Capitulo 10: Domando a Fera.
Recado da Autora:
Eu sou uma pessoa q não cumpre promessas.. =// desculpa não ter postado sexta, mas mais tarde do que nunca não?
Lilly calma.. o fight contra Elisandra é no proximo capitulo.. o/
E tipo assim.. sabe aquela musica do Raul Seixas?
“Quem não tem colirio usa oculos escuros..” ?? eu fiz uma versãosinha tosca.. “Quem não tem volvo prata.. usa golf preto..” hauhauhauhau.. eu sei foi sem graça.. =///
tem uma melhor..
“Melhor q um vampiro em um volvo prata é um de olhos vermelhos em um golf preto!!”
Divirtam-se.. pq eu amooo esse cap..^^
Eu não sei como isso aconteceu, mas eu só fui acordar na segunda de manha as 10.
Não havia sinais de William e isso me desesperou mais ainda.
Eu tomei banho meio à contra gosto e me arrumei para o serviço. Foi então que depois do banho eu percebi.
Dependurada entre uma persiana e outra na janela.
Tinha um envelope.
Eu corri para pega-lo. Dentro tinha um pequeno papel, eu o li…
Eu estou bem! Não se Preocupe!
William
A letra era linda. Parecia que tinha sido imprimido e não escrito de tão perfeito.
Eu sabia no meu âmago que ele estava bem, mas ainda assim eu me sentia agitada.
‘Ele tava aprontando algo. ’
Quando eu cheguei ao estacionamento Felipe estava estranho.
Ele me cumprimentou com frieza, mas dessa vez não foi ríspido.
Eu não tinha percebido, mas o dia estava muito nublado. Diferente do fim de semana.
Estava abafado novamente, mas as nuvens eram claras, densas e cobriam tudo como sempre faziam.
Ia demorar a chover de novo e até lá nós estaríamos numa estufa. Cada vez mais quente e úmido.
A segunda feira foi atípica. Pouquíssimo movimento.
Até mesmo os mensalistas eram poucos.
Às 16h30min minha mãe levou o café e como sempre eu não comi nada mas dessa vez eu bebi o café.
Não havia mais ninguém quando um carro entrou.
Era um golf preto com insulfilme. Parecia ter aparência de a pouco comprado.
Mas a placa me alertou que era alugado por que era de Curitiba e placas de lá sempre são de carros alugados.
As nuvens pareciam ter fechado mais o tempo por que do nada parecia que estava mais escuro e então ele saiu do carro.
Eu levei um susto tão grande, que fiquei imóvel e perplexa.
Ele não precisava se virar para eu reconhecer, eu sabia quem era.
Era William.
Mas quando ele se virou eu quase desmaiei. Por que ele estava lindo demais.
Aquelas roupas eram novas, mas ainda assim o gosto era parecido demais com o meu. All Star e calça brim preta, pólo preta nova e jaqueta de moletom, com uma de brim preta por cima.
O cabelo dele estava diferente. Não era mais o escorrido para traz, era um arrepiado desfiado que me lembrava demais Nick Carter.
Ele tava lindo demais que eu fiquei sem ar, mas ao mesmo tempo raiva e medo pela aquela atitude me inundavam.
Ele colocou o capuz e veio diretamente para mim me olhando nos olhos. Com aquele ar de implicância e ironia que eu conhecia tão bem.
Eu vi que Felipe ao meu lado inquieto, olhava de mim para William e dele para mim. Então William chegou e disse.. “Oi Vanessa!”
Ai sim eu fiquei apavorada. Ai ferrou de vez.
Eu olhei para ele com aquela cara de pavor refletida com o que eu sentia, mas ele ignorou.
”Você já fez o ticket?” ele perguntou e eu não entendi era nada..
Ele viu a minha cara de bocó e riu. Então olhou para Felipe.. “Ah! Você deve ser Felipe certo? Você já fez o papel do meu carro? Acho que a Nessa esqueceu…”
Eu olhei para Felipe, totalmente perdida e ele tinha um olhar muito serio, com muita raiva.
Ele me olhou e entregou o papel do carro para William.
“Ah! Valeu!” William disse e saiu. Mas sem antes dar uma piscadinha para mim.
Eu sentei atônita na cadeira atrás do balcão..
Eu tava era entendendo nada.
‘Que raios ele veio fazer aqui? E que carro era esse??? Ele sabia dirigir?? Ele endoideceu???’
Felipe ficou quieto logo de inicio mas depois de alguns segundos pareceu tomar coragem e resolveu falar. “Quem era?” Tentando dar um de desinteressado e ele me pegou de surpresa.
“Ah! Um… Um conhecido meu!”. Eu respondi totalmente perdida.
“De onde? Se eu não conheço?” ele perguntou com um pouco de ironia na voz. Realmente! Todos os meus conhecidos era conhecidos de Felipe..
Só pessoas da internet ele não conhecia..’Isso!’ Eu pensei e falei.
“Ah! Eu conheço ele da internet!”..
”Da internet é? Desde quando?” Felipe tinha pavor que eu conversasse com outros homens pela internet e eu também não curtia, até evitava.
Só se fossem fans de BSB, ai eu até conversava.
Outro estalo. “Ah ele é fan de BSB das antigas. Mas… Mas ele não é daqui!” eu emendei.
Por que se eu conhecesse um fan de BSB em Pelotas bonito desse jeito. Eu já teria deixado Felipe há muito tempo e ele sabia disso.
”Eu nem sabia que ele ia vir a Pelotas por agora. Eu levei um susto!” eu disse Emendando antes que ele perguntasse mais e me pegasse na mentira.
“É eu percebi!” Ele disse e eu me senti aliviada que ele tinha mordido a isca ou pelo menus parecia..
O silencio se instaurou e eu agradeci. Então comecei a fazer o fechamento.
Quando eu havia terminado ele voltou. “Quanto deu?” ele perguntou para Felipe. Olhando para mim.
Ele já tinha deixado o ticket na mesa perto de Felipe.
”Um real!” Felipe falou sem vontade e William me entregou uma moeda de um real.
Eu entendi. Ele não queria tocar Felipe ou dar essa chance.
”E ai Nessa? Pronta pro Show? Eu já to com os meus vips comprados e tu?” William soltou, enquanto eu guardava a moeda na caixa do dinheiro.
Cretino ele tava escutando a conversa. Mas foi bom. Assim a desculpa era convincente.
”Ah!” eu disse quando eu percebi que ele esperava eu responder.
“Não! Ainda não! Não tive tempo!” Fiz um gesto com a mão que lembrava dinheiro. “Ah! Eu tenho dois vips, se bobear e você não conseguir, eu te dou um. A pessoa que ia comigo não vai mais!” William completou.
Eu não entendi a conversa, mas agradeci ”Ah! Valeu, mas não precisa!” e franzi a testa tentando fazer sinal para ele. Do que raios ele tava falando? Ele sorriu e disse
“A gente se vê por ai ou no show Nessa!” e piscou para mim. Então deu tchau.
Com uma maestria incrível ele ligou o carro, manobrou e saiu pelo mesmo portão que entrou. Deixando-me sem entender nada…
Alguns segundos depois o meu celular começou a tocar, mas não era a musica que eu tinha como toque. Não era Everything but mine dos BSB..
Era BSB, mas era outra musica.
Era Unmistakable e eu me assustei.
Eu peguei o celular correndo na bolsa e na tela estava escrito…
William..
Eu fiquei em choque, mas antes que Felipe se inclinasse para ver quem me ligava, eu atendi.
Ele riu e falou. “Gostou da surpresa?”
Eu suspirei, mas não falei nada e ele continuou. “Hoje será que agente pode dar uma volta? Tipo eu ir à sua casa te buscar?”
“Como assim?” eu perguntei quase que sem forças, totalmente em choque.
”Eu acho que é normal um namorado buscar a sua garota de carro para ir ao cinema. Eu estou meio enferrujado com isso, mas acho que me lembro bem.” Ele respondeu.
“Não é tão simples assim tu sabe disso. Porque tudo isso?” eu perguntei.
Era muita coisa em jogo.
Primeiro era plena segunda feira. Meu pai não ia me deixar sair, assim oficialmente. Alem do mais a pouco tinha terminado com Felipe e meu pai nem sabia disso.
Pelo menus vindo da minha boca.
Eu suspirei e como assim namorado? William era muito mais que um namorado.
Ele era o meu salvador, meu tudo. Namorado não era o rotulo certo para ele.
”Bom se você não quiser sem problemas eu devolvo o carro!” ele disse de chofre, entendendo errado o silencio que se seguiu. Eu vi a decepção na voz dele.
Então eu falei meio desesperada. “Não é isso! Eu quero! Mas você foi escolher um dia meio complicado. É plena segunda feira. Dia de semana eu não posso sair sabia?!”
Eu vi que Felipe agora estava atento à conversa, curioso de mais. “Quem é?” ele perguntou. Tinha raiva e implicância na voz dele.
Eu me irritei com isso. “Ninguém que te interesse!” eu disse ríspida.
Ele bufou e tentou tirar o telefone da minha mão. Mas antes que ele visse o visor William já tinha desligado e eu consegui me desvencilhar das mãos dele.
“Não toca em mim!” eu o avisei.
”Nós não temos mais nada! Eu não te devo satisfações!” eu disse e ele piorou.
“É isso Vanessa? Tu ta me traindo? Tem outra pessoa? É por isso que tu queres acaba comigo?” ele perguntou acusatoriamente.
“Eu não estou te traindo. Nós não temos mais nada! Acabo Felipe! Eu já te disse isso!” Ele começou a chorar de raiva e eu jurei que ele ia partir para cima de mim para me bater.
Então do nada o carro de William entrou no estacionamento. Como um raio ele pulou o balcão se colocando entre mim e Felipe..
“Sai para lá cara!” William avisou e Felipe se assustou de como rápido tudo aconteceu.
Então tentou entender o que estava havendo.. “Eu… Eu… Eu não!” Felipe disse balançando a cabeça em negação.
Mas William não saiu do lugar. Então falou comigo.. “Você esta bem Nessa?”
Eu disse um tremulo sim e instintivamente eu abracei a cintura de William, afundando o rosto nas costas dele.
Felipe ficou pior ainda.
Totalmente desnorteado dava para escutar ele chorando. Eu também chorava e olhei por cima do ombro de William. Felipe se afastava dando passos para traz balançando a cabeça.
“Chame sua mãe pelo radio?! Eu vou tirar você daqui e é melhor alguém vir fechar esse lado!” William falou. Eu sem entender direito peguei o radio e chamei minha mãe.
Eu não queria assustá-la, minha mãe tinha problemas no coração e muitas vezes as brigas que eu tinha com Felipe a vazia ficar muito mal. Ainda bem que meu irmão estava na garagem também, foi que ele atendeu.
Eu pedi para ele vir até lá com ela, eu precisava falar com os dois.
Quando eles apontaram no fundo do salão nós três já estávamos fora do quiche..
Mas William permanecia na minha frente, cuidando cada movimento de Felipe como se ele fosse um Vampiro inimigo pronto para atacar a qualquer momento.
“Vanessa o que ouve minha filia?” minha mãe gritou quando viu a cena e desesperada ela chegou correndo até nós com o meu irmão do lado. Mas ela se assustou com William como normalmente qualquer ser humano faria.
Mas William estava calmo e olhava sereno para minha mãe. ”Bom dia Dona Gilda!” ele disse sorrindo…
”Bom dia!” minha mãe respondeu atônita!
“Você deve ser o Julio!?” William falou para o meu irmão e ele assentiu com a cabeça perplexo.
”Uma pena nós nos conhecermos assim!” William disse..
“Meu nome é William e eu sou amigo de Vanessa!” e minha mãe olhou para mim, um ar de entendimento passou pelo rosto dela. Ela sorriu, mas a visão dela logo procurou Felipe e o rosto dela se fechou de novo.
“O que esta havendo aqui?” ela falou ainda meio gritando.
“Ah!” William disse.
“Acho que um pequeno desentendimento! Felipe não esta muito bem! Mas acho que vai ficar!”
“Você esta bem meu filho?!” minha mãe perguntou para Felipe que soluçava e não tirava os olhos de mim. Eu não conseguia encará-lo.
Mas ele me surpreendeu quando começou a falar.
“Dona Gilda? A senhora e o Julio podem ficar e fechar aqui o nosso lado? Eu preciso ir ao banheiro um pouco e a Nessa precisa sair também!”
William agora olhava para Felipe e assentiu com a cabeça e se voltou para minha mãe de novo..
“A Senhora se importa? Se Vanessa sair comigo um pouco? Eu sou novo na cidade e eu queria que ela me mostrasse umas coisas?! Tem algum problema?” eu sabia que ele estava usando seus dons vampirescos de persuasão, Por que minha mãe estava com uma cara abobalhada..”Ah! Sim. Eu acho que não tem problema. Eu… Eu explico pro teu pai… Vai Nessa!” ela finalizou olhando para mim. Mas eu via o nervoso que ela tava. Isso ia render.
Meu pai não deixaria algo assim passar em branco.
Ainda bem que não tinha ninguém no estacionamento. Por que se não seria pior.
“Ta!” eu disse e agora todos olhavam pra mim.
Menus William que ainda estava entre mim e Felipe.. Se Felipe se movesse para tentar me olhar melhor William também se movia, me mantendo fora de sua visão.
“Bom então ate mais tarde. As 23h30min, pode ser?” William perguntou para minha mãe..
“Ah! Sim… Sim!” minha mãe engrolou e William sorriu.
Finalmente ele virou para mim e eu olhei no fundo dos olhos dele que agora eram um marrom meio escuro, eu via a dor neles.
Ele mexeu os lábios e eu entendi. “Desculpe!” foi o que ele disse.
Eu balancei a cabeça em positivo e então ele falou. “Vamos!” e eu disse sim.
Peguei minha bolsa e ele me esperava já com a porta aberta.
Ele fechou e fez a volta bem calmamente então entrou.
Eu dei tchau para minha mãe e Felipe já estava de costas indo em direção ao outro salão.
William dessa vez deu ré devagar, mas suavemente, quando eu percebi já estávamos andando pela rua e eu completamente atônita.
Eu soluçava sem parar e não sabia o que pensar ou dizer.
Eu entendi a intenção de William, mas era eu que tinha ferrado tudo.
Eu não deveria ter cedido a implicância de Felipe. Devia ter mentido que era uma amiga. Qualquer outra coisa, mas eu não agüentava mais aquilo.
Eu não agüentava mais Felipe!
William estendeu a mão para mim e eu entrelacei minha mão nos dedos dele.
Ele rumava pela avenida bento rápido como uma bala e eu não me incomodava pela velocidade.
Eu gostava. Mesmo eu ficando meio tonta por causa da labirintite.
Nós chegamos ao entroncamento da estrada e ele fez menção de seguir para o sul.
Eu não suportaria aquilo. Eu sempre odiei viajar para o sul.
Sempre. Parecia que indo para o sul eu ficava mais longe de tudo.
Eu já vivia em um fim de mundo.
Mais ao sul do que isso era pior. Parecia que eu ficava mais longe do resto do planeta. Então eu consegui falar.. “Não… Por favor… Para o sul não! Pega a estrada para Porto Alegre!”
Ele me olhou e falou.. “Mesmo eu sendo rápido acho que não da para ir e voltar de lá até as 23h30min Nessa!”
“Não tem problema. Nós vamos até um pedaço e voltamos. Mas para o sul não!”
Então ele pegou a estrada par o norte.
Passou devagarzinho pela policia rodoviária e depois acelerou.
Eu nem vi quando passamos a entrada de São Lourenço, então ele fez uma coisa. “Vem!’ ele disse.
Fazendo gesto para que eu sentasse no colo dele. Ele pos o banco mais para traz, então me ajudou a me sentar. “Você vai conseguir guiar assim?” eu perguntei, ele riu e passou a ponta do nariz pelo meu pescoço. Eu tinha esquecido o quanto ele era carinhoso e as lagrimas se intensificaram.
Eu o abracei forte. Eu era dele mais do que eu podia imaginar.
Aquilo tudo ia dar muita dor de cabeça. A primeira coisa era que meu pai me chamaria de vagabunda. Tudo o mais e que eu era uma irresponsável.
Que tinha levado Felipe para dentro de casa e agora não o queria mais. Que isso era uma vergonha e o pior era que eu concordava com isso.
‘Como eu pude? Não ficar com William, mas atar Felipe desse jeito na minha vida?
Meter os pés pelas mãos desse jeito? Mistura-lo desse jeito com a minha família? Deixar ele sem opções! Sempre tão possessiva. Sempre tão dominadora!’
Eu tinha feito a minha própria gaiola e eu não conseguia mais achar a portinha de saída.
Era horrível demais fazer isso com Felipe. Mas ainda assim a angustia que estar com ele me causava não era de pouco tempo.. Antes mesmo de conhecer William.
Quando Bella com suas palavras e história de vida esfregou na minha cara as minhas burradas. Era esse o motivo da depressão.
Eu estava atada a uma pessoa que eu não amava plenamente e minha alma ansiava demais por um amor como o de Ed. e Bella. Sempre ansiou. Desde que nasci!
Eu suspirei e William beijou meu rosto.
“Fiz burrada não é?!” ele perguntou sem jeito.
“Não! A bocó fui eu. Eu estraguei todo o seu plano!” retruquei.
Ele suspirou e me beijou o rosto de novo. Eu sabia o que William queria. Queria aos poucos se aproximar de minha vida normal, ser apresentado a família e não apenas ficar escondido no meu quarto.
Ele queria ser um Edward completo e ele se esforçaria para isso acontecer.
Eu me odiava por ser tão imbecil mas agora já era tarde.
Tínhamos que nos preparar pra enfrentar a fera e eu sabia que agora ela estaria mais enlouquecida do que nunca.
Eu estava totalmente apavorada.
O medo que eu tinha do meu pai era tão grande quanto o ódio que eu tinha dele e isso me fez tremer de ansiedade. Fez William me abraçar mais forte.
“Calma vai ficar tudo bem!” Ele disse roçando a bochecha dele na minha e ainda assim sem tirar os olhos da estrada.
”Agora complicou tudo. Muito mais do que antes. Eu não sei o que esperar do meu pai!” eu disse de chofre..
“Ele odeia Felipe mas mesmo assim não me da o direito de troca-lo por outra pessoa assim desse jeito. Eu atrelei Felipe de mais a minha vida e família. Eu fiz promessas de casamento. Era como até eu já fosse casada com ele… Entende?” ele bufou e ficou tenso..
“Desculpa! Nunca imaginei que eu te conheceria e eu estava sozinha demais. Eu precisava de alguém. Mesmo que esse alguém não fosse o certo para mim!” eu disse tentando concertar o que eu tinha dito.
Ele desviou o olhar da estrada, mas eu não me apavorei eu sabia que ele era capaz e ele me olhou profundamente. Nos olhos dele eu vi dor e ressentimento mas não era porque eu tinha feito juras de amor a Felipe.. Era porque ele não tinha chego antes.
Eu sorri abobalhada, eu tinha certeza do que ele estava sentindo e o beijei.
“Bobo!” eu exclamei e ele suspirou com dor.
Aquilo me doeu tanto quanto nele e então eu tive um estalo.
“Você ta de lente?” eu e ele rimos ao mesmo tempo com minha conclusão atrazada.
Ele confirmou com a cabeça ainda rindo.
Ele tinha planejado tudo mesmo.
Eu suspirei e o abracei mais forte.
”Nós teremos que dominar a fera!” eu disse e ele ficou quieto esperando eu falar.
“Você vai ter que ser o genro que ele pediu a Deus. Você vai ter que ser perfeito e impecável. Bom uma parte nós já temos. Você é perfeito!” ele riu alto e agora foi à vez dele me chamar de boba. Eu ri e balancei a cabeça. Ele era perfeito.
Lindo ele já era. Agora o gosto para roupas anterior era melhor, meu pai aprovaria mais do que as de agora e ele tinha que ter uma vida boa.
Um emprego e pela a idade que ele aparentava. Tinha que estar estudando.
Eu fui dizendo tudo isso a William durante a viagem.
Quando chegamos a Camaquã, ele resolveu voltar mas dessa vez mais devagar, para nós podermos combinar tudo.
Voltar para o sul me deu aflição mas não tinha jeito. Nós tínhamos que voltar.
Quando chegamos perto da cidade já estava tudo combinado e planejado.
Agora eu já sentava no banco do passageiro, meio a contra gosto de William, mas eu não queria que ele recebesse uma multa na carteira falsa dele nova.
Ele tinha pensado em tudo mesmo.
Feito vários documentos e recuperado a identidade humana.
Mas agora bisneto do William Spianeli que desapareceu de casa aos 25 anos de idade no norte do estado. Ele nunca tinha precisado de documentos antes e foi meio difícil de conseguir, mas algumas viagens rápidas até Santa Rosa deu cabo de tudo.
Nós já estávamos a meio caminho de minha casa, a ansiedade e o medo aumentava em mim.
Era desesperador e William ia até chegar algum minutos antes do que o combinado.
O combinado era isso. Eu conhecia William já a um bom tempo pela internet.
Nós éramos amigos mas ele era de São Paulo. Ele veio morar em Pelotas por causa do emprego dele e tinha pedido transferência para a faculdade federal daqui ..
Ele estudava direito e estava no ultimo ano.
As aulas dele recomeçariam junto com as minhas.
A família dele era tradicional em SP e ele tinha algum dinheiro. (Essa parte eu realmente não sabia como ele ia fazer. Por que ele nunca teve dinheiro. Nunca precisou para nada) Nós nos aproximamos quando ele veio a Rio grande com a família e me viu na multidão no cassino. Eu também o vi mas ele não sabia se era realmente eu e nen eu sabia se era ele mesmo.
Nós voltamos a falar com mais freqüência por causa disso pela internet. Eu resolvi acabar com Felipe por estar gostando dele e era recíproco. Nós não tínhamos ficado juntos ainda. Éramos só amigos até eu resolver meu relacionamento com Felipe.
Eu odiava mentir mas precisava.
Quando nós chegamos à minha casa William parou em frente e abriu a porta para mim. Minha mãe já me esperava a porta com uma cara de aflita. Eu sabia que vinha bomba ai.
Meu pai quando viu que ela estava abrindo a porta para mim levantou da sala correndo e saiu pela porta a empurrando para traz e eu vi que William não gostou nem um pouco disso e eu rezei que desse tudo certo.
“Pra dentro Vanessa! Eu tenho que ter uma conversinha contigo!” meu pai disse e eu gelei. Mas William foi mais rápido do que eu em responder. “Me desculpe senhor mas você não conversara nada com Vanessa se eu não estiver presente!”
Meu pai o encarou e mesmo eu sabendo que o meu pai já havia enfrentado de tudo nessa vida porque ele era Policial civil aposentado. Ele se apavorou ao reparar em William e eu vi um pequeno sorriso em William que ele tentava esconder, quando ele percebeu meu pai se intimidando por sua presença, ainda assim seus olhos o entregavam.
“Quem tu pensa que é para falar assim comigo? Tas querendo confusão rapaz?” Meu pai disse tentando manter a compostura e tentando reverter à intimidação. Agora era serio com uma mistura de fúria, mas mesmo assim eu via a cautela na voz dele. “Vanessa!” minha mãe gritou e eu vi o pavor na voz dela. Eu me desesperei.
‘Só falta a minha mãe ter um treco agora’ eu pensei e apertei a mão de William que estava entrelaçada a minha. Ele me olhou esperando eu falar. Eu reuni toda a coragem que tinha dentro de mim e eu sabia que contra o meu pai era pouca.
Mas a presença de William do meu lado forte e protetor me fez consegui falar com uma segurança que eu jamais havia sentido.
“Pai! Calma… Vamos conversar… Não é nada do que você ta pensando!” eu disse.
Meu pai bufou e eu percebi o porquê. Ele não conseguia tirar os olhos de William e algo me dizia que ele tentava convencer meu pai com o olhar vampirico dele.
Demorou alguns segundos e eu vi que minha mãe chorava com a mão no peito e isso fez eu ficar pior. Perder a metade da coragem mas eu tinha que fazer aquilo. Era a minha vida que estava em jogo, era a hora da mudança.
Finalmente eu não estaria mais atada a Felipe e eu poderia seguir meu caminho ao lado de William para aonde quer que meu destino nos levasse.
Meu pai engrolou e finalmente falou. “Ta! Entrem! Parem de fazer escândalo no meio da rua!”
William não argumentou apenas acenou com a cabeça assentindo e começou a andar me puxando, porque eu estava estaqueada no chão. Mas o olhar dele era tranqüilo. Sereno. Ele não deixaria nada me acontecer e se meu pai me expulsasse de casa com certeza não seria um problema com certeza eu e William daríamos um jeito.
Na verdade até seria melhor mas eu sabia o porque William tinha retornado comigo para casa. Ele poderia ter me levado dali para sempre naquele carro mas ele sabia o quanto minha mãe e irmão eram importantes para mim.
Por mais que eles me magoassem. Eu zelava pela saúde de minha mãe, eu não queria que ela passa se mal ou que até o pior acontece se e ele não queria que eu sofresse.
Ele queria me ajudar a cumprir as decisões que eu tomei.
Nós explicamos tudo a meu pai mas ele era ríspido e as vezes até grosso conosco.
Ainda assim William não perdia a calma. Era incrivelmente serio e respeitador.
Eu sabia o quanto isso deixava meu pai furioso mas com o tempo ele se encantou com William..
Quando eu achei que nós estávamos domando a fera ele explodiu e falou..
“Você é um rapaz bom demais para Vanessa! Você quer que eu realmente acredite que você gosta dela? Só sua beleza já é o suficiente para eu não acreditar. Ainda mais com o seu currículo? Eu tenho noção que a minha filia não é tão bonita como poderia ser, na verdade não é por que não quer. É uma relaxada e irresponsável! Ela não tem cacife para ter um namorado como você!”
Eu sabia que meu pai soltaria algo do gênero. Principalmente no grau da confusão que eu tinha me metido.
Eu temi pelo que William ia dizer pois eu vi que ele ficou tenso.
Tenso demais, mas ele pareceu tentar se controlar e falou.
“Acho que o senhor não é ninguém para me dizer quem eu devo gostar ou não! Para mim Vanessa é linda! Se o senhor não se conforma com isso não posso fazer nada, isso não me impedira de amá-la como eu a amo!” Eu via os olhos de William queimando em brasa de ódio e raiva.
Mas mesmo assim eu via o sorriso irônico e implicante no rosto dele e então eu me dei conta, corando totalmente. Eu realmente parecia que estava pegando fogo e eu desviei o olhar, ficando cabisbaixa. ‘Ama-la como eu a amo!’ Era o que William havia dito e não era a primeira vez que ele usava a palavra amar.
Eu fiquei totalmente sem reação. Eu não sabia se ele estava falando aquelas palavras para enfatizar o que ele pensava a meu pai ou se realmente elas eram verdadeiras.
Que ele realmente me amava.
Eu tinha tanto medo dessa palavra. Amar.
Eu já a tinha dito tantas vezes sem seu real significado que eu tinha medo de me enganar de novo.
Mesmo eu tendo essa certeza dentro de mim. Mas ainda assim eu não conseguia pensar. Pensar que eu realmente amava William.
Isso era doloroso demais.
Será que ele realmente seria o meu Edward?
Seria a pessoa que eu amaria completamente sem medo e por inteiro?
Meu pai ficou sem reação mas falou.
“Se é assim então! Tu que sabe!” e saiu da sala em direção a cozinha.
Minha mãe ficou parada em pé no mesmo lugar que estava desde que nós chegamos e entramos na casa.
Ela arfava e ainda chorava.
Ela tentou engolir o choro e falar com a voz embargada. “È melhor você ir meu filho!” Seus olhos eram de pavor e preocupação. “Ele ta muito nervoso é melhor não piorar as coisas!” Minha mãe emendou.
William assentiu com a cabeça e levantou do sofá me ajudando a fazer o mesmo. Eu estava tremula.
Nós saímos pela porta que entramos mas antes William parou em frente a minha mãe. “A senhora não se preocupe viu? Esta tudo bem! Eu irei cuidar bem de Vanessa!”
O meu William era um cavaleiro e tanto.
Minha mãe sorriu para ele com os olhos cheios de lagrimas e assentiu com a cabeça.
Eu olhei para minha mãe desesperada e ela retornou o olhar.
Então eu disse baixinho. “Desculpa!”
Ela me abraçou e disse “O que for melhor para você minha filia!” e me olhou nos olhos com carinho.
“Nós não podemos obrigar a você a ficar com Felipe se você gosta de outra pessoa. Ele é nosso empregado e eu o manterei assim como eu te prometi. Não importa se você não esta mais com ele!”
Eu suspirei de alivio. Porque eu realmente temia pelo futuro de Felipe.
Ele estar naquelas condições era minha culpa. Te-lo tramado daquele jeito era culpa minha. Mas eu sabia que a batalha não tinha terminado ali. Só tinha começado.
Ela olhou para William e disse. “Vá com Deus!”
William balançou a cabeça em afirmação e passou pela porta me puxando pela mão.
Eu disse a minha mãe que já voltava que só ia me despedir e ela pediu para que eu não demorasse. Ela deixaria a porta aberta.
Nós chegamos até o carro e William me abraçou.
“Calma! O primeiro round terminou!” Ele disse, era bom ele ter percebido que a briga seria longa.
”Eu vou guardar o carro e já corro para cá. Assim que você tiver sozinha abra o trinque da janela que eu estarei com você!” ele disse. Eu o olhei suspirando e ele sorriu.
Ele não iria embora. Nós ficaríamos juntos a noite inteira mais uma vez!
Eu tinha muitas coisas a perguntar. Sobre Elisandra e como ele tinha conseguido aquilo tudo. Carro, documentos e nós tínhamos que bolar como raios ele iria parar na UFPel.
Porque lá só com vestibular e eu tinha noção que meu pai iria investigar a vida inteira de William. Então ele iria se surpreender ao descobrir que o único William Spianelli havia morrido há 60 anos atrás.
Mas quem disse que nós conversamos? A Saudade que eu tinha dele era incrível e eu chorava quando comecei a beija-lo.
“Nunca mais fique tanto tempo longe de mim ouviu?!” e ele ronronou. Quando nós já estávamos em cima da cama com a metade das roupas no chão.
Foi tudo silencioso, mas não voraz. Era com um carinho que me doía por dentro. Era mais que apenas excitação. Era dor e ao mesmo tempo sentimento. Era paixão. Era amor!
Nós ficamos ali imóveis até eu adormecer e quando eu acordei. Ele ainda estava comigo e eu sabia que aquela cena se repetiria para sempre!
Sneak peak Cap 11:
”Então você é o novo bichinho do William?”
”Ela ainda vai te matar!”
outubro 20, 2009 às 11:21 am
chorei litros, como lidar ?
*——-*
outubro 31, 2009 às 12:54 am
posta mais porfa ?
novembro 10, 2009 às 10:10 pm
Quase um mês sem atualizar =/
Estou sentindo falta da fanfic…
Quero ler logo a luta contra a Elisandra! ahahaha
novembro 11, 2009 às 12:00 pm
Estou sentindo falta da fanfic… ;/ +1
novembro 12, 2009 às 12:12 am
Lily e Julia.. desculpa a demora para atualizar.. é q eu estou decidindo o q fazer com os proximos capitulos para terminar o livro direito e sem problemas..
eu vou demorar um pouquinho para att denovo.. sorry.. =//
novembro 12, 2009 às 8:49 pm
Ah, tudo bem, então ^^
Leve o tempo que precisar para acabar o primeiro livro de forma bem legal =]
novembro 17, 2009 às 10:51 am
aa ! ta legal, tudo bem (:
esperarei (y’
novembro 25, 2009 às 10:28 pm
Tadinho, ele colocou até lente hahaa, ele é perfeito mesmo. e os pais dela, super a apoiam ¬¬ mas amei amei o cap
dezembro 18, 2009 às 2:04 pm
poxa, adorei sua fic! mas pq vc não está postando mais??
dezembro 24, 2009 às 11:44 pm
Falta de tempo pra editar o cap 11.. o livro ja ta pronto.. só falta arrumar os erros de Portuques .. mas até domingo tem novidade.. o/
dezembro 18, 2009 às 10:19 pm
Quase dois meses sem atualizar… ;_;
dezembro 24, 2009 às 11:46 pm
eu sei.. eu sei.. =///// domingo tem news.. o/
dezembro 23, 2009 às 12:54 am
Nooossa descobri sua fic esses dias e simplismente devorei todos os capitulos!… nossa, ja chorei muitooo! A historia é linda demais, me identifico total… por favor dê continuidade ao seu trabalho, é uma obra linda e viciante. Bjs ;*
dezembro 24, 2009 às 11:46 pm
Wahh muito obrigado.. *.* fico feliz q vc tenha gostado e se emocionado.. ja q essa estória é muito importante pra mim.. saber q alguem gosto me deixa mais q feliz.. @@
dezembro 27, 2009 às 12:11 pm
AAA hoje é domingo * – *
esperando anciosamente @@
dezembro 27, 2009 às 6:11 pm
Até de madruga ta postado.. XD e axo q vem um cap 12 junto.. 8D..
enquanto isso da uma olhada nos personagens q foi att.. ^^