Capitulo 13: A Lua.

Olá pessoas! Sei que estou prometendo o novo capitulo a muito tempo. e que faz mais de 6 meses que não atualizo. Mas não foi por total preguiça, mas sim falta de tempo. Alem da parte pior. Doença!

Esse ultimo semestre foi horrivel, não me dando folga nen em meu aniversário, que foi ontem, como o da Vanessa. ^^

Eu tinha a idéia de atualizar ontem, mas uma crise de bronquite que quase me levou a uma bronco pneumonia desde terça, não me deixou eu fazer o que queria. Então venho hoje postar o Capitulo aonde vemos o que acontece no Aniversário de Vanessa. Esse aniversário foi a 1 ano atrás, então imaginem como deve estar a vida dela hoje?! ?Um ano depois, ou melhor dizendo, três livros depois! ^^

Alem do capitulo, trago a vocês uma pasta zipada com o CD da trilha sonora. Muitos autores fazem set lists, eu resolvi alem de fazer a set list, Fazer uma pasta contendo as musicas por ordem alem de uma capa e contra capa.

Clique na imagem para ir ao link do megaupload.

Espero que gostem e leiam o capitulo ao som da trilha sonora.

Em breve o capitulo 14 esta entrando no ar. E ja aviso que agora só falta o 14, o 15, o 16 e epilogo. Pela visão da Vanessa.

Ao concluir o livro estarei postando depois mais 5 capitulos pela visão de outros personagens, mostrando coisas que aconteceram durando a estória mas não foi mostrado totalmente durante o livro. Cada capitulo sera narrado em terceira pessoa e a cada um, um personagem diferente.

Os olhos de William ficavam mais claros a cada dia e o tempo passava

Quanto mais passava mais ele se arriscava e passava muito bem por humano.

Eu conseguia levar bem os estudos porque William não me deixava cabular aula e me obrigava a estudar.

Fazendo chantagens de que ele não me tocaria mais se eu não tirasse ao menus a nota mínima e isso me deixava furiosa.

Eu odiava estudar.

O regime que William tinha bolado para mim era muito bom. Eu já tinha perdido mais 10 quilos e isso me deixou feliz pacas.

Ele me levava as festas da faculdade  Ele gostava que eu o exibisse. Contava-me  tudo que minhas colegas cochichavam ás escondidas sobre nós e se ria todo com isso. Ele me deixava totalmente sem jeito. Mas eu sabia que ele tinha orgulho de mim e queria que eu tivesse o mesmo por ele. O problema é que eu não sabia como ele podia sentir orgulho por mim, já eu sentia mais que orgulho por ele, admiração pura. Ele não era apenas bonito fisicamente, ele tinha um coração incrível, era extremamente carinhoso e tinha uma personalidade fácil e tranqüila que me tirava o fôlego.

No aniversario do meu pai em maio ele até arriscou a comer bolo.

Eu realmente tive pena dele, mas ele me olhou rindo quando deu o resto para Bidu, que cheirou desconfiado, mas aceito o resto do bolo no final.

Ele ganhou minha família, até mesmo a fera do meu pai, que mesmo assim arranjava sempre um empecilho, ou um defeito para reclamar e comentar.

“Vanessa esse moço não dorme? Ele é pior que você, tem cada oleira e é tão branco que parece até doente. Nunca o vejo em dia de sol, esse cara tem que pegar um bronze, parece até vampiro.”

Ele nunca iria imaginar que as observações inocentes dele estavam tão certas, mas eu sempre revirava os olhos e saia bufando do recinto, quando meu pai vinha com essas. É claro que eu tremia dos pés a cabeça quando ficava sozinha, depois que algo assim acontecia, mas a verdade era extravagante demais, excepcional demais, para que a pegação de pé, chegasse a virar desconfiança. Ainda assim fazia com que eu e William ficássemos atentos sempre. Tentando fazer todo o possível para termos uma rotina normal e sem muitas coisas excêntricas.

Falando nela a rotina tinha se instalado mais uma vez na minha vida, mas porem essa rotina eu gostava.

Por que William participava dela.

Eu realmente vivia entorno de William e ele entorno de mim. Nós não nos separávamos por nenhum momento.

Com algumas raras exceções, quando eu estava em aula e mesmo assim o celular não nos deixava muito separados, quando William ia caçar, nesses momentos eu não o interrompia. Sabia o quanto era difícil e em certas épocas do mês, em que er, realmente não tinha como ele ficar próximo.

Durante três dias do mês William não podia chegar perto de mim. Não, não tinha o risco de ele me atacar como todo mundo pensa.

Os seres humanos, na verdade as fêmeas, têm um pequeno amparo contra vampiros.

Sim parece patético e até hoje me pergunto por que quem falou sobre os vampiros para a Stephanie, não comentou sobre esse pequeno fato incomodo. Quando nós estamos no nosso período mestrual, não é sangue puro o que expulsamos do nosso organismo, nele está contido, uma quantidade incrível de hormônios e muitas impurezas que estavam no nosso organismo. Essas impurezas e hormônios repelem os vamps. Por algum motivo o cheiro é realmente desagradável para eles. Sério… Willian não conseguia chegar nem a um quilometro de mim. Só se ele trancasse a respiração. Nesses três dias normalmente ele usava para caçar.

As semanas foram se passando e as primeiras provas começaram. Graças a Deus eu passei em todas e em ambos os cursos. Isso deixou William orgulhoso demais e o pior o empolgou. Dizendo que eu tinha capacidade de tira um dez.

Eu bufava desanimada quando ele dizia isso. Eu realmente odiava estudar. Eu gostava de apreender.

Ficar horas, sentada em uma mesa lendo feito uma condenada, para mim era um desperdício de tempo incrível. Deixar de viver, mas eu tinha minhas responsabilidades, mesmo eu não concordando com muitos autores que eu lia, eu tinha que conhece-los, não adiantava.

Meu aniversario se aproximava e isso pela primeira vez me deixou mal.

Eu faria vinte e seis anos. Eu lembrei de Bella.

“Droga!” Eu disse quando vi no calendário do computador que dia  dezessete de junho se aproximava. Minha família como sempre faria uma festinha para os íntimos e mesmo assim meu pai daria um jeito de estragar tudo.

Eu realmente odiava minhas festas de aniversario. Um dia tão legal que meu pai sempre estragava.

Como os natais e a virada do ano. Ele sempre achava algum motivo para brigar ou xingar. Acabava com qualquer clima de festa.

Com o tempo fez com que as principais festas de fato perdessem a graça para mim. Eu chagava às vezes até a não comemorar, apenas para não ter desgostos.

Esse ano seria diferente.

Eu tinha William e eu comemoraria a data com ele. Só com ele!

Minha cabeça fervilhava sobre o assunto quando William chegou naquele sábado de madrugada depois de ir caçar. Fazia quatro dias que nós não nos víamos, eu estava morrendo de saudade. Ele tinha ficado um tempo a mais do que o necessário para que meu período terminasse, mas não tinha problemas eu sabia o quanto difícil era caçar e o pior achar presas não humanas que saciassem William, era mais difícil ainda. Aqui não existiam cervos, ursos ou leões da montanha. William ficava muito feliz quando encontrava alguma jaguatirica e tinha que ir longe para encontrar alguma onça. Muitas vezes ele teve que apelar para animais mais domésticos como cavalos e gado. O sangue desses animais era horrível e ele me falou que no inicio às vezes ele caia em tentação e tinha que se alimentar de humanos. Com medo de me ferir. Era penoso para ele, mas ele estava determinado. Ele não se alimentaria de humanos novamente e eu sofria por ele. Não me importava com o falo de ele matar humanos, mas se ele não queria mais não seria eu que ficaria contra.

Eu contei para ele do meu aniversario e ele me olhou furtivo, tentando decifrar algo no que eu falava.

Eu ri e perguntei o que ele me olhava tanto e ele desconversou.

Eu só queria passar meu aniversario com ele. Infelizmente o maldito dia caia numa quarta e agora?

Nem para sair ia dar. Ainda bem que eu não tinha provas ou trabalhos para entregar no dia.

Se eu quisesse, podia faltar numa boa. O problema era o serviço e William deixar eu faltar.

Irremediavelmente minha mãe faria uma festinha no sábado, mas a quarta seria só minha e de William.

Eu tinha conseguido dispensa do serviço. Meu pai chiou um pouco, mas eu entrei na discussão que eu tinha direito á um mês de férias, o qual essa ano eu só tinha tirado duas semanas.

Eu não tinha filosofia na noite de quarta, mas eu tinha dito a minha mãe que meu professor não me daria falta e no direito naquela quarta meu professor iria viajar e não teria aula. Isso foi uma mão na roda.

O dia inteiro eu passaria ao lado de William e longe da minha família.

Ao perceber o meu desespero de estar longe de minha família me perguntei o que me prendia ainda aquela casa? Eu deveria estar procurando um serviço em Porto Alegre e me mandar para lá.

Poderia pedir transferência das faculdades para lá também. Ao menus de filosofia para que minha mãe não ficasse triste.

O que eu estava esperando para começar a fazer isso?

Eu contei a William as minhas novas idéias e ele aprovou todas com entusiasmo.

Ele me ajudaria com tudo. Estava feliz por mim. Começar uma nova vida que não me deixasse apática e mal.

Era um grande passo para mim, viver longe de minha família. Por mim mesma. Realmente me assustava, mas quando eu perdia a coragem, era só me lembrar que eu não estava sozinha. William estava ali por mim, para mim e não me deixaria por nada.

A bendita quarta chegou.

Nós fomos para a praia do Cassino logo de manhã. Estava chuvoso e lindo, mesmo que às vezes o sol dava as caras por um curto espaço de tempo.

Como sempre a praia no inverno era nostálgica para mim.

Nós passamos pelo barco encalhado que tem a uns quinze quilômetros da entrada principal da praia e meu coração apertou. Aquele local sempre me deu sensação de déjá vu e eu nunca entendi.

Nós rumávamos para o sul, mas dessa vez eu não me importava.

Nós estávamos a 40 km da civilização, totalmente sozinhos. Só nós, o mar e a chuva fraquinha.

O que fazia com que nós nos soltássemos. Principalmente William.

Ele passava tanto tempo reprimido e controlando cada movimento. Que essa pequena liberdade ali sozinhos, na praia, distantes de todos, fez mais bem pra ele do que eu imaginava.

A praia do Cassino tinha mais de duzentos quilômetros de extensão, e era quase inóspita em certas partes. A onde nós estávamos, teríamos que percorrer mais uns sessenta quilômetros para encontrar alguma alma viva.

William tinha comprado varias coisas interessantes para eu comer e muito vinho Mollon.

O dia estava sendo perfeito. Caminhamos pela praia deixando o Golf para traz.

Andamos sobre as dunas e brincamos.

William se exibia e eu ria surpreendida com a velocidade e a força dele. Ele ria também, totalmente solto e despreocupado, só se contendo quando estava próximo a mim, com medo de me machucar.

Ele me surpreendeu quando me pegou e levantou no ar com as mãos, me girando.

Então se atirou na duna de areia comigo ainda nos braços me amparando para não me machucar, o que não evitou eu me empapar de areia por todos os lados. Nós rimos e rolamos ficando literalmente bifes à milanesa. No momento que paramos de rolar eu estava sobre ele, e o sol saiu de trás de uma nuvem, iluminando William por inteiro, ele estava sem camisa e o efeito foi devastador.

Se eu tinha como ficar com mais cara de pateta que normalmente a Bella já ficava ao ver o Edward assim… Bueno eu devo ter superado ela. Tanto que Willian que no inicio me olhava com cara tanto de bobo quanto eu, começou a rir de mim. ‘Cara eu mereço!’ e ri também.

Eu deitei ao lado dele na duna e ficamos nos olhando como dois idiotas! O amor é lindo e faz pessoas sensatas fazerem coisas bobas… Mas não tem como não fazer, quando seu coração acelera só por escutar a respiração do outro.

Era tudo lindo demais. Nós riamos, nos divertíamos um com o outro. Mas em nenhum momento ele tocava no assunto que era meu aniversário e eu não entendia porque isso.

Começou a escurecer. Ele resolveu acender uma fogueira e eu adorei a idéia.

O ajudei a catar lenha. Esforço em vão.

Por que  em 2 minutos ele já tinha o suficiente e eu tava com uns dois gravetos na mão.

A chuva tinha cedido e o céu estava se abrindo. Principalmente no horizonte dentro do mar.

Eu estiquei uma canga no chão e me sentei enquanto William arrumava a fogueira. Quando ela começou a crepitar ele com um pulo se sentou ao meu lado, com uma garrafa do velho Molom nas mãos e riu.. “Eu juro que não faço nada que você não quiser!” eu dei um tapinha de leve no braço dele e ele me derrubou para o lado, ronronando e me beijando o pescoso todo. Nós ficamos ali nos beijando e nos acarinhando quando a noite caiu e finalmente eu vi.

A lua estava nascendo. Cheia e incrível como nunca eu tinha visto. Ela estava amarelada quase vermelha e isso fez eu me arrepiar toda. O velho buraco se abriu no meu peito de uma forma dolorosa e destrutiva como nunca antes. Eu não conseguia respirar e meus olhos lagrimejavam sozinhos.

O sonho veio a minha mente e eu gelei.

William estava ao meu lado imóvel assustado com a minha reação e chamava por mim, mas eu não ouvia.

Era uma sensação horrível e ao mesmo tempo boa. Era um certeza absoluta.

Mas eu não sabia o que era.

Eu respirei fundo e isso doeu, como se todo o ar tivesse sido tirado de meus pulmões.

Eu tinha completado vinte e seis anos e eu tinha certeza que quando eu completasse vinte e sete, eu já não veria a lua com esses mesmos olhos.

Eu teria encontrado o meu verdadeiro destino e o verdadeiro caminho estava para me encontrar.

Eu não falei nada para William do que eu senti e a certeza do que eu tinha sentido era desconcertante demais para mim. Eu realmente não queria ser uma vampira.

Eu menti para ele dizendo que eu tinha me emocionado com a lua, mas ele não engoliu muito bem e me abraçou forte fazendo juras que estava tudo bem. Que nunca ele deixaria nada de mal me acontecer.

Nós ficamos um tempo ali imóveis, eu completamente sem chão, com o que havia sentido e sem saber o que falar a William, depois de um tempo estava escuro demais e ele resolveu levantar acampamento.

Mas eu não queria ir para casa, a sensação de ir para casa me fazia me sentir totalmente deprimida e convenci ele ficar dando voltas de carro pela cidade vendo o movimento, que não era muito pois era dia de semana e só os boêmios estavam na rua. Mas ainda assim, naquele rotina do carro em movimento me fez me sentir melhor, sempre me fez.

As onze horas da noite nós aportamos na frente da minha casa. Nem eu nem ele queríamos confusão com o meu pai.

Mas ele hesitou em sair para abrir a minha porta como ele sempre fazia.

Ele olhava para frente, serio e com a testa franzida. Então depois de um tempo quando eu finalmente iria perguntar qual era o problema ele suspirou, me fazendo ficar atenta a ele, esperando que ele fala-se algo.

”Feliz aniversario!” ele disse no final das contas, de um jeito baixo e extremamente serio.E eu não entendi o porque do tom tão serio e preocupado. Então me deu um estalo e eu entendi…

“Eu não sou como Bella Saw!” eu brinquei meia rindo. “Eu não tenho nóias com a idade!” ou tinha?

Agora eu tava em duvida. A espera por aquele dia tinha me sido penoso. Mas eu não me importava de envelhecer e William continuasse lindo. Eu sempre fui meia papa anjo mesmo.

Era até melhor assim.

Ele suspirou e me olhou. Eu via dor nos olhos dele. Era quase terror.

Então ele falou.”Eu não poderia… Na verdade eu não posso!”

Eu não entendi e ele viu que eu fiquei sem perdida. Ele suspirou de novo e continuou a falar, mas ainda assim hesitante. “Eu… Não posso… Eu não tenho… Eu…”

Agora assim eu estava perdida. De que raios ele estava falando?

“Você já percebeu que nem as lentes de contato nem as camisinhas jamais derreteram?”

Eu fiquei meio atônita, mas as lembranças dos livros vieram como uma flecha a minha cabeça.

As lentes de contato que Bella usava para passar por humana… Elas derretiam depois de um tempo e as de William nunca tinham feito isso. Não que eu tivesse reparado.

Ele viu o entendimento passando na minha cabeça e voltou a falar.

“Eu não sou venenoso!”

“Ah!” Eu disse ainda sem entender  e perguntei.

“Como assim? Como é possível? Você não é meio vampiro… Como pode? Mesmo assim os machos tem!”

A única não venenosa entres os vampiros que eu conhecia era Resme. Por que era uma meia vampira e mesmo assim o macho brasileiro, meio vampiro, que Alice encontrou, era venenoso.

Por que raio então William não era?

”Minha transformação!” Ele disse, adivinhando minha interrogação silenciosa.

Ainda assim estava confusa e meu rosto passava isso.

Percebendo minha confusão ele tentou explicar…

“Ela foi diferente das dos outros. Na verdade até hoje ela ainda não esta completa…” ele disse e a confusão tava pior que antes na minha cabeça.”Como assim? Como diferente? E como não completa?”Eu perguntei totalmente atônita.

“Foi mais de um.. Na verdade três me morderam!” ele disse e riu friamente.

“Eles queriam saber o que aconteceria, se o veneno, o conflito entre os venenos me destruiria. Eles queriam me ver sofrendo, mas se cansarão depois da primeira semana” e a voz dele era mais fria do que antes.

Primeira semana? Como assim? Não era uns três dias? Tinha levado mais que uma semana? Meu coração doia em saber da dor que ele tinha passado e uma fúria se instaurava em mim.

Eu queria matar, destruir, trucidar os infelizes.

Ele continuou… “Quando já ia para terceira semana de dor e agonia eu ainda estava vivo. Era patético como eu ainda estava vivo então finalmente terminou. Eles realmente se surpreenderam quando eu apareci em frente a eles!”

Agora William ria, mas com um ódio horrível nos olhos. Aquele rosto não era do William que eu conhecia. Era uma rosto distorcido de prazer e ódio. Uma personalidade que nunca me havia sido apresentada, a mascara da crueldade, da vingança. O deleite de um caçador que havia aniquilado sua preza e se deliciado com isso. Um William que eu me enganava achando que não existia.

Ele ria baixinho mais friamente do que antes, mas eu não estava assustada. Aquele riso me contagiou de prazer.

Ele tinha dado o fim que eu desejava a aqueles infelizes, que haviam deito tanto mal a ele.

Ele havia se vingado e eu sabia disso.

Em um impulso eu me tirei nos braços dele, o abraçando forte e o beijando como seu eu pudesse me unir eternamente a ele com esse beijo. Aquela certeza havia me deixado louca por ele e eu o surpreendi tanto que ele ficou totalmente atônito com a minha reação. Eu lambi o céu da boca dele o fazendo grunhir de prazer.

Quando nós dois já estávamos perdendo a cabeça dentro daquele carro eu senti que estávamos sendo observados e dei graças a Deus pelo vidro do carro ter insufilm. Mas minha mãe já tinha reparado que o carro estava na frente da minha casa.

Eu lutei contra mim mesma para parar de agarra-lo e conseguir dizer o que eu havia percebido. Quando concordamos que era melhor eu ir antes que nós tivéssemos problemas, ele me olhou com aquele olhar de dor, que infelizmente eu começava a me acostumar a ver no rosto dele.

“Se algo acontecer… Algo ruim que não tenha volta.” Ele disse fazendo uma pausa e desviando o olhar de mim. “Eu…” ele tentou recomeçar de novo…

Depois de alguns segundos em silencio ele finalmente criou coragem para terminar a frase.

“Eu não posso fazer por você, o que Edward fez por Bella!” ele disse, em um fôlego só como se ele não falasse rápido perderia a coragem de dizer. E eu entendi a preocupação dele.

Eu entendia o medo que o corroia, mas de alguma forma que eu não compreendia, eu não sentia medo por minha vida e eu o tranqüilizei. “Bobo! Não se preocupe com isso!”

Mesmo assim meu coração doeu por não ser ele que me daria a imortalidade. Que mesmo eu relutando parecia que pairava sobre a minha cabeça.

Eu suspirei e senti uma aflição boa, um sentimento muito bom perpassou o meu coração, fazendo que do nada o rosto daqueles dois viesse a minha mente, os pivôs de toda está estória.

Eu dei um pulo quando ele falou que minha mãe nos observava, inquieta da janela, fazia já um tempo e eu decidir sair do carro de uma vez por todas.

Sneak peak Cap 14

“Você… Você prometeu!” Ela disse e eu fiquei sem entender. Mas meu coração apertou e aquele velho conhecido buroco se aflorou novamente nele.”

Uma resposta para “Capitulo 13: A Lua.”

  1. Você atualizou!!!
    Que ótimo, adorei o capítulo!!
    Mal posso esperar pelo final do livro 1 =]

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