou e eu assenti com a cabeça.
Ele voou comigo pro banheiro e me despiu.
Eu estava muito mal. Cansada e meu coração ainda doía.
Ele via que eu estava magoada e ele não sabia o que fazer pra me curar daquela dor, que dessa vez ele havia infligido.
Porem eu sabia que ele não tinha culpa realmente e ele tinha razão.
Ele ter experiência era muito melhor.
Antes eu até achava isso um máximo. Que raiva mesmo. Por que eu tenho que ser tão pateticamente obsessiva e ciumenta desse jeito?
Eu ainda tinha vergonha que ele me visse nua mas eu finalmente comecei a perceber que eu estava emagrecendo aos poucos.
Minha cintura e meu rosto estavam mais afinados. Meu corpo estava um pouco mais diferente.
Acho que a falta de comida e os exercícios prolongados que William me submetia em cima daquela cama estavam fazendo efeito.
Eu corei a perceber isso e ele me olhou curioso, mas eu tentei despista-lo e nós começamos a tomar banho.
Depois ele me ajudou a me secar.
Caraka como ele era carinhoso. Era incrível.
Ele cuidava de mim com uma devoção que me deixava sem jeito e ainda assim me fazia suspirar de tão bom.
Eu botei uma camisa baby look preta de banda que eu tinha e pus um o tal short curto que eu adorava.
Eu adorei quando vi que William olhou diretamente pras minhas coxas quando eu apareci com ele.
Ele tinha vestido a pólo e o calção que eram meus e que agora eu tinha deixado pra ele. Havia coisas que ele tinha que me explicar me contar e àquela hora era a melhor para isso.
Nós estávamos sozinhos e nós poderíamos conversar sem sussurrar.
“William!” eu chamei por ele indo em direção a cama e ele esticou os braços pra mim para que eu sentasse no colo dele.
Eu vi nos olhos dele que ele sabia que eu queria conversar.
“O que nós vamos fazer?! Ela deve ter percebido que eu era humana?! Será que ela vai contar para alguém?!” Ele suspirou e começou a falar.
“Hoje à noite eu não vou poder ficar com você como eu queria. Eu vou ter que procurar ela e conversar com ela. Tentar explicar as coisas, mas acho que ela não vai me dedar. Ela se importa comigo. Ela não faria nada que me prejudicasse!” eu bufei de ciúmes e ele não reagiu a isso.
Então perguntei. “Ela gosta tanto de você assim? Eu não sabia que com vampiros normais isso acontecia.”
Ele me olhou e falou.. “Ela não é nada para mim Vanessa! Eu juro!” os olhos dele eram de muita dor e isso me doeu mais ainda. “Eu não estou dizendo que é!” eu disse desviando o olhar dele antes que eu começasse a chorar.
Ele suspirou. E continuou. “Eu não sei Por que dessa sisma. Mas foi sempre assim. Eu nunca quis nada com ela. Por mais que ela quisesse. Sempre me perseguindo. Tentando ficar perto de mim e eu a sempre mandando a embora. Às vezes me dava um desespero… Principalmente depois….“ ele exitou..
“Depois de que William?” eu perguntei sem entender.
“Nada que você deva se preocupar!” ele disse e desviou o olhar de mim mais uma vez.
”Quando você vai poder voltar?” eu perguntei de chofre depois de alguns segundo de silencio.
“Não sei. Só depois que eu conseguir falar com ela, mas algo me diz que vai ser fácil. Ela não deve estar longe. Ela já deve ter encontrado o meu cheiro de novo e esta refazendo os meus passos.” Ele completou e eu gelei.. Mas antes que eu pudesse falar ele disse
“Não te preocupa eu não vou deixar ela se aproximar daqui. Sua família está segura!” e eu soltei sem pensar só com medo pela minha família. “Se ela me quiser sem problemas! Mas, por favor, deixa eles fora disso. Eles são inocentes!”
Ele pegou meu rosto com as duas mão e olhou fixamente nos meus olhos.
No rosto dele tinha raiva, dor e repreensão. “Eu preferiria ser destruído do que te entregar pra ela! Ouviu? Eu jamais vou permitir que matem você!”
Eu já estava soluçando e com a voz embargada eu soltei..
“Eu digo o mesmo! Eu prefiro morrer do que você ser destruído!”
As lagrimas rolavam pelo meu rosto e eu sabia que se ele fosse humano ele também estaria lavado de lagrimas, ainda assim a raiva perspasava o rosto dele e era uma fúria incomensurável que eu nunca havia visto nele antes.
Ele me beijou com fúria e me abraçou. Nós ficamos imóveis ali por algum tempo até eu perceber que a tarde estava acabando e o momento de ele sair à busca da vadia se aproximava.
Escureceu e o momento havia chegado.
Eu olhei desesperada pra ele. Eu tinha medo que ele fosse e não voltasse, mas ele me olhava com carinho e isso me acalmou um pouco..
”Volta pra mim ta?” eu disse baixinho olhando no fundo do olho dele e ele sorriu.
“Sempre!” ele disse e eu estremeci.
Ele me deu um selinho demorado e carinhoso. Abriu a janela e sumiu na escuridão.
Aquela noite seria a noite mais longa da minha vida até então.
Ele havia dito que aquela zinhá era mais forte que ele e isso me dava aflição.
Eu temia por ele e cada vez mais a minha raiva era maior.
Se alguma coisa acontecesse a William, eu daria jeito de encontrar um vampiro que me mordesse pra eu virar uma vampira para assim eu vingar ele. Aquela vaca não me escaparia!
Agora eu sabia como Bella se sentia. Impotente quando ainda humana. Vendo quem amava se a riscando e ela só podendo observar e rezar.
Isso me afligia muito mais do que afligia Bella, disso eu tinha certeza.
Era uma raiva devoradora que mesmo que eu tivesse passado à noite anterior em claro eu não conseguia dormir.
Eu apaguei todas as luzes e deixei a porta do banheiro aberta para que a luz da rua entrasse e iluminasse o quarto.
Era tanta raiva que eu tentava imaginar a infeliz e pensava nas mil maneiras de trucidar com a desgraçada.
Na minha imaginação infelizmente ela era loira magra e bonita. Estilo Rosali mas não tão linda…
Dava-me uma raiva disso tudo que eu bufava sozinha no escuro com os olhos fixados no teto sem conseguir dormir.
As horas passaram e eu não consegui pregar o olho. Revirava-me na cama e ficava atenta a qualquer barulho que eu escutava. Quando eu percebi o céu começou a clarear e com a porta do banheiro aberta tava claro demais…
Eu a fechei e só entrava luz agora pelas persianas da veneziana.
Eu não sei quanto tempo eu fiquei olhando para a janela até que eu apaguei de exaustão.
Sneak Peak do Capitulo 9:
‘Todos… Todos haviam sido perdidos!’
‘Todos se foram… Todos!’
outubro 11, 2009 às 11:32 pm
Esse capítulo foi mais legal que o anterior! ^^
Fiquei ansiosa, quero saber se a vampira vai atrás da Vanessa ahauhuahua
Ela foi muito imprudente XD é viciada nos livros e ainda queria encarar uma vampira?!
Mal posso esperar pelo próximo!!
Tomara que você atualize logo a seção com as fotos das locações, eu procurei essa Lagoa dos Patos no Google Imagens mas nem sei se era aquilo mesmo que eu vi ahuahua